terça-feira, 31 de março de 2009

BCP - Accionistas do banco fazem psicanálise com o Rei Midas


Nem com magia foi possível calar os pequenos accionistas.
As queixas e as acusações dominaram a assembleia geral do BCP.
"Não continue a chamar-me a atenção para erros que eu não cometo!", reclamava um pequeno accionista aos constantes reparos do presidente da AG. Menezes Cordeiro ironizava: "Olhe que eu ainda não disse nada, espere até que eu comece!". "Já ouvimos essa conversa", insistia o protagonista da reunião magna para outro pequeno investidor, que rapidamente retorquiu "o banco também repete o mesmo anúncio muito vezes".

OCDE prevê recuo de 4,1%

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimou esta terça-feira um recuo de 4,1 por cento da economia da Zona Euro este ano e uma taxa de desemprego a atingir 10,1 por cento.
Para o próximo ano, a OCDE prevê uma quebra das 15 economias da Zona Euro de 0,3 por cento. Quanto ao desemprego, está previsto um agravamento para 11,7 por cento.
No relatório, a organização prevê que a Alemanha, a maior economia da Zona Euro, sofra uma contracção de 5,3 por cento este ano, que no próximo ano será de apenas 0,2 por cento.
Para a França, a estimativa é de uma quebra de 3,3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, a que segue um recuo ligeiro de 0,1 por cento em 2010.
Os resultados económicos dos EUA não vão ser muito diferentes dos esperados na Europa, já que a OCDE prevê uma recessão de quatro por cento este ano, à qual se seguirá uma variação nula do PIB no próximo ano. Neste mercado, a taxa de desemprego também deve agravar-se até aos 10,3 por cento.

OBS:
Dívida pública portuguesa pode chegar a 85,9% do PIB
A dívida pública portuguesa pode atingir 85,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), depois de em 2008 ter ficado nos 70,7 por cento, de acordo com um relatório publicado hoje pela OCDE.
As previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) mostram que a Grécia, a Bélgica, a Itália e a França deverão chegar a 2010 com um rácio da dívida pública superior ao português e que a tendência de agravamento é generalizada.
As medidas adoptadas pelos países no combate à crise explicam a subida dos rácios de dívida pública, revela a OCDE.
A organização com sede em Paris sublinha que os valores de dívida pública divulgados são calculados com base nas regras do sistema de contas nacionais, o que é diferente da metodologia usada nos critérios de Maastricht, que impõe um tecto de 60 por cento para a dívida pública.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Conselho Superior do BCP acaba


Os accionistas do BCP aprovaram com 85,46% dos votos a favor a proposta de extinção do Conselho Superior do banco, criado em 2006 para representar os maiores accionistas e presidido originalmente por Jardim Gonçalves.

A proposta de eliminação do órgão foi feita por um grupo de accionistas, entre os quais Joe Berardo, Manuel Fino e a EDP, com o apoio do Conselho de Administração executivo, liderado por Carlos Santos Ferreira. O Conselho Superior, que chegou a ser presidido por Jardim Gonçalves, tinha como função supervisionar a estratégia seguida pelo banco, competência também de outro Conselho do BCP, o Geral e de Supervisão (CGS).

Este argumento foi usado pelo representante da Fundação Berardo para justificar a proposta de eliminação, contrariada pelo próprio presidente da Eureko, que se deslocou a Portugal para representar a seguradora holandesa. Gijsbert Swalef defendeu a utilidade do CS e apelou à sua manutenção. Sem sucesso, contudo. A proposta que mais podia resultar em discussão, ontem, acabou aprovada.

Assim, o banco adoptará um sistema dualista, com uma administração executiva e um Conselho Geral e de Supervisão, que a partir de agora passará a ser liderado por Luís Champalimaud e cujo mandado durará apenas até 2010, para coincidir com o mandato da Administração.

Wall Street cai 3% com risco de falência da GM


Os principais índices norte-americanos fecharam a sessão a registar as maiores quedas das últimas três semanas. Os títulos da General Motors (GM) tombaram mais de 25%.

O índice industrial Dow Jones perdeu 3,27% enquanto que o tecnológico Nasdaq desceu 2,81%. Já o índice S&P 500 desvalorizou 3,48%.(...)

BCP - "Há 14 sessões de mediação previstas para esta semana"



Carlos Santos Ferreira gostava que o processo de mediação com os pequenos accionistas do BCP que se dizem lesados pelo banco "tivesse terminado antes desta assembleia geral" e revelou que "há 14 sessões de mediação previstas para esta semana".

O presidente do BCP justificou o atraso do arranque do início do procedimento de mediação com o facto de ter sido necessário ir buscar documentação sobre processos muito antigos. Depois dessa informação ter sido conseguida, "seguimos o calendário da CMVM".
Santos Ferreira mostrou-se ainda satisfeito com o facto de "o processo estar em curso e que até já haja decisões", em resposta às questões e críticas expressas por vários pequenos accionistas do BCP, que desta vez guardaram as suas críticas para o interior da reunião..

Nas últimas reuniões de accionistas, os pequenos investidores, que adquiriram acções nos aumentos de capital de 2000 e 2001 com crédito do banco, fizeram ruidosos protestos dentro e fora das AG. Reclamavam uma solução para os seus casos, por considerarem que tinham sido levados a comprar os títulos pelo próprio banco que queria executar créditos que estes clientes não conseguiam pagar, também devido à desvalorização das acções.

Na AG de Maio do ano passado, Santos Ferreira prometeu uma solução para estes clientes e, passado umas semanas, propôs um procedimento de mediação, ao qual puderam aceder quase 340 accionistas, cujos créditos excederão os sete milhões de euros.

Já depois disso, a CMVM condenou o BCP ao pagamento de uma coima de três milhões de euros por intermediação excessiva entre outras irregularidades na concessão de empréstimos a pequenos accionistas para compra de acções do banco.

A G - Pequeno accionista promete lutar contra "crimes no BCP"




Manuel Nogeira, pequeno accionista do BCP, surpreendeu hoje a assembleia geral do banco, com um cartaz em que promete lutar até ao fim contra os crimes que terão sido cometidos na instituição. "Se me deixarem viver, estes crimes não vão esquecer", lia-se no cartaz.

O cartaz do pequeno accionista mostrava uma capa do "Diário Económico" com uma fotografia de Carlos Tavares, presidente do BCP, e o título "CMVM segura de crime no BCP".

Manuel Nogeira, assim como Rohit Dataniu, são pequenoas accionistas do BCP que têm marcado as reuniões do banco com actos de contestação.

"Não tenho medo. Daqui a 20 anos, estarei cá com a mesma vitalidade", prometeu Manuel Nogueira, que numa anterior assembleia chegou a vestir-se de Senhor dos Passos para se manifestar contra o banco.

Nas últimas reuniões de accionistas, os pequenos investidores, que adquiriram acções nos aumentos de capital de 2000 e 2001 com crédito do banco, fizeram ruidosos protestos dentro e fora das AG. Reclamavam uma solução para os seus casos, por considerarem que tinham sido levados a comprar os títulos pelo próprio banco que queria executar créditos que estes clientes não conseguiam pagar, também devido à desvalorização das acções.

Na AG de Maio do ano passado, Santos Ferreira prometeu uma solução para estes clientes e, passado umas semanas, propôs um procedimento de mediação, ao qual puderam aceder quase 340 accionistas, cujos créditos excederão os sete milhões de euros...

Processo de mediação para os mais de 300 accionistas ainda não está concluído...

"Redução dos salários pode ser de 50% ou mais"

Joe Berardo diz que “não vai haver polémica nesta assembleia geral do BCP”, ao contrário das anteriores. O empresário já chegou ao edifício onde vai decorrer a reunião de accionistas.

"Não há tempo para isso [polémica]. O tempo é de compreensão e de dar apoio ao banco para andar com os projectos para à frente", disse Berardo, que tem uma posição superior a 6% no BCP.
O empresário mostrou-se ainda confiante em que a proposta de redução dos salários da administração seja aprovada. "É uma grande economia para o banco e os cortes podem ser de 50% ou mais", afirmou.
Berardo também espera que a proposta de extinção do conselho superior seja aprovada. "A permanência do conselho não faz sentido", defendeu

A G - Mediação acalma protestos de pequenos accionistas


O processo de mediação que o BCP propôs aos pequenos accionistas que compraram acções com crédito do banco e que está a ser liderado pela CMVM deverá acalmar os protestos que têm marcado as últimas assembleias gerais (AG) do banco. O facto de o procedimento já ter entrado na fase das reuniões presenciais retira margem de manobra à contestação.

"Achámos por bem não haver manifestações nesta fase. Embora não tenha muita confiança no resultado da mediação, devemos dar o benefício da dúvida", adiantou Abílio Abreu, dirigente da DEFCON, associação de pequenos accionistas que se dizem lesados pelo BCP.

Nas últimas reuniões de accionistas, os pequenos investidores, que adquiriram acções nos aumentos de capital de 2000 e 2001 com crédito do banco, fizeram ruidosos protestos dentro e fora das AG. Reclamavam uma solução para os seus casos, por considerarem que tinham sido levados a comprar os títulos pelo próprio banco que queria executar créditos que estes clientes não conseguiam pagar, também devido à desvalorização das acções.

Na AG de Maio do ano passado, Santos Ferreira prometeu uma solução para estes clientes e, passado umas semanas, propôs um procedimento de mediação, ao qual puderam aceder quase 340 accionistas, cujos créditos excederão os sete milhões de euros.

