domingo, 31 de maio de 2009

Actuem caramba!


O direito à indignação já foi utilizado para muita coisa em Portugal. Desconfio que vai ser também usado para o que já se passou (e o que não se vai passar...) com o BPN. Vamos por partes. Passei alguns dias a rever as audições...

O direito à indignação já foi utilizado para muita coisa em Portugal. Desconfio que vai ser também usado para o que já se passou (e o que não se vai passar...) com o BPN. Vamos por partes. Passei alguns dias a rever as audições mais importantes deste caso: a memória humana é curta e aquilo que ontem nos indignou tende a esbater-se com o tempo. No final tirei a amarga conclusão de que nunca assistimos a tanta falta de vergonha: gente que não se lembra de nada (apesar de as operações terem passado sob o seu nariz); gente que "confundiu" BI (de Banco Insular) com Bilhete de Identidade; gente que não sabia para que servia o fundo que geria; luvas e comissões pagos a "comissários políticos"; off-shores que lavavam dinheiro...

E agora, perguntamos todos? O que se vai passar? As autoridades, que têm material suficiente para meter alguns "santinhos" atrás das grades, vão levar o caso até ao fim? E os tribunais vão bater forte e feio? Ou vamos prolongar esta telenovela para que a indigação colectiva se esbata, deixando os criminosos "get away with it"? Portugal é um país do qual podemos esperar tudo (basta olhar para o passado recente). Só que desta vez a culpa não pode morrer solteira. E não é apenas pelos 2 mil milhões de euros que nos vão sair do coiro. Ai não é, não!
P.S. - A SLN quer 400 milhões de euros pela nacionalização do BPN. Há gente que não se enxerga: não fiscalizaram a administração e ainda querem que o dinheiro dos impostos pague a sua irresponsabilidade?

Cavaco ganhou 147,5 mil euros com venda de acções da SLN


Presidente da República terá sido convidado por Oliveira e Costa para participar no projecto

Cavaco Silva obteve em 2003 mais-valias de 147,5 mil euros com a venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (SLN).
Esses títulos foram comprados pelo actual Presidente da República, em 2001, revela o semanário «Expresso».
Segundo o mesmo jornal, a filha de Cavaco Silva, na mesma altura obteve ganhos de 209,4 mil euros com a venda de acções que também tinha da SLN.
Recorde-se que, em Novembro passado, Cavaco afirmou que não tinha qualquer ligação ao BPN. Não revelou, no entanto, que foi um dos 400 pequenos accionistas da SLN, detentora do banco.
Cavao Silva comprou 105.378 acções da SLN em 2001, a um euro cada.
Não tinha qualquer cargo no grupo - e, terá sido convidado a participar no projecto por Oliveira Costa.
Como o grupo não estava cotado em Bolsa, o preço das acções não era feito pelas regras de mercado.
Em 2003, Cavaco vendeu as acções, nessa altura a 2,4 euros cada, tendo conseguido mais-valias de 147,5 mil euros.
Também a filha do actual PR fez uma operação semelhante, tendo obtido ganhos de 209,4 mil euros.
O semanário Expresso teve acesso às cartas de ordem de venda das acções, tanto de Cavaco como da filha, enviadas ao então presidente da SNL, Oliveira Costa.
O jornal contactou a Presidência da República para perceber como é que Cavaco se tornou accionista do grupo. Em resposta, fonte oficial de Belém diz que «o professor Cavaco Silva e a mulher não têm nada a acrescentar sobre a gestão das suas poupanças, que tudo já foi esclarecido num comunicado emitido a 23 de Novembro de 2008».
Nessa altura, surgiram notícias de possíveis ligações do presidente ao BPN. Nesse comunicado podia ler-se que Cavaco Silva, no exercício da vida profissional, «nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das empresas, nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas, nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas».

Comentário:
O que se verifica na realidade, é nunca ter havido alguma reclamação por parte dos BANCOS Portugueses ao Supervisor - Banco de Portugal!
O que é de admirar os casos de outras Instituições!
Penso que o Governador do BdP tentou sempre esconder todas as trapalhadas dos casos mais mediáticos que aconteceu em Portugal (BCP, BPP, BPN e outros)...

Sabemos que existem dois partidos de alternância governativa no espectro politico português, um terceiro que serve de bengala numérica quando necessário e temos mais dois apenas do contra!
Estes três últimos ao contrário do que querem fazer crer estão longe de ser impolutos (quem vive nos conselhos de Almada ou Seixal, como é o meu caso, sabe disso muito bem em relação a pelo menos a um desses três).
Mas para este texto os que me interessam são os dois principais (PS e PSD).
Temos tido de tempos a tempos escândalos com ambos e a forma como esses acontecimentos são relatados nos media varia consoante as pessoas em causa têm ou não mais ou menos suposta “credibilidade”!
Houve comentários sobre Mário Soares e o filho (marfim de Angola), Sá Carneiro (dividas), Guterres (familiares beneficiados), Durão Barroso e Santana (casino Lisboa), Ferro Rodrigues (pedofilia), Sócrates (tantos que é só escolher mas vamos ficar pelo Freeport) entre outros que não foram líderes dos respectivos partidos!
Mas assim que se tocou em Cavaco foi só juras eternas de mãos no fogo pela honestidade do homem. Porquê?
Foi com Cavaco como primeiro-ministro que chegaram os primeiros dinheiros da união europeia, foi com ele que já na altura se dizia que o homem era impoluto mas a corja que estava em volta dele é que não eram de confiar. Lembram-se?
Querem que vos lembre a lista?
Cá vai: Subsídios para cursos de formação (lembram-se desses cursos?).
Subsídios para a agricultura (nunca vi tanta gente a querer ser agricultor em Portugal, até o Philippe Junot cá veio plantar brócolos).
Corrupção no fisco onde o corrupto disse alto e bom som que nunca ganhou tanto com no tempo do Cavaco.
O pai do monstro (segundo o seu mais proeminente ministro das finanças).
Estas são as que me lembro assim de cabeça, mas para o ponto que quero aqui realçar chegam!
No que diz respeito ao carácter do homem e do embevecimento de todos com a lealdade a um amigo e ex-colaborador (Dias Loureiro) esquecendo completamente o que ele fez a outro (Fernando Nogueira) com o seu “Tabu” (ainda hoje o homem não conseguiu tirar a faca das costas tal foi a facada).
A lista podia continuar, mas para a pergunta que quero fazer chega!
E a pergunta é porquê?
Porque é que uns são imediatamente para demitir, para achincalhar e para destruir; enquanto outros parecem ter uma aura de santos onde as alegações (lamacentas ou não) parecem bater em algum campo de forças protector impenetrável.
Se alguém me explicar esta dualidade de critérios dos media eu agradeço...

sábado, 30 de maio de 2009

Sócrates apoia Vital Moreira no ataque ao PSD com o caso BPN

A uma semana das eleições europeias, Vital ganha uma curta vantagem sobre Rangel. O Governo responde a Ferreira Leite sobre a polémica do BPN.
Não foi por acaso que os cartões de memória que Vital Moreira levou para o palco, na última quinta-feira, tinham escrita a ideia que marcou a semana de campanha: foi graças a "gradas figuras do PSD" que se deu azo à "roubalheira do BPN". O candidato socialista conta, sabe o Semanário Económico, com o apoio do próprio primeiro-ministro.
Manuela Ferreira Leite reagiu ontem, em Aveiro, contra o discurso de Vital. "Considero que a discussão começa a estar a um nível indigno. Aquilo que eu espero é que o engenheiro Sócrates afirme se se revê ou não se revê neste tipo de campanha". Ora, não é apenas o PSque está ao lado de Vital na responsabilização do PSD pela "roubalheira" no BPN. É o próprio Governo.
Apesar de Maria de Belém, a presidente da comissão parlamentar de inquérito ao BPN, se ter demarcado da associação que o candidato socialista às europeias fez entre o PSD e as fraudes no banco, o PS saiu em defesa de Vital Moreira. Ontem José Lello, chegou mesmo ao ponto de condenar publicamente Maria de Belém por aquilo que considerou ser uma "displicência"e uma tentativa de "minorar o impacto das palavras proferidas" por Vital.
Falando em nome do grupo parlamentar do PS, o vice-presidente Ricardo Rodrigues diz que a posição do candidato socialista tem toda a legitimidade. "Associar o BPN ao PSD faz sentido porque a maior parte das figuras citadas são social-democratas". E dá nomes: "Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Arlindo Carvalho ou Miguel Cadilhe".

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Accionistas da SLN chumbam eleição de Vicente Ribeiro


Os accionistas da SLN chumbaram hoje a cooptação de João Vicente Ribeiro para a administração do grupo.
Este gestor, vindo do BCP, tinha sido um dos poucos elementos da equipa de Miguel Cadilhe a ficar na SLN. (...)
Vicente Ribeiro, que fazia parte da equipa do BPN, para passar para a SLN tinha de ser cooptado. Da antiga equipa de Miguel Cadilhe permanece na gestão da SLN apenas António Vila Cova.

Vital Moreira exige aos banqueiros que reajam às "vigarices" no BPN

O cabeça-de-lista do Partido Socialista às eleições europeias exigiu hoje, “em nome da moralidade e da ética” que os banqueiros e a liderança do PSD venham a público pedir a “responsabilização” de quem está por detrás das “vigarices” que se acumularam na gestão do BPN, à qual estiveram ligadas diversas figuras sociais-democratas.
Em declarações ao Negócios, Vital Moreira diz que é o “prestígio do País que está em causa” e que “há limites que não podem deixar de ser denunciados”.
“É de uma tal gravidade, de uma tal imoralidade, que eu considero estranho que os banqueiros portugueses não se demarquem daquela situação. O capitalismo nasceu com uma ética bancária”, sublinha, num apelo directamente dirigido aos líderes dos demais bancos portugueses.
“Há que responsabilizar moral, politica e eticamente uma situação destas. E isso faz-se pela condenação moral, pela reprovação deontológica e pela censura política”, acrescentou.
O candidato socialista lembra que “todos os protagonistas [do caso BPN] são pessoas gradas do PSD” e que esse “facto” exige igualmente à liderança do partido uma tomada de posição.
“O PSD deve dizer o que pensa sobre este escândalo” que “vai ficar na história da economia de Portugal”.
“Fez-se uma tal concentração de vigarices, e nós – sociedade, media, profissão, partidos – [reagimos] como se fosse mais uma. Não pode”.
Já ontem, em Évora, numa acção de campanha para as eleições europeias de 7 de Junho, Vital Moreira tinha afirmado que o País está “à espera que o PSD se pronuncie sobre a vergonha a roubalheira no BPN”.
Mais tarde, Capoulas Santos referiu-se ao PSD como “trupe”, quando apelava ao voto no PS.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dias Loureiro sai mal, tarde e a más horas


Manuel Dias Loureiro decidiu ontem pedir a demissão do Conselho de Estado, depois das acusações duras de José Oliveira Costa sobre o seu envolvimento e participação em algumas das decisões que terão levado o Banco Português de Negócios (BPN) a uma situação de crise e à sua nacionalização.
À SIC, Loureiro explicou que a sua saída não resultou da explicação do antigo presidente do grupo, mas da percepção de que o Conselho de Estado era uma protecção para eventuais consequências judiciais, que Loureiro garante dispensar. Ao fim de sete meses de suspeições na praça pública, o acto do antigo ministro de Cavaco Silva não tem nada de heróico. Pelo contrário, chega tarde e a más horas.
Não está obviamente em causa a presunção de inocência de Dias Loureiro, tanto mais que as palavras de José Oliveira Costa devem ser lidas no devido contexto: é até agora o único arguido no processo, não pode nem deve passar agora a ser visto como o justiceiro que vai ajudar a justiça a descobrir a verdade no caso BPN e, além disso, tem sido apontado por todos como o grande responsável pela situação a que o banco chegou. Finalmente, porque ele próprio não deu quaisquer explicações sobre o estado de colapso financeiro a que o BPN chegou, nem sequer sobre os negócios com o Banco Insular de Cabo Verde.
Ainda assim, as palavras de Oliveira Costa não deixam de ser contundentes, especialmente quando é o segundo a dizer - depois do antigo responsável do Banco de Portugal, António Marta - que Dias Loureiro mentiu. Ou seja, o grande problema é político e (ainda) não judicial. O cargo de conselheiro de Estado exige uma posição acima de qualquer suspeita. Não podem haver nuvens negras a pairar ou esqueletos no armário. De outra forma, a sua acção está automaticamente condicionada e, pior, condiciona o Presidente da República.
A teimosia de Dias Loureiro - com a cobertura do Presidente da República, que também não sai bem desta fotografia - só serviu para adensar as suspeitas. Loureiro poderia e deveria ter pedido, logo no primeiro minuto, uma suspensão temporária do cargo de conselheiro de Cavaco Silva até que as investigações judiciais chegassem ao fim. Ao fazê-lo apenas ontem, tornou a sua própria situação ainda mais difícil, agravada pelas explicações avançadas.
Porquê? As explicações de Dias Loureiro para pedir a demissão do Conselho de Estado foram curtas, muito curtas. Uma análise fria às últimas 24 horas mostra que, à parte as acusações de Oliveira Costa, não há verdadeiramente nada de novo sobre a sua participação no caso BPN, pelo menos do que se sabe. ‘Apenas' a pressão pública...
Ora, a fotografia que o Diário Económico publica hoje na primeira página diz tudo sobre o momento de Dias Loureiro: sozinho, no estúdio da SIC, a defender-se perante o país.

