terça-feira, 28 de dezembro de 2010

BCP conclui venda de 95% do banco na Turquia por 58,9 milhões


O BCP “concluiu, na presente data, o processo de alienação de 95% do capital social do Millennium Bank AS na Turquia à instituição financeira Credit Europe Bank, N.V., entidade detida pelo grupo financeiro Fiba Holding, A.S., pelo preço global ajustado de 58,9 milhões de euros”, revela o banco em comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por Santos Ferreira “manteve uma participação de 5% na sociedade, tendo estabelecido com o comprador um mecanismo de opções de compra e de venda prevendo a possibilidade de alienação do remanescente da sua participação por preço por acção não inferior ao agora recebido”, adianta a mesma fonte.

“Esta transacção gerou uma mais-valia, antes de dedução de impostos, de 1,2 milhões de euros e teve um impacto positivo de 5 pontos base no rácio de capital Tier I do Banco Comercial Português”, acrescenta o comunicado.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bloco exige que Banco de Portugal explique relações entre BCP e Irão


De acordo com o El País, que teve acesso a um telegrama da Wikileaks, o presidente executivo do BCP, Carlos Santos Ferreira, terá proposto ao Governo norte-americano fornecer informações sobre as actividades financeiras realizadas pelo Irão, a troco de a instituição bancária não sofrer sanções nos Estados Unidos por querer negociar com o regime de Teerão.

"Atendendo a que a disponibilidade demonstrada pelo presidente do Millenium/BCP junto do governo dos Estados Unidos violaria grosseiramente o dever de confidencialidade devido pelas instituições bancárias, podendo configurar crime, ao abrigo das disposições legais em vigor, importa um esclarecimento cabal sobre estes documentos", lê-se num comunicado do deputado bloquista Jorge Costa.

Num requerimento que vai entregar na Assembleia da República, Jorge Costa coloca várias perguntas a que exige resposta, entre as quais se o Banco de Portugal (BdP) teve conhecimento do alegado interesse do BCP em negociar com instituições bancárias do Irão e, assim, "quebrar o dever legal de confidencialidade devido aos seus clientes".

"Em caso afirmativo, que resposta deu o Banco de Portugal às pretensões do BCP?", questiona o Bloco de Esquerda, perguntando ainda se a primeira instituição teve conhecimento de iniciativas semelhantes da parte de outro qualquer banco com sede em Portugal.

O jornal espanhol El País divulgou no domingo vários telegramas da diplomacia norte-americana disponibilizados no site da Wikileaks sobre Portugal. Num dos telegramas é mencionada a disponibilidade do presidente do BCP, Santos Ferreira, para canalizar para Washington informações sobre o sistema financeiro do Irão. Seria, escreve o El Pais, uma moeda de troca para não sofrer penalizações nos Estados Unidos por ter negócios com o regime de Ahmadinejad.

Os telegramas dos diplomatas dos EUA mencionam o alegado conhecimento que o primeiro-ministro português tinha da operação, o que José Sócrates negou pouco depois em comunicado.

De acordo com o diário espanhol, há também telegramas em que se afirma que Portugal permitiu aos Estados Unidos utilizar a base das Lajes, nos Açores, para repatriar detidos de Guantanamo.

Os mesmos documentos mencionam ainda opiniões da diplomacia americana sobre os chefes de Estado e de Governo portugueses, assim como sobre os líderes dos partidos da oposição

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Citigroup diz que Portugal está "insolvente"


O Citigroup diz que Portugal deverá recorrer em breve ao fundo de resgate europeu, tal como já fizeram a Grécia e a Irlanda.

"A atenção dos mercado deverá virar-se para a dívida soberana de Portugal, que aos actuais níveis dos juro e das taxas de crescimento é menos dramática mas igualmente insolvente, na nossa perspectiva", afirma Willem Buiter, economista-chefe do Citigroup, numa nota de análise, citada pela Bloomberg.

O especialista do banco americano acrescenta: "Consideramos que é provável que o País precise de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, em breve".

Os comentários do Citigroup surgem numa altura em que a dívida pública portuguesa continua sob pressão vendedora. É que o preço dos credit-default swaps' (CDS) - que mede o risco de incumprimento de um Estado ou empresa - sobre obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, é o que mais sobe no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador de todos os países do mundo. Regista um avanço de 27,6 pontos para 566,4 pontos, o que quer dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa os investidores têm de pagar um 'seguro' anual de 566,4 mil euros.

Já o juro das Obrigações a dez anos do País está hoje a aliviar ligeiramente para os 7,259%, muito próximo do máximo de 7,288% atingido ontem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Risco da banca nacional atinge recorde


Os CDS sobre a divida do BCP BES subiram 260 e 284 pontos, respectivamente.

O risco apercebido pelo mercado sobre os bancos portugueses nunca foi tão alto. Os ‘credit-default swaps' (CDS), instrumentos que protegem o investidor em caso de incumprimento emitente, atingiram ontem um novo máximo histórico. Ou seja, os investidores nunca pagaram tanto para se protegerem da eventualidade da banca nacional não conseguir pagar a dívida emitida.

Os CDS sobre a dívida subordinada a cinco anos do BCP atingiram os 1.093 pontos, enquanto os do BES escalaram até aos 1.091 pontos base. Só nas últimas três sessões, os CDS sobre esta dívida subiram 260 e 284 pontos base, respectivamente. Para um contrato que ofereça protecção sobre dez milhões de euros, cada ponto base equivale a 1.000 euros por ano. Ou seja, os investidores estão a pagar mais de um milhão de euros para protegerem dez milhões. Os CDS sobre a dívida sénior dos bancos, mais segura, também atingiram novos recordes.

domingo, 7 de novembro de 2010

"Indústria financeira tornou-se frequentemente criminosa"


'Inside Job' é o segundo documentário realizado por Charles Ferguson, um filme que retrata a crise financeira, os seus protagonistas e consequências. Ferguson, que fez carreira no sector tecnológico como consultor e empreendedor (criou a Vermeer Technologies) é também escritor e um apaixonado pelo cinema. Em entrevista ao Económico, fala do sistema financeiro e do que o seu filme pretende mostrar, que esta era "uma crise completamente evitável".

Qual a sua opinião sobre a indústria financeira antes e depois de ter feito este documentário? Ficou com a ideia que a crise era inevitável?
Não tive grande contacto com o mundo financeiro durante mais de uma década e fiquei profundamente chocado com o que descobri quando comecei a pesquisar sobre a crise. Fui apercebendo-me que tinha mudado, muito profundamente e para pior. Era bastante mais poderoso, muito menos ético, do que tinha sido, e também muito mais perigoso. E acredito que, quanto mais tempo o sector financeiro dos EUA permanecer assim, continuaremos a ter crises. A computorização e globalização financeiras significam que enormes quantidades de dinheiro e de instrumentos financeiros complexos podem ser negociados à velocidade da luz. Se não forem devidamente regulados, esta complexidade e volatilidade permitirão a fraude e também a instabilidade. Portanto, paradoxalmente, um sistema financeiro tecnologicamente avançado tem de ser também altamente regulado para que seja seguro.

Disse várias vezes que a indústria financeira é criminosa. Foi o que quis mostrar?
Sim. Eu quis mostrar, primeiro, que esta indústria se tornou cada vez menos ética e até frequentemente criminosa; segundo, que os executivos financeiros são tratados com bastante mais complacência que as pessoas comuns que cometem crimes idênticos; terceiro, que esta criminalidade efectivamente desempenhou um grande papel como causa da crise económica; e, finalmente, que, levar quem cometeu estes crimes perante a justiça é uma questão importante na política económica, porque ajudaria a dissuadir comportamentos que poderiam levar a futuras crises.

O documentário, e alguns das suas declarações sobre a crise, foram politicamente incorrectas. Recebeu ameaças ou comentários mais desagradáveis?
Não recebi quaisquer ameaças. No entanto, os meus antigos amigos na Administração Obama não voltarão a falar comigo, o que me deixa bastante triste. Na verdade, muitos executivos seniores do sector financeiro disseram-me, em privado, que concordam com o filme. Só gostaria que o dissessem publicamente.

É crítico da forma como a Administração Obama tem lidado com a crise. O que pensa que deveria ter sido feito?
O Presidente Obama devia ter feito quatro coisas: pôr imediatamente fim aos elevados bónus; nomear um procurador verdadeiramente independente para investigar e deduzir acusações criminais onde se justificasse; nomear uma verdadeira equipa reformista para executar a política económica, em vez dos que escolheu, muitos dos quais partilham responsabilidades nas causas desta crise; e, por último, devia ter pressionado para que houvesse efectivamente uma importante reforma legislativa.

Tendo em conta a situação actual acredita que algo vai mesmo mudar para melhor?
Não sei. Sinto grande raiva e frustração entre os americanos, que sabem que aconteceu algo de errado e que não foi feita justiça, mas que talvez não percebam exactamente o que fazer. Espero que o filme ajude o povo americano a perceber que temos de forçar os nossos líderes a agir.

Acredita que conseguiu manter-se imparcial durante o filme, ou as suas opiniões influenciaram? O título pode dar essa ideia?
Tentei muito manter-me imparcial e apartidário durante a realização do filme, e acredito que o consegui. Ninguém pode acusar-me de ter favorecido um partido ou um político. O filme é uma extensa acusação de como o sector financeiro corrompeu a política em ambos os partidos. Como tal achei que "Inside Job" era um título muito adequado: em calão americano significa um roubo cometido por alguém dentro da instituição, que é o que aconteceu neste caso.