Já depois disso, a CMVM condenou o BCP ao pagamento de uma coima de três milhões de euros por intermediação excessiva entre outras irregularidades na concessão de empréstimos a pequenos accionistas para compra de acções do banco.



A assembleia-geral do BCP decorre esta segunda-feira no Centro de Congressos e Exposições da Alfândega do Porto, com o início dos trabalhos marcado para as 14h30. Acompanhe aqui, minuto a minuto, toda a informação sobre a reunião de accionistas daquele que é o maior banco privado nacional. O Económico tem uma equipa de jornalistas a acompanhar o evento, a partir do Porto. Veja as notícias, a reportagem, as fotografias e os vídeos da assembleia-geral.

Finanças
BCP 17:10 Acções caem mais de 2% em dia de AG As acções do Millennium bcp caíram 2,07%, a maior queda das últimas sete sessões, no dia em que os accionistas do banco estão reunidos em assembleia geral.

Finanças
BCP 17:00 "Senhor dos passos" volta a atacar BCP O accionista do BCP, Manuel Nogueira, mais conhecido como “senhor dos passos” e presença habitual nas AG do banco, voltou hoje a aparecer. E mais uma vez a inovar.

Finanças
BCP 16:18 Advogados do BCP e da Teixeira Duarte conversam fora da AG Os advogados da Teixeira Duarte e do BCP saíram momentaneamente da assembleia geral do banco que está a decorrer hoje, no Porto.

Finanças
BCP 16:12 Advogado de Jardim Gonçalves já está na AG Cortes Martins, advogado de Jardim Gonçalves, já chegou à assembleia geral de accionistas do banco.

Finanças
BCP 16:00 “Trabalhámos em perfeita sintonia com o Conselho Superior” O presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, sublinhou hoje que a administração do BCP sempre trabalhou em “boa e perfeita sintonia com o Conselho Superior”.

Finanças
BCP 15:40 António Mexia chega 45 minutos atrasado António Mexia, presidente da EDP, chegou à assembleia geral do BCP com 45 minutos de atrasado.

Finanças
BCP 15:30 "Este ano cobriremos as necessidades de 2010" Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, disse durante o discurso aos accionistas que o banco vai cobrir este ano as necessidades de financiamento de 2010.

Finanças
BCP 15:10 Extinção do Conselho Superior precisa de 42% dos votos Face ao capital presente na AG, a proposta de extinção do Conselho Superior precisa de 42% dos votos para ser aprovada.

Finanças
BCP 15:02 AG do BCP com 63,71% do capital presente A assembleia geral do BCP conta com 63,71% do capital presente. A reunião já começou.

Finanças
BCP 14:46 AG do BCP começou às 14h45 A assembleia geral do BCP já começou. São 10 os pontos da ordem de trabalhos.

Finanças
BCP 14:44 Pinhal é favorável à extinção do Conselho Superior O vice-presidente do BCP, Filipe Pinhal, disse hoje que é favorável a todas as propostas apresentadas por órgãos de gestão legítimos do banco.

Finanças
BCP 14:31 "Falarei do mundo, do capital, da liquidez e das acções" À entrada da AG do BCP, o presidente do banco, Santos Ferreira diz que falará aos mais de 200 mil accionistas "do mundo, do capital, da liquidez e das acções".

Finanças
BCP 14:25 “Os accionistas é que sabem quanto nos querem pagar” Carlos Santos Ferreira, presidente do BCP, comentou à entrada da AG a proposta de redução dos salários dos órgãos sociais.

Finanças
BCP 14:10 "Redução dos salários pode ser de 50% ou mais" Joe Berardo diz que “não vai haver polémica nesta assembleia geral do BCP”, ao contrário das anteriores. O empresário já chegou ao edifício onde vai decorrer a reunião de accionistas.

Finanças
BCP 11:52 BCP cai 1% em dia de Assembleia Geral Os títulos do Millennium bcp encontram-se em queda na bolsa nacional, no dia em que a instituição realiza a sua Assembleia Geral de accionistas.

Finanças
BCP 00:10 Alípio Dias garante que foi figurante no caso BCP O antigo administrador do BCP assenta a sua defesa das acusações feitas pela CMVM no facto de ter sido, segundo refere, “um simples figurante”.

Finanças
AG 00:05 Litígio entre BCP e pequenos accionistas resolvido até ao Verão Processo de mediação no BCP está na fase de reuniões presenciais. As questões sobre o processo deverão estar em foco na assembleia-geral de hoje do banco.

Finanças
AG 00:05 Paz para o BCP A assembleia geral do Millennium bcp de hoje deverá arrumar, de uma vez por todas, os contenciosos que ainda subsistem do vendaval que assolou o banco desde há quase três anos.

Finanças
BCP 00:05 AG marcada por uma única polémica Quarto ponto promete agitar esta tarde a Alfândega.

Finanças
BCP 29/03/09 Pontos em discussão na AG Os accionistas do BCP voltam-se a reunir em assembleia geral esta segunda-feira. Conheça os pontos mais polémicos.

Finanças
Banca 28/03/09 Eureko quer um entendimento no BCP O eventual fim do conselho superior pode empurrar a Eureko para a saída do BCP.

Finanças
Banca 28/03/09
Ministério Público dá prioridade máxima ao caso BCP A investigação às ‘offshores’ estará concluída até Maio, tendo o Ministério Público colocado dois magistrados a trabalhar em exclusividade no caso.

Finanças
Banca 28/03/09
BBVA, Popular e Sabadell queriam comprar o BCP Filipe Pinhal, antigo presidente do BCP, revela em entrevista ao “Expresso” que os bancos espanhóis BBVA e Popular tentaram comprar o banco português.

Comentários
jorge, | 30/03/09 10:27
O pecado original? A Eva a oferecer a maçã ao Adão? Simbolo cristão, que quer dizer o quê???

Visto que, Porto | 30/03/09 15:11
Início de uma nova "era". A maçã está inteira - tem todo o mundo de opções à sua frente. Como será gerado o "pecado original"? Não é forçosa a analogia. Confiamos na nova "era". Porque não ?

domingo, 29 de março de 2009

Ministério Público dá prioridade máxima ao caso BCP

A investigação às ‘offshores’ estará concluída até Maio, tendo o Ministério Público colocado dois magistrados a trabalhar em exclusividade no caso.

O Ministério Público tem, desde o final do ano passado, dois magistrados a trabalhar em exclusividade no caso BCP. Este reforço da atenção à averiguação das eventuais irregularidades no maior banco privado português, irá permitir concluir o processo até final de Maio. Há vários meses que os dois responsáveis afectos ao BCP acumulavam também outros processos.

Comentários
Gil, Elvas | 28/03/09 01:35
O Sr. PGR (mais um erro de casting) está sempre a desviar as atenções de um falhanço para o outro, de um Freeport para um BCP, de uma operação Furacão para um caso BPN. E nada se esclarece, nada se resolve e nós todos vamos pagando as favas... Assim não vale.

jrdesiludido, | 28/03/09 09:32
Parece que nos últimos anos andou quase toda a gente a dormitar enquanto alguns roubavam à grande. Deve acabar-se de vez com todos os offshores ou paraísos fiscais.

JOSE A., barreiro | 28/03/09 15:13
BCP/ACUSADOS: cotações das acções manipuladas, resultados do banco "empolados" vários anos,perdões de milhões a filhos e gestores, mais-valias não pagas às finanças e ao Estado (offshores não comunicadas aos supervisores). Enfim é uma "Excelência"...tudo o que sabemos que se passou no BCP...

Banca: Administração quer acabar com o conselho superior na assembleia geral


BCP corta 28 lugares de luxo
A Administração do Millennium BCP, liderada por Carlos Santos Ferreira, insiste em acabar com o Conselho Superior do banco, cujo mandato terminou em 31 de Dezembro. Trata-se de um órgão consultivo, que tem por objectivo acompanhar a vida social da instituição financeira e que tem 28 titulares que custam ao banco vários milhões de euros por ano.
Entre as figuras que fazem parte daquele órgão e que deverão ser ‘dispensadas’ encontra-se o ex--presidente do Sporting, Dias da Cunha, o presidente do Grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, e o presidente da Comissão Executiva da EDP, António Mexia.
Num documento que será apresentado na Assembleia Geral, que se realizará amanhã, no Porto, e a que o CM teve acesso, pode ler-se que "existe uma duplicação de funções entre o Conselho Superior, o Conselho Geral e de Supervisão e o Conselho de Administração Executivo".
De acordo com a proposta da administração, o fim do Conselho Superior iria reforçar a coesão entre os outros organismos do banco e os accionistas continuariam a ser representados pelo Conselho Geral.
Actualmente há apenas duas empresas em Portugal que no seu organigrama possuem um Conselho Geral e um Conselho Superior: o BCP e a EDP.
Esta proposta é contrariada por um grupo de accionistas – liderado pela seguradora Eureko e considerado próximo do anterior presidente, Jardim Gonçalves –, que já anunciou a sua intenção de apresentar na Assembleia Geral uma lista para o Conselho Superior. A lista, para o triénio 2009 a 2011, é liderada pelo CEO da Euroke, Willem van Duin .

sábado, 28 de março de 2009

Justiça: Louçã acusa PS de "não querer" combater a corrupção e o enriquecimento ilícito...


