sábado, 28 de fevereiro de 2009

EMIGRANTE ENFRENTA BCP…

Antero Graça Flores confessa que gostaria de ver o processo que colocou contra o BCP, seja resolvido rapidamente, porque quer ter uma velhice tranquila e poder escolher livremente onde estar se na África do Sul, onde passa longas temporadas junto de familiares directos, se na Póvoa de Varzim onde é natural. “Agora estou retido aqui e não sei quanto tempo é que isto vai durar”, desabafa à saída da primeira sessão de julgamento, que passou no passado dia dois de Fevereiro, no Porto e vai continuar em Abril!

António Flores é mais um cliente, ou apenas mais um, que se diz lesado pela compra de acções do BCP, em 2001, vendidas por funcionários do banco, como se fosse a melhor aplicação financeira que se podia fazer e que estão na origem de várias queixas-crime avançadas contra o banco, inclusive pela própria Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No caso concreto, três funcionários “bem vestidos e bem-falantes” (dois deles viajaram propositadamente da Madeira para a África do Sul), e a confiança sem reservas no funcionário do balcão do BCP, em Joanesburgo, levaram Antero Flores a aceitar comprar acções e a assinar papéis que não sabe bem o que diziam. Admite ter aceitado comprar acções, mas garante que não pediu nenhum empréstimo ao banco.

Agora com 70 anos, António Flores é o primeiro a admitir que não dominava o português escrito: saiu da Póvoa aos 12 anos, rumo a Joanesburgo, onde começou a trabalhar na área da carpintaria, desenvolvendo depois a actividade empresarial no mesmo ramo. A circunstancia de não haver extractos bancários (por limitações legais de saída de dinheiro), e das operações bancárias serem realizadas através de contas sedeadas no “offshore” da Madeira (o que permitia melhores taxas de juro) contribuíram para que a situação fugisse ao controlo do emigrante português. Até ao momento em que o banco o confrontou, em 2004, com uma dívida acumulada de cinco milhões de euros, relativa à compra de acções. Obrigações e juros, incluindo relativos a saldos a descoberto.

O choque foi grande e a confusão na sua cabeça maior ainda. Numa das vindas a Portugal, o emigrante decidiu contratar dois Advogados portugueses para o ajudarem a perceber o que estava a passar. Os Advogados avançaram primeiro com uma acção especial de apresentação de documentos, de forma a exigir do banco a apresentação de um conjunto de documentos e extractos de contas. Logo no âmbito desta acção, a dívida diminuiu drasticamente de cinco para dois milhões de euros (1,5 milhões resultante de um empréstimo, mais juros desde 2001).

Segue-se depois o segundo processo contra o banco, para pedido de anulação da dívida remanescente, acção essa que começou a ser julgada e assente na omissão do dever de informação e não adequação do perfil do cliente ao tipo de investimento em causa.

Como surge a dívida:

Antero Flores admite que, na consequência da conversa com os três funcionários, aceitou comprar algumas acções do BCP. O que ficou registado na sua cabeça, e é corroborado por familiares presentes no encontro, é que ele entrava com algum dinheiro (165 mil euros em saldos na sua conta) e o banco entrava com outra parte. Só que, entre os documentos que o banco apresentou na acção inicial, há um contrato de empréstimo de cerca de 1,5 milhões de euros, destinado a financiar a compra de acções e que, apesar de o cliente afirmar não ter noção da sua existência está assinado por si.

Depois do contacto com os funcionários o BCP acreditou na sua compra – 28 de Fevereiro de 13 de Março de 2001 – a compra de 548 mil acções, no valor aproximado de 3 milhões de euros (o dobro do empréstimo), com cada acção a custar entre 5,3 e 5,4 euros.

Entretanto o BCP acabou por, em 16 de Agosto de 2002, retirar da referida conta cerca de 267 mil acções e anulou o descoberto de mais de 1,5 milhões de euros. O BCP retirou efectivamente as acções daquela conta mas foi depositá-las numa outra conta, criada pelo banco também em nome de Antero Flores, sem o seu consentimento e conhecimento.

Apesar de Antero Flores ter sido inicialmente confrontado com a divida relativa a esta segunda conta que juntamente com a da primeira, dá mais cinco milhões, o BCP acabou por anular a parte da dívida correspondente à segunda metade das acções. Já em 2008, o BCP vendeu obrigações (algumas das quais tinham data de vencimento em 2049) compradas também pelo banco e também a crédito, alegadamente para compensar o prejuízo das acções e encerrou a respectiva conta, sem prejuízo para o cliente.

É assim que a dívida é reduzida para o valor do financiamento inicial (de 1,5 milhões de euros mais juros) e a acção que permanece em tribunal visa a anulação desse empréstimo que serviu para comprar acções que valem agora cerca de 270 mil euros.

Os advogados do cliente recusaram-se a fazer comentários enquanto durar o julgamento, posição igualmente assumida pelo gabinete de comunicação do BCP.



Banca: Presidente do BPI analisa impacto da crise financeira em Portugal e ataca o negócio CGD/CIMPOR



O presidente do BPI questionou, ontem, o negócio da venda de dez por cento da Cimpor à CGD, por um prémio de 25 por cento. Fernando Ulrich manifestou ter "muita curiosidade" em saber como é que ao se "comprar um activo acima do valor de mercado se consegue "reduzir as imparidades".
Fernando Ulrich disse mesmo que vai perguntar aos auditores do BPI, que são os mesmos da CGD, como funciona este mecanismo.
Entretanto, a desvalorização das acções da Cimpor, que ontem atingiram os 3,09 € com uma quebra de 0,6%, coloca o prejuízo potencial do negócio da CGD com Manuel Fino acima dos os 50%. O líder do BPI aproveitou ainda uma conferência da Ordem dos Economistas para lançar alertas sobre o aumento do défice externo, o investimento público e até sobre segurança.
Temo que centrar o tema no investimento público possa ser um discurso e uma prática suicidária', afirmou Fernando Ulrich, considerando que o Governo vai ter de fazer opções.
O presidente do BPI avisou também que os sinais que estão a ser passados ao mercado no sentido de se aumentar o investimento e elevar o endividamento externo 'não são desejáveis'.
Fernando Ulrich referiu que actualmente a falta de capitais próprios 'é [um dos] grandes problemas' do sistema financeiro e não 'a falta de financiamento'.
Ulrich defende que os estímulos à actividade económica devem ser feitos abarcando 'de tudo um pouco', mas em 'menor escala' do que o Governo tinha anunciado.
Sobre os problemas que Portugal tem de resolver salientou as questões da Justiça e da Segurança, bem como a necessidade de reforçar a coesão social, advertindo para o facto de a 'população estar assustada'.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CMVM investiga indícios de manipulação do mercado