A história e os impactos da crise de 2008

Chuck Prince, CEO do Citigroup até final de 2007, disse um dia: "temos de dançar até a música parar". Na verdade, "a música já tinha parado quando ele disse isso". A observação, feita por George Soros no documentário de Charles Ferguson, mostra como a indústria financeira norte-americana viveu até ao colapso, no último trimestre de 2008. Filmado nos Estados Unidos, Islândia, Inglaterra, França, Singapura e China, "Inside Job" põe a nu as "relações corrosivas que corromperam a política, a regulação e a academia", como refere a sinopse do filme, e a "progressiva desregulação do sistema financeiro desde 1980". Narrado por Matt Damon, o documentário de Ferguson tem um "elenco" de luxo, com 42 personalidades: Dominique Strauss-Kahn (director do FMI), Christine Lagarde (ministra francesa das Finanças), Paul Volcker (antigo presidente da Fed e actual presidente do Economic Recovery Advisory Board), Eliot Spitzer (ex-procurador geral do Estado de Nova Iorque), os economistas Kenneth Rogoff e Nouriel Roubini, assim como académicos, consultores, escritores e conselheiros, e até Kristin Davis, a "Madam" que angariava prostitutas para os banqueiros; muitos outros recusaram participar. Dividido por fases históricas, o filme começa por mostrar como a Islândia passou de um país próspero a nação em falência e do papel da evolução do sector financeiro nesse processo. A indústria, que começou a ruir nos EUA, teve no anúncio de falência da Lehman Brothers o primeiro grande alerta ao mundo. "Estávamos a ver um ‘tsunami' a aproximar-se", diz Lagarde no filme

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

FMI lamenta falência "quase certa" de Portugal


Portugal está a ser empurrado para o abismo pelos mercados onde operam investidores e especuladores de dívida pública, reconhece o Fundo Monetário Internacional (FMI). Diz a instituição que os mercados já estão a apostar numa "quase certa" falência do país em breve, que assim será obrigado a recorrer ao fundo de apoio do FMI e da União Europeia (UE), à imagem da Grécia.

A instituição constata que as melhorias previstas nas contas públicas até são significativas (e não conta ainda com as medidas do Orçamento aprovado esta semana) e que em condições normais estas dariam resultados positivos no alívio dos estrangulamentos no crédito.

Num estudo ontem apresentado, intitulado "Fiscal Monitor", o FMI revela que, na verdade, "a ocorrência de eventos de crédito em algumas economias avançadas é quase certa" aos olhos dos mercados.

Um "evento de crédito" pode ser a falência (default) do país ou a ocorrência de falhas graves no pagamento das prestações devidas aos credores internacionais. Portugal, Grécia e Irlanda são apontados como os países onde a situação é mais negra. A Grécia já está a recorrer ao fundo FMI/UE.

O Fundo lamenta que os mercados possam estar a "sobrestimar" o risco de incumprimento (default) dos países problemáticos, mas concede que a probabilidade de ocorrerem estes eventos é mais alta hoje do que no passado. "O risco de materialização destes eventos permanece elevado em termos históricos no que respeita às economias avançadas - especialmente aquelas que já estão sob pressão dos mercados", escreve o FMI.

A instituição conta que "o crescente pessimismo [dos mercados] afectou alguns países da área do euro", que "o sentimento estabilizou em Maio-Junho nos países sob pressão (Grécia, Irlanda, Portugal) com a criação da Facilidade Europeia de Estabilidade Financeira", mas que "os receios dos investidores reemergiram recentemente, apesar das perspectivas orçamentais terem melhorado a um ritmo muito mais rápido que o esperado".

Os mercados estão a apostar quase a 100% na ocorrência de um default em Portugal. O FMI insiste que esses mercados - bancos e fundos estrangeiros que dantes compravam dívida portuguesa e que agora fecharam a torneira, ver págs. 18 e 19 - podem estar a "sobrestimar o risco de bancarrota" das nações mais problemáticas, impondo juros cada vez mais elevados. O pior, admite o FMI, é que a margem dos países altamente deficitários e endividados para inverter a noção e o sentimento que o exterior tem relativamente a eles é hoje mais estreita que nunca.

Ontem os "mercados" emitiram mais um alarme: a taxa das Obrigações do Tesouro a dez anos portuguesas atingiu os 6,8%, o valor mais alto desde que Portugal aderiu ao euro. Para Teixeira dos Santos, quando esta superar os 7%, mais vale recorrer ao fundo do FMI/UE.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MILLENNIUM BCP - Culpado da crise


É muito vergonhoso e triste sabermos, que o MILLENNIUM BCP é o principal culpado da grande crise que se vive em Portugal.
Pois é lógico que houve contágio de outras instituições estrangeiras,
mas chega-se à conclusão, que a culpa foi dos cérebos que fizeram
nascer e desenvolver o BCP.
Milhares de de famílias e empresas estão de momento desgraçadas e sem objetivos para futuro.
Todos sabemos que este Governo PS, deu plenos poderes ao sistema financeiro.
Dividiu os dois maiores bancos com o aval de outros:
- Millennium Bcp para o PS.
- Caixa Geral de Depósitos para o PSD..
Estamos num beco sem saída, só nos resta uma revolução financeira.
Neste momento estamos numa crise financeira sem fim.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VERGONHA EM PORTUGAL ( vencimentos mensais astronómicos)





Vergonha Nacional

VALORES MENSAIS!!! (POR MÊS)


420.000,00 €
TAP
Administrador
Fernando Pinto

371.000,00 €
CGD
Administrador
Faria de Oliveira

365.000,00 €
PT
Administrador
Henrique Granadeiro

250.040,00 €
RTP
Administrador
Guilherme Costa

249.448,00 €
Banco Portugal
administrador
Vítor Constâncio

247.938,00 €
ISP
administrador
Fernando Nogueira

245.552,00 €
CMVM
Presidente
Carlos Tavares

233.857,00 €
ERSE
administrador
Vítor Santos

224.000,00 €
ANA COM
administrador
Amado da Silva

200.200,00 €
CTT
Presidente
Mata da Costa

134.197,00 €
Parpublica
administrador
José Plácido Reis

133.000,00 €
ANA
administrador
Guilhermino Rodrigues

126.686,00 €
ADP
administrador
Pedro Serra

96.507,00 €
Metro Porto
administrador
António Oliveira Fonseca

89.299,00 €
LUSA
administrador
Afonso Camões

69.110,00 €
CP
administrador
Cardoso dos Reis

66.536,00 €
REFER
administrador
Luís Pardal: Refer

66.536,00 €
Metro Lisboa
administrador
Joaquim Reis

58.865,00 €
CARRIS
administrador
José Manuel Rodrigues

58.859,00 €
STCP
administrador
Fernanda Meneses

3.706.630,00 €

-------------------------------------------------------------------------

51.892.820,00 €
Valor do ordenado anual (12 meses + subs Natal + subs férias)

926.657,50 €
Média Prémios


52.819.477,50 €


E este também serve?

ESCANDALOSO!!! RTP - EMPRESA PÚBLICA PAGA SALÁRIOS OFENSIVOS

AJUDEM A DIVULGAR

SALÁRIOS COMO ESTES É QUE O GOVERNO DEVE CORTAR TANTO NO SUBSÍDIO DE
FÉRIAS E DE NATAL, COMO BAIXÁ-LOS EM 50% E NÃO APENAS EM 5% !!!
RAPIDAMENTE O PAÍS SAIRIA DA RECESSÃO E AÍ SIM, SERIA O "CAMPEÃO DO
CRESCIMENTO" COMO AFIRMOU SÓCRATES HÁ UNS TEMPOS ATRAS NUM JORNAL
DIÁRIO.
E ainda se pensa que os Professores e os F.Públicos é que ganham bem...

Tratando-se a RTP de uma empresa pública, sustentada pelos nossos
impostos, interessante era comparar tais salários com os praticados na
SIC e TVI, empresas privadas.

Judite de Sousa (14.720 euros),
José Alberto de Carvalho (15.999euros) e
José Rodrigues dos Santos (14.644 euros), o dobro do que recebe o
primeiro-ministro José Sócrates e muito mais que o Presidenteda
República.
José Alberto Carvalho tem como vencimento ilíquido e sem contar com as
ajudas de custos a quantia de 15.999 euros por mês, como director de
informação.
A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.
José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.
O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.
De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros
e o primeiro-ministro José Sócrates recebe 7.786 euros

Outros escândalos
Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros-
Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594-
Pivot João Adelino Faria: 9.736-
Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500-
Director de Compras, Pedro Reis: 5.200-
Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000-
Paulo Dentinho, jornalista: 5.330-
Rosa Veloso, jornalista: 3.984-
Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984-
Rui Lagartinho, repórter: 2.530-
Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900-
Isabel Damásio, jornalista: 2.450-
Patrícia Galo, jornalista: 2.846-
Maria João Gama, RTP Memória: 2.350-
Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800-
Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393-
Helder Conduto, jornalista: 4.000-
Ana Ribeiro, jornalista: 2.950-
Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300-
Jacinto Godinho, jornalista: 4.100-
Patrícia Lucas, jornalista: 2.100-
Anabela Saint-Maurice: 2.800-
Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162-
João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550-
António Simas, director de meios: 6.200-
Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800-
António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)-
Margarida Metelo, jornalista: 3.200

ISTO É UM ESCÂNDALO!!!

Vencimentos justos: Directores: 5.000 euros sem ajudas de custos
Pivot: 3.500 sem ajudas de custos
Jornalistas: três escalões -
Escalão A: 3.000
Escalão B: 2.400
Escalão C: 1.900

Tanto mal dizem estes jornalistas, dos Funcionários Públicos..... queria
dizer Trabalhadores em Funções Públicas!


Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

Poderão aceder através do site http://www.dre.pt/

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica

1 – Vencimento de Deputados ………………………12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………………2 milhões 724 mil Euros
3 – Transportes de Deputados ………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………2 milhões 363 mil Euros
5 – Assistência Técnica (??) ………………………2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……………3 milhões 593 mil Euros
7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA…………..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares……………..970 mil Euros
9 – Equipamento de Informática …………………….2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ……………………..2 milhões 420 mil Euros
11- Edifícios ……………………………………2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)………………….13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ….73 milhões 798 mil Euros


Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é : € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Vamos lá então ver se isto agora já o começa a incomodar um “bocadinho”. Repare:

Cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês.


E depois pedem sacrifícios ao povo.

Paga e não bufes!

O Tal que ainda ante ontem, antes da apresentação das novas medidas restritivas, aconselhava o Governo Português a dar um "CORTE SELVAGEM" nas despesas do Estado...
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

Creio que não andamos longe de uma escandaleira nova por semana! Já deve dar para o Guiness...
SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS .


Meus amigos(as), vamos unir esforços e angariar fundos para ajudar o COITADO.

SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou!

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha política do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centro.

Entretanto, o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competitividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).


Divulguemos mais esta afronta...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Nos últimos dez anos ficaram nos seus bolsos dez mil milhões de euros de impostos não pagos, o maior assalto que a economia portuguesa já conheceu".


"Estes banqueiros que promoveram o orçamento, que são os embaixadores, se não os mandantes do orçamento, respondem perante o país", afirmou Louçã, defendendo que "nos últimos dez anos ficaram nos seus bolsos dez mil milhões de euros de impostos não pagos, o maior assalto que a economia portuguesa já conheceu".

•Proposta de Orçamento de Estado 2011 (site da DGO)
•Especial SIC: tudo sobre o Orçamento do Estado 2011

O líder do Bloco de Esquerda falava no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), no encerramento de uma conferência de contestação à NATO, cuja cimeira decorre em Lisboa em novembro.

Louçã criticou a proposta do Orçamento do Estado (OE) apresentada pelo Governo, que "garante vinte mil milhões de euros de garantias para qualquer operação financeira que [os bancos] possam fazer, reduzindo os salários, evidentemente".

Para o líder bloquista, trata-se da "garantia que suspende a economia para pagar a renda, para financiar a especulação, para alimentar a ganância".

Francisco Louçã referiu-se à reunião dos presidentes dos quatro maiores bancos portugueses com o líder do PSD e com o ministro das Finanças como "a embaixada do Ricardo Salgado, do Ulrich, do Santos Ferreira, e do Faria de Oliveira, quatro reis magos que deambulavam por aí, de uma sede partidária para um ministério à procura da gruta de Belém donde pudessem adorar o menino, o menino do Orçamento".

Um OE, argumentou, "da redução dos salários, dessa garantia de que no próximo ano o Orçamento lhes paga mais 1300 milhões de euros em juros, para cima dos cinco mil milhões de euros de juros que já paga este ano".

"A melhor forma para assaltar a economia é a partir do sistema financeiro e isso é o que está a acontecer, sobre taxas, impostos, aumento dos custos da saúde, redução de apoios sociais, ataques em relação à pobreza, retirar o abono de família, reduzir a ação social escolar", sustentou.

Francisco Louçã apelou à mobilização na greve geral marcada para 24 de novembro, evocando o "bom exemplo" vindo de França, assim como à participação em iniciativas de contestação à cimeira da Nato, que decorrerá a 19 e 20 de novembro.

O BE defende a saída de Portugal da Nato e a retirada das tropas portuguesas do Afeganistão.

domingo, 17 de outubro de 2010

CRISE em Portugal - Medina Carreira pede intervenção do FMI


O ex-ministro das Finanças diz que sem a intervenção do FMI "não há condição, nem como o PS, nem com o PSD, nem com os dois juntos".

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro e o ex-ministro das Finanças Medina Carreira defendem a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal.

"Sem uma intervenção do FMI não há condição, nem com o PS nem com o PSD, nem com os dois juntos, porque aquilo que vai ser preciso fazer para pôr algum futuro neste país vai ter que ser muito duro, de alguém que não fica cá a viver", afirmou ontem Medina Carreira, no programa ‘Plano Inclinado', da SIC Notícias, numa reacção à apresentação do documento que vai ditar o destino do país no próximo ano.

Também Caiado Guerreiro considerou, no mesmo programa, que "se calhar é melhor não aprovar o Orçamento e vir para cá o FMI, que realmente faz um trabalho muito mais competente".

"É um orçamento verdadeiramente mau, que ataca quem trabalha e as empresas. Não faz sentido nenhum", afirmou o fiscalista.

Com este Orçamento, continuou Caiado Guerreiro, "o que nós estamos a dizer às famílias é que é melhor viverem do subsídio de desemprego e do rendimento social de inserção".

"Já nos tiraram o dinheiro do bolso. Agora já nos tiraram a gravata e o casaco. Eu acho que este Orçamento já quase que nos tira as calças. Por isso, acho que vamos ter que andar de tanga", concluiu.

sábado, 9 de outubro de 2010

Banca portuguesa é a segunda mais dependente do BCE


O valor das cedências de liquidez feitas pelo banco central correspondem a 8,8% do total dos activos do sector financeiro nacional, só superado pelo grego.

São cada vez mais as vozes a alertar que os bancos têm de se tornar menos dependentes das cedências de liquidez do Banco Central Europeu. E, numa altura em que Frankfurt discute a retirada das medidas de emergência, os analistas mostram-se preocupados com a dimensão do recurso da banca nacional ao BCE, a segunda mais dependente do banco central para se financiar.

Segundo as contas do analista do ING, Martin van Vliet, o montante pedido pela banca nacional corresponde a 8,8% do total dos seus activos. É o segundo valor mais elevado da zona euro, precedido apenas pelo sistema bancário grego (17,9%). Já para a Irlanda e para Espanha, o peso das cedências de liquidez nos activos dos bancos situa-se nos 5,7% e 3,5%. A média da zona euro é de 1,8%.

A crise de dívida soberana fechou os mercados de crédito para a banca nacional, com a desconfiança em torno da dívida pública a estender-se à banca portuguesa. No final de Agosto, as cedências de liquidez do BCE à banca nacional atingiram um recorde: 49,1 mil milhões de euros. No final de 2009, o número ficava-se pelos 16 mil milhões. O crescimento superior a 200% foi o maior na união monetária, à frente da subida de 106% da Grécia e de 62% de Espanha, segundo cálculos do Diário Económico baseados em dados do JP Morgan, que considera a subida como "insustentável".

"As dificuldades de financiamento devem-se sobretudo ao prémio de risco País", explica o director-geral da IG Markets Iberia. Nuno Serafim alerta que a situação é preocupante, já que "neste momento começa a existir um desfasamento entre a duração dos activos e dos passivos nos balanços dos bancos. Ou seja, os activos (crédito) estão a ser financiados exclusivamente com financiamentos de curto prazo junto do BCE independentemente da sua duração. Este fenómeno expõe de forma significativa o balanço dos bancos ao risco de taxa de juro".

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

As taxas de juro da nossa dívida soberana aproximaram-se dos 7% (notas soltas)


No auge da crise, as taxas de juro da nossa dívida soberana aproximaram-se dos 7%, um valor idêntico ao da Irlanda e mais de três vezes aquele que suporta a Alemanha.

Num hipotético cenário de manutenção destas taxas, que acabasse por atingir toda a dívida, as despesas só em juros aproximar-se-iam dos dez mil milhões de euros por ano, o equivalente a toda a cobrança anual em sede de IRS. Já imaginaram o que isto significa?

Claro que o Governo falhou copiosamente na redução da despesa. Mas, para se atingir o défice de 4,6% do PIB em 2011, as alternativas não eram a redução da despesa ou o aumento da receita: precisávamos das duas. Apesar disso, Passos Coelho continua irredutível: a haver mais impostos não contem com ele para viabilizar orçamento. Hoje tudo isto cheira a ‘bluff'. Mas pode não ser. Então por que não assume que prefere uma crise política?

Do pacote global, o Governo propõe-se cortar dois terços à despesa e acrescer um terço à receita, o que parece razoável. Mas a escolha do IVA, que sobe dois pontos para os 23%, revela uma insensibilidade arrepiante, ao tratar da mesma forma os milionários e os sem vintém. Já a eliminação dos benefícios fiscais e a aplicação de taxas progressivas á redução dos salários parecem-me bem. Escolheu-se o imposto mais injusto só porque era o mais fácil?

Primeiro, foi Manuela Ferreira Leite, em 2003. Depois, foi Bagão Félix, em 2005. Agora é Teixeira dos Santos, em 2010: sempre que o orçamento tem um buraco sem fundo, absorve-se um fundo de pensões. Desta vez é o da PT e vale €2.600 milhões: é isto que o Governo recebe e gasta já; os que vierem a seguir que se amanhem. Estes ilustres governantes terão noção da tragédia que poderá vir a desabar sobre o futuro dos pensionistas?

A consolidação orçamental que está em curso assenta em três pilares: o corte na despesa, o aumento da receita e o crescimento económico. Numa altura em que o esforço previsível era menor, o crescimento real que se admitiu para o PIB do triénio 2011-13 era da ordem dos 3%. Mas este cenário não é mais exequível. Pelo contrário, o que hoje se admite é que venha aí uma nova recessão. Os cálculos que o Governo fez tiveram isto em conta?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Recessão, mais uma, sem fim à vista


Andámos a cavar a recessão que se aproxima desde os últimos anos do século XX
Andámos a cavar a recessão que se aproxima desde os últimos anos do século XX, cegos e surdos a todos os avisos. E aí está o violento e doloroso corte no nosso nível de gastos, obrigado pelos mercados e por Berlim. E que pode não ser suficiente.

O próximo ano, já sabemos, vai ser extremamente difícil para todos nós. Vamos entrar na terceira recessão em menos de uma década. E só muita sorte evitará que 2012 seja igualmente um mau ano.