O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apontou hoje o "fracasso" da justiça como "um dos riscos mais graves" em Portugal e apontou o PS de "não querer" combater a corrupção e o enriquecimento ilícito.
"Acusamos o PS de não querer os meios fundamentais para um combate em nome da justiça portuguesa e contra a corrupção e o enriquecimento ilícito", afirmou, recordando que os socialistas "rejeitaram a introdução de uma lei decisiva para o combate à corrupção: a lei que pune o enriquecimento ilícito".
Adicionalmente, disse Louçã durante um almoço comemorativo dos 10 anos do BE, em Matosinhos, "o Governo não quis ouvir nenhum dos magistrados que se esforça por combater a criminalidade económica e a corrupção e que diz não ter meios para combater a corrupção", como Cândida Almeida ou Maria José Morgado.
"Quando olhamos à nossa volta só vemos casos em que a justiça tem fracassado. Estamos fartos de que não haja justiça, estamos fartos de uma justiça sem meios que não consegue decidir, estamos fartos de uma justiça lenta e cega perante a corrupção", afirmou.
"Estamos fartos desta incompetência no combate à corrupção e de uma justiça que cobra custas judiciais cada vez mais caras para afastar os mais pobres do direito a defender os seus interesses, estamos fartos de uma justiça que é injusta, que é lenta, que é incompetente, que não quer saber e não consegue ter os meios", acrescentou.
Apontando como maus exemplos os cinco anos que já leva o caso Freeport e a condenação por corrupção do empresário Domingos Névoa, da Bragaparques, que se traduziu num valor "equivalente a duas multas de trânsito", Louçã considerou que, "nisto, o PS e o seu Governo de maioria absoluta tem uma imensa responsabilidade".
Para o BE, também essencial no combate à corrupção é o levantamento do sigilo bancário, mas o facto é que "o Governo cala-se perante o abuso económico".
Francisco Louçã voltou ainda a reclamar a nacionalização da Galp, acusando o empresário Américo Amorim de "querer continuar a enriquecer com um monopólio que era do Estado".
"O BE exige que a empresa, que era de todos, seja devolvida a todos. Queremos que Américo Amorim devolva ao país o que é do país", sustentou.

Défice derrapa 250 milhões


Dívida pública vai aumentar para 70% em 2009
O défice orçamental derrapou em 2008 quatro décimas acima das estimativas do Governo, passando de 2,2 para 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Um deslize de 250 milhões de euros. A revisão em alta, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), ficou-se a dever à deterioração dos saldos no sector público administrativo.
Para o ministro das Finanças, que reagiu cedo aos números do INE, a explicação subjacente à revisão em alta do défice prende-se com as autarquias. "Houve dois elementos fundamentais: os efeitos da crise internacional sobre a economia portuguesa e a subida do défice das autarquias." (...)

Executivos de bancos e operadores de derivados deviam estar "todos presos"

Joe Berardo culpa os executivos bancários e os operadores do mercado de derivados pela actual crise financeira dizendo que “eles deveriam estar todos presos”. O empresário aponta também o dedo ao investidor George Soros pelo falta de controlo no mercado financeiro.

Numa entrevista a jornalistas brasileiros durante uma visita à Quinta dos Loridos, publicada pela revista Valor, Joe Berardo falou da crise financeira internacional e do impacto que esta está a ter na sua fortuna.
O empresário, cujas principais perdas sofridas foram com as acções do BCP, lamenta também os prejuízos com acções do Citigroup e do Royal Bank of Sctland que tinha comprado “para os netos” e diz que se sentiu enganado ao assistir à sucessão de prejuízos anunciados pelas instituições.
“Eles deveriam estar todos presos. Levaram o mundo à bancarrota”, disse citado pela Valor, referindo-se aos executivos de bancos e operadores do mercado de derivados.
Outro culpado pela crise apontado por Berardo é o milionário George Soros. O empresário madeirense diz que o investidor húngaro é o “grande culpado” pela falta de controlo no mercado financeiro depois do bem sucedido ataque especulativo à libra esterlina, em 1992, que mudou a estrutura do sistema financeiro.
“O Soros dá uma patacas para caridade e ninguém percebe que ele quer economizar impostos”, disse na entrevista.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Executivos da KPMG podem enfrentar 24 anos de prisão


Os dois antigos executivos da KPMG que foram declarados culpados de uma fraude fiscal podem ser condenados a 24 anos de prisão.
É já na próxima semana que Robert Pfaff, um antigo parceiro da consultora KPMG, e John Larson, um antigo director da empresa de auditoria, vão conhecer as suas sentenças.
No dia 17 de Dezembro, os dois executivos foram considerados culpados de ajudarem alguns dos seus clientes mais ricos a fugir aos impostos e de se fazerem pagar por isso.
O ministério público disse que, no total, as fugas ao fisco ascenderam a 100 milhões de dólares, pelo menos.
"Os arguidos foram considerados culpados por violarem a lei intencionalmente numa escala massiva", diz o procurador geral assistente John Hillebrecht num relatório entregue hoje no Tribunal de Nova Iorque.

Comentários
Gmart, | 26/03/09 16:56
Acho muito bem,

Mas deviam ser mais, então e as "KPMG" em portugal? casos BCP, BPN, BPP etc, são eles que certificam as contas e para eles estava sempre tudo bem e agora é os buracos que se vêem.

Nuno, lx | 26/03/09 17:04
e pah muito bom.... pena a nossa justica ser o que é...

maria, | 26/03/09 17:07
Que a justiça comece a ser feita...

LM, Braga | 26/03/09 19:11
Se tudo tem sido copiado dos americanos pelos nossos políticos, porque não agir de igual forma em relação á justiça, contra os vígaros ca deste lugar mal frequentado.

Zefir, | 26/03/09 19:43
FAÇA-SE JUSTIÇA
a culpa do desclabro economico, é dos auditores (companhias) y respectivas normas internacionais criadas por eles.
AQUI ESTA A PROVA

gpa, | 26/03/09 20:05
como a justiça é diferente neste país - Ferreira Torres !!!!

O Raio, Lisboa | 27/03/09 02:08
O problema é as auditores serem sociedades privadas escolhidas e pagas por aqueles que vão auditar.
Era como se um réu pudesse escolher o juíz que o ía julgar, escolher e pagar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

FMI avisa que os mercados "ainda não tocaram no fundo"


O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que os mercados ainda não tocaram no fundo, nem o farão num futuro próximo.
"Os países deveriam tentar manter as medidas de estímulo fiscal em 2010", afirmou hoje o director do Departamento para América Latina do FMI, Nicolás Eyzaguirre, citado pela Efe, tendo acrescentado que "ainda não se vê luz ao fundo do túnel".
O mesmo responsável alertou que "se os governos não intensificarem as medidas contra a crise em 2010, este poderá ser também um ano muito difícil", embora o FMI não espere que a recessão mundial se mantenha durante o ano que vem. O Fundo prevê uma contracção global de entre 0,50% e 1% para este ano.
Perante a situação actual, Nicolás Eyzaguirre salienta que os países deveriam ser tão proactivos quanto possível em termos de políticas fiscais, e que os Governos deveriam continuar a financiar o desenvolvimento da economia.(...)

"O FUNDO DO POÇO DA NOSSA ECONOMIA"


As condições económicas actuais alteraram-se substancialmente, devido ao crescimento abismal do endividamento do Estado, das empresas e das famílias que mais consumiam nestes últimos dez anos...
A contracção da economia e a deterioração galopante do mercado de trabalho bem como os elevados níveis de endividamento, deixam antever que o ritmo de concessão de crédito observado durante a última década não se deverá repetir não só pelo reajustamento da dimensão do sistema bancário mas também pela mudança das preferências entre consumo e poupança.
Os crimes bancários perpetuados por certos gestores, como também a perda de valor dos activos imobiliários e financeiros provocaram uma elevada perda na banca. Aliás, acontece também na riqueza das famílias, em que na actualidade já não conseguem suportar os principais empréstimos (crédito habitação, ao consumo, etc) o que conjugado com os elevados níveis de endividamento está a fazer com que aumente a pobreza, devido às dificuldades e responsabilidades para com a banca.
Conclui-se que haverá mais falências nas empresas, pois não conseguem vender seus produtos, subindo cada vez mais o desemprego.
Se o governo não aplica devidamente seus esforços, teremos de certeza um novo ciclo, chamado de "deflacionário"...
A estabilização e reforço da solidez do sistema financeiro serão condições necessárias para a recuperação da economia, mas o governo terá que olhar principalmente para o "público consumidor de verdade" e não sómente para a banca, porque se não houver consumo, iremos entrar numa rotura total económica, como já está acontecendo!..
Contudo, as raízes desta crise assentam em desequilíbrios macroeconómicos globais que não se corrigem apenas pela resolução da crise no sistema financeiro, pelo que a recuperação da economia mundial deverá ser lenta e os níveis de crescimento verificados ao longo desta década demorarão a repetir-se, pois as novas regras que serão implantadas em termos de reforma financeira serão mais credíveis, mas irão demorar outra década.
A maioria das famílias portuguesas com créditos (as mais consumidoras) estão praticamente falidas e bloqueadas financeiramente, devido a não ter formas de voltarem à normalidade, mesmo as que estão no activo, devido também aos tais incumprimentos "fechados " no Banco de Portugal.