OBS:
Como já tinha dito, quando Miguel Cadilhe entrou no BPN e acabou por estar cerca de meio ano e recebendo 10 milhões de euros....
É o País onde vivemos...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

BPN - Desvio de dois mil milhões de euros "não foi obra de um homem só"

O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu hoje que o desvio de dois mil milhões de euros do BPN "não foi obra de um homem só", mas o resultado "de uma acção organizada, meticulosa e dirigida" por várias pessoas.

"É preciso descobrir quem são os outros", adiantou António Marinho Pinto, que falava aos jornalistas à saída da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, onde foi ouvido sobre as propostas de Lei de Política Criminal e do Código de Execução de Penas.
Questionado sobre se Dias Loureiro, antigo administrador do grupo SLN que detinha o BPN até à nacionalização deste banco, devia ou não permanecer no cargo de conselheiro de Estado, o bastonário não quis comentar directamente, mas fez a seguinte observação: "Se eu fosse convidado para o Conselho de Estado não aceitaria integrá-lo com a actual composição".
Na sua audição no Parlamento, Marinho Pinto criticou que, com a crise económica, o Estado tenha utilizado vários milhares de milhões de euros para impedir a banca e outras instituições de irem à falência, por causa da "actividade criminosa" de certos gestores e dirigentes, quando esses recursos públicos deviam ser canalizados para "erradicar a pobreza" em Portugal, o que ajudaria a debelar a exclusão social e a criminalidade.
Ao falar sobre esta temática aos deputados, Marinho Pinto aludiu que, apesar de desaparecerem milhares de milhões de euros do BPN, há "pessoas que continuam impunes" no caso BPN e "não há dinheiro para combater a pobreza" em Portugal.
Marinho Pinto falava um dia depois de o ex-presidente do BPN, Oliveira Costa, o único arguido preso preventivamente no inquérito criminal ao caso, ter sido ouvido em sede de inquérito parlamentar.

BCP, BPN e BPP - Justiça e vingança

A mega-fraude de Bernard Madoff foi desvendada no início de Dezembro de 2008. A sentença judicial está marcada para o final do próximo mês. Qualquer semelhança entre a eficiência do sistema de justiça norte-americano...

1. A mega-fraude de Bernard Madoff foi desvendada no início de Dezembro de 2008. A sentença judicial está marcada para o final do próximo mês. Qualquer semelhança entre a eficiência do sistema de justiça norte-americano e o português é pura coincidência.
Os casos que envolvem o BCP, o BPN e o BPP ilustram bem as diferenças. Arrastam-se em intermináveis investigações e inquéritos, com recriminações, sacudidelas da água para cima de capotes alheios, trocas de acusações e lutas de bastidores entre autoridades que, depois de terem falhado na prevenção, querem aproveitar a oportunidade para removerem as manchas acumuladas nas respectivas túnicas. Pelo meio, parece ser mais prioritário encontrar um culpado que esteja a jeito do que apurar responsabilidades.
Na intervenção que ontem fez no Parlamento, José Oliveira Costa também demorou o seu tempo e colocou mais alguns ingredientes na receita que adensa os mistérios e as contradições no caso que lhe diz respeito. Nem se esperava outro desempenho. Geriu, durante um período largo, uma instituição em que os colaboradores que o ladeavam e os accionistas que o escolheram e que nele confiaram seriam, afinal, "cegos, surdos e mudos", como afirmou antes de se apresentar perante os deputados.
Sendo o único candidato a noivo que a culpa arranjou, até agora, para evitar ficar solteira, não quer fazer de bode expiatório de todos os pecados do BPN. Compreende-se. Neste banco, como no BCP e no BPP, quer no interior das instituições financeiras como no exterior, as cumplicidades e a passividade fizeram passar por boas operações e decisões que a crise financeira escrutinou sem piedade. A queda dos mercados substituiu aquilo que um olhar mais atento da supervisão, o activismo accionista e a acutilância dos auditores poderiam ter detectado, a tempo de evitar o colapso e a entrada em cena dos cofres públicos.
Em termos sumários, foi isto que Oliveira Costa acabou por recordar no Parlamento, ao denunciar a actuação de accionistas e colaboradores do BPN, com Dias Loureiro e Joaquim Coimbra à cabeça. O seu interesse é óbvio. Sentir-se-á, por esta altura, demasiado só na condição de arguido. Clama por justiça, deseja vingança ou quer as duas coisas em simultâneo. Nas entrelinhas, fica claro que a história do BPN ainda está muito mal contada.

2. Nas horas difíceis, mostrar apoio e dar encorajamento a quem dele eventualmente necessite é uma atitude nobre e louvável. Nalgumas ocasiões, justifica-se que essas manifestações de solidariedade sejam feitas em público. Noutras, o bom senso aconselha a que sejam realizadas de forma mais discreta.
O louvor a João Rendeiro aprovado pelos membros da associação Empresários pela Inclusão Social inclui-se entre os actos de apoio que deveriam contemplar algum recato. O trabalho do antigo presidente do BPP na liderança daquela organização poderá ser considerado merecedor dos mais inequívocos elogios, mas quando se acrescenta à iniciativa a natureza de um desagravo pelas "acusações" decorrentes da situação de pré-falência do Privado, já não se compreende. Horácio Roque saberá que há clientes do banco que têm o seu dinheiro congelado?

OBS:
SEM DÚVIDA QUE É PRECISO ORDEM NA DESORDEM DA JUSTIÇA PORTUGUESA E NOS PRÓPRIOS ADVOGADOS.
CONHEÇO MAL O QUE VAI DE JUSTIÇA DOS VOLUMOSOS PROBLEMAS JUDICIAIS, EM QUE MILHARES DE PESSOAS PASSAM MAL NESTE MOMENTO POR CULPA DESTES.
CONFESSO GOSTAR DO ESTILO DIRECTO E SEM PAPAS NA LÍNGUA DO "BASTONÁRIO DOS ADVOGADOS - DR. MARINHO PINTO.

Dias Loureiro abandona cargo no Conselho de Estado


Dias Loureiro apresentou a renúncia ao cargo de conselheiro de Estado numa audiência com Cavaco Silva ao início da tarde e vai pedir ao procurador-geral da República para ser ouvido no âmbito do caso BPN, avança a SIC.
Manuel Dias Loureiro está a ser alvo de uma investigação no processo BPN, por parte do Ministério Público há já dois meses, noticia hoje o "Correio da Manhã".
Lobo Antunes, membro do Conselho de Estado por escolha pessoal de Cavaco Silva, defendeu hoje que Dias Loureiro se devia demitir daquele órgão. "Ele está numa posição difícil de sustentar, seria um dever patriótico", afirmou ao "Diário de Notícias". Na origem desta posição estão as declarações de Oliveira Costa sobre Dias Loureiro ontem na Comissão de inquérito ao caso BPN. O ex-presidente do BPN e da SLN acusou Dias Loureiro de "fazer-se passar por presidente do BPN", defendendo-se das acusações de gestão centralizadora, proferidas por Dias Loureiro à sua gestão na SLN e no BPN. Dias Loureiro estará hoje no Jornal da Noite da SIC.

OBS:
LUTAS DO OPUS-DEI COM MAÇONARIA, JÁ ADVEM DOS CRIMES NO BCP!!!...

terça-feira, 26 de maio de 2009

REVISTA DA IMPRENSA...


* Segurança Social exige pagamento de 317 milhões de euros a gestores de empresas (Jornal de Negócios)No ano passado, a Segurança Social foi bater à porta de 10.892 administradores e gestores para lhes exigir o pagamento das dívidas acumuladas pelas empresas que dirigiram. Em causa estão 317 milhões de euros de contribuições que não puderam ser recuperados directamente através do património das respectivas sociedades.

* Prestações do crédito à habitação voltam a subir a partir de 2010 (Jornal de Negócios) Com a expectativa de manutenção dos juros em 1% por parte do BCE, as taxas Euribor deverão oscilar entre quedas e subidas pouco acentuadas. O impacto nas prestações dos empréstimos será limitada, pelo menos até ao final do ano. Já em 2010, a evolução deverá ditar novos aumentos dos encargos com os créditos à habitação.

* Investigação ao BPN acelera com Oliveira Costa no Parlamento (Diário Económico) As declarações de Oliveira Costa hoje no Parlamento devem obrigar a novas acções da Justiça na investigação ao caso BPN num curto período de tempo.

* Portugueses vão poder pagar electricidade com descontos até 10% (Diário Económico) Os consumidores domésticos de electricidade em Portugal vão começar hoje a ser aliciados pela Endesa, o grupo espanhol que se prepara para fazer concorrência à EDP.

* Contribuintes com dificuldade em entregar IRS na Net arriscam pagamento de coimas (Público) Elevado tráfego on-line tornou "sistema lento" no último dia do prazo, diz as Finanças. 25 euros é a coima mais baixa se declaração for entregue nos primeiros 30 dias a contar do fim do prazo.

* Citigroup contacta bancos para vender a área dos cartões de crédito em Portugal (Público) O Citigroup está a preparar a venda do seu negócio de cartões de crédito em Portugal, onde possui 400 mil clientes, tendo começado já a auscultar o mercado para saber se existe interesse em o adquirir. A decisão surge no quadro da reestruturação do grupo norte-americano, que vive uma delicada situação financeira e que, em 2008, apresentou prejuízos históricos de 18 mil milhões de euros.

* Portugal pode perder verbas na reforma da PAC (Diário de Notícias) Irá ou não Portugal perder fundos da União Europeia com a entrada em vigor da nova Política Agrícola Comum? Ao DN, o ministro da Agricultura assume que a próxima negociação de fundos será difícil, mas lembra que há mais dinheiro para aplicar até 2015. O que é certo é que a alteração dos critérios de atribuição pode até nem vir a prejudicar Portugal.

* 'Red Bull Cola' retirado da Alemanha por ter coca (Diário de Notícias) Autoridades sanitárias de vários estados alemães encontraram vestígios de cocaína. Empresa diz que é seguro e que não pensa vender bebida em Portugal.

Euro cai com receios de agravamento na banca



A moeda única está a perder terreno face ao dólar, pela primeira vez em sete dias, depois do jornal britânico “Daily Telegraph” ter avançado que os níveis de dívida dos maiores bancos alemães podem aumentar.

Às 7h53, o euro perdia 0,47% para os 1,3949 dólares, depois de ter fechado ontem nos 1,4015 dólares e após ter variado entre 1,4023 e 1.3941 dólares durante a sessão. A dívida dos bancos alemães vai rebentar "como uma granada" a menos que eles participem no programa do Governo para reunir numa só instituição financeira (o "bad bank") todos os activos tóxicos dos bancos do país, escreve o Telegraph, citando Jochen Sanio, presidente do regulador financeiro alemão BaFin. De acordo com a mesma fonte, os bancos alemães têm 200 mil milhões de euros de dívida de má qualidade, de acordo com Sanio, e as amortizações podem atingir os 816 mil milhões de euros. "A notícia sobre a situação do endividamento dos banco alemães não está a ajudar o sentimento em relação ao euro", disse à Bloomberg Adam Carr, economista no ICAP Austrália.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

“Se querem que saia, destituam-me já”

Marinho e Pinto não desarma e desafia os contestatários a serem consequentes.
O bastonário dos Advogados, Marinho e Pinto, desafia os críticos do seu mandato a serem consequentes: "Se querem que saia, destituam-me já para eu começar a campanha", diz o bastonário ao Diário Económico assumindo disponibilidade para continuar no cargo.
No centro da tensão que reina na Ordem está o novo estatuto que o bastonário apresentou ao ministro da Justiça e, no qual, contempla a extinção dos sete conselhos distritais (cinco deles têm tido uma postura hostil contra o bastonário).






