
As acções da Teixeira Duarte descem mais de 10%, aliviando da perda de quase 16% registada esta manhã, no dia em que o Negócios noticiou que as avaliações dos analistas colocam a Teixeira Duarte à beira da falência técnica, devido à sua exposição ao BCP e à Cimpor.
As acções do BCP também estão em queda, tendo já chegado a perder quase 9%. Os títulos da Teixeira Duarte caem 10,65% para os 0,478 euros, depois de já terem estado a descer um máximo de 15,89% para os 0,45 euros, o que representa o valor mais baixo de sempre das acções da construtora. “Esta queda da cotação é o receio que apareçam mais vendas a descoberto por 'hedge funds' e que a especulação sobre a Teixeira Duarte precisar de vender os 7,5% que tem no banco ponha muita pressão no papel”, disse um operador à Reuters. “Houve um 'despejar' momentâneo de papel, mas agora a acção parece querer recuperar porque a estes níveis baixos aparecem muito mais compradores”, referiu outro operador à agência. O volume de acções negociado da empresa está a ser elevado. Até às 11h30, tinham sido transaccionadas mais de 3,22 milhões de acções, o que compara com os 864,25 mil títulos transaccionados em média, por dia, nos últimos seis meses. O Santander e o BPI divulgaram notas de análise à Teixeira Duarte em que cortam para um terço a avaliação da empresa, devido às perdas nas participações no capital do BCP e Cimpor. Usando as cotações actuais destas empresas, o valor atribuído à construtora é inferior à sua dívida, deixando-a numa potencial situação de falência técnica. Em causa está as posições que a empresa tem no BCP, na Cimpor e no BBVA. No último ano as posições de 7,5% no BCP, 23,3% na Cimpor e de 0,03% no BBVA desvalorizaram 1.027 milhões de euros, segundo cálculos do Negócios. E os analistas têm vindo a reduzir a avaliação para a empresa. O BPI cortou o preço-alvo para os 0,15 euros e o Santander reduziu a avaliação para os 0,25 euros. “Targets” que ficam abaixo da actual cotação das acções. O BCP também está a perder valor, com as acções a cederem 3,94% para os 0,755 euros, depois de terem estado a descer um máximo de 8,78% para os 0,717 euros.
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