Obs:
"Perante a crescente complexidade da criminalidade económica, a Justiça tem primado pela lentidão na investigação e no julgamento dos seus responsáveis e os cidadãos e contribuintes, que estão a pagar anos e anos de incúria de uma supervisão que permitiu todos os excessos e abusos de alguns banqueiros e gestores, não compreendem que cheguem os dedos de uma mão para contar os arguidos nos escândalos BCP, BPN e BPP"...

BCP emite dívida até Junho


O presidente executivo do BCP revelou que o banco irá emitir dívida já no próximo trimestre, mas o montante irá depender do parecer do Banco de Portugal.
"Anunciámos que ao longo de ano 2009 iríamos emitir valores mobiliários estruturados até 1,2 mil milhões de euros" (...)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Falências de empresas subiram 51 por cento no primeiro semestre de 2008

Segundo o Ministério da Justiça e INE
Na primeira metade do ano passado, período em que a actual crise ainda não era visível, mais de sete mil (7093) empresas comunicaram a sua falência, um valor que traduz um aumento de 51 por cento em comparação com igual período do ano precedente e nove por cento face à segunda metade de 2007.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de empresas que se dissolveram somou 6898 sociedades por quotas na primeira metade de 2008, um acréscimo homólogo e em cadeia igualmente de 51 e de nove por cento.
A Lusa sublinha que este incremento no encerramento de empresas ocorreu no semestre anterior ao início da crise financeira que teve o seu rastilho com a falência do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers.(...)

Os fantasmas da oferta de moeda

A Europa arrisca viver uma década de deflação e sem prosperidade, como o Japão. Os Estados Unidos e o Reino Unido enfrentam a possibilidade de explosão da inflação. Uns e outros fazem as escolhas ditadas pelas lições do passado, deles...
A Europa arrisca viver uma década de deflação e sem prosperidade, como o Japão. Os Estados Unidos e o Reino Unido enfrentam a possibilidade de explosão da inflação. Uns e outros fazem as escolhas ditadas pelas lições do passado, deles ou dos outros, que mais os impressionaram. Washington e Londres puseram a máquina de imprimir dinheiro a funcionar. Frankfurt continua a resistir com medo da hiperinflação.
Uma década perdida com deflação ou riqueza destruída com hiperinflação com o risco de nascer um Hitler num qualquer grande país do Ocidente. Estes são os dois perigosos caminhos que se abriram com as medidas necessárias para combater esta crise financeira. A terceira via, de regresso da prosperidade com mais emprego e inflação baixa, exige que a máquina de imprimir dinheiro dê à economia a dose certa de mais moeda. Uma tarefa difícil quando o nevoeiro pouco ou nada deixa ver.
Os Estados Unidos foram os primeiros a avançar com a mais perigosa arma de combate à deflação e preparam-se para fazer entrar na economia mais de um bilião de dólares - sim, o equivalente ao "trillion" -, através da compra de títulos de dívida pública e das empresas. Ao seu lado estão os ingleses, actuando exactamente da mesma maneira.
O BCE tem-se recusado até agora a imprimir mais dinheiro, apoiado no facto de as suas taxas de juro ainda não estarem em cima do zero, como acontece com os seus parceiros. Mas a liberdade de circulação de capitais está a limitar a sua liberdade de escolher este caminho. O euro está a valorizar-se, apertando ainda mais as condições monetárias da Zona do Euro e assim forçando o BCE a acelerar a descida das taxas de juro para o indesejável zero que o forçará a ligar, também, a máquina de imprimir moeda.
O peso da Alemanha levará a Zona Euro a evitar, por todos os meios, o caminho de imprimir mais moeda através da compra de títulos de dívida do Estado e das empresas. Não é apenas o problema político de escolher o Estado a quem se vai comprar título de dívida. A maior restrição à política de expansão monetária está no terror dos alemães de verem a história repetir-se.
A origem de Hitler é, em parte, explicada pela hiperinflação vivida na Alemanha da República de Weimar. Foi a opção por imprimir moeda para pagar a dívida da primeira guerra mundial que desencadeou um processo de inflação da ordem dos mil por cento na Alemanha, com a equivalente perda de poder de compra da moeda. Os alemães viram o seu dinheiro transformado em papel sem valor. E Adolf Hitler sobe ao poder pelo voto, exactamente porque compreendeu esse descontentamento.
Nos Estados Unidos, os olhos não estão fixados em Hitler, mas sim no Japão. Durante a década de 90, o rendimento dos japoneses estagnou e os preços caíram, em parte porque as autoridades não deram à economia a dose certa de moeda.
O BCE está a gerir a sua política monetária respeitando os fantasmas europeus, o medo de ver nascer um Hitler e o terror da guerra. A estagnação é, de facto, um mal bastante menor que a hiperinflação. Mas a deflação pode não ser. A Alemanha vai ter de esquecer os seus fantasmas para não os despertar.

terça-feira, 24 de março de 2009

BCP é das acções menos favoritas do Merrill Lynch


O banco norte-americano colocou o BCP na sua lista de títulos menos preferidos, devido à fraqueza das economias dos países onde opera.

“Vemos muitas incertezas no curto prazo para o BCP. O banco enfrenta fracas economias nos seus mercados principais (Portugal e Polónia), um aumento das perdas no seu fundo de pensões e um aumento das provisões devido à deterioração da qualidade do crédito concedido”, diz o Merrill Lynch numa nota de análise.
Os analistas do banco norte-americano sublinham que, nestas condições, o capital do banco “pode ser entendido como insuficiente para enfrentar estes desafios”.
Uma vez que o Merrill Lynch considera que as acções do BCP estão a ser negociadas a um prémio em relação ao sector, a instituição espera que a acção tenha uma evolução inferior à do mercado.

Prémios no BCP vão a tribunal a partir de 20 de Abril


Joe Berardo vai avançar com uma acção em Tribunal contra os anteriores gestores do Banco Comercial Português (BCP), a partir de 20 de Abril.

O empresário e accionista do banco explicou ao Negócios que pretende exigir à anterior administração um ressarcimento pelo facto de ter "manipulado os lucros durante vários anos para receber prémios de gestão" e obter "benefícios para o resto da vida" como é o caso das pensões de reforma. Berardo estima em cerca de 700 milhões de euros, o valor que deverá ser exigido de volta aos antigos administradores.
Inicialmente, a apresentação da acção estava prevista para Setembro do ano passado, no entanto, Berardo acabou por atrasar a sua entrega devido à entrada em vigor do novo código das custas judiciais, que permite uma redução substancial dos encargos que lhe estão associados...

ENDIVIDADOS COMPLETAMENTE

O Estado está endividado com uma dívida pública que dificilmente não ultrapassará em 2009 a fasquia dos 70% do PIB. Além do Estado estão endividadas as empresas que em 2007 deviam 114% do PIB e estão endividadas as famílias, que no final do mesmo ano deviam 129% do rendimento disponível, (91% do PIB) ocupando os três tipo de devedores sempre um dos três primeiros lugares da zona euro.
E não se pense, nem se diga que esta dívida foi desperdício e superficialidade. Se nalguns casos o foi, na maior parte das vezes, todos e cada um de nós beneficiámos dela e deveríamos recordar onde está essa dívida acumulada. Está nas casas próprias que habitamos, nos empregos que foram criados e preservados, na educação em que investimos, na segurança social e saúde que garantimos, está nas estradas que construímos etc... E por muito pouco que tenhamos hoje, é bom recordar que foi com dívida que o adquirimos.
E naturalmente face a este acréscimo de dívida tivemos que recorrer ao estrangeiro para nos endividarmos. Assim, a nossa dívida externa deverá ser hoje mais de 150 mil milhões de euros quando dez anos antes se situava em cerca de 27 mil milhões de euros, isto é cinco vezes mais.

Quadros da AIG devolvem 50 dos 165 milhões de dólares de prémios após crítica de Obama

Quadros da filial financeira da seguradora AIG devolveram 50 dos 165 milhões de dólares que receberam a título de "prémios", após as críticas públicas do Presidente Barack Obama, anunciou o fiscal de Nova Iorque, Andrew Cuomo.
O fiscal explicou que nove dos dez quadros da filial Produtos Financeiros que receberam prémios mais elevados estiveram de acordo em devolver as quantias recebidas e, no total, são 15 dos 20 "premiados" com os valores mais elevados os que se disponibilizaram a repô-los.
O fiscal nova-iorquino investiga a recente entrega de "prémios" milionários a quadros da subsidiária financeira da American International Group (AIG), que suscitaram fortes críticas do Presidente Obama, de congressistas e da opinião pública.
Cuomo revelou que cerca de 47 por cento da quantia total, ou seja, cerca de 80 milhões de dólares, foram atribuídos a quadros nos Estados Unidos.
O fiscal informou que foram pagas bonificações de pelo menos um milhão de dólares a 73 quadros da AIG, 11 dos quais já não trabalham na empresa.
Um dos quadros, que não foi publicamente identificado por Cuomo, recebeu 6,4 milhões de dólares e sete outros receberam Maio de quatro milhões cada um.
A seguradora, em risco de bancarrota, recebeu 170.000 milhões de dólares do Governo e é agora controlada a 80 por cento pelo Estado.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O banco holandês ING pede a trabalhadores que devolvam os bónus


O banco holandês ING, que recebeu ajuda do governo, pediu aos seus funcionários que devolvessem os bónus que lhes tinham sido atribuídos referentes ao exercício de 2008.
Além de pedir a devolução dos bónus, os responsáveis do banco adiaram as compensações em dinheiro para todos os trabalhadores até que sejam estabelecidas novas regras no próximo ano, segundo uma mensagem enviada aos funcionários e a que a Bloomberg teve acesso.
“Dada o continuo escrutínio público de práticas de pagamento variável na nossa indústria, o ING está a alinhar as suas práticas de compensações variáveis com a nova realidade”, anunciou o banco.
Os bónus atribuídos pelos bancos estão a tornar-se o centro das atenções, essencialmente nos casos das instituições que receberam ajudas do Estado. O banco holandês recebeu 1,7 mil milhões de euros de ajudas do governo em Dezembro.
O caso que tem sido mais visível é o da AIG, a seguradora norte-americana que recebeu 170 mil milhões de dólares do governo dos EUA e que atribuiu bónus que ascenderam aos 165 milhões de dólares.