Comentários:
R F R, | 25/05/09 03:31
Ele sai, mas volta com o triplo da força, depois é que ninguém o apanha. Não sei se Marinho Pinto tem razão, no entanto começa a ganhar adeptos na sociedade civil.

JJC, | 25/05/09 07:03
Este homem é o meu herói...a entrevista com a Manuela Moura Guedes mostrou a fibra do homem e sem papas na língua, encostou a mulher às cordas. Foi do melhor que eu já vi em TV...para quem não viu:

http://www.youtube.com/watch?v=_LpY3Y1Cq_c

http://www.youtube.com/watch?v=eYfbwE-TME0&feature=related

JUSTO, | 25/05/09 08:56
Força Marinho!!!

ANÓNIMO, PORTO | 25/05/09 09:53
POR FAVOR CONTINUE SENHOR BASTONÁRIO.

Azucrina, | 25/05/09 09:59
Com este não fazem farinha, e directamente duvido que alguem o desafie para um frente a frente. A Moura Guedes ainda está com insonias!

chaparro, Alandroal | 25/05/09 10:38
Estão bem tramados os advogados com este bestonário .

R.L., Funchal | 25/05/09 11:19
Marinho Pinto é um homem incómodo aos advogados do sistema os velhos da boa vida aqueles seus colegas que sabem que o céu vai cair mas antes cair e tirarem proveito da sua queda que o aguentar e perderem o bem bom que o descalbro da justiça lhes tem dado.
Força Marinho Pinto que a verdade vença.

josé almeida, moita | 25/05/09 11:39
Tudo indica que o Homem não tem um saco de agua quente entre as pernas, os escroques não gostam de gente honesta!

Niki, Lx | 25/05/09 12:37
Agora fiquei confuso com os relativos ESTUTOS mencionados na TVI.
Marinho Pinto tens o meu apoio...acaba com a raça dos advogados com duas caras!
Um abraço!


domingo, 24 de maio de 2009

Devido ao aumento do desemprego... O Presidente do Banco Mundial alerta para perigo de crise social



A recuperação da economia mundial será lenta e o aumento do desemprego poderá trazer a ameaça de uma crise social e o retomar do proteccionismo, disse hoje o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellic numa entrevista ao jornal espanhol El Pais.


“O que começou como uma grande crise financeira e se tornou uma grande crise económica está agora a transformar-se numa crise de desemprego e, se não tomarmos medidas, corremos o risco de ter uma grande crise social, com implicações políticas enormes”, sustentou.
De acordo com Zoellick, esta situação iria gerar “um terreno fértil para políticas populistas e proteccionistas”.
O presidente do BM explicou ainda que “os ministros das finanças dos países do G7 e G20 estão a mostrar um certo alívio pelo abrandamento da contracção”, mas “os economistas e empresários estão conscientes que a recuperação irá ser muito lenta e mais fraca do que o esperado”.
Para Zoellick, os perigos mantêm-se no sistema financeiro norte-americano e nas vulneráveis economias emergentes.

OBS:
No nosso País, o principal culpado é o MILLENNIUM BCP, com o aval do nosso Governo...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Venda da C+PA "termina com a exposição indirecta da Cimpor ao BCP"

A venda da C+PA à Teixeira Duarte, que implicará um encaixe de 47,2 milhões de euros para Cimpor, é “positivo” para a cimenteira, defendem os analistas do BPI e do Espírito Santo Research (ESR), na medida em que a Cimpor deixará, assim, de estar exposta ao BCP.
“Este acordo é positivo no sentido em que vem colocar um ponto final na posição indirecta da Cimpor no BCP. Lembramos que durante o ano 2008 a Cimpor reconheceu perdas de 77 milhões com a participação” no capital do maior banco privado português, fruto da desvalorização da mesma, refere o ESR.
O negócio “elimina o alegado conflito de interesses envolvendo a Teixeira Duarte e os restantes accionistas do grupo, ao mesmo tempo que retira alguma volatilidade aos resultados da Cimpor resultante da avaliação ao preço justo da posição da C+PA no capital do BCP”, sublinha o BPI.
Tanto o BPI como o ESR mantiveram as respectivas recomendações, de “acumular” e “comprar”. O ESR avalia os títulos da cimenteira em 4,60 euros, enquanto a equipa de “research” do BPI apresenta um “target” de 4,80 euros. As acções da Cimpor seguem a perder 0,11% para 4,705 euros.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Não vai haver emprego em Portugal durante bastante tempo"


O ex-ministro da Economia, Daniel Bessa, disse hoje que “não vai haver emprego em Portugal durante bastante tempo”. À margem da apresentação do projecto EUROclusTEX (“cluster” têxtil entre empresas do Norte do País e da Galiza), o economista apelou ao activo que é “a capacidade de sofrimento dos portugueses”.

“Não vai haver emprego em Portugal durante bastante tempo. Os portugueses têm uma capacidade de sofrimento enorme e isso é um activo que temos que mobilizar e organizar”, afirmou Daniel Bessa ao Negócios. O ex-ministro da Economia acredita ainda que o endividamento excessivo do País vai trazer agravamentos fiscais. “Não vamos escapar a um agravamento considerável da carga fiscal, porque já não temos tempo para poder manter este nível de endividamento”, argumentou. Daniel Bessa referiu igualmente que o período pós-eleitoral vai trazer desinvestimento ao País. “Depois das eleições, não vamos escapar a uma redução muito violenta da despesa privada e pública”, soltou. Confrontado com declarações recentes de Mira Amaral, que afirmou que “há o risco de Portugal estoirar”, o economista não sabe se há estoiros, mas diz que a mudança é inevitável. “Alguma coisa vai ter que mudar muito depressa. Não sei se é através de um estoiro, mas não há possibilidade de manter este nível de endividamento”, sustentou. As declarações do ex-ministro da Economia foram prestadas ao Negócios à margem do EUROclusTEX, que vai juntar empresas têxteis da Galiza e do Norte de Portugal. O projecto terá a duração de dois anos, tem um orçamento de 580 mil euros e prevê missões ao Brasil e ao México.

BCE discutiu possibilidade de comprar o dobro dos activos aos bancos


O BCE discutiu a possibilidade de comprar 125 mil milhões de euros em activos ao bancos, um valor que é mais do dobro dos 60 mil milhões anunciados pelo presidente do banco central na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de governadores no inicio do mês.

A opção por comprar activos a bancos como dinamizar a economia após as taxas de juro chegarem a um nível muito baixo vinha a ser discutida tempo. O BCE estava pressionado por decisões semelhantes tomadas já há meses pela Fed e pelo Banco Central de Inglaterra. No inicio do mês, após colocar a taxa central nos 1%, Jean Claude Trichet anunciou que o BCE irá comprar 60 mil milhões de obrigações titularizadas.
As últimas semanas têm sido marcadas por discordâncias entre os membros do BCE quer sobre o nível mínimo de taxas de juro, quer sobre outras políticas não convencionais de combate à crise, e especificamente sobre a compra de activos.
Já após o anuncio, Axel Weber, o presidente do banco central alemão afirmou que 60 mil milhões é o valor máximo de aquisições que o BCE poderá fazer, tendo sido contrariado por Marko Kranjec e Ivan Sramko, os presidentes dos bancos centrais da Eslovénia e da Eslováquia que admitiram não que o limite fosse aumentado como que o leque de activos a comprar fosse diversificado.
O montante anunciado pelo BCE é muito inferior aos adoptados nos EUA e no Reino Unido. Os 60 mil milhões de euros representam 0,6% do PIB da Zona Euro, o que compara com 12% e 10% do PIB dos planos norte-americanos e britânico, respectivamente.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O comboio descendente


A economia está a vingar-se do sistema financeiro pagando na mesma moeda: agravando-lhe os problemas. O Banco de Portugal chama-lhe agora "espiral descendente", mais fácil de explicar do que de resolver. Como fazer o curto-circuito?

Crise com crise se paga. Também se lhe podia chamar "efeito bola de neve" ou, como o símbolo do infinito, uma cobra que engole a cauda: o colapso do sistema financeiro contagiou dramaticamente a economia, que, entrando em recessão, devolve agora pouco negócio e muito malparado aos bancos; estes, ao contrário, precisam de capital, que está escasso e encarecido pelos maus "ratings" dos Estados que se endividaram... para acudir à economia e ao sistema financeiro.
Como mostra o relatório do Banco de Portugal de ontem, é a rentabilidade dos capitais dos bancos que se deteriora; e é o crédito malparado que dispara, sendo legítimo esperar um agravamento grande nos próximos meses, não tanto das famílias, mas sobretudo das empresas. Todas as estatísticas, incluindo as incontestadas, revelam níveis de desemprego e de falta de encomendas à indústria que ainda não produziram os últimos efeitos nas tesourarias. Isto será mais visível no Interior e no Norte do País, que deixou de ter Espanha a comprar os materiais de construção e os equipamentos que lhe viabilizavam as empresas. Mesmo que a Cosec passe a assumir o risco de clientes estrangeiros, por exemplo nos mercados de Leste, a substituição das vendas não é certa nem rápida.
As famílias já inverteram no final de 2008 o seu comportamento de endividamento compulsivo. Pela primeira vez desde pelo menos 1995, os depósitos bancários cresceram mais do que os créditos; a poupança subiu (o que nem na crise de 2003 tinha acontecido); e as suas dívidas somadas representam agora ligeiramente menos do que vale o PIB. Mas não é assim nas empresas, onde as dívidas representam 140% do PIB e não estão a reduzir-se. Não é por pulsão suicida, é porque não basta querer. Para amortizar capital em dívida é preciso... capital. A reestruturação nas empresas demora a produzir resultados como virar o leme de um porta-aviões.
A vida financeira de Portugal está a mudar e, apesar da medalha de bom comportamento dos bancos em Portugal face ao descalabro dos activos tóxicos (de que é vítima mas não culpada), os balanços vão ressentir-se durante longos anos. Quem olha para a bolsa e vê as suas acções finalmente a subir, vê nisso bom presságio: e é. É sobretudo a constatação de que a fase da angústia colectiva acabou. Mas enquanto nos mercados financeiros se discute se estamos a fazer uma recuperação em "V" ou uma lomba num "W", quem gere bancos está a torcer para que o seu negócio esteja num "U" de recuperação lenta mas não num "L" de estagnação longa.
Não é por acaso que, nos títulos das mais de trinta mil notícias que o Negócios publicou nos últimos doze meses - celebradas nesta edição de Sexto Aniversário - as três palavras mais reincidentes tenham sido "Bolsa", "Banca" e "Queda". Não é premoção nem promoção, mas revelador da espiral. Houve um tempo em que, como escreveu Pessoa, "no comboio descendente, vinha tudo à gargalhada". Agora já não é assim: todos os bancos estão fragilizados e vulneráveis. Mas já ninguém se ri. E assim se muda de vida.

Aumento dos custos de "funding" e do malparado podem provocar prejuízos na banca


O presidente da Caixa Geral de Depósitos (PSD) alertou hoje que os bancos portugueses podem enfrentar prejuízos, devido ao aumento dos custos de financiamento e do crédito malparado. Faria de Oliveira, tal como Santos Ferreira, mostrou ainda preocupações com os fundos de pensões.

“O aumento em custo de ‘funding’ e do incumprimento do crédito, por si só, pode por a banca com resultados negativos”, disse hoje Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos.
O presidente do banco estatal, que falava na conferência promovia pela AT Kearney e pelo Negócios sobre a banca, considerou que bastava que os custos de “funding”, ou financiamento dos bancos, aumentassem como no ano passado, ou que o mal parado subisse como em Espanha, para colocar os resultados da banca negativos.
Na mesma conferência, o presidente do banco estatal chamou ainda a atenção para as ameaças que os fundos de pensões representam para a banca. Faria de Oliveira disse que "os fundos de pensões podem voltar a ser um problema daqui a três ou quatro anos".
Um alerta no mesmo sentido fez Santos Ferreira, presidente do Banco Comercial Português. “Há uma exposição elevada ao mercado de acções, nomeadamente nos fundos de pensões. A questão dos fundos de pensões surgirá diante de nós”, afirmou Santos Ferreira (PS)...