A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a investigar um número bastante significativo de operações que indiciam crimes de manipulação de mercado, havendo algumas relativas a 'short selling', disse à Reuters o presidente do regulador, Carlos Tavares.
O responsável sublinhou, em entrevista à Reuters que "é sempre ilegal usar o 'short-selling' como instrumento de manipulação de mercado para, deliberadamente e em proveito próprio, fazer cair a cotação de um título".
"Isso é crime. Por isso, os reguladores não podem deixar de investigar operações de manipulação de mercado", acrescentou. (...)

O MILLENNIUM BCP É O "CANCRO" DA ECONOMIA FINANCEIRA EM PORTUGAL




O BCP contagiou a crise económica a outras instituições financeiras...
Lesou empresas, clientes, accionistas, certas instituições e até mesmo o próprio Estado (perdões de milhões de euros a filhos de administradores, manipulações de mercado, off-shores, etc...
O BCP continua a ignorar e a usar "na má fé"todos os crimes por si perpetuados...

Algumas notícias do BCP nos principais jornais diários durante este último ano

* A CMVM divulga conclusão de caso de pequenos accionistas até Abril. Responsável alerta para imputação de responsabilidades no banco, a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) diz que irá divulgar a conclusão da investigação a um primeiro caso de pequenos accionistas do BCP entre Março e Abril deste ano. «Em Março ou Abril teremos a divulgação de um primeiro caso de pequenos accionistas», afirmou aos jornalistas o presidente da instituição, Carlos Tavares. Quanto ao processo «grande», esse ainda está a ser «desenvolvido». «Há uma situação importante que é a imputação de responsabilidades, desde os que conceberam, executaram ou tiveram conhecimento», adiantou o responsável, sublinhando que «os crimes são de pessoas e não da instituição». O presidente da CMVM salientou que o processo está, em algumas partes, próximo do fim, mas que estão dependentes do trabalho do Ministério Público para também concluírem o seu. «O nosso interesse não é demorar, até porque temos outros casos para tratar», terminou. Recorde-se que também ontem, o novo presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, garantiu que irá encontrar uma solução para os pequenos accionistas até à próxima Assembleia-geral (AG) do banco. Estas queixas estão relacionadas com os problemas ocorridos, em 2001, devido ao aumento do capital do banco e que resultaram que elevadas perdas para os pequenos accionistas. (10/03/2008)

* PGR diz que investigação ao BCP está longe de chegar ao fim
O Procurador-geral da República disse hoje que o processo de investigação no caso do BCP, que envolve a utilização de offshore e pessoas individuais ligadas ao maior banco privado português, está longe de ser concluído no curto prazo.
Em declarações aos jornalistas, à margem da tomada de posse do novo vice-presidente do Tribunal de Contas, Carlos Antunes, o Procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, disse que o processo do BCP "está longe do seu fim".
"O processo está a decorrer", acrescentou o Procurador-geral, argumentando que situações como essa "são coisas morosas".
Uma fonte judicial disse recentemente à agência Lusa que o caso pode "envolver necessidade de cooperação internacional" e as autoridades judiciais consideram a investigação "especialmente complexa, muito técnica e pericial" e em que a recolha de provas "envolve alguma demora".
As investigações, recorde-se, foram desencadeadas na sequência de uma denúncia feita à PGR pelo investidor e accionista do banco Joe Berardo, contra a instituição e pessoas individuais, e estão entregues à 9ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), atendendo à sua competência especializada, na área da corrupção e criminalidade financeira.
A Polícia Judiciária, através da Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) está também estreitamente envolvida nestas investigações.
O processo decorre em articulação estreita com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que, como a Lusa noticiou, já identificou todas as pessoas ligadas às "offshore" em questão, e também com o Banco de Portugal.
(--- Jornal de Negócios com Lusa ---) (27/03/2008)

* O Banco Comercial Português (BCP), o maior banco privado que responde por cerca de 25% do mercado financeiro do país, atravessa prolongada crise de gestão e alguns dos seus principais administradores em Portugal são suspeitos de diversas irregularidades e crimes financeiros, sob investigação do Banco de Portugal.
Para o ministro luso das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, as denúncias de “operações ilegais” e “eventuais ilícitos criminais” no BCP devem ser investigadas e os culpados devem ser punidos. “É importante que as autoridades prossigam a sua atividade até ao fim e é importante que punam seja quem for e doa a quem doer”, disse Teixeira à rádio TSF, de Lisboa.
Segundo ele, foram “enunciadas publicamente um conjunto de operações ilegais, operações que indiciam ilícitos de natureza criminal que estão sob investigação do Banco Portugal, da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e do próprio DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal”.
De acordo com o Jornal de Negócios, o BCP teria concedido financiamentos de pelo menos 700 milhões de euros a sociedades "off-shores" que com esses fundos adquiriram ações do banco nos aumentos de capital feitos desde 2000. Uma prática que, a ser confirmada pelas investigações da CMVM e do Banco de Portugal, configura uma violação ao Código das Sociedades Comerciais e à lei bancária.
Na sexta-feira, 18 de janeiro, o governador do Banco de Portugal (BdP) falou por quase seis horas durante audiência na Assembléia da República, após muita polémica sobre o adiamento da data. Ele afirmou que a criação de 17 sociedades off-shore pelo Millenniumbcp para compra de ações próprias nunca foi comunicada pelos auditores externos. Os partidos da oposição, de esquerda e direita, consideram insatisfatórios os esclarecimentos de Vítor Constâncio, e o assunto está em todos os jornais lusos. (28/03/2008)