Bancos norte-americanos perdem 32 mil milhões


Dados do quarto trimestre de 2008
Perdas nos empréstimos forçou-os a registar o primeiro trimestre com défice em 18 anos

Os bancos norte-americanos registaram 32,1 mil milhões de dólares em perdas durante o quarto semestre de 2008, anunciaram este sábado os reguladores norte-americanos, revendo em alta o número divulgado em Fevereiro de 26,2 mil milhões de dólares.
Os reguladores afirmam ainda que as revisões «significativas» que recebeu dos bancos diminuíram ainda o lucro líquido projectado para indústria durante o ano de 2008 de 16,1 mil milhões de dólares para 10,2 mil milhões de dólares.
As crescentes perdas nos empréstimos e a perda de valores dos activos incluídos nas receitas dos bancos norte-americanos no final de 2008 forçou-os a registar o primeiro trimestre com défice em 18 anos.

Administradores e gerentes têm de pagar coimas fiscais das empresas

Tribunal Constitucional dá razão ao fisco quando exige aos responsáveis das empresas falidas e sem bens o pagamento de coimas em atraso

A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) pode continuar a exigir aos administradores e gerentes o pagamento das coimas aplicadas às empresas que estes dirigiam sempre que estas se encontrem falidas e sem meios para pagar as referidas coimas. A decisão é do Tribunal Constitucional que, num acórdão de 12 de Março, contraria uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo (STA) que considerava esta actuação inconstitucional.
Na prática, sempre que uma empresa era penalizada com uma coima por falta de pagamento de impostos ou de entrega de declarações, a DGCI, quando tentava efectuar a cobrança, deparava-se com situações em que a empresa já estava falida e sem bens que permitissem saldar a dívida. Para garantir que a coima era paga, a administração fiscal revertia a responsabilidade pelo seu pagamento para os administradores ou gerentes da empresa. E fazia-o com base em normas previstas no Regime Geral das Infracções Tributárias (RGIT), em concreto, nas alíneas a) e b) do artigo 8.º.
Segundo estas normas, os administradores e gerentes são responsáveis pelo pagamento das multas ou coimas das suas empresas em duas situações: "por factos praticados no período do exercício do seu cargo ou por factos anteriores quando tiver sido por culpa sua que o património da sociedade ou pessoa colectiva se tornou insuficiente para o seu pagamento"; e "por factos anteriores quando a decisão definitiva que as aplicar for notificada durante o período do exercício do seu cargo e lhes seja imputável a falta de pagamento".

Receita de IVA cai 4,9 milhões/dia

Em plena crise, as receitas fiscais do Estado estão a afundar, tendo caído 9,4 milhões de euros por dia, um total de 558,4 milhões de euros em Janeiro e Fevereiro últimos face ao período homólogo. Só a quebra no IVA traduziu-se numa perda de 4,9 milhões por dia, o que faz sobressair as dificuldades da economia nacional.
A receita de IVA caiu um total de 289 milhões de euros, de acordo com os dados da Direcção-Geral do Orçamento, o que demonstra que as empresas estão a vender menos do que no início de 2008. Outro indício das dificuldades das empresas foi a quebra de 138,8 milhões de euros no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC).
Contas feitas, como as despesas do Estado mantêm o ritmo de crescimento, o saldo final está em 907 milhões de euros negativos, o que significa que o défice aumentou mais de 12 vezes face aos dois primeiros meses do ano passado, o que está a deixar o ministro das Finanças preocupado. 'Estamos preocupados, mas não surpreendidos', declarou Teixeira dos Santos, adiantando que já contava com a subida do défice durante este ano.(...)

sábado, 21 de março de 2009

BCP destruiu valor accionista duas vezes mais rápido que o BES

Em 1999, o BCP superava em três vezes e meia o valor de mercado do BES. Em Julho de 2008, pela primeira vez e apenas por 15 minutos, o banco liderado por Ricardo Salgado foi maior do que a instituição comandada por Carlos Santos Ferreira. Este ano, a partir de 16 de Abril, o Banco Espírito Santo tornar-se-á o maior do sector da bolsa portuguesa, em capitalização bolsista, valendo mais que BCP, Banco Português do Atlântico, Banco Mello e Banco Pinto & Sotto Mayor, entre outros, incorporados no que é hoje o Millennium.
Será este um sinal de que crescer organicamente é mais lucrativo do que construir por aquisições? (...)

Salários, demagogia e bom senso

A política salarial dos administradores e quadros superiores das empresas é um tema sempre polémico, mas ganha nova força em momentos de crise como os que vivemos.
O tema merece ser discutido e o pior que os accionistas, gestores e governo devem fazer é transformá-lo num tema tabu. Mas este é também um tema caro à demagogia e ao populismo, o que se tem visto e ouvido muito nos últimos meses, por exemplo quando se cita o exemplo do salário de Armando Vara, sem qualquer enquadramento ou comparação.
No actual contexto económico e social, com os buracos financeiros no sistema financeiro e o desemprego a alastrar, não há quem se atreva a revelar que discorda da forma como o tema tem sido posto à discussão, regra geral, da pior forma, e sintetizado na ideia de que é necessário cortar os salários dos gestores.
Em primeiro lugar, importa dizer que não há nenhuma organização, empresarial ou outra, que resista a disparidades salariais gritantes e até chocantes. Por isso, desde logo o bom-senso obriga a definir princípios e regras para uma política salarial coerente e integrada,do funcionário menos qualificado ao presidente do conselho de administração.
Depois, a discussão sobre os salários dos gestores deveria ser centrada nos critérios para a atribuição desses salários e dos respectivos prémios anuais. Portanto, deve ser claro, por exemplo, qual a percentagem dos lucros que deve ser destinado às remunerações dos administradores, tem em conta a dimensão da empresa e as referências no mercado interno e no mercado internacional. Também deve ser tido em conta o desempenho, de curto e de longo prazo. E quando uma empresa tem prejuízos, não deve have lugar ao pagamento de quaisquer prémios.
No entanto, é importante afirmar que o Estado não pode, nem deve, imiscuir-se nas políticas salariais das empresas privadas. Deve sugerir regras de boa conduta, nomeadamente através dos reguladores de mercado, mas deve deixar aos accionistas privados as decisões, porque são os accionistas que investem e arriscam o seu dinheiro em função do que consideram adequado.
>Obviamente, quando uma empresa recebe uma injecção de fundos financeiros públicos para garantir a sua viabilidade, os gestores de topo não devem beneficiar de quaisquer bónus e prémios anuais. E exemplos internacionais como o da seguradora AIG, que recebeu fundos públicos e, depois, pagou milhões de dólares de prémios aos gestores, só provocam maior revolta e incompreensão relativamente a este tema, neste caso com razão.
Sobra, por isso mesmo, o melhor dos princípios: a transparência, isto é, a divulgação pública dos salários dos administradores e os critérios que levaram à sua fixação, também porque funciona como um mecanismo dissuasor de políticas salariais sem sentido e sem coerência com a realidade económico-financeira das empresas com os seus resultados em cada ano. A bem da sociedade, da empresa e dos seus trabalhadores.

Contas do Estado complicadas...


Receita do IVA cai mais de 10 por cento...
A contracção da economia portuguesa no início deste ano está já a ameaçar as projecções do Governo para a receita fiscal. Nos dois primeiros meses do ano, anunciou ontem a Direcção-Geral do Orçamento, a cobrança de impostos foi 9,5 por cento inferior à do mesmo período do ano passado. Se é verdade que a quebra forte da receita de IRC (57,5 por cento) se pode dever em parte a diferentes calendários de reembolsos, a perda ao nível do IVA (10,2 por cento) tem a sua explicação na diminuição do consumo e do investimento.
Na última versão do Orçamento para 2009, o Governo reviu em baixa as suas estimativas para a receita fiscal. Ainda assim, está à espera de uma quebra na cobrança de impostos face ao ano passado de apenas 0,7 por cento, com o IVA a cair 0,4 por cento. A manter-se a tendência dos dois primeiros meses, a surpresa negativa do Executivo ao nível da receita poderá comprometer de forma muito significativa o objectivo para o défice público, situado em 3,9 por cento do PIB. Para já, até Fevereiro), o défice registado foi cerca de 12 vezes maior do que em idêntico período do ano passado.

sexta-feira, 20 de março de 2009

CASO BCP - Ramalho Eanes e Soares são testemunhas abonatórias de Jardim


Ramalho Eanes e Soares são testemunhas abonatórias de Jardim Dois ex-presidentes da República. Um antigo primeiro-ministro. Vários ex-ministros das Finanças. Banqueiros e gestores. A lista de testemunhas que os antigos administradores do Banco Comercial Português querem que o Banco de Portugal (BdP) e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ouçam é extensa.