OBS:
Este hediondo problema poderia ter sido morto à nascença, se tivessem resolvido o gravíssimo "CASO BCP" em 2007/2008... Volto a afirmar que devido ao contágio do BANCO MILLENNIUM BCP em questões de crimes económicos e financeiros; estão milhares de famílias e empresas na falência total e seus bens extorquidos pela própria banca. Jamais voltão à sua vida normal... Existem provas mais que suficientes... Já venho a afirmar há anos... Os responsáveis continuam a sua saga da destruição económica no País e contentes...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Incumprimento no crédito vai atingir máximo este ano


O incumprimento no crédito deve aumentar, este ano, para um nível superior ao máximo registado durante a recessão de 2003, de acordo com as previsões do Banco de Portugal publicadas hoje no relatório de Estabilidade Financeira.
“Existe a expectativa de um aumento significativo do incumprimento no crédito ao sector privado não financeiro”, diz o Banco de Portugal que justifica esta previsão com “as actuais perspectivas macroeconómicas desfavoráveis e a incerteza relativa às repercussões da crise financeira sobre a actividade económica, e não obstante as descidas das taxas de juro”.
Os níveis de incumprimento do sector privado não financeiro registaram acréscimo substanciais, desde o final de 2007, interrompendo a tendência de ligeira diminuição que se observava desde o início de 2004.
A autoridade monetária nacional diz que a gravidade da actual recessão “ultrapassa largamente” a vivida em 2003, ano em que os níveis de incumprimento atingiram valores recorde.
“De facto, segundo um modelo de incumprimento que incorpora projecções para o ciclo económico, a probabilidade de incumprimento prevista para 2009 aponta para um acréscimo face a 2008 que é superior ao acréscimo observado entre 2007 e 2008, situando-se acima do máximo anterior registado em 2003”, diz o relatório da instituição liderada por Vítor Constâncio.

Endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro


O endividamento das famílias portuguesas é o segundo mais elevado da Zona Euro, apenas superado pela Holanda, revela o Relatório de Estabilidade Financeira referente a 2008, divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O relatório refere que "o nível de endividamento dos particulares continua a ser dos mais elevados no contexto da área do euro", só superado pelo verificado na Holanda.
De acordo com o relatório, cerca de “75% do endividamento dos particulares corresponde a crédito bancário para aquisição de habitação”, o que “implica uma grande sensibilidade dos encargos com a dívida à evolução das taxas de juro do mercado monetário”.
Os empréstimos bancários para habitação representaram, em 2008, mais de 90% do rendimento disponível das famílias portuguesas.
O relatório sublinha que o aumento de desemprego irá reflectir-se “na evolução da situação financeira de um número significativo de detentores de dívida bancária”.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

142 mil os lares, que, por passarem sérias dificuldades económicas, tiveram acesso à prestação do "Rendimento Mínimo".



Mais 33 mil estão a receber rendimento mínimo
Há mais 16 mil famílias que acederam ao RSI do que em Março do ano passado. A situação pode piorar, pois foram feitos dez mil novos pedidos por mês, quase o dobro da média registada em 2008

O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI) subiu para 367 702 em Março último, o que significa que há mais quase 33 mil pessoas abrangidas por aquela prestação social do que em igual período do ano anterior. Pior é o cenário que se pode antever, a partir dos novos requerimentos entrados nos primeiros três meses do ano, e que ainda aguardam deferimento: a média mensal de pedidos passou dos cerca de 6600 registados em 2008 para mais de 10 mil. Más notícias, em primeiro lugar, para quem precisa e para o Estado, que vai ser obrigado a aumentar a despesa com aquela prestação social.
Os dados - que são os últimos apurados pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - indicam ainda que , no mesmo período, o número de famílias beneficiárias aumentou em 15 721, equivalendo agora a quase 142 mil os lares, que, por passarem sérias dificuldades económicas, tiveram acesso à prestação.
Aquela evolução está directamente relacionada com o agravamento do desemprego, que já afecta cerca de 500 mil pessoas, e que apresenta uma escalada contínua nos últimos anos. À medida que as pessoas vão chegando ao fim do período de vigência do subsídio de desemprego e do subsídio social de desemprego, os seus rendimentos caem, tornando-se elegíveis para receberem o RSI. Para tal basta que o indivíduo tenha um rendimento mensal inferior ao valor da pensão social, que ronda este ano os 187 euros.
O Instituto da Segurança Social também aponta a maior rapidez com que os requerimentos têm sido processados como um dos factores que ajuda a explicar a evolução. Curiosamente, o ritmo de crescimento nos beneficiários com "requerimento activo de RSI" - que se manteve contínuo ao longo de todos os meses de 2008 - inflectiu de Fevereiro para Março.
Segundo os dados mais actuais do Ministério, divulgados no site, entre Fevereiro e Março registou-se mesmo uma quebra de cerca de mil beneficiários. Esta descida, ao não bater certo com o aumento do número de pedidos, pode reflectir um afrouxamento do ritmo de processamento dos requerimentos.
Por outro lado, a partir de 2005, as condições de manutenção daquela prestação deixaram de ser tão restritivas, alargando o potencial universo. Seja como for, o certo é que os novos pedidos de acesso à prestação se situaram sempre acima dos 6 mil por mês ao longo de 2008, estando agora bem acima, na casa dos 10 mil.

Despesa sobe 18%
Segundo dados do Instituto da Segurança Social, o valor da prestação para quadros de pobreza extrema é, em média, de 91 euros.
Segundo os dados da execução orçamental, só nos primeiros dois meses do ano, a despesa pública com o Rendimento Social de Inserção subiu 18% para os 78 milhões de euros. No mesmo período, a despesa com os subsídios de desemprego e apoio ao emprego atingiu 291 milhões de euros.
Apesar do cenário pouco animador, a fazer prever um alargamento dos beneficiários do RSI, as acções de inserção das famílias abrangidas estão a crescer substancialmente. Nos últimos dois anos a percentagem de agregados com acordos de inserção passou de 48 para 87.
Mas, como já justificou o presidente do Instituto da Solidariedade Social, Edmundo Martinho, é preciso não esquecer as especificidades do universo. "Quem está há anos na rua não consegue eliminar as barreiras de um momento para o outro."

OBS:
Este hediondo problema poderia ter sido morto à nascença, se tivessem resolvido o gravíssimo "CASO BCP" em 2007/2008... Volto a afirmar que devido ao contágio do BANCO MILLENNIUM BCP em questões de crimes económicos e financeiros; estão milhares de famílias e empresas na falência total e seus bens extorquidos pela própria banca. Jamais voltão à sua vida normal... Existem provas mais que suficientes... Já venho a afirmar há anos... Os responsáveis continuam a sua saga da destruição económica no País e contentes...

A crise que ainda está para vir


Portugal vai sentir mais a crise quando ela começar a arrefecer no resto do mundo.


Por todo o lado ela aparece.
Ligamos a televisão, passamos a vista pelas primeiras páginas dos jornais e somos bombardeados com as últimas notícias da crise: os despedimentos nas empresas, as contínuas revisões em baixa dos PIB's, as revisões em alta dos deficits orçamentais, os recordes nos prejuízos das empresas, etc., etc.. Os efeitos são óbvios: pessoas vítimas de salários em atraso, despedimentos e ‘layoffs', empresários "apertados". Mas e aquela imensa maioria cujo posto de trabalho não está ameaçado e cujos salários continuam a ser pagos a tempo e horas? Está a maioria da população portuguesa a sentir os efeitos da crise?(...)

sábado, 16 de maio de 2009

Destruição de 92 mil empregos atinge jovens em cheio


Taxa de desemprego sobe para 8,9%, o valor mais alto dos últimos 23 anos. Jovens, precários e pouco qualificados são os mais afectados.

A economia destruiu 91,9 mil empregos no espaço de um ano, a quebra mais acentuada desde a crise de 2003. Os efeitos conjugados da recessão e da precariedade estão reflectidos nos dados ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), relativos ao primeiro trimestre deste ano: perderam-se 83 mil empregos correspondentes a jovens com idades entre os 15 e os 34 anos.
E nem todos desistiram de trabalhar: foi também nas franjas mais jovens que o número de desempregados mais cresceu. A taxa de desemprego jovem (entre os 15 e os 24 anos) subiu para o máximo de 20,1%.
Com o número de desempregados no valor mais alto de que há registo - oficialmente são 495,8 mil -, a taxa de desemprego ontem divulgada superou as piores expectativas, ao saltar 1,3 pontos para 8,9%, o valor mais alto dos últimos 23 anos (ver gráfico). "Preocupante", referiu o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, admitindo "intensificar" as medidas contra a crise.
Quem está a ser mais afectado pelo desemprego? Homens, com contrato a termo, empregados na indústria e na construção com idade entre os 15 e os 34 anos e um nível de escolaridade básico foram os que mais contribuíram para a queda da população empregada e, simultaneamente, para o aumento do número de pessoas à procura de trabalho.
Os valores oficiais subestimam o verdadeiro impacto social, apontam vários observadores. O número de desempregados é de 650 mil e a taxa de 11,6%, se se considerarem como desempregados indivíduos em categorias que o INE exclui. É o caso dos inactivos disponíveis ou desencorajados (93,2 mil), e do subemprego visível (61,3 mil).
Por outro lado, acentua-se a tendência de redução da população activa (menos 23 mil indivíduos do que há um ano), o que pode indiciar a fuga para situações de reforma, de estudo, ou de desistência da procura de emprego.
Os novos dados obrigaram o Governo a actualizar a previsão para a taxa de desemprego, para 8,8%, um valor que fica mais uma vez abaixo das previsões das principais instituições. Para que se concretizasse, o desemprego teria que descer. Se é certo que o Verão é um período mais favorável e que as medidas desenhadas pelo Governo ainda não produziram plenos efeitos, é também consensual que o impacto de uma crise tão forte se fará sentir de forma crescente até, pelo menos, 2010.
O Executivo prevê, por outro lado, que destruição de emprego se situe, este ano, nos 62 mil postos de trabalho (-1,2%). A OCDE aponta para 94 mil.

OBS:
Este hediondo problema poderia ter sido morto à nascença, se tivessem resolvido o gravíssimo "CASO BCP" em 2007/2008... Volto a afirmar que devido ao contágio do BANCO MILLENNIUM BCP em questões de crimes económicos e financeiros; estão milhares de famílias e empresas na falência total e seus bens extorquidos pela própria banca. Jamais voltão à sua vida normal... Existem provas mais que suficientes... Já venho a afirmar há anos... Os responsáveis continuam a sua saga da destruição económica no País e contentes...

Empresários falidos procuram ajuda na Igreja Católica


Cerca de 18 mil micro empresas encerraram desde Janeiro, deixando no desemprego trabalhadores e donos do negócio. Depois de lhes penhorarem os bens e sem direito a subsídios, muitos empresários procuram salvação nas paróquias.


Em Portugal, existem cerca 160 mil micro empresas. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME), Fernando Augusto Morais, "há micro empresários a falir todos os dias".
Desde o início do ano, "cerca de 18 mil já encerraram o seu negócio", disse à Agência Lusa o presidente da associação, onde funcionam os gabinetes jurídico e estatístico que fazem a recolha e tratamento destes dados.
Só nos primeiros 13 dias deste mês, "90 empresas fecharam as suas portas", exemplifica o responsável, lembrando que desde o início da crise, em Setembro de 2007, até 31 de Dezembro de 2008, "encerraram 40 mil empresas" de pequena dimensão. Para Fernando Augusto, "a situação é crescente".