Se o Governo não nos estiver a dizer a verdade toda, como já aconteceu ao longo deste ano, corremos o risco de ter a segunda década do século XXI também completamente perdida.

As previsões do FMI correm o risco de pecar por defeito. As medidas de austeridade que o Governo diz que vai tomar no Orçamento de 2010, numa conta por alto, reúnem condições para reduzir a despesa interna em dois a três por cento. Compensar essa quebra com exportações, e assim evitar a recessão como diz o Governo, exige das empresas portuguesa uma enorme capacidade em substituir os seus clientes portugueses por estrangeiros e uma igualmente elevada dinamização da procura de produtos portugueses por economias para onde vendemos os nossos produtos. Não é fácil e pode mesmo ser impossível caso a economia europeia entre em mais uma fase de travagem por causa das medidas que estão a ser exigidas para reduzir os défices públicos.

Mais grave ainda será se o Governo estiver mais uma vez a dizer que vem aí o lobo sem qualquer lobo que se veja à porta. O ainda mal explicado Orçamento do Estado deste ano, com uma necessidade suplementar de recursos que vêm do fundo de pensões da PT sem que se perceba onde está a despesa adicional, justifica todas as dúvidas sobre a credibilidade das contas que estão a ser apresentadas aos País, em traços largos.

Como é que, como diz a Standard & Poor's, apesar de todas as medidas anunciadas em Maio e as agora previstas, o défice público continuaria este ano acima dos 8% sem o fundo de pensões da PT? E como é que se espera corrigir estruturalmente as contas públicas com mais um aumento do IVA e um corte de salários?

É desejável que a nova recessão que vamos viver seja de facto a "boa recessão", aquela que nos começa a livrar de uma vez por todas dos problemas de excesso de procura pública e privada que nos perseguem praticamente desde finais do século passado.

Na passagem para o ano de 2009, os "Gato Fedorento" desejavam que se saltasse directamente para 2010. Nesta altura, desejamos um salto para 2013 ou mesmo 2014.

Os avisos sobre as dificuldades que nos esperavam foram feitos há pelo menos cinco anos. Mas ninguém quis ouvir. Desde pelo menos o ano 2000 que sucessivos governos andam a dizer que agora é que é, agora é que vamos corrigir os nossos excessos. As promessas não cumpridas já nos custaram uma década perdida de prosperidade e vamos a caminho da terceira recessão. Se em vez de brincar à contabilidade tivéssemos disciplinado as contas públicas e usado a política orçamental com toda a artilharia pesada para combater a euforia gerada pelo euro, hoje já estaríamos a crescer.

Esperemos que esta não seja mais uma recessão para nada, por se estar mais uma vez a fingir que se resolve o problema. Se esta for uma boa recessão, quem sabe em 2013 poderemos regressar à prosperidade. Com contabilidade criativa estaremos ainda a falar de contas públicas.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Risco de Portugal é o que mais cai no mundo


A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje em forte queda, após anunciado o novo pacote de austeridade.

Os indicadores de risco da dívida de Portugal têm batido sucessivos máximos recorde, com os investidores receosos em relação às contas públicas de Portugal. Contudo, no dia de hoje, os principais indicadores de dívida pública de Portugal dão sinais de alívio.

É que o preço de fazer um seguro contra o eventual incumprimento de Portugal afunda 18,3 pontos para negociar nos 411,67 pontos, o que corresponde à descida mais expressiva em todo o mundo. Quer isto dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 411,67 mil euros.

No mesmo sentido, também o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos, que tem renovado máximos sucessivos, está hoje a descer para os 6,4%, depois de ter chegado aos 6,7% esta semana.
Por seu turno, o 'spread' ou prémio que os investidores estão a exigir para comprar OT portuguesas também a 10 anos em vez das 'bunds' alemãs com a mesma maturidade está a recuar 7 pontos para negociar nos 416,1 pontos.

É a reacção dos mercados de dívida ao novo pacote de austeridade anunciado ontem pelo Governo de Sócrates. Entre outras medidas, do lado da despesa, o Governo decidiu cortar os salários da Função Pública em 5%. Do lado da receita, Sócrates anunciou nomeadamente o aumento em dois pontos percentuais da taxa normal de IVA para 23%, uma medida sugerida pela OCDE esta semana.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

BCP e BES levam bolsa para zona de perdas


A praça portuguesa inverteu a tendência positiva da abertura, arrastada pelos títulos do BCP e BES.

O índice que reúne as principais cotadas nacionais, o PSI 20, recua hoje 0,45% para 7.373,35 pontos (ver gráfico), com 10 títulos em queda, depois de uma abertura em alta, enquanto a Europa segue positiva.

Lisboa cede à pressão da banca, depois de este fim-de-semana ter sido conhecido que, segundo o banco central da Alemanha, a banca deste país pode precisar de 50 mil milhões de euros de capital adicional para conseguir cumprir as novas regras para o sector.

O BES perde 0,73% e o BCP desvaloriza mais de 1%, o pior desempenho em Lisboa, num dia em que o Diário Económico noticia que o banco liderado por Carlos Santos Ferreira admite vender a participação na Eureko e a sua posição na parceria com a Fortis, caso seja necessário. Já o BPI segue estável nos 1,59 euros(...)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

BCP - O Corto Maltese da banca


Um dia, o BCP definiu a sua linha da vida em dez mil milhões de euros. Mas agora a linha é outra: 7%. Quem quer comprar um banco? E quem comprar-lhe créditos?

Longe vão os tempos do capital à disposição das loucuras. Quando Paulo Teixeira Pinto, há quatro anos, justificou a OPA (hostil) que lançou sobre o BPI, disse-o: se o BCP valer menos que dez mil milhões será um alvo em movimento. Nessa ânsia de crescer, o BCP tentara comprar um banco na Roménia e tentava agora o BPI. Falhou ambas as aquisições. Felizmente: se tivesse ganho qualquer delas, àqueles preços, o BCP estaria hoje falido.
Dez mil milhões de euros é hoje uma miragem para o BCP. E este é um dos bancos mais pressionados com as regras aprovadas ontem por banqueiros centrais e reguladores do sistema financeiro de todo o mundo, quando confirmaram um rácio mínimo de capital de 7%. Há tempo, muito tempo, para resolver os problemas. Mas não é por isso que deixam de sê-lo: problemas. Para o BCP e para todos os outros.
Não é uma ironia mas é o destino. Um destino que os próprios bancos traçaram e não apenas por loucuras estrangeiras da inovação financeira. Também em Portugal se cometeram erros imperdoáveis na gestão de créditos com base no mesmo falacioso argumento: se toda a gente está a fazê-lo, por que não o fariam eles?
E fizeram-no. Deram crédito demasiado barato. E comprometeram uma grande parte dos seus balanços em empréstimos para comprar casa por "spreads" abaixo de 1%, abaixo de 0,5%, abaixo de 0,2%!, aprisionando-se em contratos de 30 ou 40 anos. É por isso que agora aproveitam qualquer nesga para subir "spreads". É por isso que em novos contratos há bancos que estão a testar cláusulas de revisão unilateral.
Durante muito tempo, os bancos fizeram pressão para que as novas regras de capital, solvabilidade e liquidez, consagradas em "Basileia III", não avançassem, com o argumento de que iriam agravar o problema: se ninguém está a investir em banca, como conseguir aumentos de capital? Do lado da regulação, contudo, a noção era de que ou era agora ou nunca, sendo que a pressão política era de que fosse agora.
Esta é a altura em que a banca define a sua nova vida. Ontem mesmo, o maior banco da Alemanha anunciou um aumento de capital de (curiosamente) dez mil milhões de euros. Em Portugal, os bancos travam a concessão de novos créditos e nem sequer renovam todas as linhas concedidas a empresas, fazendo-o sempre por custos mais elevados. Assim será doravante: ser cliente bancário sairá mais caro. Estamos reféns dos empréstimos do Banco Central Europeu, que ainda aumentarão até um dos níveis mais elevados da Europa (já vai em um terço do PIB).
Corto Maltese, o herói de BD de Hugo Pratt, desenhou a sua própria linha da vida nas mãos, com uma navalha. Era o símbolo de que o destino pode ser traçado por nós mas que é preciso sangrar para consegui-lo. Se trocarmos o destino por um desatino, entregamos a nossa independência. Não foi a Alemanha que nos disse sim a vigiar o Orçamento, nós é que perdemos o poder de dizer não.
FMI escreve-se com as mesmas letras de FIM. Fim da linha para quem não tem coragem para governar. Não saberemos nós fazer nada além de aumentar impostos?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Portugal sob vigilância apertada das agências de "rating"


A S&P veio a Portugal e seguiu ontem no Parlamento o debate orçamental.
A Fitch avisa para a dívida. O Governo garante que reduzirá o défice público
As agências de "rating" estão a fazer marcação cerrada ao Estado português. Ontem, a margem de manobra do Governo ficou ainda mais limitada: um dia depois de ter visto a República pagar juros recorde para emitir dívida, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, foi prestar esclarecimentos a um Parlamento onde, além dos deputados, compareceu também a Standard & Poor's, que veio até Portugal "tomar o pulso" ao estado da economia e das contas públicas.

Segundo vários deputados contactados, não há memória de uma visita de uma agência de notação de risco ao hemiciclo durante um debate orçamental.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bancos portugueses entre os mais dependentes do BCE


Os bancos portugueses, gregos, espanhóis e irlandeses são as instituições financeiras mais dependentes do financiamento do Banco Central Europeu (BCE).

A conclusão faz parte de um estudo da consultora holandesa ING, citada pela agência de informação financeira Bloomberg.

Os bancos dos países periféricos do euro continuam a lutar para se financiarem mesmo após os testes de resistência feitos em Julho e que atestaram a saúde de 84 das 91 instituições financeiras europeias, afirma a consultora.