* BCP na comissão Parlamentar... A maior fraude do Século XXl (Francisco Louçã... 29/03/2008)

* O BCP poderá ser alvo de um processo de contra-ordenação muito grave por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários pelo facto de ter publicado o relatório e contas individuais referente a 2006 com um atraso de quase um ano.
Ex. Administradores vão ser ouvidos pela comissão de inquérito à supervisão financeira... (03/04/2008)

* O BCP arrisca vir a pagar coimas máximas no valor de quase nove milhões no âmbito da contra-ordenação desencadeada pelo Banco de Portugal (BdP) com base nos indícios de ilícitos detectados nas investigações que o supervisor tem em curso. Em causa estão regras desrespeitadas no âmbito de operações de financiamento de sociedades "off-shore" para a compra de acções do próprio BCP. (07/04/2008)

* A transição de funcionários da KPMG, auditora externa do BCP, para os quadros do banco e a identificação dos titulares e beneficiários de off-shores fazem parte do questionário base proposto para os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à supervisão financeira.
A comissão reúne-se esta quinta-feira para definir o questionário, que servirá de referência ao desenrolar dos trabalhos, e o Bloco de Esquerda (BE), que impôs a audição do fundador e presidente, durante quase 20 anos, do BCP, Jardim Gonçalves, avançou já com propostas. (10/04/2008)

* Milhares de famílias portuguesas, neste momento passam fome e miséria por culpa do BCP que continua a extorquir os bens a essas ""famílias endividadas accionistas", " burladas na venda fraudulenta de Acções Próprias BCP em 2000/2001 e 2002 (Campanha accionista Millenniumbcp ). Estas "dívidas de créditos manipulados, " estão contabilizadas no BdP... (11/04/2008)

* O antigo presidente do maior banco privado, Paulo Teixeira Pinto, admitiu esta terça-feira ter cometido alguns erros enquan/to dirigente do BCP, não avançando quais e considera «muito lamentável tudo o que aconteceu».... (04/05/2008)

* Tanta ilegalidade Sr. 1º Ministro, o Sr. Governador do Banco de Portugal, Sr. Presidente da CMVM, Sr. Ministro das Finanças, (em que este disse; "doa a quem doer") perante tantas ilegalidades gravíssimas para as quais o BCP tenta sempre se desculpabilizar, com os pretextos mais absurdos, não acha que é altura de suspender ou excluir o título BCP da Bolsa? É que as ilegalidades cometidas em 2000/2001 aos pequenos accionistas com a venda de acções próprias (manipuladas) arruinou e continua a arruinar milhares de pessoas indefesas; perante este MONSTRO BCP, nas quais mereciam um apoio especial por parte das autoridades. Se o BCP conseguiu enganar os Supervisores, imaginem a facilidade com que burlou milhares de famílias. O BCP teve sempre 'boa imprensa' que nunca o confrontou com o facto de dos 20 aumentos de capital com excepção do último ao par (suprema humilhação) terem um prémio de emissão que vai a reservas (o que supera o nominal de 1 €). Houve emissões a a 3 a 4 e creio que a 6 €. O facto é que em 2003 o capital próprio de Banco era inferior ao dinheiro que os accionistas lá meteram. De resto a Bolsa de Nova Iorque obrigou-os a apresentar Balanços com prejuizo que de facto se verificaram. De facto o Eng.º é o campeão de destruição de valor em Portugal. Com aumentos de capital sucessivos qualquer empresa cresce. Boa Dr. Ulrich ! F. Catarino Alguém põe em causa estas verdades? Era preciso alguém com coragem para dizer estas verdades. Como cliente e accionista do BCP, só aguardo uma oportunidade para deixar de o ser. O BCP está rodeado de parasitas e vaidosos. Não gosta dos clientes nem dos accionistas, mas tenta "sacar-lhes" o máximo. Portugueses, abram os olhos e não se deixem comer por esta tropa de elite!...
Os Gestores saíram do banco BCP com os "bolsos bem recheados", com o avalo do Governo! Saíram com os bolsos cheios de dinheiro e reformas astronómicas… Dinheiro sujo e impregnado de sangue, suor e lágrimas de tantos Portugueses que hoje sofrem as consequências da codícia e da malvadez destes bandidos estafadores e exploradores que algum dia caírão nas teias da Justiça. Porque lesaram os Portugueses e também a Pátria de maneira organizada , com alevosia e premeditação, como verdadeiros delinquentes de colarinho branco. Algum dia, talvez não longínquo, terão de pagar… Mas não confiámos nos Juízes Portugueses… Quanto daríamos para ter um Garzon, alguém com os “tomates” bem postos que limpasse e dignificasse a nossa pútri da justiça.
"Jardim Gonçalves" versus "Dona Branca". (Maio/2008)

* CMVM entrega na PGR relatório final que indicia crime de manipulação de mercado...
O presidente da CMVM, Carlos Tavares, entregou hoje na Procuradoria-geral da República (PGR) o relatório final sobre as averiguações referentes ao caso BCP , onde resume todas as provas que indiciam crime de manipulação de mercado...
O presidente da CMVM, Carlos Tavares, entregou hoje na Procuradoria-geral da República (PGR) o relatório final sobre as averiguações referentes ao “CASO BCP”, onde resume todas as provas que indiciam crime de manipulação de mercado... (28/06/2008)

* O presidente da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, garantiu esta quarta-feira que espera que o processo de contra-ordenação ao BCP esteja finalizado antes do final do Verão. (09/07/2008)

* Para a CMVM, não existem dúvidas: houve crime de manipulação do BCP com as acções do próprio banco. Em entrevista ao Diário Económico, que será publicada na edição de amanhã, Carlos Tavares lembra o relatório enviado ao Ministério Público e diz que a CMVM só entrega estes relatórios “quando existem esses indícios”. “É algo sério de mais para que não tenhamos elementos suficientemente seguros”, acrescentou. Ontem, o presidente da CMVM foi à comissão parlamentar de inquérito à supervisão bancária onde afirmou que “o próprio banco [BCP] deter ‘offshores’ que compravam acções dele próprio, com financiamento dele próprio, não é legal em lado nenhum”. “Tudo isto”, afirmou Carlos Tavares referindo-se ainda ao crédito concedido pelo banco aos pequenos accionistas, “faz parte de uma mesma lógica de construção que poderá ser conhecida quando concluirmos o processo em curso sobre prestação de informação não verdadeira ao regulador”... (10/07/2008)