Lusa
11:40 Sexta-feira, 15 de Mai de 2009
Muitas destas empresas pertencem a "jovens licenciados que terminaram os cursos e não encontraram emprego no mercado de trabalho", mas também existem muitas outras que estão ligadas principalmente à construção civil, explicou.
O presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), Armindo Monteiro, confirma este cenário: "Têm estado a fechar empresas que até agora sobreviviam a tudo e a todas as circunstâncias".
Estes encerramentos "criam constrangimentos à sua volta", alerta por seu turno Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, instituição que nos últimos tempos tem recebido pedidos de ajuda de empresários "de todo o país".
"Muitos dos que nos procuram fazem parte da classe média baixa, mas também já há muitos da chamada classe média alta, com outro tipo de projectos que faliram", explica.
Para o presidente da Cáritas, este fenómeno "representa taxas de desemprego altamente preocupantes".
A Cáritas Portuguesa é uma instituição oficial da Conferência Episcopal para a promoção e dinamização da acção social da Igreja Católica.
De acordo com dados divulgados à Lusa pela Associação Industrial Portuguesa, as micro empresas empregam 28 por cento dos trabalhadores, mais 3% do que as grandes empresas.
"É um drama. Neste tipo de empresas há relações familiares ou de quase família. Têm apenas três ou quatro postos de trabalho e por isso criam-se relações muito estreitas que se vão construindo ao longo dos anos", lembra o presidente da ANJE.
Nestes casos, tentar salvar a empresa "é sinónimo de salvar a família". "São projectos de vida que estão em causa" e muitos proprietários acabam por investir o seu património pessoal.
"O empresário tem sempre a tentação de ir até ao limite, dando o património pessoal como garantia da empresa", explica à Lusa Armindo Monteiro, lembrando que quando as coisas correm mal os empresários nem têm direito a subsídio de desemprego: "Têm de pagar as dívidas e não têm nenhuma forma de rendimentos.É muito injusto".
"Alguns, além de não receberem subsídio de desemprego, ainda correm riscos de penhoras, porque na tentativa de fazer sobreviver as suas pequenas empresas deixaram de pagar ao Fisco e à Segurança Social", acrescenta o presidente da Cáritas Portuguesa.
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta semana a criação da linha de crédito PME Investe 4, num valor global de 400 milhões de euros, 200 milhões dos quais destinados a apoiar as micro e pequenas empresas.
De acordo com números avançados pelo executivo, as PME Investe 1, 2 e 3 já foram utilizadas em 86 por cento, representando mais de 27 mil empresas apoiadas, num valor global aproximado de 2,9 mil milhões de euros.
Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Paulo Nunes Almeida, lembrou que "a grande maioria destas empresas são micro ou pequenas".
"Estes apoios são muito importantes", mas "é a conjuntura económica que vai permitir às empresas ter negócios" para sobreviver, concluiu Paulo Nunes Almeida.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Encerramentos e insolvências são um problema estrutural do país


O problema do encerramento e da insolvência de centenas de empresas em todo o país, com especial incidência no último ano, «insere-se, para além da difícil conjuntura que se vive no país, num problema estrutural do nosso tecido empresarial, que há muito deveria ter sido diagnosticado e tratado».
A afirmação é da presidente da Associação Portuguesa dos Administradores de Insolvência (APGS), que hoje reúne em Lisboa perto de 40 dos cerca de 300 administradores de insolvência actualmente em exercício. (...)

OBS:
Este hediondo problema poderia ter sido morto à nascença, se tivessem resolvido o gravíssimo "CASO BCP" em 2007/2008...
Volto a afirmar que devido a este BANCO MILLENNIUM BCP; estão milhares de famílias e empresas na rotura e em vias de jamais voltarem à sua vida normal...
Existem provas mais que suficientes... Já venho a afirmar há anos...
Os responsáveis continuam a sua saga da destruição económica no País...

Chover no molhado

Ponto da situação.
Primeiro, era apenas uma ‘sub-prime’ circunscrita aos Estados Unidos. Depois, a coisa virou recessão e envolveu todas as economias avançadas.
A globalização, associando tudo, juntou-lhe as economias emergentes. E hoje, para utilizar uma expressão muito em voga, já evoluímos para a pandemia: é à escala mundial que o PIB vai cair em 2009, algo nunca visto nos últimos sessenta anos. É dose!
Como a dose já dura há um ano, começa a falar-se de retoma. E aqui as opiniões coincidem: ela deverá iniciar-se já no decorrer de 2010. Como dizia o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, "estamos a aproximar-nos do ponto de inflexão do ciclo". Mas atenção! Vai ser tudo muito, muito devagarinho, com as variações do produto a não se afastarem da vizinhança de zero. E de 2011 ninguém fala. O pior que poderia acontecer-nos seria assumir que o pior já passou.
À recessão sucede o desemprego, em regra ao retardador. Daí que a situação, já de si muito má, venha ainda a agravar-se em 2010. Perspectivas da Comissão Europeia: a taxa de desemprego, tanto na Europa como nos Estados Unidos, deverá em breve atingir os dois dígitos. E em Espanha poderá mesmo chegar aos 20%, uma situação explosiva. Eis a que deverá ser, para nós todos, a preocupação do momento: com este desemprego poderemos estar à beira de uma tragédia.
Que a retoma, lenta no seu conjunto, se processe também a velocidades diferentes parece normal. São os constrangimentos que o determinam. Há países com défices orçamentais de tal modo elevados que já não têm espaço para estímulos: os Estados Unidos, a Inglaterra, a França. E há países com tais dívidas na ordem externa que até o custo do dinheiro é insuportável: a Irlanda, a Grécia, a Espanha.
É aqui que entra o nosso destino. Se são aqueles os constrangimentos, Portugal vai enfrentar os dois: o défice e a dívida. E ainda um terceiro, este específico: a nossa estrutura produtiva é de tal modo caduca que nem com salários miseráveis conseguimos competir. A seguir vem o óbvio. Quando a etapa da retoma se iniciar, estaremos curvados sobre uma bicicleta a cair de podre a pedalar furiosamente na cauda do pelotão.
Chove em Lisboa.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crise - Mundo deve estagnar durante 10 anos


O Prémio Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, alertou hoje para o facto de que a economia mundial pode ficar em estado de semi-estagnação durante uma década.

“O mundo no seu todo está a parecer-se bastante com o Japão durante a sua ‘década perdida’”, disse hoje Krugman durante um fórum em Taipei, capital de Taiwan, citado pela Bloomberg.
“Estou muito optimista sobre o mundo em, diremos, 2030. São os próximos dez anos ou coisa assim que me preocupam”, acrescentou o Nobel da Economia.
O especialista adiantou que, embora uma repetição da Grande Depressão dos anos 30 seja agora menos provável, a economia global enfrenta um fraco consumo privado e um nível elevado de desemprego nos EUA e na Europa que não deverá descer.
Entre as semelhanças com os problemas do Japão, Krugman incluiu um sistema financeiro em dificuldades, a fraca procura e o “apoio orçamental útil, mas limitado” por parte dos governos.
Na verdade, disse o Nobel da Economia, a recessão global é “pior do que o Japão na sua ‘década perdida’, porque a quebra inicial foi mais profunda e, ao contrário dos nipónicos, o mundo não pode comerciar com o exterior a saída da crise”.
“Se todo o planeta fosse registar um forte excedente comercial [como fez o Japão durante a ‘década perdida’] teremos de encontrar outro mundo com o qual fazer trocas comerciais”, disse Krugman.
As previsões de Krugman são similares às do também Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz, bem como do antigo presidente do Banco Mundial James Wofensohn.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eureko corta posição no BCP de 9,95% para 2,52%


A Eureko cortou a sua participação no BCP para pouco mais de 2%, deixando de ser um dos principais accionistas.

O grupo holandês - que era o terceiro maior accionista do BCP - reduziu a sua participação para 2,52%, o que compara com os 9,95% anteriormente reportados, sendo que parte desta posição resultava de um acordo celebrado com o JP Morgan em Setembro de 2007 que também foi desfeito.
A redução da posição da Eureko no BCP foi concluída durante a sessão de hoje. Em comunicado, o grupo explica que alienou 87,8 milhões de acções fora do mercado e vendeu outros 27,6 milhões de títulos do banco em bolsa.
Há, no entanto, dois factores importantes a recordar. O primeiro é que a Eureko foi um dos poucos accionistas a votar contra a extinção do Conselho Superior na última assembleia geral de accionistas do BCP.
O segundo factor é que, nos últimos dias, o BCP foi alvo de forte pressão vendedora em bolsa. Ontem, por exemplo, foram negociadas mais de 67,7 milhões de acções, algo que não acontecia desde Outubro de 2007, o mês em que o BPI avançou com uma proposta de fusão amigável, que acabaria por fracassar.
Na sessão de hoje, os títulos do BCP fecharam a cair 5,27% para 0,719 euros com 30,6 milhões de acções transaccionadas.
Foi o terceiro dia consecutivo de perdas.

BCP emagrece 15% em dois dias


As acções do BCP perdem valor pelo terceiro dia consecutivo, apesar dos 'upgrades' que os analistas fizeram na avaliação do banco. Os títulos do BCP perdiam 6,72% para 0,70 euros com 21,4 milhões de acções negociadas, depois de terem afundado ontem 9%, numa sessão onde foram transaccionadas 67,7 milhões de acções.(...)

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fisco fixa meta de 28 mil penhoras sobre o património dos gestores


Estão a ser alvos as contas, imóveis, produtos financeiros e prémios dos administradores de empresas com dívidas fiscais.

A actual conjuntura económica está a levar a um aumento do incumprimento no pagamento das dívidas fiscais. Por arrasto, estão também a disparar os processos contra gestores e administradores, para que estes paguem com o seu património pessoal as dívidas das empresas que administram ou gerem e não foram pagas a tempo e horas (reversão fiscal). Só nos três primeiros meses de 2009, a Administração Fiscal já concretizou cerca de 7.000 penhoras, o que contrasta com uma média trimestral de 4657 no ano passado. E as Finanças antecipam que, a este ritmo, no final do ano será atingido um recorde de penhoras de bens pertencentes a administradores ou gerentes. "Como o número de reversões irá continuar a aumentar durante o corrente ano, observar-se-á um crescimento superior ao verificado em 2008 no número de penhoras dos bens pertencentes aos gerentes e administradores de empresas", revelou ao Diário Económico fonte oficial do Ministério das Finanças. (...)

Após resultados de "baixa qualidade"... BCP afunda o máximo desde Janeiro de 2008 com forte liquidez


As acções do Banco Comercial Português registaram hoje a queda mais acentuada desde Janeiro de 2008, depois de ontem o banco ter apresentado resultados de “baixa qualidade”, de acordo com os analistas. Os títulos anularam parte dos ganhos conseguidos na semana passada e registaram um forte volume, que foi o mais elevado desde Outubro de 2007.


As acções do BCP fecharam a cair 8,88% para 0,759 euros, tendo registado uma queda máxima de 9,72%. A descida de hoje foi a terceira mais forte entre os 38 bancos do DJ Stoxx Banks e a mais acentuada desde 21 de Janeiro de 2008, sessão em que as acções caíram mais de 12%, num dia “negro” para as bolsas mundiais.
O banco esteve a reagir em queda aos resultados apresentados ontem, mas também a corrigirem dos fortes ganhos das últimas sessões. À cotação de fecho de hoje, o BCP estão ao mesmo nível de quarta-feira da semana passada.
A forte queda foi acompanhada de uma liquidez acentuada. Foram transaccionadas mais de 67 milhões de acções, o volume mais elevado desde 25 de Outubro de 2007, o que mostra que muitos investidores optaram hoje por realizar mais valias nas acções. Desde o início de Março os títulos sobem 18,5% e na totalidade do ano perdem 6,87%.
A descida do BCP foi a principal responsável pela desvalorização de mais de 2% registada hoje pelo PSI-20.
O BCP anunciou ontem que os lucros do primeiro semestre subiram para 107 milhões de euros, acima dos 65 milhões de euros estimados pelos analistas contactados pela Reuters. Contudo, os analistas mostraram-se preocupados com a qualidade dos resultados do maior banco privado português.
Numa nota de “research” de hoje, o ESR destaca que os resultados ficaram acima das estimativas, mas diz que estes apresentam uma “qualidade mais baixa”. Excluindo os efeitos extraordinários, o BCP obteve lucros de 85 milhões de euros, o que representa uma quebra de 36% face aos 133 milhões de euros do período homólogo.
“Apesar de ter superado em termos de resultados líquidos (o que poderá originar uma reacção positiva inicial das acções em bolsa), ficamos de alguma forma decepcionados com a qualidade destes resultados”, referem os analistas do ESR.
A casa de investimento destaca que, “mais uma vez, as receitas foram impulsionadas pelo ‘trading’ bem como por itens não recorrentes relacionadas com a unidade em Angola.
O ESR destaca ainda a “deterioração acima do esperado da qualidade dos activos”, devido sobretudo à Polónia. O banco de investimento recomenda “neutral” para o BCP, com um preço-alvo de 0,70 euros.

