
As acções do BCP caíram hoje para um novo mínimo de sempre, depois do JP Morgan ter revisto o seu preço-alvo para o título para 0,58 euros.
Às 12h49, o BCP descia 5,61% para 0,69 euros, com 10 milhões de acções negociadas, depois de já ter estado a perder 6,15% para o valor mais baixo de sempre nos 0,68 euros durante a manhã. O banco norte-americano JPMorgan cortou hoje o seu preço-alvo para os títulos do BCP, de 0,71 para os 0,58 euros, mostrando-se preocupado com a geração de resultados do banco e os seus rácios de capital. Para os especialistas do JPMorgan, o BCP poderá acabar por efectuar um aumento de capital este ano, e com um desconto significativo em relação ao preço a que negociava o título. O banco norte-americano reviu ainda em forte baixa as suas estimativas para o BCP nos anos de 2009, 2010 e 2011. “O BCP está a sofrer o impacto do ‘research’ da JPMorgan. Quando uma casa global sai com um preço-alvo tão baixo é natural que o mercado ajuste o preço”, disse um operador à Reuters. Desde o início de 2009, as acções do BCP acumulam já uma desvalorização de 15%. Outro especialista notou que “o BES está a fazer um ‘cash call’, o BPI tem um rácio de capital forte e os investidores receiam que o BCP também acabe por fazer um aumento de capital. Uma depreciação do zloty [divisa polaca] é outro foco de pressão para a cotação do BCP”. O zloty atingiu na terça-feira um mínimo histórico face ao euro, acumulando actualmente uma desvalorização de 12% desde o início do ano em relação à moeda única. Na terça-feira, o CEO do BCP, Carlos Santos Ferreira, afastou a possibilidade do BCP efectuar um aumento de capital, tendo antes afirmado que o banco irá reforçar o seu capital próprio em até 1,2 mil milhões de euros por outros meios, possivelmente através da emissão de dívida perpétua.
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