* A CMVM notificou ontem o BCP da decisão de aplicar uma coima de três milhões de euros, em resultado da condenação no processo dos pequenos accionistas... (17/07/2008)

* Joe Berardo, accionista do Banco Comercial Português (BCP) e membro dos órgãos sociais, vai processar judicialmente as anteriores administrações da instituição financeira presididas pelo ex-CEO Jorge Jardim Gonçalves, acção que dará entrada nos tribunais em Setembro. Com cerca de 5,5 por cento do capital do BCP, Berardo anunciou que vai reclamar uma indemnização global acima de 700 milhões de euros. (21/07/2008)

* Teixeira Duarte abandona o Conselho Superior do BCP...
O banco apresentou uma queda dos resultados semestrais para um terço do lucro de há um ano e um quarto do lucro de há dois. Ontem, um dos accionistas históricos do BCP pediu para sair do Conselho Superior.(23/07/2008)

* BCP foi o banco com mais queixas na CMVM...
Os investidores nacionais apresentaram, no primeiro semestre, 248 reclamações junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)... (31/07/2008)

* As sociedades ‘offshore’ do BCP, cujos esquemas de financiamento estão a ser investigados pela CMVM, pelo Banco de Portugal e pela PGR – Procuradoria-Geral da República, poderão estar implicadas na questão do financiamento da Teixeira Duarte para aquisição de acções da Cimpor em 2000 e 2001. Pelo menos, é esta a acusação feita pela Semapa Inversiones no novo ‘dossier’ entregue em Fevereiro à entidade presidida por Carlos Tavares... (13/08/2008)

* A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) condenou o Banco Comercial Português ao pagamento de uma coima de 3 milhões de euros por um total de 100 sanções. No entanto, o regulador deliberou a suspensão parcial da execução de 2,5 milhões de euros da coima aplicada se o banco indemnizar os clientes prejudicados nas campanhas accionistas de 2000 e 2001. A CMVM deliberou aplicar uma coisa de 3 milhões de euros ao BCP pelas infracções de intermediação excessiva, conflito de interesses, dever de conservadoria e qualidade da informação. No total, a CMVM aplicou 100 sanções ao BCP, que totalizavam 5,655 milhões de euros, no entanto, o regulador decidiu “proceder ao cúmulo jurídico das 100 sanções e condenar o arguído numa coima única no montante de 3 milhões de euros”. O organismo liderado por Carlos Tavares decidiu proceder à suspensão parcial da execução de 2,5 milhões de euros da coima aplicada, pelo prazo de dois anos, por considerar que a execução parcial da multa “realiza de forma adequada e suficiente as finalidades da punição, desde que verificadas as condições estabelecidas”. A CMVM justifica a decisão de aplicar a suspensão parcial da execução da coima com a “política assumida pelo actual conselho de administração do arguido”, que enviou a clientes seus uma proposta de Convenção de Mediação tendente ao ressarcimento de eventuais danos; ao facto de no aumento de capital realizado este ano não terem sido detectados “indícios de comportamentos idênticos aos que constituem objecto do presente processo” e à obrigação da sua actividade sancionatória ter “em conta a protecção de investidores concretos”. A suspensão parcial da execução da coima fica condicionada a duas condições:
Condição 1: O BCP, no prazo de 60 dias a contar da data da notificação da presente decisão tem que comunicar à CMVM; o universo total de clientes/accionistas destinatários das Campanhas Accionistas "Millennium bcp" de 2000 e 2001 que manifestaram pretensões indemnizadoras contra o arguído que ainda não tenham sido satisfeitas.
Condição 2: No prazo de um ano a contar da notificação da presente decisão, se verifiquem cumulativamente os seguintes requisitos:
1 - Ressarcimento efectivo pelo arguido dos clientes/accionistas, identificados nos termos da condição 1, pelos danos apresentados no processo de mediação, salvo se a proposta do mediador for recusada pelo cliente/accionista ou se este desistir do procedimento de mediação;
2 - Ressarcimento efectivo pelo arguido da maioria dos clientes/pequenos accionistas identificados nos termos da condição 1 que, não tendo sido abrangidos pelo processo de mediação, devam ser tratados em termos equivalentes por razões de equidade;
3 - O arguido comunique à CMVM as situações de ressarcimento efectivo, acompanhadas dos respectivos documentos comprovativos. A CMVM refere que a suspensão parcial da coima pode ser prorrogada, a pedido do arguído, por um máximo de mais seis meses, desde que, em requerimento fundamentado, este demonstre a necessidade de mais tempo para proceder às indemnizações devidas. Se qualquer das condições impostas pela CMVM não for preenchida nos prazos definidos, a suspensão fica sem efeito e o regulador procede à execução da integralidade da sanção aplicada. (18/08/2008)

* O Bastonário da Ordem dos Advogados (OA) defendeu hoje que a questão do BCP, BPN e do BPP deve ser objecto de «discussão pública» sobre os «privilégios dos bancos na sociedade portuguesa» e que o poder político deve ser confrontado com a situação. Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência porque o Estado vem salvá- lo, disse António Marinho Pinto, em entrevista à Agência Lusa, observando que, por outro lado, é preciso «ver o que se passa no submundo das instituições financeiras em Portugal», como «são usadas, que fins é que servem».O bastonário, que completa um ano de mandato, criticou as «off-shores» e o «endeusamento do segredo bancário» que, em muitos casos, servem como «instrumentos para cometer crimes« e considerou que a situação em redor dos bancos deve levar o país a reflectir sobre o assunto e o poder político a prestar esclarecimentos. (29/12/2008)