Segundo o economista sénior do ING Martin Van Vliet, que coordenou este estudo, a procura do financiamento do BCE pelos bancos irlandeses provavelmente aumentou em Agosto, dada "a percepção de risco recente" do sector financeiro do país, enquanto o apetite dos bancos espanhóis tem tendência a diminuir nos próximos meses.

Já a procura pelos bancos portugueses e gregos continuará estável e os bancos alemães e franceses estão a recorrer menos ao financiamento do BCE.

"Os bancos terão de enfrentar o teste real quando o Banco Central
Europeu começar a retirar os estímulos", afirmou Martin Van Vliet.

"O BCE adiou a continuação do desmantelamento das medidas não convencionais, mas a pergunta para um milhão de dólares é o que acontece no próximo ano", acrescentou.

A Comissão Executiva do BCE disse a 3 de Setembro, que há o perigo de alguns bancos se tornarem "viciados" no financiamento do Banco Central Europeu, um dia depois de o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, ter anunciado a manutenção das operações de empréstimos aos bancos "a taxa fixa e volume ilimitado" pelo menos até Janeiro de 2011.

As operações de crédito do banco central são consideradas cruciais para diversos bancos da zona euro que lutam contra a falta de liquidez e dificuldade de financiamento nos mercados internacionais.

domingo, 5 de setembro de 2010

Banca e Finanças vão ter quatro novos "polícias" à perna


O governo económico europeu vai dando os seus passos encapotado sob vários nomes. Agora avançam quatro novos reguladores

A "coisa" tem nome difuso. Em França, chama-se governo económico europeu, como queria Sarkozy. Em Inglaterra, é a "economic governance" - a governança, uma expressão difícil de traduzir em português; na Alemanha, chama-se qualquer coisa como "coordenação económica", uma vez que os alemães vivem tempos eurocépticos. Cada país chama--lhe o que quiser e é assim que "a coisa" - para a qual há consenso sobre os objectivos, mas não para o nome - vai fazendo o seu caminho na Europa. Ontem, avançou-se mais um passo rumo ao governo económico europeu - Portugal aceita a expressão.

A Comissão, o Parlamento Europeu e o Conselho fizeram um acordo de princípio para que a partir de Janeiro de 2011 seja instituída uma nova supervisão económica à escala europeia. O dispositivo está em negociação desde 2009, na sequência da crise financeira mundial. A criação de um conselho de risco sistémico, composto pelos bancos centrais, é uma das medidas em marcha. Caberá a este conselho alertar as autoridades europeias para os desequilíbrios macroeconómicos que ponham em perigo a estabilidade financeira da União. Prevenir fenómenos como as bolhas imobiliárias - uma das maiores razões da crise financeira em Espanha - é um dos objectivos do plano. Ontem, Michel Barnier, comissário responsável pelas questões financeiras, anunciou que a Europa está a fazer as "fundações" de uma "nova supervisão": uma torre de controlo e "ecrãs radares para evitar novos naufrágios".

Watchdogs O plano europeu passa por ter quatro novos reguladores financeiros em funcionamento já em Janeiro do próximo ano. Assim, e além do já prometido Conselho Europeu de Risco Sistémico - que nos primeiros cinco anos de existência será gerido pelo Banco Central Europeu, de forma a não se atrasar ainda mais a sua criação -, três novos supervisores vão ser criados para policiar os sectores bancário, segurador e dos mercados. Os quatro novos organismos vão ter poderes para investigar produtos financeiros e actividades bancárias específicas, caso suspeitem que estes representam algum risco para os mercados. "A verdade é que não demos pela crise chegar", explicou Michel Barnier, "não tínhamos as ferramentas necessárias para detectar os riscos que se estavam a acumular e, quando a crise chegou, também não tínhamos ferramentas para actuar de forma efectiva".

É este o gap que a Europa vai agora tentar preencher com os quatro novos polícias do sector financeiro em geral - que terão poderes bem mais abrangentes do que o inicialmente previsto (ver ao lado). Decididas para já ficaram também as sedes de dois destes supervisores. Um será colocado em Londres - o regulador responsável pela supervisão bancária europeia - , e outro em Frankfurt - que olhará para a actividade seguradora na União Europeia.

PS:
Isto tem a haver por exemplo, com as "famigeradas que se passaram no BCP e outros bancos no Estrangeiro (...)

domingo, 29 de agosto de 2010

Mudanças na Banca... MILLENNIUMBCP E CGD


Santos Ferreira e Faria de Oliveira estão de saída
Fernando Faria de Oliveira está cansado. O ex-ministro de Cavaco Silva já decidiu que irá cumprir, até ao fim, o mandato como presidente da Caixa Geral de Depósitos, que termina no final deste ano, mas não mais do que isso, avança a edição do SOL esta sexta-feira(...)

OBS:
É a crise!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais um invenção de estirpe... Bactéria resistente a antibióticos.


(... ) EM MUITOS PAÍSES, SERÃO APLICADAS NORMAS E DIRECTRIZES, DE FORMA A COAGIR AS PESSOAS A TOMAREM MEDIDAS INFLUENCIADAS PELOS SEUS GOVERNOS, COM O AVAL DA "OMS".

ESTA NOVA LOUCURA DAS BACTÉRIAS RESISTENTES AOS ANTIBIÓTICOS, ESTÁ NOVAMENTE A SER ARQUITECTADA POR UM PEQUENO GRUPO DE FAMÍLIAS ELITISTAS/ARISTOCRÁTICAS, QUE SE JULGAM DONAS DO PLANETA E DE TODOS OS SERES VIVENTES. ELES CONTROLAM AS INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS E ENERGÉTICAS, SISTEMA BANCÁRIO E FINANCEIRO, SERVIÇOS SECRETOS DE INTELIGÊNCIA E COMUNICAÇÃO SOCIAL, BEM COMO A MAIOR PARTE DOS GOVERNOS MUNDIAIS. INVESTIGUE, INVESTIGUE, INVESTIGUE.

O FACTO DE SE PODER COMPROVAR QUE A ACTUAL BACTÉRIA FOI CRIADA ARTIFICIALMENTE, VEM AINDA PÔR EM CAUSA A EXPLICAÇÃO OFICIAL DO SISTEMA SOBRE A ORIGEM DE ALGUMAS DAS EPIDEMIAS QUE SURGIRAM MISTERIOSAMENTE NAS ÚLTIMAS DÉCADAS, EM ESPECIAL A GRIPE DAS AVES, ÉBOLA, SIDA, HN1 E MUITAS OUTRAS...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Euribor descem em todos os prazos

(...)
Taxas Euribor voltaram hoje a cair em todas as maturidades. O prazo a seis meses está em mínimos de um mês.

A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação, deslizou para 1,141%, o valor mais baixo desde 27 de Julho, enquanto a taxa a 12 meses caiu pela terceira sessão consecutiva e situa-se agora nos 1,417%.

No prazo a três meses, que serve de referência nos empréstimos às empresas, o indexante recuou para 0,889%.

As Euribor seguem habitualmente a taxa de juro de referência do BCE, que está actualmente nos 1%, e influenciam directamente a prestação da casa e os empréstimos concedidos pelos bancos às empresas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Indicador de consumo das famílias portuguesas em queda há três meses


O consumo privado, motor da economia no arranque do ano, está a ser penalizado pelas medidas de austeridade. A actividade económica estabilizou.
Os Indicadores de Conjuntura hoje revelados pelo Banco de Portugal mostram que o crescimento do consumo das famílias portuguesas está a abrandar há três meses, mas ainda assim a evolução da actividade económica permanece estável.
O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado registou um crescimento de 1,7% no mês passado, o que representa uma descida face ao crescimento de 2,2% verificado em Junho.
Julho foi o primeiro em que o IVA aumentou um ponto percentual em Portugal, sendo que a descida deste indicador, que se verifica há três meses, estará relacionada com a introdução e anúncio das medidas de austeridade por parte do Governo para baixar o défice.
Depois de crescer 2,7% em Abril, o indicador que mede o consumo privado aumentou 2,5% em Maio e 2,2% em Junho. O crescimento homólogo de 1,7% em Julho foi mesmo o mais reduzido do ano em termos mensais, apontando para uma segunda metade de 2010 mais fraca do que diz respeito aos gastos das famílias.

Apesar deste abrandamento, o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da actividade económica estabilizou em Julho. a taxa de crescimento foi de 1,4%, igual à verificada nos dois meses anteriores. Este indicador apresentou uma tendência crescente desde o início do ano (quando entrou em terreno positivo) e estabilizou desde Maio

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Financiamento do BCE aos bancos portugueses sobe 21,5% em Julho


Os bancos portugueses continuam a aumentar o financiamento junto da autoridade monetária europeia. No espaço de um ano, cresceu cinco vezes. O montante até agora captado representa já um terço do PIB nacional.


O financiamento do Banco Central Europeu ao sistema financeiro português atingiu 48,83 mil milhões de euros no final do mês de Julho, um crescimento de 21,5% face ao verificado um mês antes.

Os dados, revelados hoje pelo portal de estatísticas do Banco de Portugal, mostram que os bancos portugueses continuam a recorrer em larga escala ao BCE para fazer face ao congelamento do mercado interbancário.

O registo de Julho representa um novo máximo histórico, sendo que a tendência do montante do financiamento que a banca portuguesa tem obtido junto do BCE tem sido sempre de crescimento ao longo deste ano.

Em Junho tinha superado pela primeira vez a barreira dos 40 mil milhões de euros, após um aumento mensal de 12,4%.