COMENTÁRIOS
Ha Ha Ha...
"Aldrabões versus Vigaristas"
Vai ser o "julgamento" para determinar no meio dos acusados e das testemunhas, qual de todos eles, vai receber o título do "Desonesto Mor"!... Infelizmente, a maioria destas testemunhas que já ocuparam cargos de destaque, principalmente na política, não são de forma alguma exemplos para seguir, assim como as suas opiniões, que também deixam muito a desejar... enfim, duvidosas!...

kumbayalá
Isto não dará em nada. Mas deveria era ser julgado por um Tribunal da Inquisição
- Meu caro senhor: é católico? - Sou praticante! E pertenço ao clube! - Óptimo, está ilibado, desde que passe na caixa e pague o dízimo. Os que investiram no Banco que vão ao Totta. Eles que soubessem ler contas falseadas e manobras ilegais de objectivos obscuros. Tivessem vendido, não se deixassem enganar... ___________ Este banco não é da gestão, anterior, ou actual. Que eu saiba um banco ou uma empresa é apenas dos seus accionistas. É assim na teoria do direito das sociedades... O Eng. Jardim entrou com zero para o capital inicial, e dizem que é fundador? Foi um bom gestor inicialmente até ao momento (das asneiras graves) em que se deveria ter retirado... Na prática, o seu fundador, e maior accionista com 32%, Américo Amorim (que nunca fala de polémicas) na altura que saiu do capital disse no jornal: "saio contrariado, não se metam com este senhor que leva tudo à frente; vendi forçado"... Haja decência. Ao menos peça desculpa a quem fez perder dinheiro. Arruinou um Banco (BPP), vários grandes empresários e empresas, e estragou a reforma a famílias. Em termos de economia, nada disso é bom. Quem vai investir para a recuperação? Não são os falidos... Ganância e sede de poder a qualquer custo. Viva mas é África!...

pans1968
A ESCUMALHA TENTA FUGIR COM O RABO Á SERINGA...CAMBADA DE LADROES...AINDA FALTA AI BASTOS GOMES...

Autoridade

Aí está a "família opus... maçon.."
Desgraçaram milhares de pessoas... E continuam... Se estes crimes tivessem acontecido nos EUA, de certeza que estavam todos na cadeia... Enfim!!!

kumbayalá

O Eanes é Opus Dei ... O Soares é próximo dos Maçons, e se calhar, da Opus Dei também. É tudo corporativo à boa Portuguesa, uma no cravo outra na ferradura - o legado do Salazar. Vamos para o Tráfico. O Eanes até já foi da esquerda radical. O Soares nacionalizou a Banca (acho que não me engano nisto), ou esteve lá bem perto disso. A familia Soares tinha 0,2% do capital do BCP, antes da crise, o que a cotações da altura era cerca de 30 milhões dele... Só ele saberá o que lhe custou esse dinheiro a ganhar. O que dizer? O Soares deve ir buscar a perda por outro lado, e quer lá saber dos outros e das leis, ele não é um politico português? O Cavaco também era pessoa para intervir que também é do grupo (Opus Dei), faz outras também jeitosas... E eu? Vou para Bissau sem o meu guito...fui roubado! Conclusão- Portugal é um país só para grupos corporativos, que andam de braço dado como no tempo das corporações de Salazar... Sem regras decentes, iguais aos países desenvolvidos, e aplicadas com rigor e disciplina, Portugal não vai lá. Nem se disciplina, isto é anarquia de Estado. E não melhora, só piora. Estamos já numa fase do "vale tudo". Já estamos falidos face ao exterior que todos os últimos 20 ou 30 anos a balança de pagamentos só se equilibra com fundos, subsídios e empréstimos externos. A dívida externa é já de 350 bn€ (2,3 x o PIB anual)- estamos na luz muito vermelha. Somos todos burros se isto não mudar, a bem ou a mal. É o futuro nosso e dos nossos filhos que está em causa. Para que põem empresas na Bolsa? Para gamar o próximo... E para que serve a Bolsa? Para dar emprego à CMVM... Isto não me admira, já vi isto na Guiné-Conacri. Na Guiné Bissau isto era impensável, meu caro Nino Vieira. Brincamos com coisas sérias há 35 anos (e antes disso também). Só falta pôr o país para o tráfico da droga... E a Igreja, o que diz das redes e das práticas Opus Dei? (nada, fala do preservativo). Nota final, não será a Manuela FL que vai querer mudar isto, ela é do Grupo, vai querer é mais do mesmo, e já lá esteve, de igual maneira. Partamos todos em força para o tráfico de droga...É mais seguro. Francisco Palha Dos políticos já nada me espanta!!!!!! agora confesso que estou estupefacto e desiludido com Ramalho Eanes a defender esta escumalha!!!!!!!

jm4330

Pois é, são ambos da OPUS DEI Afinal, assim se descobre os nossos grandes heróis.

atento12
Que dizer???????????
Com Jardim Gonçalves, o banco cresceu informava os investidores e ate tinha credibilidade, afinal quem terá razão? Agora com estes cérebros todos, estão desacreditados, e o futuro parece ninguém querer informar, ou por desconhecimento, ou outros factores que todos desconhecemos.

axzyw2009

O que é que um PR ou um Primeiro podem dizer da actividade INTERNA do banco salvo se houve quebra do sigilo bancário? Manobra dilatória à espra do novo Governador do BP ....

BullyBear
É por isso que este país está um caos! Ou são ligações ao futebol ou política ou religião... Neste caso deve ser mais religião!(...)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Banco de Portugal perde reservas de activos

As reservas de activos do Banco de Portugal, excluindo o ouro, totalizavam 697 milhões de euros em Janeiro, o que traduz uma descida de 7,1% face a Dezembro e de 0,4% face a 2008.
Este valor, que representa 0,4 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), coloca Portugal na 119ª posição de um "ranking" que engloba 170 países, elaborado pela agência de informação financeira Bloomberg com base nos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), atrás de países como Madagáscar e o Chade.
A tabela é liderada pela China, que contava no final de 2008 com 1,4 biliões de euros, sendo seguida de muito longe pelo Japão, que ocupa o segundo lugar, e pela Rússia que fica em terceiro da lista.
Por seu turno, a Zona Euro - composta por 16 países - detém 101,4 mil milhões de euros em reservas de activos, um valor bastante mais significativo do que os 28,4 mil milhões que estão nos cofres dos Estados Unidos da América.
O Brasil aparece posicionado no 8º posto, Angola no 50º, Espanha no 55º, Moçambique no 102º, Cabo Verde em 141º e São Tomé e Príncipe ocupa a última posição da lista que compara 170 países.

Os filhos da mãe dos salários

O mundo anda um bocado louco, é preciso dar o desconto. Mas o ataque aos salários altos, feito desta forma, é pólvora ao sol. Armando Vara e Zeinal Bava foram ontem atirados para o pelourinho, amanhã serão outros. Pelo que fazem? Não: pelo que ganham. Será que o Bloco de Esquerda está a governar e não demos conta?
O mundo anda um bocado louco, é preciso dar o desconto. Mas o ataque aos salários altos, feito desta forma, é pólvora ao sol. Armando Vara e Zeinal Bava foram ontem atirados para o pelourinho, amanhã serão outros. Pelo que fazem? Não: pelo que ganham. Será que o Bloco de Esquerda está a governar e não demos conta?
A polémica dos salários é antiga, mas ficou actual com o colapso da banca: é incompreensível que os gestores que deram cabo disto fossem pagos em ouro; é imoral que tenham sido despedidos com pára-quedas dourados; é escandaloso que a AIG, que já sugou 180 mil milhões aos contribuintes americanos, tenha agora distribuído 165 milhões de dólares em bónus a gestores. Citando Marx, o Groucho, há homens que deviam ter vergonha de estar em empresas que os aceitam como presidentes.

Em Portugal, não houve nenhum destes casos. O único banco que pagava acima do que a decência recomenda era o BCP, no tempo de Jardim Gonçalves e, apesar de menos, também no de Teixeira Pinto. Desta vez, o caso Armando Vara não é um caso: o homem foi ganhar o dobro para o BCP porque na Caixa se paga menos que no resto da banca. Eis um bom exemplo sobre a relatividade: Vara e Santos Ferreira foram ganhar de mais, pois duplicaram o salário face ao da Caixa? Ou de menos porque o seu salário é cinco vezes menor que o dos seus antecessores?
Ao professar que os salários da PT devem baixar, Mário Lino está não só a meter o bedelho numa empresa privada como a ser mais moralista que moralizador. Quer transparência? Faz bem. Pode começar pelo seu próprio Ministério, pela TAP, pela CP, pela Refer, onde é impossível fazer escrutínio.
A PT tem comissão de vencimentos e as declarações de Lino são uma pressão sobre o que esta vai definir para a próxima administração da empresa. Mesmo que tenha razão, Lino optou pela forma errada: pela pressão pública e mediática. É "oportunismo", como bem disse ontem Sócrates.
É, até, injusto. Granadeiro e Zeinal merecem sair destes três anos na PT sem este anátema da ganância. A sua administração reduziu o números de chefias, limpou mordomias, eliminou um "andar" de antigos gestores perpétuos; congelou salários acima de 2.900 euros; reduziu o peso dos salários face aos dividendos, lucros e receitas, tendo aumentado dividendos, lucros e receitas - e impostos pagos.