* A Comissão de Trabalhadores do BCP quer que o conselho de administração executivo do banco liderado por Carlos Santos Ferreira, colabore com as autoridades e actue “contra aqueles que se venha a confirmar terem lesado o banco”.
Esta posição foi defendida num comunicado emitido por aquele órgão represente dos trabalhadores do banco, emitido esta semana e a que o Negócios teve acesso.
A Comissão de Trabalhadores do BCP, que sempre optou por uma postura reservada em relação a este assunto, quebrou agora o silêncio para se pronunciar em relação às notícias vindas a público sobre as notificações de acusação contra-ordenacionais movidas contra antigos administradores e o Banco. 28/12/2008)

* Foram concedidos às ‘offshores’ créditos no valor de 590 milhões de euros entre 1999 e 2004, ano em que as sociedades passaram para três accionistas.
Cinco administradores, incluindo Pedro Líbano Monteiro, que não está acusado neste processo, assinaram os créditos e as renovações às dezassete ‘offshores’ que fazem parte da acusação do Banco de Portugal: António Rodrigues, António Castro Henriques, Christopher de Beck e Filipe Pinhal, alguns tinham os pelouros da Direcção Internacional, outros eram os ‘alternantes’, uma vez que no crédito é sempre preciso uma segunda assinatura de um qualquer administrador. Alípio Dias não consta desta lista, porque só interveio mais tarde, nas ‘offshores’ de Goes Ferreira que acabou por extinguir em 2007. Há ainda assinaturas de vinte directores do Grupo BCP (incluindo da sucursal de Cayman) que propunham o crédito. Pedro Líbano Monteiro foi apenas testemunha deste processo, o que se pode explicar pelo facto de as suas assinaturas serem anteriores a 2003, e por isso o seu envolvimento ter prescrito... (22/12/2008)

* O BCP já enviou a sua defesa para a CMVM, que acusa a instituição de, entre outras coisas, ter prestado falsa informação e de ter usado offshores para compra de acções próprias BCP sem comunicar às autoridades.
O banco, que está a ser assessorado pelo gabinete de advocacia de João Soares da Silva, alega que os veículos foram criados no final dos anos noventa, pelo BCP e pelo extinto BPA, e que depois passaram para as mãos de outros veículos detidos por três clientes - Ilídio Monteiro, Bernardino Gomes e Frederico Moreira Rato. Em 2001 e 2002 estas sociedades aparecem a transaccionar acções próprias do BCP, sem conhecimento dos supervisores, o que terá tido impacto nos fundos próprios do banco e alterado o seu valor real.(05/01/2009)

* O BCP tornou-se um arrastão.
A sua desvalorização em Bolsa tornou dezenas de empresas e investidores reféns de bancos que lhes fiaram crédito para investir no Millennium. Joe Berardo, Manuel Fino, Teixeira Duarte, Filipe de Bottom, João Pereira Coutinho, João Rendeiro e outros notáveis investidores ficaram hipotecados. A maioria já reestruturou as suas dívidas, ganhando fôlego com carências do pagamento das dívidas. Mas isso é um socorro, não é uma solução.
O próprio BCP mantém-se num dilema... (06/02/2009)

* Procuradoras atacam crime económico.
Relatório: DIAP de Lisboa
A investigação de crimes ocorridos no sector financeiro e mercado de valores mobiliários está classificada como “prioridade principal” na secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, que investiga os crimes de colarinho branco. Isso mesmo consta do relatório anual do departamento dirigido por Maria José Morgado, referente a 2008, documento em que é destacado “o esforço persistente” da 9ª secção, dirigida por Teresa Almeida, “na condução de investigações muito complexas”, como os inquéritos ao BCP e BPP. (13/02/2009)

* As acções do BCP estão a cair 5% na bolsa nacional, tendo atingido durante a manhã os valores mais baixos de sempre nos 0,55 euros. Em quatro sessões, o banco acumula quedas de 20%.
Às 14h56, o BCP perdia 5,33% para os 0,58 euros, depois de ter sido chegado a cair 10% para um novo mínimo de sempre nos 0,55 euros, com 14.846.088 acções negociadas, e depois de ontem ter encerrado a sessão a perder 6,50%. Esta é a quarta sessão consecutiva em que a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira vê os seus títulos desvalorizarem-se em 4% ou mais.(24/02/2009)

* O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares defendeu em Paris uma maior convergência da regulação dos mercados de capitais, que deve passar por um reforço dos poderes do Comité Europeu de Reguladores de Valores Mobiliários (CESR).
"Este modelo de regulação mais centralizada e com supervisão local parece-me a evolução mas indicada", afirmou Carlos Tavares, que é também vice-presidente do CESR, cargo para o qual foi ontem reeleito. E acrescentou: "Nós na CMVM somos partidários de uma evolução neste sentido", disse ao Negócios.
Uma possibilidade é dar "poderes regulatórios vinculativos ao CESR". (25/02/2009)

* ...Pouco interessa se a direita é culpada ou não de financiamento ilegal e corrupção ao mais alto nível. Pouco interessa se os socialistas são culpados de mais uma operação de manipulação da Justiça desenhada ou patrocinada ao mais alto nível num momento eleitoralmente conveniente. No fim, as duas verdades vão persistir. Mas certamente, mais uma vez, o Estado de Direito sai prejudicado. O descrédito da Justiça nas mãos da irresponsabilidade dos políticos e dos magistrados paga-se muito caro... a prazo! Obviamente qualquer semelhança com o caso Freeport e Portugal é pura coincidência... (26/02/2009) J Negócios...

Caixa paga 300 milhões de dividendos ao Estado

A Caixa geral de Depósitos (CGD) vai pagar um dividendo de 300 milhões de euros ao Estado, apesar da descida que registou nos lucros de 2008.

Em conferência de imprensa, o banco público anunciou que os lucros de 2008 atingiram os 459 milhões de euros, menos 46,4 por cento em relação ao resultado obtido em 2007. As imparidades registadas pela Caixa com as participações financeiras na Zon Multimédia, no Banco Comercial Português (BCP) e no sector segurador, atingiram 607 milhões de euros.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

ARTIGO SOBRE CRIMES ECONÓMICOS DO MILLENNIUM BCP EM MAIO DE 2008...