O aumento mais acentuado verificou-se em Maio, quando o montante de financiamento mais do que duplicou para 35,7 mil milhões de euros (...)

domingo, 8 de agosto de 2010

MILLENNIUM BCP É O BANCO MAIS CRIMINOSO DE PORTUGAL


Nos últimos dias e até mesmo meses recebi várias mensagens neste blogue, a tentar denegrir a minha imagem. Mas para todos os efeitos, posso confirmar que tenho a minha consciência tranquila, pois tenho provas concretas e aliás consegui junto junto da CMVM e dos próprios representantes do BCP que este banco é mesmo criminoso. Depois de o provar, a Instituição financeira devolveu-me todo o valor (em euros) que me burlou e queria "ROUBAR"...
Se alguém no Mundo, o pode provar sou mesmo EU.
A CMVM, o BdP e Ministério público sabe-o disso.
A única pessoa do mundo que tem provas do "MILLENNIUM BCP" de ser ladrão sou mesmo eu.
Se alguém tem dúvidas, que venha ter comigo que as apresentarei devidamente, mas sòmente em termos legais.
Quem tem dúvidas; são as pessoas que se encantam com as "luzes da ribalta"!
Pesquisem muito bem o histórico da Instituição e aí chegarão a conclusões concretas.


OBS:

...E NÃO PRECISEI DE NENHUM ADVOGADO PARA PROVAR ESTE CRIME HEDIONDO... Sózinho no mundo, mesmo sem família e amigos, (mesmo isolado) tive que enfrentar três Advogados, para que estes ficassem com a devida "prova". ( a prova dos factos durou cerca de oito anos, mas com pesquisas; praticamente em todos os dias!)

E ASSIM SE PROVOU... Prova assinada e válida para os confins dos séculos de um crime financeiro, chamado MILLENNIUM BCP.


Cumprimentos,

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Juíza arquivou burla qualificada mas ex-administradores vão a julgamento. Se quiser reaver o dinheiro, o banco arrisca ter de confessar-se culpado


Jorge Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, António Melo Rodrigues e Cristopher de Beck, ex-administradores do Banco Comercial Português, vão ser julgados nas Varas Criminais de Lisboa, acusados de manipulação de mercado e falsificação de documento, decidiu ontem o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. O juiz que presidiu à instrução arquivou o crime de burla qualificada imputada pelo DIAP de Lisboa aos quatro arguidos e também a António Castro Henriques, ex-gestor da instituição, que viu arquivados todos os três crimes de que estava acusado.

Os quatro arguidos foram despronunciados do crime mais grave, burla qualificada, punível até oito anos de prisão, porque o juiz entendeu que as remunerações indevidas de que beneficiaram "eram um dano colateral". O juiz entendeu que o objectivo deste expediente era, sobretudo, dar uma imagem de falsa prosperidade do banco e não "algo que fizesse parte de uma intenção" para obter um enriquecimento ilegítimo.

No caso de Jardim Gonçalves, que terá embolsado nove milhões de euros indevidamente, durante quatro anos, o despacho de pronúncia lembra que só no ano de 2001 recebeu uma remuneração variável legítima de 12 milhões de euros e que "dedicou 20 anos da sua vida à construção do BCP, era tido como pessoa de mérito e influência e a quem não faltariam hipóteses de obter a quantia de nove milhões de euros em negócios lícitos".

O despacho assegura que a falsificação das contas do BCP nos exercícios de 1999 a 2007 se traduziu num empolamento dos resultados que geravam uma falsa representação da realidade e da performance do banco induzindo em erro a comissão de remunerações. Esta entidade fixava as remunerações variáveis dos administradores em função dos dados falsos que lhes foram apresentados no relatório e contas, implicando que os quatro arguidos e demais administradores tenham excedido o limite de dez por cento dos lucros líquidos do banco.

"Ironicamente", realça a juiz de instrução, o BCP parece estar impedido de solicitar as remunerações pagas a mais aos administradores. E porquê? "Por tal corresponder a uma admissão de culpa no processo contra-ordenacional instaurado pelo Banco de Portugal." Neste processo, recorde-se, o banco foi multado em cinco milhões de euros; Jardim Gonçalves em um milhão, Cristopher de Beck em 750 mil euros, António Rodrigues em 875 mil euros, Filipe Pinhal em 425 mil euros e António Castro Henriques em 230 mil euros. A punição, em fase de recurso, inclui ainda a inibição de exercício de cargos sociais e de administração em bancos e instituições de crédito pelo período de alguns anos.

Contas falsas para ocultação

No cerne da investigação esteve o esclarecimento das sociedades sedeadas em paraísos fiscais, 17 das quais nas Ilhas Caimão, cujas operações bolsistas terão contribuído para influenciar a cotação das acções do BCP. Um relatório da CMVM citado no despacho assegura que, entre 1999 e 2004, as off-shores adquiriram um total de 289,3 milhões de acções do banco e de 220 milhões de acções vendidas. "As off-shores realizam frequentemente percentagens compradoras superiores a 20 por cento do mercado, provocando um aumento de 25 por cento da liquidez, acabando por influenciar a formação de preços dos títulos do BCP. "A ocultação de perdas e a produção de resultados artificialmente empolados têm efeitos sob a percepção do observador sobre a saúde de uma instituição financeira e os títulos que esta emite."

A falsificação de documento é um crime imputado aos quatro ex-administradores, devido ao facto de o relatório e contas não traduzir a situação real da instituição, visando segundo o despacho instrutório vários objectivos, nomeadamente, ocultar o crime de manipulação de mercado. E assim transmitir "ao mercado, aos investidores e aos accionistas uma errada perspectiva do desempenho do BCP e do desempenho profissional dos arguidos".

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Os bancos e o bombeiro


A semana passada foi agitada na banca. Começou com rumores de que o BCP não iria abrir as portas na segunda-feira, porque estaria à beira da insolvência.

Seguiu-se o corte na notação de crédito decidido pela Moody's e que abrangeu oito instituições financeiras nacionais. Em cima de tudo isto, multiplicaram-se as opiniões e os palpites sobre o desempenho dos principais bancos nacionais nos testes de "stress" efectuados pelo Banco Central Europeu, cujos resultados serão conhecidos na próxima sexta-feira.

Para um sector que se tem mantido no centro da crise e que esteve, também, na sua origem, a sucessão de eventos penalizou as cotações e reacendeu uma desconfiança sobre a saúde das principais instituições financeiras que parecia em vias de ser superada pela valorização registada em bolsa na semana anterior. O primeiro problema que se detecta nestes acontecimentos está no facto de se basearem em análises e rumores que carecem de uma validação sólida e consistente.

Que os principais bancos portugueses enfrentam dificuldades já era sabido, pela circunstância de a sua liquidez estar a ser assegurada através do BCE, por via da entrega de activos titularizados à autoridade monetária da Zona Euro. O mercado interbancário está praticamente fechado porque quem tem dinheiro para emprestar - às instituições financeiras portugueses, por exemplo - prefere evitar este risco, optando pela realização de depósitos junto do BCE.

Partir daqui para a perspectiva de que o futuro, a curto prazo, é negro para os principais bancos nacionais, pode ser um exercício irresponsável e precipitado, caso as garantias dadas pelo Ministério das Finanças de que não existem "problemas de capital a resolver" se tenha destinado a tranquilizar clientes e investidores, com o indispensável conhecimento de causa para um compromisso desta envergadura. A questão será esclarecida com a divulgação dos resultados dos testes de "stress" mas, se de facto houver necessidade de injecções de capital, restará saber se haverá accionistas com recursos e vontade de o fazer e que alternativas restarão se os dinheiros privados não apareceram para dar a mão aos bancos.

Para os analistas da Moody's, é aqui que está o nó mais complicado de desatar. A descida das notações de crédito foi justificada pela menor capacidade do Estado português de ajudar instituições que venham a necessitar de ajuda, ele próprio apertado por uma crise orçamental que deixa os seus cofres sem qualquer margem de manobra. Nos Estados Unidos, que já realizaram testes de "stress" e aprovaram nova regulamentação para a banca, em contraste com o ritmo de caracol europeu, há a convicção de que os grandes bancos continuam a ser demasiado grandes para poderem falir. A prudência aconselha que o mesmo princípio seja aplicado em Portugal. Neste caso, a pergunta é: o bombeiro Estado tem condições para apagar eventuais fogos?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tribunal diz que BCP escondeu "offshores" de forma deliberada


A primeira decisão de um tribunal sobre o caso BCP confirma a acusação das autoridades de supervisão de que o banco usou cerca de duas dezenas de "offshores" para financiar a compra de acções próprias com crédito da própria instituição.

Além disso, o tribunal dá como provado que o banco prestou informação falsa ao mercado de forma deliberada.

A decisão do Tribunal surgiu na sequência da impugnação judicial que o BCP fez da coima de cinco milhões de euros a que tinha sido condenado por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), devido à prestação de informação falsa ao mercado.

A juíza confirmou as seis infracções identificadas pelo supervisor e diz que elas foram cometidas "a título doloso". Ainda assim, decidiu a suspensão de metade da coima, por um período de dois anos.

CMVM investiga irregularidades nas OPV com créditos da CGD


Francisco Bandeira e Armando Vara, actual e antigo vice-presidentes, acusados de não impedirem esquema feito em alguns balcões relacionados com ofertas públicas de venda de acções (OPV).

A Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) acusa o actual vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Francisco Bandeira, e o ex-vice-presidente Armando Vara de terem conhecimento, e de nada terem feito, para impedir ilicitudes realizadas em alguns balcões do banco entre 2006 e 2007. Isto, apesar de ter sido a própria administração que denunciou às autoridades o esquema engendrado por responsáveis da instituição, em articulação com empresários clientes, e que envolvia créditos concedidos para aquisição de acções da REN, da Galp e da Martifer.