Polónia e qualidade dos activos preocupam
O CaixaBI assinala que os resultados ficaram acima das estimativas. “Surpreendeu-nos negativamente (mais pela dimensão que pelo efeito em si) o forte impacto negativo na margem financeira (com claro destaque para a operação na Polónia); e positivamente a performance em matéria de ‘trading’ e o desempenho ao nível do controlo de custos”, refere o banco na nota diária de hoje.
O CaixaBI acrescenta que “este conjunto de resultados evidencia ainda alguma insuficiência ao nível da estrutura de capitais do banco” e “no que se refere ao nível de imparidades para crédito” começa a reflectir, “com cada vez maior clareza, o impacto substancial da deterioração económica que se verifica nalguns dos maiores mercados onde o banco opera”.
“Em suma, e embora o resultado líquido tenha sido superior à nossa estimativa, não consideramos esse facto per si positivo, na medida em que parte dessa diferença assenta numa realidade (trading) que nos parece, por agora, difícil de ser sustentável nos próximos trimestres. Adicionalmente, confirma-se um cenário de forte pressão tanto na operação na Polónia como ao nível da qualidade dos activos na actividade consolidada”, conclui o CaixaBI.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

BCP - Crédito vencido mais que duplica


O crédito vencido no Millennium bcp mais que duplicou, no primeiro trimestre do ano quando comparado com igual período do ano passado.
O rácio de crédito vencido há mais de 90 dias do BCP duplicou entre o final de Março de 2008 e igual período deste ano, para 1,6% face ao total dos empréstimos, revelou hoje o banco.
O crédito vencido há mais de 90 dias, nos particulares, ascendeu a 136 milhões de euros, o que corresponde a 0,5% do total do crédito. Já nos empréstimos ao consumo o crédito vencido é de 4,4% do total.
Nas empresas, o crédito vencido evoluiu para 814 milhões de euros, correspondendo a 2% do total dos empréstimos.

O BCP realça que o grau de cobertura do crédito malparado supera os 160%.
O crédito com incumprimento face ao crédito total concedido corresponde hoje a 2,1%, o que compara com os 1,1% registados em igual período do ano passado.
No trimestre em análise, o banco registou 168 milhões de euros em imparidades de crédito, mais 101,9% do que em igual período do ano passado.

Banco Privado deve mais de dois mil milhões aos credores


Banco de Portugal deve entregar hoje nas Finanças a proposta final para a resolução do problema do BPP. Governo tem cinco dias para responder.


Se for à falência, o Banco Privado Português (BPP) não terá capacidade para fazer face a metade das suas responsabilidades para com os vários credores. A saber: do total de dois mil milhões de euros de dívida (a clientes, trabalhadores, Estado, bancos financiadores, entre outros), o banco só tem mil milhões de euros de activos disponíveis.
Uma realidade descrita no documento com o plano de recuperação e saneamento do BPP, entregue dia 24 de Abril ao Banco de Portugal, a que o Diário Económico teve acesso. "Caso o BPP seja objecto de um processo judicial de insolvência, a venda forçada de activos, implicará um ‘gap' entre activos e passivos de aproximadamente 995 milhões de euros).
Tendo em conta que as dívidas ao BCE, a outras instituições financeiras e ao Tesouro (no âmbito dos 450 milhões de euros de empréstimo concedido em Dezembro) têm subjacentes garantias reais, na sua maioria, ficariam para último na lista, sem garantias de retorno do dinheiro os clientes de retorno absoluto e os clientes com depósitos à ordem e a prazo. O documento fala em 741 milhões de euros ainda a haver, nesta altura, pelos clientes de retorno absoluto e em 418 milhões de euros de depósitos.

Rácio de solvabilidade do BCP cai para 6,8%


O rácio de solvabilidade dos capitais do Millennium bcp desceu para os 6,8%, no primeiro trimestre deste ano, demonstrando uma deterioração face a igual período do ano passado.


O rácio Tier I desceu de 7,1%, no primeiro trimestre de 2008, para os 6,8% este ano, o que corresponde a uma deterioração dos capitais.
O Banco de Portugal tem uma recomendação para que os bancos, ainda este ano, coloquem o Tier I em 8%.

sábado, 9 de maio de 2009

Teixeira dos Santos diz que Iintervenção do Estado no BPN evitou corrida de clientes, "o que teria sido muito delicado"



Teixeira dos Santos diz que Intervenção do Estado no BPN evitou corrida de clientes, "o que teria sido muito delicado"

O ministro das Finanças disse, hoje, em Braga, que a intervenção do Estado no BPN "evitou uma situação de corrida aos bancos por parte dos clientes que teria sido muito delicada".
"Os nervos andavam à flor da pele e havia muito receio nas pessoas", afirmou Teixeira dos Santos, lembrando que o banco estava na eminência de uma ruptura, o que implicava "o risco sério de se gerar uma situação de pânico bancário com efeitos sistémicos muito devastadores".
O governante falava na Universidade do Minho, em Braga, no encerramento da conferência sobre "10 anos do Euro: o ajustamento nos mercados de capitais e trabalho", organizada pelo Núcleo de Investigação em Políticas Económicas.
Respondendo a uma pergunta de um docente da Universidade, o ministro acentuou que, "durante semanas, os níveis de liquidez do BPN - Banco Português de Negócios, baixaram muito, levando-o a não poder cumprir os seus compromissos, a não ser com injecções alheias de liquidez, o que não podia continuar".
"O governo nacionalizou o BPN, não por causa dos seus problemas internos e dos eventos que estão sob investigação judicial mas sim porque, em Outubro de 2008, após a falência do banco americano Lehman Brothers havia o risco de ruptura do sistema financeiro, em Portugal e a nível global", acentuou.
Acrescentou que, nesse período, "corriam rumores sobre a eventual falência de bancos, alguns lançados de forma criminosa e cobarde, que criaram a preocupação de uma corrida aos bancos por parte de cidadãos, alarmados com a situação, o que teria sido dramático".
Fernando Teixeira dos Santos fez, anteriormente, uma análise da experiência da economia portuguesa nos 10 anos do euro, dizendo que se não fosse a moeda única Portugal teria, agora, muito mais problemas para enfrentar a crise internacional.
Sublinhou que há países que não aderiram que sentem agora a necessidade de terem o "abrigo do euro" e que já pensam em aderir ao sistema monetário europeu.
O ministro elogiou o papel do Banco Central Europeu na actual crise, dizendo que soube adoptar uma postura de "flexibilidade e de elasticidade", que o tornou uma instituição ainda mais credível em termos internacionais.
Disse que, no seio do euro-grupo, os ministros das Finanças vivem, hoje, "uma situação de grande coordenação de medidas", o que o tornou num espaço de diálogo e concertação entre os diferentes responsáveis por aquela pasta. Considerou que, apesar desses avanços, há ainda "um vazio" a preencher, pois - defendeu - importa criar "um elemento federador, um mecanismo de estabilização orçamental entre os países do euro, para poder responder melhor a situações de crise como a actual".

OBS:
Não foi só este banco (BPN) mas também anteriormente o "Gigante Criminoso MILLENNIUM BCP.
Mas este foi fácil, bastou pôr de lá para fora a antiga equipa de Jardim Gonçalves e colocar a Administração da Caixa Geral de depósitos, mas com o aval do PSD, em que colocou na CGD uma nova equipa PSD...
Conclusão: Millennium BCP - PS.
Caixa Geral de Depósitos - PSD.
E assim o governo conseguiu que a crise bancária não contagiasse muito o nosso "povinho covardinho"...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bank Millennium afunda 7% após anunciar quebra de 90% nos lucros

As acções do Bank Millennium na Polónia já desvalorizaram mais de 7% esta manhã, depois do banco detido em 65,5% pelo BCP ter anunciado uma quebra d e 90,5% nos lucros do primeiro trimestre. A instituição bancária nacional regista, no entanto e à semelhança dos últimos dias, fortes valorizações na sessão de hoje.

O Bank Millennium terminou o primeiro trimestre deste ano com uma quebra de 90,5% no seu resultado líquido, face ao mesmo período do ano passado, para os 12,1 milhões de zlotys (2,6 milhões de euros). Face ao quarto trimestre do ano passado, a descida foi de 66%.
Os títulos do banco do BCP na Polónia reagiram com uma desvalorização máxima de 7,41% para os 2,5 zlotys, seguindo agora a perder 6,30% para os 2,53 zlotys.

Clientes do BPP invadem sede no Porto


A sede do Banco Privado Português (BPP) no Porto foi hoje ocupada por perto de 70 clientes que exigem que o Governo cumpra a promessa de pagamento dos depósitos, rejeitando deixar o banco sem um sinal positivo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Jardim Gonçalves contesta divulgação individual dos salários dos administradores


Jardim Gonçalves contesta divulgação individual dos salários dos administradores
Jardim Gonçalves, fundador e ex-presidente do BCP, manifestou-se hoje contra a divulgação da remuneração individual dos administradores executivos, conforme proposto no ante-projecto do Código de Bom Governo das Sociedades, uma iniciativa do Instituto Português de Corporate Governance.

COMENTÁRIO:
Autoridade
DEVIA ESTAR NA CADEIA....
Desde que se cumpre as leis constitucionais e não desgraçar ou lesar milhares de inocentes, como o fez, acho que sim!.... Mas desde que este Sr. acabou por lesar milhares de clientes no Millennium BCP, por isso deveria estar neste momento preso e a responder à justiça... Acho que é um criminoso, pois lesou milhares de famílias Portuguesas... E ainda hoje por culpa dele e do seu "staff", estamos a passar esta grande crise económica, sem fim à vista...

OBS:
VER TODOS OS COMENTÁRIOS...

BCE corta juros para 1%


O Banco Central Europeu (BCE) anunciou um novo corte de juros para a Zona Euro de 25 pontos para 1%. O mercado já estava a antecipar este corte, e os economistas acreditam que será o último. Mais do que a descida de juros, o mercado aguarda as declarações de Jean-Claude Trichet para saber se o BCE vai implementar outras medidas além das alterações de juros.

Ninguém acredita, contudo, que apesar das duras críticas de que têm sido alvo, acusadas de um conservadorismo que torna ainda mais dolorosa e longa a actual recessão, as autoridades de Frankfurt tomem medidas muito ousadas, como a impressão de dinheiro ou a aquisição directa de títulos de dívida pública e privada que já foram implementadas nos EUA, Reino Unido e Japão.
Quanto muito, afirmam os economistas contactados pelo Negócios, Trichet avançará com o aumento da maturidade dos empréstimos cedidos à banca do actual limite de seis meses para um ano.
"Esta será a medida que terá mais efeito junto dos bancos e de mais fácil execução por parte das autoridades", defende Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI. Além disso, o BCE poderá também usar o trunfo do poder psicológico do discurso para gerir as expectativas dos agentes económicos, ao garantir que manterá as taxas de juro "num patamar baixo por um período alargado", explica Pedro Matos Branco, economista do BES.
Segundo o especialista, um compromisso desta natureza teria um peso elevado, já que, por princípio, o BCE nunca se compromete com uma decisão de política monetária. Pelo menos, "nunca se comprometeu antes", sustenta.
Dificilmente Trichet irá hoje muito mais longe, apesar das divergências de posições dentro do próprio conselho de governadores, havendo uma "facção" que defende que o BCE deveria seguir a estratégia preconizada pela Fed, Banco de Inglaterra e Banco do Japão de implementação de um programa de "credit easing" (impressão de dinheiro), para a compra de títulos de dívida pública e privada.
"Se se confirmarem os sinais de desaceleração da queda da actividade económica, não me parece que o BCE tome medidas que lhe custam tanto implementar", remata Pedro Matos Branco (...)