Tanta ilegalidade Sr. 1º Ministro, o Sr. Governador do Banco de Portugal, Sr. Presidente da CMVM, Sr. Ministro das Finanças, (em que este disse; "doa a quem doer") perante tantas ilegalidades gravíssimas para as quais o BCP tenta sempre se desculpabilizar, com os pretextos mais absurdos, não acha que é altura de suspender ou excluir o título BCP da Bolsa? É que as ilegalidades cometidas em 2000/2001 aos pequenos accionistas com a venda de acções próprias (manipuladas) arruinou e continua a arruinar milhares de pessoas indefesas; perante este MONSTRO BCP, nas quais mereciam um apoio especial por parte das autoridades. Se o BCP conseguiu enganar os Supervisores, imaginem a facilidade com que burlou milhares de famílias. O BCP teve sempre 'boa imprensa' que nunca o confrontou com o facto de dos 20 aumentos de capital com excepção do último ao par (suprema humilhação) terem um prémio de emissão que vai a reservas (o que supera o nominal de 1 €). Houve emissões a a 3 a 4 e creio que a 6 €. O facto é que em 2003 o capital próprio de Banco era inferior ao dinheiro que os accionistas lá meteram. De resto a Bolsa de Nova Iorque obrigou-os a apresentar Balanços com prejuizo que de facto se verificaram. De facto o Eng.º é o campeão de destruição de valor em Portugal. Com aumentos de capital sucessivos qualquer empresa cresce. Boa Dr. Ulrich ! F. Catarino Alguém põe em causa estas verdades? Era preciso alguém com coragem para dizer estas verdades. Como cliente e accionista do BCP, só aguardo uma oportunidade para deixar de o ser. O BCP está rodeado de parasitas e vaidosos. Não gosta dos clientes nem dos accionistas, mas tenta "sacar-lhes" o máximo. Portugueses, abram os olhos e não se deixem comer por esta tropa de elite!...
Os Gestores saíram do banco BCP com os "bolsos bem recheados", com o avalo do Governo! Saíram com os bolsos cheios de dinheiro e reformas astronómicas… Dinheiro sujo e impregnado de sangue, suor e lágrimas de tantos Portugueses que hoje sofrem as consequências da codícia e da malvadez destes bandidos estafadores e exploradores que algum dia caírão nas teias da Justiça. Porque lesaram os Portugueses e também a Pátria de maneira organizada , com alevosia e premeditação, como verdadeiros delinquentes de colarinho branco. Algum dia, talvez não longínquo, terão de pagar… Mas não confiámos nos Juízes Portugueses… Quanto daríamos para ter um Garzon, alguém com os “tomates” bem postos que limpasse e dignificasse a nossa pútri da justiça.
"Jardim Gonçalves" versus "Dona Branca".

Comentário:
No momento em que este artigo foi divulgado, pouco se falava de crise!!!
Os problemas do banco continuam e neste momento são mais graves (cotação da acção a cerca de 0.60 cent, o Governo tudo faz para o cidadão esquecer o "hidiondo problema bancário Português", injectando milhares de milhões de euros do bolso dos contribuintes neste banco, uma situação muito pior que a do BPP e BPN...) e sem resolver o problema da desgraça dos lesados, em que prometeram resolver pela tal "Convenção de Mediação"(...)

"A rapidez de recuperação das bolsas pode ser surpreendente"

Entrevista ao director-geral do Barclays
"Estamos perto do fundo. Mas ainda não chegámos lá". Talvez daqui a dois ou três meses, antecipa John Winter. O director-geral do Barclays Capital define-se como um optimista. Mas as suas previsões para o mercado accionista, não são as mais animadoras.

"No início de 2009, o mercado ainda não tinha incorporado o quão maus iam ser os resultados das empresas", o que explica as fortes quedas registadas, tanto nos mercados europeus, como norte-americanos, nas últimas semanas. O responsável pela banca de investimento e mercado da dívida para a Europa, Médio Oriente e Ásia do banco britânico, antecipa que esta tendência deverá manter-se e que o "fundo" poderá ser alcançado dentro de dois a três meses". Quanto à recuperação, John Winter prefere não fazer previsões: "Isso é menos óbvio".
As últimas previsões do banco britânico, apresentadas no início do mês, indicam que o índice S&P 500 vai eliminar o ganho de quase 10% obtido desde Novembro e terminar o primeiro trimestre do ano em novos mínimos de 11 anos. "Guardem a garrafa de champanhe e bebam um café", aconselhava, na altura, o analista do banco.
O ano pode não ter começado da melhor maneira para os mercados accionistas, mas isso não é motivo para não ser optimista quanto ao futuro. É que a "rapidez da recuperação [das bolsas] pode ser surpreendente", diz John Winter.
Principalmente nos Estados Unidos que têm "maior capacidade de adaptação". "O mercado norte-americano já começou o seu processo de recuperação. Há sinais de movimentação no mercado", refere o responsável do Barclays Capital.
Por outro lado, John Winter revela que está mais preocupado com a Europa, por esta não conseguir falar a uma só voz no que toca à resposta a dar à crise económica e financeira.

Talvez só melhor regulação.
Esta crise colocou em causa o papel das entidades reguladoras. E de muitos lados têm surgido apelos a uma maior regulação e supervisão do sistema financeiro, que evite, no futuro, crises semelhantes à actual.
É o caso do regulador financeiro do Reino Unido que apela, mesmo, a uma "revolução do sistema bancário". Lord Turner, presidente da Financial Services Authority, admitiu ontem a possibilidade de banir produtos financeiros demasiado arriscados ou complexos. Aos bancos poderá ainda ser exigido maiores quantidades de capital relacionadas com as posições de riscos das suas carteiras de investimento.
John Winter defende, por outro lado, que o sistema financeiro não precisa de mais regulação. Mas sim de melhor regulação. "Considero que existe, actualmente, alguma confusão. Por um lado, pedem-nos para emprestar mais dinheiro, mas por outro exigem-nos mais capital. Mas não podemos ter ambos", afirma o responsável.