A denúncia chegou à CMVM, ao Banco de Portugal (BdP) e ao Ministério Público a 3 de Agosto de 2007 e está assinada pelo actual vice-presidente e CEO do BPN, Francisco Bandeira, que à data dos factos era administrador da CGD. Na altura, Bandeira tinha o pelouro do crédito concedido pelo banco à região norte, que contemplava a agência de Vizela, onde foi detectada parte das ilegalidades. Foram detectadas ainda ilicitudes em balcões da Grande Lisboa, Amoreiras e Almada, tutelados por Armando Vara.

Na acusação deduzida já este ano, a CMVM solicita que ambos sejam punidos por eventual dolo. O supervisor alega que se o banco, ali representado por Bandeira e Vara, que na qualidade de gestores deram luz verde à concessão dos créditos, não tivesse financiado os três clientes infractores, estes não teriam tido ocasião para cometer as ilegalidades de que são acusados.

A CGD defende que Bandeira, Vara e mais dois directores, também visados pela CMVM, actuaram no quadro das suas normais competências, pelo que desconheciam a sua finalidade. Adianta ainda que os altos responsáveis do banco agiram em conformidade com os pareceres dados pela cadeia hierárquica, pois antes do pedido de empréstimo ser apreciado pela administração é avaliado por directores e por gerentes a quem cabe sugerir a aprovação ou a recusa. A mesma fonte notou que o contencioso está a decorrer, pois houve recurso, e que a CMVM ainda não tomou a decisão final.

Sobre a actuação dos outros cinco colaboradores das agências das Amoreiras, Vizela e Almada, que terão actuado articulados com os clientes, a CGD diz que estes extravasaram as suas competências e agiram contra as normas em vigor.

Processos disciplinares

Em nota enviada ao PÚBLICO, com conhecimento da CMVM, a CGD lembra que a denúncia partiu dos próprios gestores e que, na sequência, foram adoptadas "medidas" para sanear a situação, tendo ainda o banco "promovido processos disciplinares".

Instada pelo PÚBLICO para comentar o despacho de acusação, a CMVM recusou fazê-lo, lembrando que "o processo está a decorrer e está sob segredo de justiça". Também o BdP optou por não dar explicações. Para além de Bandeira e Vara, este já arguido no caso Face Oculta, o supervisor acusa ainda dois directores (José Delgado e José Rosa), que estão a ser defendidos pela instituição bancária, que entende que estes desconheciam as irregularidades.

Já no que respeita aos cinco colaboradores das agências das Amoreiras (Pedro Melo, Vítor Gil, Jorge Isaías Costa) e de Vizela (Manuel Vieira e José Carvalho) acusados pela CMVM, a CGD aplicou sanções. A CMVM diz que todos conheciam os factos e agiram com vontade de os praticar.

As ilicitudes remontam a 2006 e 2007 e foram desencadeadas no quadro das ofertas públicas de venda de acções (OPV) da Galp e da REN, e da oferta pública de subscrição (OPS) de títulos da Martifer.

O alerta foi dado quando uma cliente do balcão das Amoreiras contactou os serviços centrais para os informar de que não tinha subscrito acções das três empresas, respondendo assim a uma carta do banco que lhe dava conta do que lhe tinha cabido no rateio.

A informação desencadeia averiguações. E é encontrada uma segunda conta, esta fictícia, aberta em nome da mesma cliente e de onde partiram as ordens de subscrição das acções, e que era alimentada por dinheiro transferido de uma outra conta aberta em nome de um cliente/empresário de Lisboa. Este tinha recebido da CGD (em duas tranches) quase um milhão de euros, que servia para abastecer cerca de oito centenas de contas-fantasma. O empréstimo fora obtido através de uma linha especial de crédito criada pela CGD para financiar a compra de acções da Galp, da REN e da Martifer.

Questionada sobre a razão pela qual o crédito, de um milhão de euros, necessitou de ser validado pelo conselho administração, que é chamado a apreciar financiamentos superiores a quatro milhões de euros, fonte da CGD explicou que as responsabilidades do cliente para com o banco eram superiores.

As 800 contas foram simuladas com recurso a nomes e dados obtidos junto de uma sociedade de aluguer de mão-de-obra, e abertas com a concordância do balcão das Amoreiras, nomeadamente do gerente e do subgerente.

Na sequência, a gestão da CGD ordena a abertura de uma auditoria geral às OPV e OPS da Galp, REN e Martifer, e acaba por detectar mais duas situações irregulares sustentadas na linha especial de crédito. Uma envolvendo o balcão de Almada e um cliente construtor civil, e outro em Vizela, associado a um empresário têxtil. Os dois entenderam-se com os trabalhadores para subscreverem acções no rateio com crédito da CGD. O empresário de Vizela combinou com os seus funcionários, todos eles com conta aberta na CGD (através da qual recebem o ordenado), que se estes recebessem acções no rateio as passariam para a sua conta, comprometendo-se a assumir as perdas e a partilhar os lucros.

Depois de concluir as auditorias internas a CGD comunicou o resultado à CMVM, ao BdP e ao Ministério Público. Na carta que enviou às autoridades, o banco revela que detectou indícios de "desvios às normas legais e regulamentares que regem [o banco], envolvendo, quer clientes, quer colaboradores" e reconhece ter existido "violação das normas internas".

O banco esclarece ainda que "estão em causa" contas fictícias, bancárias e de activos financeiros, "indiciando a realização de operações suspeitas sobre valores mobiliários e de transferências de títulos, defraudando as regras de mercado".

Para além de Bandeira, a participação é assinada por um outro administrador da CGD, José Ramalho. A CGD esclareceu o PÚBLICO que "os advogados" da instituição "já solicitaram à CMVM a autonomização" dos três casos, "uma vez que se trata de diferentes matérias e com diferentes enquadramentos".

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Financiamento dos bancos portugueses junto do BCE supera os 40 mil milhões


O recurso dos bancos portugueses aos fundos do Banco Central Europeu aumentou 12% em Junho face ao mês anterior, atingindo um novo recorde.
O financiamento dos bancos portugueses junto do Banco Central Europeu atingiu 40,2 mil milhões de euros no mês de Junho, um valor que representa um aumento de 12% face ao mês anterior. Os bancos portugueses continuam a assim a recorrer ao banco central para suprimir as necessidades de financiamento, uma vez que o mercado interbancário continua praticamente fechado, sobretudo para os países periféricos do euro.Apesar do aumento de 12% para um novo máximo de sempre, a subida verificada em Junho é bem inferior à registada em Maio. Nesse mês o montante de financiamento mais que duplicou face a Abril, ao passar de 17,7 para 35,7 mil milhões de euros.Face ao mesmo mês do ano passado o montante de financiamento dos bancos portugueses junto do BCE cresceu quase quatro vezes. Em Junho de 2009 este valor situava-se em 10,5 mil milhões de euros.O presidente do Millennium BCP, Carlos Santos Ferreira, garantiu ontem que "todo o sistema financeiro português tem o seu problema de financiamento resolvido até final de 2011".

Tribunal confirma condenação ao BCP no caso das 'offshores'

O BCP perdeu hoje o recurso à coima de 5 milhões de euros que lhe havia sido aplicada pela CMVM, no caso das 'offshores'.

A decisão do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa acaba de ser conhecida, sendo que parte do montante não será paga no imediato.

Na prática, o tribunal deu como provada a generalidade dos factos e confirmou a decisão da CMVM de condenar o banco. No entanto, acabou por decretar o pagamento de 2,5 milhões de euros, ficando o pagamento do restante suspenso por um período de dois anos.


OBS:
QUANDO É QUE IRÁ HAVER JUSTIÇA FINANCEIRA!!!
PORQUÊ QUE A BANCA, ALÉM DE ESTAR TECNICAMENTE FALIDA, O GOVERNO CONTINUA A DAR AVAL A ESTES BANDOS DE CRIMINOSOS.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nove ex-gestores do BCP condenados a coimas acima de 4 milhões de euros


A CMVM aplicou uma multa de 4,235 milhões de euros a nove antigos gestores do BCP. Jardim Gonçalves foi o mais penalizado.
A CMVM aplicou coimas a nove ex-administradores do BCP, num valor total de 4,325 milhões de euros, por prestação de informação falsa ao mercado e inibiu da actividade bancária oito deles pelo máximo de cinco anos. A informação foi prestada hoje à agência Lusa por uma fonte próxima do processo que foi colocado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).Jardim Gonçalves, antigo presidente, recebeu uma multa de um milhão de euros, a mais elevada, seguido por António Rodrigues (900 mil euros), ex-administrador financeiro, e por Filipe Pinhal, que foi administrador (e presidente durante um curto período), cuja coima ascendeu a 800 mil euros. Os três antigos altos quadros do BCP ficaram com cinco anos de inibição de exercer actividade bancária.Seguiram-se-lhes os antigos administradores Christopher de Beck (650 mil euros e quatro anos de inibição), António Castro Henriques (250 mil euros e dois anos de inibição), Alípio Dias (200 mil euros e um ano de inibição) e Paulo Teixeira Pinto - antigo presidente - (200 mil euros e um ano de inibição).Já Filipe Abecassis recebeu uma coima de 250 mil euros e três anos de inibição, ao passo que Luís Gomes foi multado em 75 mil euros, mas não foi punido com a inibição para exercer a actividade bancária.
Jardim Gonçalves, antigo presidente, recebeu uma multa de um milhão de euros, a mais elevada, seguido por António Rodrigues, ex-administrador financeiro, e por Filipe Pinhal, que foi administrador cuja coima ascendeu a 800 mil euros. A CMVM (a exemplo do Banco de Portugal) acusou, além do próprio BCP, os três antigos presidentes do banco - Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal - os ex-administradores António Rodrigues, Alípio Dias, António Castro Henriques e Christopher de Beck e dois altos quadros do BCP, Luís Gomes e Filipe Abecassis.