Sobretudo: a retórica de Lino é incendiária numa altura em que o mundo está dividido entre privilegiados e proscritos - e ninguém sabe muito bem quem está de um lado ou do outro. Está a instalar-se um horror ao lucro que só apraz aos populistas. O moralismo está para a moral como o justicialismo está para a justiça: é o seu inverso. Não tarda estamos a apedrejar Mercedes novos. Outra vez.
Um óptimo exemplo foi ontem dado por uma empresa do próprio Ministério das Obras Públicas: pela primeira vez, a Carris deu lucro operacional. É uma notícia notável, conseguida depois da empresa passar a ter contrato de gestão e objectivos. Porque cortou carreiras, reduziu custos, reestruturou, subiu produtividade, mostrou-se que é possível gerir transportes de forma economicamente viável. Agora, a administração vai receber prémios. Ficamos horrorizados com a "ganância" de Silva Rodrigues? Ou elogiamos a sua gestão?
Felizmente, o homem que está à frente deste País está contra o "oportunismo" e o discurso "da mais pura inveja social". Ambição não é ganância e política não é demagogia. Mas uma e outra podem ser inveja. Cuidado com o fogo. É facílimo ateá-lo, difícil é apagá-lo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Alegados crimes punidos “doa a quem doer” ( aonde está a verdade e os culpados' )

CASO BCP - 06/01/2008
O Ministro das Finanças exige que a investigação às eventuais irregularidades no BCP e ilícitos criminais vá até ao fim e que os culpados sejam punidos. Teixeira dos Santos anunciou que o défice das contas públicas é inferior a três por cento do PIB.
“O Governo não interferiu, não sugeriu, não propôs, não indicou qualquer nome a qualquer accionista para a constituição da equipa que pode vir a governar o Banco Comercial Português”, declarou Teixeira dos Santos.
Apesar de ser uma matéria da responsabilidade dos accionistas, o ministro afirma que não podem ser ignoradas as denúncias públicas de operações ilegais e eventuais ilícitos criminais no BCP, que estão a ser investigadas pelo Banco de Portugal, CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal).
“É importante que as autoridade prossigam a sua actividade até ao fim e é importante que punam seja quem for e doa a quem doer”, afirmou o ministro, numa alusão às críticas que têm sido feitas ao Governador do Banco de Portugal.Teixeira dos Santos manifestou apoio às instituições que estão a investigar as denúncias relativas a práticas no BCP.
“É extemporâneo, é injustificável a todo o título que se procure fragilizar essas instituições atacando-as de forma injustificada. A quem serve questionar a independência das autoridades quando elas estão a desenvolver um processo de investigação?", questionou.
Reacções dos partidosEm reacção às declarações do ministro do Estado e das Finanças, o PSD diz concordar com o princípio da punição de quem merecer, mas aponta que o comportamento das autoridades de supervisão da altura deve ser esclarecido.“O senhor ministro das Finanças era, na altura, presidente da CMVM e, nessa qualidade, deve dar, em sede parlamentar, uma explicação quanto à actuação da CMVM nesse período".
Na mesma perspectiva, "o passo indispensável, neste exemplo, para criar condições de estabilidade e apaziguamento destas interrogações que existem no sistema financeiro português é o senhor Governador do Banco de Portugal disponibilizar-se, amanhã, para de imediato ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças”, disse Patinha Antão.
O CDS-PP considera que o ministro das Finanças deve procurar explicações junto do Governador do Banco de Portugal. “Todos sabemos hoje que, pelo menos desde 2004, havia suspeitas, auditorias e até denúncias que o Governador do Banco de Portugal decidiu não investigar”, comentou Pedro Mota Soares.Défice inferior a três por cento do PIBO ministro do Estado e das Finanças anunciou que, em 2007, o défice das contas públicas ficou abaixo dos três por cento do PIB. Apesar dos resultados da consolidação orçamental não vai haver descida de impostos, garantiu Teixeira dos Santos.
“O momento do grande esforço já ocorreu nos anos anteriores e daí os resultados que nós obtivemos”, disse Teixeira dos Santos sem revelar o valor final do défice.
“Não se está a pensar em novas medidas que venham a exigir quaisquer esforços adicionais aos portugueses”, acrescentou. Teixeira dos Santos disse ainda que o crescimento da economia deverá ser superior à previsão de 1,8 por cento avançada pelo executivo.
As prioridades deste ano são semelhantes às de 2007: rigor orçamental, crescimento económico e qualificação dos portugueses.

Sabadell descarta aumentar posição no BCP


O banco espanhol Sabadell, o quarto maior accionista do BCP, disse hoje que não tenciona aumentar a sua participação no banco liderado por Carlos Santos Ferreira.
O Sabadell detém mais de 208 milhões de acções do BCP, correspondentes a 4,43% do seu capital social
Hoje, o ‘chairman' do banco espanhol disse que a instituição não tem planos para aumentar esta posição no maior banco privado português, avança a "Reuters".
O lucro do Sabadell desceu 13,9% em 2008, para 673,8 milhões de euros.
A edição de hoje do Diário Económico noticia que a queda das acções do BCP provocou perdas de 1,19 mil milhões de euros aos accionistas em 2008.
Ontem, o mercado ficou a saber que as perdas da Cimpor com a sua posição no banco ascenderam a 77 milhões de euros e que o grupo holandês Eureko teve perdas potenciais de 693 milhões de euros com a desvalorização de 9,95% que controla no BCP.
Também a Caixa Geral de Depósitos sofreu imparidades de 220 milhões de euros com a posição no banco liderado por Carlos Santos Ferreira, no ano passado.
A EDP contabilizou perdas financeiras de 200 milhões de euros no banco, cujos títulos desvalorizaram 69% em 2008.

OBS:
Conclui-se a descredibilidade que existe no BCP, devido aos crimes económicos perpetuados pelo BCP durante estes últimos anos, em que que milhares de famílias foram lesadas...

Culpem os economistas não a economia

À medida que a economia mundial cai de um precipício, os críticos dos economistas estão a levantar questões acerca da sua cumplicidade na actual crise. E fazem bem: os economistas têm muitas contas a prestar.
Foram os economistas que legitimaram e popularizaram a ideia de que um sistema financeiro sem restrições era uma dádiva para a sociedade. Foram quase unânimes no que diz respeito aos "perigos da regulação excessiva por parte do governo". Os seus conhecimentos técnicos - ou o que parecia sê-lo na altura - conferiram-lhes uma posição privilegiada na qualidade de "opinion makers", tendo igualmente permitido que tivessem acesso aos corredores do poder.
Muitos poucos de entre eles (notáveis excepções, onde se incluem Nouriel Roubini e Robert Schiller) fizeram soar o alarme acerca da crise que estava para vir. Talvez ainda pior do que isso, os economistas não conseguiram fornecer uma orientação útil para fazerem sair a economia mundial da actual turbulência. No que diz respeito aos estímulos orçamentais keynesianos, os pontos de vista dos economistas vão desde "absolutamente essenciais" a "ineficazes e nocivos".
Quanto a haver de novo regulação nas finanças, há muitas boas ideias, mas pouca convergência. Do quase consenso quanto às virtudes de um modelo do mundo centrado nas finanças, os economistas passaram para uma ausência quase total de unanimidade em relação àquilo que deve ser feito.
Assim sendo, será que a economia está a precisar de um grande abanão? Deveríamos queimar os manuais existentes e reescrevê-los a partir do zero?
Bom, na verdade... não. Sem o recurso ao "kit" de ferramentas dos economistas, não conseguiremos sequer começar a entender a actual crise.
A título de exemplo, por que razão é que a decisão da China de acumular reservas estrangeiras fez com que uma entidade de concessão de crédito hipotecário do Ohio assumisse riscos excessivos? Se a sua resposta não recorrer a elementos da economia comportamental, da teoria do agente, da economia da informação e da economia internacional, entre outros, é muito provável que seja extremamente incompleta.
A falha reside não na economia, mas sim nos economistas. O problema é que os economistas (e aqueles que os escutam) se tornam excessivamente confiantes nos seus modelos de preferência do momento: os mercados são eficientes, a inovação financeira transfere o risco para aqueles que melhor o podem suportar, a auto-regulação funciona melhor e a intervenção estatal é ineficaz e nociva.
Eles esqueceram-se que existem muitos outros modelos que levam a direcções radicalmente diferentes. O excesso de confiança perturba a visão. Se alguma coisa precisa de ser reparada, essa coisa é a sociologia da profissão de economista. Os manuais - pelo menos aqueles que são utilizados nos cursos avançados - são óptimos.