Os "ratings" não dizem tudo
O responsável da unidade de banca de investimento do Barclays sublinha que desde o início da crise financeira os "ratings" e seus impactos mudaram muito. "Hoje em dia, os 'ratings' não dizem tudo o que os investidores precisam de saber", refere.
John Winter desdramatiza a revisão em baixa dos "ratings" da dívida de alguns países europeus, como aconteceu ontem com a Ucrânia, e afirma que estas alterações "significam que os custos de financiamento aumentaram mas não significam que esses países não têm acesso ao financiamento".
John Winter defende, ainda, que as nacionalizações não são a melhor solução para o sistema bancário. "Não acho que os Governos sejam a melhor opção para gerir os bancos. Dadas as actuais condições, prefiro que não existam nacionalizações", afirma John Winter.

Euribor voltam a cair em todos os prazos


As taxas Euribor continuam a descer, acumulando já noventa e sete sessões em queda.
A Euribor a três meses, usada como referência sobretudo nos créditos às empresas, caiu hoje para 1,835%, o valor mais baixo de sempre e inferior à taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE), que situa-se actualmente nos 2%.
Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada no cálculo dos juros do crédito à habitação do mercado português, baixou para 1,942%, enquanto que no prazo a 12 meses a Euribor baixou para 2,043%.
Os analistas esperam que o Banco Central Europeu (BCE) volte a reduzir os juros já no próximo mês, uma vez que as perspectivas do mercado apontam para um agravamento da recessão na zona euro.
Ontem, o membro do Conselho do BCE, Miguel Angel Ordoñez, admitiu a possibilidade da autoridade monetária europeia baixar a sua taxa directora para 1,5% em Março.

OBS:
Esta situação dos juros baixarem penaliza a ganância bancária...
Por exemplo:
O Millennium BCP não aprova as descidas dos juros, devido a não ter muito espaço de manobra para poder iludir o "Zé ignorante" em erro...

Destaques da imprensa (economia)

Destaques do "Wall Street Journal"
As autoridades do Reino Unido e os gestores de bancos estão próximos de um acordo para gerir os prejuízos do sector e evitar a nacionalização total de duas instituições financeiras.

Destaques do "Financial Times"
A Europa precisa de novos organismos para monitorizar os riscos sistémicos e coordenar sinais de perigo do sistema financeiro na União Europeia, segundo uma equipa da Comissão Europeia.

Destaques do "Jornal de Negócios"
Tavares Moreira: o caso que envolve o antigo governador do Banco de Portugal corre o risco de prescrever e dentro de três meses não houver nova sentença.

Destaques do "Diário Económico"
CGD: queda da bolsa afectou resultados do banco público em pelo menos metade, tendo em contas as participações e empréstimos para compra de acções.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

UBS diz que banco do BCP na Polónia "está acabado" enquanto 'driver' dos lucros


O Bank Millennum "está acabado enquanto 'driver' em termos de lucros" para o BCP, segundo uma análise do UBS.

Embora os analistas do UBS estimem que, no “pior caso possível” o BCP possa perder 100 milhões de euros com a sua subsidiária polaca Bank Millennium nos próximos dois anos, também avisam que “as perdas do BCP poderão ser consideravelmente piores do que as nossas previsões sugerem, em consequência da subscrição agressiva de opções no mercado cambial e da posse de grande número de hipotecas na Polónia”.

Deste modo, os analistas do banco suíço acreditam que o BCP tem entre mãos “um verdadeiro desafio” sobre o que fazer em relação à sua subsidiária polaca, em particular porque o Bank Millennium, detido em 65,5% pelo BCP, “está acabado enquanto 'driver' em termos de lucros e poderá ainda ter um problema com o crédito malparado”.

Uma vez que “não parece haver razões claras para as autoridades polacas apoiarem os bancos nesta posição que têm casas-mãe no Ocidente”, o UBS considera que “parece ser bem possível que as perdas que serão sofridas vão forçar o BCP a procurar capital fresco.

Em consequência, o UBS avança com recomendações de “vender” tanto para o BCP como para o Bank Millennium.

CMVM apoia reforço de poderes


O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares defendeu em Paris uma maior convergência da regulação dos mercados de capitais, que deve passar por um reforço dos poderes do Comité Europeu de Reguladores de Valores Mobiliários (CESR).
"Este modelo de regulação mais centralizada e com supervisão local parece-me a evolução mas indicada", afirmou Carlos Tavares, que é também vice-presidente do CESR, cargo para o qual foi ontem reeleito. E acrescentou: "Nós na CMVM somos partidários de uma evolução neste sentido", disse ao Negócios.
Uma possibilidade é dar "poderes regulatórios vinculativos ao CESR".

Comentários:
Beagle
Tretas que servem apenas para atirar areia para os olhos...

DPDC
Anedota
Primeiro começe pela casa dele. Venha para Portugal e acabe imediatamente com os shorts no nosso país.Incompetente ....

Beagle
Mais um em bicos de pés lá fora...
Como o Sócrates... depois ficam chateados quando a UE-27 se reúne a 4... é o que faz construir uma Europa artificial, feita por meia dúzia de políticos cuja única ambição é a promoção pessoal, sem ouvir os quase 490 milhões de europeus que vão ser afectados pelas asneiras destes senhores. O Dr. Carlos Tavares em Portugal estende o tapete aos shorts e fora de Portugal quer dar uma de fulano que até percebe disso... quando na realidade ele é dos primeiros responsáveis pela situação a que chegaram as empresas cotadas na bolsa portuguesa... se alguém se lembra de investigar as continhas de familiares desse senhor, se calhar ainda vão chegar a algumas conclusões bem interessantes... os familiares estão na moda (veja-se o Freeport vs Sócrates). Os próprios, por razões óbvias, nunca iriam receber "luvinhas" ou apostar no short-selling, eles próprios... mas os familiares, porque não?