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quarta-feira, 14 de julho de 2010

BCP - A incrível história do banco


Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
1 Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples: cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor. Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da NovaRede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital. O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how". Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
2 Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos. E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital. E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa; aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento. Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão - aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
3 Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa. E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias...
4 Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo - o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país - protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado para ele armazenar a sua colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
5 E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.
6 Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI. E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - esse expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
7 E eis como um banco, que era tão independente que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria.
8 E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público. Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo com maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.
Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado. Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

Moody's corta 'rating' de oito bancos portugueses


A agência de notação financeira Moody's cortou hoje o 'rating' de oito bancos portugueses, cinco descem um nível e a outros três são cortados dois níveis, na sequência do corte em dois níveis do 'rating' da dívida pública portuguesa.

Em comunicado, a agência indica que o 'rating' da Caixa Geral de Depósitos, do Santander Totta, do Banco Espírito Santo (BES), do Banco BPI e do Espírito Santo Financial Group foi revisto em baixa em um nível.

O Banco Comercial Português (BCP), o Montepio Geral e o Banif sofreram, por sua vez, um corte de dois níveis.

O 'rating' atribuído ao Banco Português de Negócios, de Baa3/Prime-3 a ser analisado para um possível corte, manteve-se inalterado.

"O corte no 'rating' da dívida dos oito bancos portugueses reflecte a capacidade reduzida do Governo em apoiar os bancos", afirma a vice presidente adjunta, e responsável pela avaliação dos bancos portugueses na Moody's, Maria-Jose Mori, no comunicado.

No caso do Santander Totta, BES e BPI, o corte que foi apenas de um nível é explicado pela maior flexibilidade financeira que lhes permite compensar o impacto de um menor apoio sistémico.

A agência sublinha ainda que, no caso destes três bancos, a probabilidade de existir apoio sistémico disponível para estes bancos é maior uma vez que dispõem de um papel proeminente dentro do sistema financeiro português.

No caso do BCP, Montepio Geral e Banif, os bancos tinham um 'rating' individual mais baixo sofreram um corte de dois níveis por estarem "mais expostos a um enfraquecimento do apoio sistémico".

A Caixa Geral de Depósitos é a excepção, que vê o seu 'rating' ser cortado em apenas um nível apesar do seu 'rating' individual ser mais baixo, porque continua a beneficiar de um forte apoio sistémico devido à sua dimensão e condição de banco completamente detido pelo Estado.

O 'rating' do Espírito Santo Financial Group foi cortado em um nível porque o 'rating' do BES foi também cortado e este é o principal elemento a ter em conta na avaliação a realizar ao banco.


OBS:

Credit Suisse faz avaliação negativa do BCP

O BCP foi hoje alvo de um 'downgrade' por parte da Moody's, cujo 'rating' passou de A1 para A3, com 'outlook' negativo.

O Credit Suisse iniciou a cobertura dos títulos do BCP com uma recomendação de ‘underperform’ e um preço-alvo de 66 cêntimos.

Na primeira avaliação ao BCP, os analistas do Credit Suisse (CS) mostram-se preocupados com a evolução dos títulos do banco liderado por Carlos Santos Ferreira nos próximos 12 meses e apresentam uma recomendação de ‘underperform' com um preço-alvo de 66 cêntimos.


http://economico.sapo.pt/noticias/credit-suisse-faz-avaliacao-negativa-do-bcp_94550.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bancos, Boatos, stress e histeria colectiva


Gente: o boato é falso. Vá à janela, espreite para a rua e veja a porta do BCP aberta. É segunda-feira e Nostradamus falhou outra vez a previsão do fim-do-mundo. A banca está sã e salva? Salva está, sã é que não.

O boato sobre a alegada falência do BCP teve segunda vida nas últimas semanas (a primeira foi em 2008), começou no Norte e multiplicou-se da tal forma na sexta-feira que se fez o que nunca se faz: desmentir um boato é amplificá-lo. Até o Governo falou disso sem falar e o Negócios sabe que há preocupações no Executivo quanto à propagação oportunística deste tipo de rumores, que podem metastizar-se nas próximas semanas.

Este boato, que assegurava que o BCP seria intervencionado este fim-de-semana (as intervenções são sempre ao fim-de-semana...) e hoje já não abriria as portas, foi aceite até por gente informada e influente, após um vírus galopante na Internet. Depois do "spam" e do "phishing", o "hoax": histórias falsas na rede.

Sucede que este boato foi difundido aparentemente de modo profissional, a partir de números telefónicos que não existem e de servidores "offshore". Quer uma teoria da conspiração? Escolha você mesmo: é fácil encontrar gente que teria a ganhar com a queda do BCP... Dos "short sellers" a clientes e investidores a contas com o banco, passando pelas bruxas caçadas nos últimos anos, até concorrentes portugueses que precisam de despistar atenções e estrangeiros que andam a abrir contas para portugueses... O problema é que o boato pode provocar o que preconiza. Se os clientes lhe derem credibilidade, acorrem aos levantamentos e a isso nenhum banco resiste.

Mas há outra razão para o boato se ter tornado credível: o medo. Nos últimos anos, aprendemos que os bancos são cavalos que também se abatem. "Quem tem medo não faz outra coisa a não ser sentir rumores", escreveu Acrisio. Qualquer dia batemos contra a parede, verbalizou Fernando Ulrich.

O boato é falso mas o contexto é pois verdadeiro. Como disse Paulo Pinho no "Expresso", até os bancos estão com medo da sombra. É por isso que não emprestam dinheiro uns aos outros. O que não é um problema nem do BCP nem português, mas europeu. Por isso os "testes de stress" podem ser importantes: ao exporem as contas dos bancos à simulação de situações extremas, teremos atestados de viabilidade ou de falta dela. Desde que os testes sejam exigentes. Até à sua divulgação, no dia 23, podemos esperar mais rumores. Veremos o que faz o Banco de Portugal; veremos se tem credibilidade para ser ouvido. Se falar...

Há falta de liquidez na banca europeia, que vai precisar mais capital. O processo de "desendividamento" da economia mal começou, mas muitas empresas já têm linhas de crédito fechadas. Não é por acaso que dois bancos disseram não à Estradas de Portugal. Não é um problema da EP, é um problema da banca. Nem é por acaso que o BES votou a favor da venda da Vivo - adivinhe em que banco seriam depositados aqueles 7,15 mil milhões de euros...

O Banco Central Europeu é o salvador. Está a emprestar dinheiro à banca, sem o qual a economia estaria congelada há meses. Os próximos meses vão ser muito difíceis para a banca e para quem precisa de crédito. O "risco sistémico" continua a ser a garantia de que um banco relevante não cairá. Mesmo quando a nova vaga desta crise financeira infernal chegasse. Ei-la. Só há uma forma de combater o medo e o boato: com informação. Lembra-se? A Gripe A não foi assim há tanto tempo...

O BCP e o poder das redes sociais


O boato surgiu, de mansinho, por ‘email’ ou por ‘sms’, a falar de ‘dificuldades financeiras’ no BCP. Ao longo das últimas semanas as mensagens foram crescendo de intensidade, entraram nos ‘blogues’ e no ‘facebook’ e chegaram a tanta gente que, na última sexta-feira, atingiram o auge.

Quase todos sabiam, por um amigo ou conhecido, que algo de grave se estava a passar no BCP. O fenómeno que parece ter começado pelo Norte, passando depois pelo Algarve até chegar em força a Lisboa, dava conta de uma intervenção iminente do Estado: uma nacionalização. Mas também havia quem dissesse que a administração do banco se ia demitir em bloco na próxima quarta-feira ou que um conhecido gestor já tinha tirado todo o dinheiro que tinha no banco e a secretária estava a telefonar aos amigos para que fizessem o mesmo.

O cenário traçado era, por isso, quase dantesco e os responsáveis da instituição viam-se impotentes para travar um fenómeno ampliado pelas chamadas redes sociais, com tudo o que dissessem a poder ser usado contra eles. Até as declarações de António Ramalho, administrador do BCP responsável pela tesouraria, de que "o mercado internacional já tomou nota de que o BCP não tem problemas de financiamento" e que o banco já não tinha de fazer mais amortizações até ao final do ano, foram apontadas como um sinal de que algo ia mal no banco. Se assim não fosse, que razões levariam um administrador do BCP a vir dizer que tudo estava bem, perguntavam os profetas da desgraça?

A força e a repercussão dos boatos levaram mesmo o presidente do banco a escrever uma carta aos colaboradores para os tranquilizar. Carlos Santos Ferreira falou num "conjunto de rumores que atentam contra a solidez do Millennium bcp, à semelhança do que ocorreu, como nos lembramos, no último trimestre de 2008". Com efeito, esta situação não é virgem e já atingiu o BCP e outros bancos no passado, sendo depois esvaziada pela realidade. Mas como também já houve problemas em alguns bancos que apanharam clientes e accionistas desprevenidos, casos do BPP e do BPN, muitos podem pensar como os espanhóis: "no creo en brujas, pero que las hay, las hay". Em todo o caso, mesmo para os mais cépticos, valerá a pena esperar pelo resultado dos ‘stress tests' que estão a ser realizados pelo Comité dos Supervisores Bancários Europeus aos bancos dos países do Sul da Europa e cujos resultados serão divulgados no próximo dia 23.

Os responsáveis do BCP têm-se remetido a um prudente silêncio, porque não vale a pena lutar contra inimigos que não se vêem. Mas alguns banqueiros respondem à questão dizendo que as relações interbancárias já são suficientemente poderosas para que nada de mau aconteça, sobretudo a um grande banco. Conhecido é o reporte da situação à CMVM e que uma queixa será apresentada hoje à Procuradoria-Geral da República para que a Polícia Judiciária investigue a origem e os autores dos rumores. Se o movimento for, como se pensa, organizado, essa identificação não será fácil. Para já fica, uma vez mais demonstrado, para o bem e para o mal, o poder das redes sociais
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"