Os não-economistas tendem a pensar na economia como uma disciplina que idolatra os mercados e como um conceito tacanho da eficiência (distributiva). Se a única via da economia que você segue é a da típica análise introdutória, ou se você é um jornalista que pede a um economista uma rápida opinião sobre uma determinada política, será realmente com essas noções que se irá deparar. Mas siga mais algumas vias, ou passe mais tempo em seminários avançados sobre o assunto, e obterá um cenário diferente.
A economista do trabalho focaliza-se não só na forma como os sindicatos podem distorcer os mercados, mas também na forma como, sob determinadas condições, podem aumentar a produtividade. A economia comercial estuda as implicações da globalização sobre a desigualdade dentro dos países e entre países. Os teóricos das finanças têm escrito "resmas" de páginas sobre as consequências do fracasso da hipótese dos "mercados eficientes". Os macroeconomistas da economia aberta analisam as instabilidades das finanças internacionais. A formação avançada em economia requer uma aprendizagem pormenorizada sobre os fracassos do mercado e sobre as mil e uma formas de que o governo dispõe para ajudar os mercados a funcionarem melhor.
A macroeconomia poderá ser o único domínio aplicado à economia em que uma maior formação na área distancia ainda mais o especialista do mundo real, devido à sua confiança em modelos altamente irrealistas que sacrificam a relevância em prol do rigor técnico. Lamentavelmente, à luz daquilo que hoje é necessário, os macroeconomistas poucos progressos realizaram em termos de medidas a tomar desde que John Maynard Keynes explicou de que forma é que as economias poderiam resvalar para um aumento do desemprego devido a uma procura agregada deficiente. Alguns economistas, como Brad DeLong e Paul Krugman diriam que este domínio da economia, na verdade, regrediu.
A economia é realmente um "kit" de ferramentas com modelos múltiplos - cada um deles com uma representação diferente e estilizada de alguns aspectos da realidade. A competência de um economista depende da sua capacidade para seleccionar e escolher o modelo correcto para a situação em causa.
A riqueza da economia não tem estado reflectida no debate público porque os economistas chamaram a si próprios muitas liberdades. Em vez de apresentarem menus de opções e listarem as compensações relevantes - e é disso que trata a economia -, os economistas têm transmitido demasiadas vezes as suas próprias preferências sociais e políticas. Em vez de serem analistas, têm sido ideólogos, favorecendo um conjunto de acordos sociais em detrimento de outros.
Além disso, os economistas têm-se mostrado relutantes em partilhar as suas dúvidas intelectuais com o público, com receio de "darem o poder aos bárbaros". Nenhum economista pode estar inteiramente seguro de que o seu modelo de preferência é o correcto. Mas quando esse e outros economistas o defendem até à exclusão de alternativas, acabam por transmitir um grau extremamente exagerado de confiança em relação ao rumo que é preciso tomar.
Assim, paradoxalmente, a actual confusão no seio desta profissão é talvez um melhor reflexo do verdadeiro valor acrescentado da profissão do que o seu anterior consenso ambíguo. A economia pode, na melhor das hipóteses, clarificar as escolhas para os responsáveis pela tomada de medidas; mas não pode fazer as escolhas por eles.
Quando os economistas discordam entre si, o mundo fica exposto a diferentes pontos de vista legítimos sobre a forma como a economia funciona. É quando eles concordam em demasia que o público deve ser cauteloso.

BCE deve baixar juros até zero ou quase


O Banco Central Europeu (BCE) deve usar todo o espaço que tem para baixar as taxas de juro, inclusivamente para um nível praticamente zero, defende o economista sénior da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), David Turner.

O especialista, que falava na conferência «Crise, Justiça Social e Finanças Públicas», promovida pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa, considerou que «o espaço restante para baixar as taxas de juro deve ser usado, nomeadamente no BCE».

Armando Vara duplicou salário ao passar da CGD para o BCP


Armando Vara duplicou o rendimento ao passar de vogal do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para vice-presidente do Millennium BCP, noticia hoje o “Correio da Manhã”.
Citando o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, o jornal refere que Armando Vara recebeu uma remuneração-base de 244.441euros/ano. Um montante que fica muito aquém daquele que foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros.
Contudo, refere a mesma fonte, trata-se de um valor que é mais de cinco vezes inferior
àquele que ganhava a administração liderada por Paulo Teixeira Pinto. (...)

"Já me perguntei muitas vezes como chegámos a este ponto"


Teresa Ter-Minassian é, desde Novembro, Conselheira Especial de Dominique Strauss-Kanh. Isto depois de 37 anos a trabalhar no Fundo Monetário Internacional (FMI), os últimos oito como directora do departamento de assuntos orçamentais.
As relações com Portugal e com o meio económico e financeiro nacional são antigas. Ter-Minassian foi a responsável no FMI que negociou e acompanhou o acordou firmado com o Estado português no inicio dos anos 80 quando Portugal enfrentou uma crise na balança de pagamentos.
Sobre ela, Silva Lopes disse ontem que merece o título honorário de economista portuguesa, dada a atenção que lhe tem concedido. Na sua última visita a Portugal, Carlos Tavares, presidente da CMVM, reconheceu o muito que diz ter aprendido com ela. A italiana veio a Lisboa reflectir sobre a crise, as suas causas e consequências.
A desregulação exagerada, a acumulação de desequilíbrios macroeconómicos e a ideia de que crises financeiras e bancárias estavam confinadas a países emergentes estiveram na base da actual crise que atacou o centro das economias industrializadas. Não é claro quando vamos sair da crise e uma coisa é certa: “temos trabalho por muitos anos”, avisa.

Sobre Portugal, diz-se preocupada com elevado endividamento externo aliado ao crónico baixo crescimento. Em relação ao sistema financeiro diz que os bancos estão pressionados pelas difíceis condições internacionais e não excluiu que Portugal possa vir a precisar de ajuda internacional. E se isso acontecer? “É uma economia pequena e, por isso, pode ser mais facilmente ajudada”.

COMENTÁRIO:
Que investigue muito bem os crimes perpetuados pela banca, principalmente pelo banco BCP...
E depois que devolvam o que lesaram a muitos milhares de clientes...
É lógico que neste momento, as famílias não podem consumir devidamente, pois estão presas financeiramente aos bancos...

Nobel propõe novo sistema financeiro


Muhammad Yunus, pai do microcrédito e Nobel da Paz em 2006, afirmou esta terça-feira, em Tóquio, que a crise económica mundial constitui uma oportunidade para criar "um modelo de sistema financeiro para o povo e não para os mais ricos”.

O banqueiro do Bangladesh, que se encontra em visita ao Japão para promover o conceito de microcrédito, declarou aos jornalistas que a crise financeira “não é a única crise actual”, enumerando as crises alimentares, energéticas e climáticas, mais antigas e relegadas para segundo plano pelos media.“Todas as crises tem a mesma origem, são geradas pelas falhas estruturais do nosso sistema” argumentou Yunus, para quem a “economia actual é exclusivamente virada para a maximização dos lucros”.
O Nobel da Paz 2006 defende, contudo, que “da mais profunda das crises pode nascer a melhor das oportunidades”. Yunus defende que o sistema financeiro tem de ser inteiramente repensado. 'De qualquer modo não funciona para o povo. Para os ricos, sim. Para as grandes empresas, sim. Mas não para o povo” acusa.

terça-feira, 17 de março de 2009

Accionista do BCP: Eureko anuncia cortes de postos de trabalho após prejuízos de 2,1 mil milhões

A Eureko, accionista do BCP, revelou hoje prejuízos de 2,1 mil milhões de euros, resultantes de investimentos, como o que mantém na instituição liderada por Santos Ferreira. A reestruturação da seguradora holandesa passa pela redução de 10% dos postos de trabalho.
No total, a seguradora, detida em parte pelo Rabobank Group, conta com 25.000 colaboradores, sendo que 2.500 deverão abandonar a empresa em breve, medida que faz parte do plano de contenção de custos implementado pela Eureko, com o qual Gerard van Olphen, director financeiro, prevê poupar cerca de 300 milhões de euros ao ano.
O anúncio do despedimento de 2.500 funcionários foi feito hoje, dia em que a Eureko revelou prejuízos de 2,1 mil milhões de euros, um resultado negativo em linha com o estimado pela seguradora em Fevereiro, e que compara com os lucros de 979 milhões de euros obtidos no exercício de 2007.
Parte deste resultado deve-se às perdas com participações financeiras.
Segundo a Bloomberg, a Eureko reconheceu 1,9 mil milhões em imparidades no ano passado, fruto da amortização ao valor das posições que mantém na F&C Asset Management e também no BCP. A seguradora detém 7,07% do capital do banco nacional.

“A Eureko teve um ano muito complicado e 2009 será tudo menos fácil”, afirma a seguradora em comunicado, citado pela agência noticiosa norte-americana, onde reitera igualmente a intenção de cancelar o dividendo e de vender novas acções para reforçar a sua posição de capital.

A saga e divergências no BCP continuam...


Envolvidos em crimes, além de também o próprio banco BCP, os três antigos presidentes da administração - Jorge Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal - os antigos administradores António Rodrigues, Alípio Dias, Christopher de Beck e Castro Henriques, e ainda dois directores da instituição, ainda em funções, Luís Gomes e Filipe Abecassis.
Já no caso da instituição, ou seja o próprio BCP, o regime das instituições financeiras prevê que possa ser condenado a uma multa até 2,5 milhões de euros por cada infracção.

segunda-feira, 16 de março de 2009

A grande história do BCP ( Banco Criminoso)


Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho.
Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
1. Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples:
Cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco.
Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia,aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor.
Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício.. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital.
O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how".
Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
2. Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos.
E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital.
E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco.
Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, obviamente sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados nas perdas da bolsa;
Aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento.
Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão, aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E , enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
3. Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa.
Descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...
4. Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo, ele é só o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país (protegido pelo 1º Ministro (a Sócretina), que lhe deu um museu do Estado para armazenar a colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa.
E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo.
E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
5. E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.
6. Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um
"take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI..
E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS.
Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - fabuloso expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
7. E eis como um banco, que era tão independente, que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.
8. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição?
Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.
Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo que tenha maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.

Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado..
Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"