
O Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas reagiu à notícia do Diário Económico, de que a CMVM está a investigar dezenas de profissionais na sequência dos casos BCP, BPN e BPP.
No documento, o Bastonário António Gonçalves Monteiro afirma não ter, até hoje, "conhecimento de terem sido iniciadas quaisquer acções inspectivas" e frisa que é ao "Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria que compete a supervisão pública da profissão".
"Tanto quanto é do nosso conhecimento não existem, até esta data, quaisquer provas objectivas que permitam tomar uma posição fundamentada sobre a natureza e ocorrência dos factos que, alegadamente, têm sido atribuídos aos revisores e auditores", pode ler-se no comunicado.
O Bastonário frisa, no entanto, que "se a realidade vier a demonstrar que os deveres profissionais não foram cumpridos, a Ordem não hesitará em punir eventuais práticas irregulares que venham a ser comprovadas".
O Diário Económico avança hoje que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) iniciou fiscalizações a dezenas de Revisores Oficiais de Contas na sequência dos casos BCP,BPN e BPP.
Comentários
Mike | 13/02/09 17:45
O objectivo inicial das ordens era a de supervisionar os seus funcionários, pois supostamente o estado não tinha competências técnicas para o fazer.
Acontece que ao longo dos anos (décadas), as ordens não são mais do que organizações sindicais, com a única função de proteger os interesses dos seus associados mesmo que seja oneroso para o resto da população.
Jose, | 13/02/09 17:52
Sr. Bastionário, muitos ROC nem sabem qual é a actividade da empresa por quem assinam os papeis... Entre os meses de Março e Junho, ele limita-se a ir receber o prémio à empresa de contabilidade e assina os papeis sem olhar para eles.
Basta uma conversa de 10 minutos com o corpo admnistrativo e os toc para ele analisar a escrita. Assina, recebe o dinheiro e segue para a próxima reunião.
bancário, | 13/02/09 17:58
"É bem verdade que o país está em recessão" por culpa destes revisores de contas de meia tigela, mas a crise não é para todos... Os privilégios dos senhores do dinheiro continuam intocáveis! Os lucros continuam, apesar da choramingueira que por aí anda. Só durante os nove 1ºs meses de 2008, os lucros dos 9 principais grupos económicos foram superiores a 4000 milhões de euros e, entre esses grupos, estão os 5 principais bancos que alcançaram mais de 1500 milhões de euros de lucros. Mas não são apenas os lucros, são os amplos benefícios fiscais e os apoios directos e indirectos de dinheiros públicos que representam milhares de milhões de euros de ajuda directa aos banqueiros que se livraram dos prejuízos das suas actividades especulativas.
Estes gananciosos da banca (BCP...) que extorquiaram o PAÍS, é que haviam de pagar a crise que se está a sentir...
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