Autoridade
Muita parra, pouca uva...
Veja-se o exemplo do banco BCP, em que continua a fazer no sistema bancário Português, sendo o CANCRO DA NOSSA ECONOMIA... Lógico será escusado dizer que o BdP e a CMVM também tem culpa... Depois das manipulações de mercado, "off-shores", prémios astronómicos para Administradores e outros, continua extorquindo e tirando saldos das contas das vítimas (clientes) silenciadas e indefesas, dando seguimento para o Banco de Portugal, como sendo dívida incobrável (CRC) por parte do cliente. Assim desta forma criminosa por parte do BCP, o cliente fica cadastrado no BdP para toda a sua vida ou até pagar a dívida de incumprimento ao BdP... E assim jamais poderá fazer qualquer movimento bancário em seu nome! Os responsáveis continuam intocáveis e ainda gozam com as vítimas... Muitas promessas! Acabando no ignorar e deixar passar o tempo... Este caso BCP continua dando frutos para a grande crise financeira que o País atravessa... Vejam os valores dos títulos do banco... Enfim...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

BCP recupera mais de 7% desde o mínimo histórico de 0,557 euros


O Banco Comercial Português (BCP) terminou a sessão em queda, mas com uma desvalorização bem menos acentuado do que a registada na parte inicial, altura em que atingiu um novo mínimo histórico. Até ao fecho da sessão de hoje avançou mais de 7%, num dia de elevado número de acções transaccionadas.

As acções do maior banco privado nacional encerraram a cotar nos 0,60 euros, a perder 3,07%. Durante a sessão chegaram a perder um máximo de 10,02%, atingindo o valor mais baixo de sempre, os 0,557 euros, que avaliou a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira em 2,61 mil milhões de euros. A evolução dos títulos do BCP foi acompanhada de um forte volume. Mais de 18 milhões de acções do banco trocaram de mãos, levando o banco a liderar as transacções entre as cotadas do PSI-20. Esta foi a sessão com maior volume do BCP no espaço de uma semana, isto num dia de feriado (Carnaval). Com esta queda, o BCP completou um ciclo de quatro sessões negativas. No acumulado, o banco apresenta uma quebra de 17,9%, o que se traduz numa redução de 615 milhões de euros ao valor de mercado daquele que é o maior banco privado da bolsa nacional.

Comentários:
Autoridade
Continua a máfia do sistema bancário como dantes em que o BCP é o chefão da quadrilha... Isto tem a haver com o sistema da máfia bancária e da da elite financeira. As ajudas deles são um pacote de hostilidade, encoberta por uma fachada de ajuda que no final deixa as pessoas dependentes deles e muito mais enfraquecidas. Quem cai na armadilha deles vê com particular desgosto que perdeu toda a sua liberdade e auto-determinismo para a sua vida. Eles utilizam técnicas como criar um problema (por ex. diminuir o dinheiro em circulação), depois dão voz a meia dúzia de grupos que defendem que deve haver mais dinheiro em circulação e surgem com a solução de aumentar o crédito, que era o seu objectivo inicial quando criaram o problema. Essa técnica é usada há séculos pelas elites dominantes e chama-se problema-reação-solução. Portugal devia saír do Euro e voltar ao Escudo, como moeda mais fraca para deixar respirar a Economia Portuguesa. E quanto a uniões mais valia fazer uma união com os países de língua Portuguesa, que sempre deu provas de sucesso no passado, porque a União Europeia, mais me parece um recreio onde os macro-vigaristas lixam os outros...

anlopes
O que vai acontecer ao BCP???????? Isto da cotação de hoje foi mágico. Até por volta da 10 horas já estavam cerca de 11 milhões de acções transaccionadas. Os valores chegaram a 0,557 por acção depois cresceu um pouco e até cerca dos 15 milhões a cotação chegou aos 0,58 e depois veio a fechar aos 0,60 e como já soubemos foram cerca de 18 milhões de acções. Pergunto: Quem andou a comprar e a vender???? Quem fez baixar a cotação para os 0,557 euros onde se movimentou em pouco tempo 2/3 das acções do dia??? Isto é o quê??????? A CMVM deverá PUNIR estes infractores, ou não??? Afinar o Estado dá garantias e "ALGUÉM" anda a fazer isto. Aonde está a MORAL perante os Portugueses que estão DEPENADOS e sem apoios??????? Estão a "ROUBAR" tudo.................., mas tudo...............Estamos a saque.

BCP atinge novo mínimo histórico nos 0,55 euros


As acções do BCP estão a cair 5% na bolsa nacional, tendo atingido durante a manhã os valores mais baixos de sempre nos 0,55 euros. Em quatro sessões, o banco acumula quedas de 20%.
Às 14h56, o BCP perdia 5,33% para os 0,58 euros, depois de ter sido chegado a cair 10% para um novo mínimo de sempre nos 0,55 euros, com 14.846.088 acções negociadas, e depois de ontem ter encerrado a sessão a perder 6,50%. Esta é a quarta sessão consecutiva em que a instituição liderada por Carlos Santos Ferreira vê os seus títulos desvalorizarem-se em 4% ou mais.
Com a descida de hoje, os títulos do BCP acumulam uma queda de 20% desde a passada quinta-feira, dia em que o banco norte-americano JPMorgan reviu em baixa para os 0,58 euros o seu preço-alvo para o papel. No total, o BCP viu em cinco sessões a sua capitalização bolsista diminuir quase 600 milhões de euros para menos de três mil milhões de euros, no que é o pior desempenho de sempre dos títulos do banco.
"Há fortes vendas. Há o receio que, mais cedo ou mais tarde, o BCP tenha de fazer um aumento de capital, e a exposição do banco ao mercado polaco, cuja moeda tem estado sob pressão, é outro factor a pesar e qeu ainda não está totalmente incorporado na cotação", disse um operador à Reuters.

Outro especialista adiantou que o BCP "está curto de capital relativamente aos seus pares domésticos e europeus".
Os peritos notam que o primeiro suporte das acções do BCP está nos 0,56 euros. "Se a crise continuar, o outro suporte técnico fica-se pelos 40 cêntimos", alertou por seu turno Pedro Lino, CEO da corretora Dif Broker.
>Na semana passada, o CEO do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse que o maior banco privado de Portugal pode emitir 1.200 milhões de euros de valores mobiliários elegíveis para TIER I, excluindo acções, não planeando qualquer aumento de capital.
Apesar destas afirmações, a JP Morgan cortou o preço-alvo do BCP em 18% para os 0,58 euros por acção, o Keefe, Bruyette & Woods desceu para 0,65 euros de 0,85 euros e a Espírito Santo Research (ESR) baixou para 0,70 euros contra 0,95 euros.

AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"