Carlos Tavares não pediu desculpa a João Rendeiro


O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares, não pediu desculpa a João Rendeiro. O responsável limitou-se a responder a um pedido de esclarecimento feito pelo presidente do BPP, admitindo as declarações feitas mas explicando que foram divulgadas “desligadas do contexto em que foram feitas”.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) emitiu hoje um comunicado “face à deturpação grosseira da verdade material em notícias hoje publicadas por alguns órgãos de comunicação social, sobre a resposta dada pelo Presidente da CMVM a uma carta do Dr. João Rendeiro a propósito das declarações que prestou a 22 de Abril na Comissão do Orçamento e Finanças da Assembleia da República”.
O órgão regulador do mercado português divulgou as cartas que foram trocadas entre os dois responsáveis “para um esclarecimento completo e rigoroso dos investidores e do mercado”.
A mesma fonte explica que, na carta em apreço, Carlos Tavares confirma as declarações que prestou nessa Comissão, clarificando o contexto em que foram feitas e que não resultaria claro de algumas notícias divulgadas.
A CMVM refere que Tavares “não se pronunciou nem poderia, nesta fase, pronunciar-se sobre a pessoa do Sr. Dr. João Rendeiro ou qualquer outra. Com efeito, foram já apurados factos e estão em curso investigações relativos ao BPP e à sua administração a que está a ser dado o seguimento processual previsto na lei”.
O esclarecimento da CMVM foi emitido depois do Diário Económico ter noticiado que Carlos Tavares pediu desculpa a João Rendeiro.
Tavares enviou a Rendeiro a transcrição integral das suas declarações a este propósito na Assembleia da República e referiu que teve a “preocupação de clarificar os termos e o contexto daquela intervenção em declarações aos jornalistas no final da sessão (infelizmente não reproduzidas ou citadas)”.
“Tendo em conta o tratamento noticioso que foi dado às declarações em apreço, não me custa a admitir que a sua forma poderia ter sido mais feliz, de modo a evitar quaisquer interpretações menos apropriadas”, termina Carlos Tavares na carta que enviou a Rendeiro.
Na sequência desta carta, João Rendeiro, antigo presidente do Banco Privado Português (BPP), terá decidido não avançar com um processo judicial contra Carlos Tavares, segundo avança hoje a agência Lusa, sem citar fonte.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mais dez bancos americanos em apuros


Os reguladores norte-americanos consideraram que dez dos 19 bancos testados nas chamadas «provas de tensão», necessitam de reforçar o seu capital, disse uma fonte próxima do processo, citada pela Reuters.

Os maiores bancos dos EUA têm estado em negociações com os reguladores sobre quanto capital adicional necessitariam para fazer frente a possíveis perdas caso a situação económica se deteriore mais.
A lista exacta dos bancos que deverão necessitar de mais capital ainda não é conhecida, devendo ser oficialmente divulgada apenas na quinta-feira.
A expectativa entre os investidores é elevada e espera-se que o Citigroup e o Bank of America estejam entre os bancos afectados pela necessidade de reforçar capital. O Wells Fargo e o JPMorgan também deverão constar da lista.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A saga culposa dos gestores bancários continua e o Governo continua a fechar os olhos no "deixa andar"...


" Banqueiros e Elite Política" são os culpados da crise







Os ex. administradores bancários, accionistas e outros, deveriam repor os lucros chorudos que obtiveram durante estes últimos anos!!! Assim voltaríamos a ter normalidade no sistema financeiro... Os bancos portugueses deram cerca de 10 milhões de euros de lucros por dia, durante estes últimos anos, agora que paguem os prejuízos...
Temos o exemplo do BCP...
Penso que não deveria ser o Governo a dar "avalos" de milhares de milhões de euros aos bancos... Temos que responsabilizar e punir os gananciosos e criminosos bancários, pelos prejuízos monstruosos e desgraças, que criaram a milhares de pessoas inocentes...BCP, BPN, BPP... Como afirmou Saldanha Sanches em 16 ou 17 deste mês... O que mais me entristece no meio de tudo isto é haver uns gajos que não fazem outra coisa senão andar a gamar, armados em sérios gestores, banqueiros e políticos. Estamos entregues a uma cambada que ainda por cima tem a lata de afirmar que se preocupa com o seu semelhante e para salvaguardar os seus interesses é capaz de fazer guerras, de humilhar povos e aqui entra o inevitável, ora em nome da democracia ora em nome da liberdade.
O dinheiro que eles gastam e roubam dava para acabar com a fome no mundo e o que restasse devia ser aplicado na ciência, na descoberta de meios de salvar pessoas que em pleno século XXI continuam a morrer por causa duma simples gripe ou pela mordidela de um mosquito.

A diferença que existe entre um regime totalitário e um regime democrata não é nenhum.
Os primeiros mandam porque tem um partido único, os segundos porque o povo votou neles e agora como partido único no poder, comportam-se exactamente da mesma maneira.
"À medida que o tempo passa, começo a perceber melhor porque é que existe terrorismo, não que o apoie obviamente, mas com tanto desequilíbrio no mundo que diferença faz…
A poucos dias do Natal é natural que os indígenas andem preocupados com a quadra, a noite familiar, os presentinhos, os cartões de crédito, as notícias da crise, os fechos de empresas, as quedas das Bolsas, os golpes financeiro, e façam as contas ao que aí vem em 2009, com muitos Cabos Bojadores cheios de perigos e tempestades em que muitos irão naufragar.
É verdade que os tempos presentes são do salve-se quem puder e o futuro é cada vez mais uma lotaria. Mas é verdade também que esta conjuntura violenta poderia ser aproveitada para se fazerem rupturas, procurar dizer umas tantas verdades, acabar com certos tabus e pôr o dedo em muitas das feridas que têm andado escondidas nestes anos de democracia. Mas não. A vidinha neste sítio manhoso, pobre, deprimido, hipócrita e cada vez mais mal frequentado continua pior do que nunca, com as mesmas misérias e os mesmos miseráveis.
A vidinha continua a ser dominada por gente medíocre que tem medo da sombra e passa a vida a varrer das agendas os temas que podem ser verdadeiramente perigosos para os seus interesses e privilégios, a maior parte das vezes ilegítimos.
As grandes discussões destes últimos dias centraram-se na eventualidade de uma Esquerda Marxista, Leninista, Estalinista e Trotskista entrar no arco governamental e no voto vergonhoso dos senhores deputados que aprovaram o Estatuto dos Açores.
As palavras de Pinto Monteiro, procurador-geral da República, no Parlamento, foram rapidamente esquecidas, com toda a gente a fingir que o responsável máximo do Ministério Público não disse nada de relevante, merecedor de um amplo debate e, mais do que isso, de um verdadeiro levantamento nacional contra o estado a que as coisas chegaram no sítio.
No seu estilo directo, Pinto Monteiro apenas afirmou que o governador do Banco de Portugal foi alertado em 2004 para uma grande fraude internacional envolvendo o BPN e o famoso Banco Insular de Cabo Verde e nada fez para colaborar com as autoridades na descoberta dos autores desse crime económico, aliás; já tinha sido também alertado para os crimes e fraudes do BCP desde 1999 até aos dias de hoje...
Aos senhores deputados que aprovam as leis, em que são os primeiros responsáveis pela Justiça, em que o Ministério Público não tem capacidade para combater a corrupção e os crimes de colarinho branco, provando-se que não é importante e nada tem de relevante.
As palavras de Pinto Monteiro foram levadas pelo vento, Constâncio continua no lugar e os corruptos podem dormir em paz.


O envolvimento dos administradores do BCP - Acusação do Banco de Portugal ao BCP


Foram concedidos às ‘offshores’ créditos no valor de 590 milhões de euros entre 1999 e 2004, ano em que as sociedades passaram para três accionistas.
Cinco administradores, incluindo Pedro Líbano Monteiro, que não está acusado neste processo, assinaram os créditos e as renovações às dezassete ‘offshores’ que fazem parte da acusação do Banco de Portugal: António Rodrigues, António Castro Henriques, Christopher de Beck e Filipe Pinhal, alguns tinham os pelouros da Direcção Internacional, outros eram os ‘alternantes’, uma vez que no crédito é sempre preciso uma segunda assinatura de um qualquer administrador. Alípio Dias não consta desta lista, porque só interveio mais tarde, nas ‘offshores’ de Goes Ferreira que acabou por extinguir em 2007. Há ainda assinaturas de vinte directores do Grupo BCP (incluindo da sucursal de Cayman) que propunham o crédito. Pedro Líbano Monteiro foi apenas testemunha deste processo, o que se pode explicar pelo facto de as suas assinaturas serem anteriores a 2003, e por isso o seu envolvimento ter prescrito.
Os administradores visados explicam que o facto de assinarem crédito não implicava que soubessem que as ‘offshores’ não tinham ‘beneficial owner’ (e que por isso eram do BCP) só os preocupava a relação crédito /garantias.
Em causa estão empréstimos concedidos para a compra de acções que só tinham as acções como garantia. O montante global de crédito autorizado às 17 sociedades Cayman foi de 525 milhões de euros, tendo em consideração as várias alterações ao limite de crédito que acabou por ser de 590 milhões. Estas operações provocaram elevadas perdas patrimoniais, em consequência da acentuada depreciação que as acções em carteira viriam a sofrer a partir de 2001. Até Dezembro de 2003 os créditos chegaram aos 489 milhões de euros, enquanto que as acções que cobriam esses empréstimos não ultrapassavam 100,5 milhões de euros. No fim desse ano “o BCP terá procurado ocultar, com recurso a pessoas singulares (Frederico Moreira Rato, Bernardino Gomes e Ilídio Monteiro) e colectivas por si instrumentalizadas as perdas”. Os prejuízos das ‘offshores’ acabaram por ser assumidos pela Edifício Atlântico em 2004.
Em 2005, Paulo Teixeira Pinto chega a presidente do BCP, e nesta altura são as ‘offshore’ do Goes Ferreira que acumulam perdas. As sociedades Sevendal, Hendry, Sherwell e Somerset, segundo o BdP, são do BCP e deveriam ter sido contabilizadas as perdas que estas tiveram desde 2001 até 2006, inclusive. Prejuízos de 79,8 milhões em 2001; de 25,3 milhões em 2003; lucros de 25,2 milhões em 2005; perdas de 3,12 milhões em 2006, altura em que foi proposta a sua extinção já com Alípio Dias no pelouro da Direcção Corporate Sul IV, que lhe estava atribuída desde Janeiro de 2006. A 30 de Novembro de 2006 o BCP formalizou a cessão dos créditos sobre a Hendry à Intrum Justitia Debt Finance e estes foram cessados em 28 de Dezembro. Em 28 de Fevereiro foram cedidos os créditos sobre a Somerset à Intrum Justitia e em 31 de Julho de 2007 o BCP cedeu os créditos sobre a Sherwell à Branimo (promoção imobiliária).

Obs...
Também estão em causa estão alegadas irregularidades relacionadas com o financiamento da aquisição de acções do próprio banco por “off-shores”.
Este processo, que se arrasta há mais de um ano, tem assim um primeiro passo positivo ao eliminar quatro nomes ao rol dos possíveis condenados do chamado caso BCP. Começa agora uma outra fase, com o período de contestação pelos nove notificados – sete ex-administradores e dois directores gerais do banco – e a posterior análise e dedução de acusação por parte do Banco de Portugal. Com os prazos legais em vigor, a fixação das sanções por parte da instituição vai ainda demorar algum tempo, podendo ser depois contestada judicialmente. Uma situação que, com as tácticas dilatórias dos advogados, através de pedidos de informação e arrolamento de inúmeras testemunhas, pode atirar uma decisão final para daqui a vários anos.
Esse tipo de situações viveu-se no passado em instituições mais pequenas, como a Caixa Económica Faialense ou a Caixa Económica Açoreana. A grande diferença é que essas instituições acabaram por desaparecer e o BCP é um dos mais importantes bancos portugueses e continua a andar, como já disse um dos seus responsáveis, nas bocas do mundo pelos maus motivos, o que, como refere um comunicado, de sábado, do banco, tem produzido “imputações susceptíveis de afectar o seu bom nome e reputação”.
Sabe-se que, entre os nove notificados pelo Banco de Portugal, existem graduações diferentes de responsabilidades que deverão redundar em diferentes tipos de penalizações. Também se sabe que o banco foi notificado, quer pelo Banco de Portugal, quer pela CMVM, e que a entidade reguladora do mercado de capitais deverá notificar, em breve, as pessoas envolvidas em alegadas irregularidades de mercado. Isto para já não falar dos processos que estão a ser instruídos pelo Ministério Público. Por isso, é bom que a justiça seja célere e os culpados condenados, para bem do banco, das estruturas judiciais e de regulação e do país.(Francisco Ferreira da Silva, DE)

Comentários:
vg
Com os Códigos complexos e contraditórios que temos e uma boa equipa de advogados, tudo se resolverá. Aliás o "politicamente correcto" está cada vez mais a favor de banqueiros golpistas

Realista
Se eu entendi bem este artigo tem apenas uma finalidade: indicar os nomes dos administradores que não foram incriminados pelo BdP. Ora bolas! PS. Quero ver se este comentário passa.

Tribunus
Este senhor está cheio de fé numa justiça mais celere! com este ministro da justiça não vamos a lado nenhum e antes pelo contrario em 4 anos piorámos...........

Zé Cardoso
"Justiça mais célere", pelo menos em teoria assim parece, na prática dará quase de certeza em muito pouco. Benefício da dúvida até quando? "Caça grossa", poderosos, se for preciso compram a justiça com os muitos milhões que roubaram, e fica o assunto encerrado. É urgente criar "comissões de populares" para vigiarem estes casos!

fsantos (osanto@hotmail.com)
o que estes rapazes fizeram,não é para já estarem presos como o do bpn? sabemos que há varias leis neste pais para o mesmo crime mas assim tão à descarada parece-me mau.

Xabregas
A ver Vamos .... a casa pia deve ser o exemplo a que se refere .... são todos uns santinhos.

ENCARNAÇÃO
É MUITO IMPORTANTE ANALISAR E FAZER SENTIR O PROBLEMA ACTUAL... Por causa deste banco, há cerca de 100 mil famílias a passar grandes dificuldades... Mais de metade dessas 100 mil famílias portuguesas, neste momento passam fome e miséria, é mesmo por culpa do BCP. Aliás; continua a extorquir os bens a essas ""famílias endividadas pela manipulação dos créditos das acções BCP em 2000/2001"" burladas na venda fraudulenta de Acções Próprias BCP e que hoje estão com o seu nome cadastrado no BdP, não podendo fazer movimentações em termos de créditos ou reformas de empréstimos de habitação e outros!... Estas "dívidas de créditos manipulados, " estão contabilizadas no BdP... São as tais dívidas que jamais serão pagas, porque tem a haver com os tais famigerados créditos de milhões de acções próprias BCP em 2000/2001. Aliás; depois de provado estes crimes e outros, a "Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) já tinha condenado o BCP ao pagamento de uma coima de 3 milhões de euros por um total de 100 sanções. No entanto, o regulador deliberou a suspensão parcial da execução de 2,5 milhões de euros da coima aplicada se o banco indemnizar os clientes prejudicados nas campanhas accionistas de 2000 e 2001". Os responsáveis destas extorsões, devem ser severamente castigados. Investiguem os principais ex-administradores culpados e interlocutores dessas negociações, por exº: Dr. João Lourenço, Dr. Paulo Roriz, Dr. Rui Lopes, Dr. Spartlei, Dr. António Maria Lencastre, Drª Olga Cardoso, Dr. Jorge Silva e outros. Penso que ainda anda muito criminoso encoberto.(...)

ACR
Haverá algum português que acredite que um único destes administradores venha a ser penalizado? As nossas leis são feitas por advogados, para "enrolar", recorrrer uma vez, outra vez ... até que um juiz aplica uma pena suspensa. Qualquer português já interiorizou como funciona a justiça dos ricos. Os pobres, não.São condenados, presos!!!!

Viriato
Porque é que na América, o gatuno da fraude da piramide (ex-presidente do Nasdaq)foi logo preso e para sair teve de pagar uma caução de 10 Milhões? Porque é que aqui nunca se prende ninguém, pelo menos os ricos,e as cauções são sempre anedóticas?

Silvares - Mª Grande
Éramos clientes do BPSMayor desde 97.Quando recorremos ao crédito para habitação (construção) fomos encaminhados para o CPP. Tudo bem. Quando o BPSMayor passa para o Universo do MillenniumBCP, fomos obrigados a transferir igualmente o empréstimo. Em 2000/2001 fomos "convidados" a adquirir 1.500 acções por 17.500 euros, resultando dessa compra, mais-valias e melhores condições no crédito. Uma farsa e quando estavam a 3,54euros vendemo-las. Apresentámos agora a reclamação e foi-nos dito que não reuníamos as condições necessárias para sermos ressarcidos pela diferença. É vergonhoso apresentarem desculpas esfarrapadas quando "sacaram" cada um dos administradores e o seu chefe mor muitos milhões nestes últimos anos. Irei remeter o dossier à CMVM, ao Banco de Portugal, à PGR, mas se entretanto encontrar algum destes mafiosos na rua, terei todo o gosto em lhes assentar umas palmadas. Até o Alípio das sementes do Porto, bom rapaz, não consegue manter a coluna vertebral na posição normal. Este processo é em tudo idêntico ao do BPN. Clamamos por Justiça nem que seja a de Fafe. Cumprimentos aos vigarizados! Aos vigaristas que paguem o que roubaram.

Inocêncio
O que é grave é que depois dos desmandos destes vigaristas as pessoas acreditam que haverá uma justiça que julgará esta gente. Pobres ingénuos é mesmo só para crentes. Permitam-me este desabafo os crentes que vão a Fátima a pé faz bem ao colesterol enquanto estes vigaristas vão esbanjar o capital nas águas calientes das Caraìbas. E ainda se poderá ouvir-lhes dizer à boca pequena "são uns pobres de espirito" coitados!

LOPES
JUSTIÇA!!!!!! QUAL JUSTIÇA ISSO EXISTE ONDE?????????

ludgero santos
Compreendamos-nos. Procura de culpados, arrastamento do processo, contestação judicial, prazos legais com bom aproveitamento. Final do filme que já vai longo: desculpas para os culpados e puniçâo de inocentes.
Bem-vindo ao mundo dos advogado...

'Offshores' empolaram as contas do BCP em 520 milhões - Acusação do Banco de Portugal ao BCP 2008-12-22 00:05...


“O Banco de Portugal (BdP) concluiu que o BCP promoveu a criação de um grupo de sociedades em centros ‘offshore’, que manteve sob o seu exclusivo domínio e com a gestão efectiva delas, com o estrito objectivo de estas procederem à aquisição de valores mobiliários relativos ao BCP e a outras instituições do grupo” refere o documento da acusação do Banco de Portugal ao BCP e ex-administradores, a que o Diário Económico teve acesso. A instituição liderada por Vítor Constâncio conclui que o banco terá ocultado, deliberamente, ao BdP a existência de dezassete dessas sociedades (as quais só seriam conhecidas pela equipa de Vitor Constâncio no decurso das averiguações agora concluídas), e nunca tendo reflectido na sua contabilidade a relação de controlo que sempre manteve com aquelas entidades.
A história remonta a 1999, altura em que a partir da sucursal de Cayman do BCP viriam a ser constituídas, as dezassete sociedades, das quais cinco por iniciativa do antigo BPA, então incorporado em 2000 (Junho) no BCP. O capital destas dezassete sociedades era detido por quatro ‘holdings’ sediadas nas ilhas britânicas: Meadowcroft; Osterdal; Daman Group; e Geafield Holding.
As quatro ‘holdings’ que detinham as dezassete (e por isso é o prejuízo destas) registaram um resultado negativo acumulado de 413 milhões de euros, ao longo de quatro anos (até 2004). Em 1999 tiveram 62 mil euros de lucro; valor que subiu em 2000 para os 9,4 milhões de euros. Mas em 2001 o prejuízo ascendeu a 20,6 milhões, montante que subiu estrondosamente em 2002 (256,9 milhões de prejuízo). É um facto que o BCP não contabilizou as perdas, mas também não contabilizou os lucros das ‘offshores’ nas suas contas de 1999 e 2000.
O Banco de Portugal parte das provisões para fazer face às perdas das ‘offshores’ (primeiro das dezassete, depois das quatro de Goes Ferreira) para calcular o empolamento das contas. Assim em termos de resultados consolidados, em 2001 os lucros do BCP terão sido empolados em 58,9 milhões; em 2002 em 66 milhões e em 2003 em 193,3 milhões. Em 2004 (já com as ‘offshores’ fora do banco), os lucros foram de 513 milhões e o BdP considera que deveriam ter sido de 301,8 milhões. Ao longo de quatro anos o BCP deveria ter constituído provisões de 520 milhões. Nos dois primeiros anos de existência aqui analisados, as ‘offshores’ ainda apresentaram lucros, mas a partir de 2001 (por via da desvalorização dos títulos em bolsa, fruto do ‘crash’ bolsista após o ataque terrorista de 11 de Setembro) as dezassete não pararam de acumular prejuízos.
Depois há a parte da receita que veio dos créditos concedidos às ‘offshores’. Em termos de juros, foram cobrados entre 1999 a 2004 cerca de 63,99 milhões em juros dos descobertos, que foram debitados nas contas das sociedades pelo banco quando não deveriam ter sido, segundo o BdP. Já em comissões, e no mesmo período, o BCP recebeu 446 mil euros. Em cada ano, segundo o BdP, estas teriam que ser consideradas nulas, uma vez que o beneficiário do crédito seria o próprio banco. As contas de Constâncio estão entretanto a ser reanalisadas pelos visados da acusação e há alguns que questionam a veracidade desses números, por as “contas não estarem bem feitas, há itens somados duas vezes”, refere um dos ex-administradores do BCP.

Três accionistas chegam às ‘offshores’
As ‘offshores’ chegaram a ter cerca de 5% do BCP, quando em Novembro de 2002 se dá o contrato com o ABN de venda das acções e da emissão de ‘equity linked notes’, com base nessas acções. A partir do fim de 2003 até Abril de 2004 as ‘offshores’ passaram a ter três ‘beneficial owners’ (donos), Frederico Moreira Rato, Bernardino Gomes e Ilídio Monteiro. Ainda em 2004 são transferidas para a Edificio Atlântico de Miguel Paupério naquilo que o BdP chama de processo de “dissimulação das perdas num contexto não financeiro”.
Durante os anos 1999 a 2003 as dezassete sociedades viriam a ser beneficiárias de avultados financiamentos concedidos exclusivamente pela sucursal de Cayman, através de descobertos em contas de depósito bancário, destinado a financiar a única actividade prosseguida por aquelas sociedades: a negociação de títulos relacionados com o grupo BCP (BPA, BCP, ADR, BPSM, Banco Mello e Império). Os resultados, positivos ou negativos dos investimentos das ‘offshores’ estavam reflectidos nas respectivas contas de depósitos à ordem. Os empréstimos às sociedades serviram também para a realização do capital social das ‘offshores’, refere o documento.
Até Dezembro de 2003, altura em que os créditos chegaram aos 489 milhões de euros, as acções que cobriam esses empréstimos não ultrapassavam 100,5 milhões. Quando os três accionistas assumiram as ‘offshores’, o crédito às sociedades estava já em 590 milhões de euros e o valor dos títulos não chegava a 20% desse crédito.
Segundo o BdP os resultados do BCP deveriam ter sido corrigidos nos respectivos anos para reflectir a actividade destas sociedades. O que não aconteceu. Mas os juristas da defesa argumentam que só em 2005 é que entraram em vigor as normas que obrigavam à consolidação dos veículos sempre que o risco dos activos fosse predominantemente o banco.
(O Diário Económico teve acesso à acusação do Banco de Portugal no caso BCP)

OBS:
Percebe-se mesmo que o exemplo que O MILLENNIUM BCP, está a dar ao país e ao mundo, é mesmo de um banco CRIMINOSO:
Não se percebe de tudo o que se passa no Millennium Bcp, mas percebe-se bem a tentativa desta Administração em ocultar a anterior pelos seguintes sinais ;
- Não desencadeou nenhuma medida judicial cautelar relativamente ao património dos antigos Administradores (ao contrário por exemplo do que está a ser feito no BPN/SLN), como ainda o que é verdadeiramente escandaloso é que está a pagar a sua defesa jurídica ; - pagou largos milhões de euros a Francisco Lacerda, António Rodrigues e Castro Henriques- jamais o deveria ter feito, devia aguardar o terminus das investigações para pagar fosse o que fosse , até porque relativamente a (pelo menos) dois deles afinal o credor será o BANCO...
- Por último e o que considero mais gritante relativamente a membros da Alta Direcção que são constituídos arguidos , não só não os suspende(como deveria fazer), se uma funcionário do Banco BCP comete um ilícito bem menor e que não lesa o Banco em milhões de euros é imediatamente suspenso até ao terminus do processo disciplinar como é o Banco(melhor os accionistas ) que está a custear os larguíssimos milhares de euros que custa a sua defesa jurídica...
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"