
A operação gerou uma mais-valia líquida de 125 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados ontem pela instituição liderada por Fernando Ulrich. Aquele valor permite recuperar mais de dois terços das perdas líquidas geradas pela venda da posição de quase 9% que o grupo tinha no Banco Comercial Português (BCP) no início do ano.
Tendo em conta os números do BPI referentes ao final do terceiro trimestre deste ano, os ganhos registados com a venda do BFA elevam os resultados de 30 de Setembro a 159,4 milhões de euros, contra os 34,4 milhões. Isto porque a mais-valia com o negócio angolano anula cerca de 70% dos 177 milhões de euros de perdas líquidas associadas ao investimento no BCP.
Em termos de capital, a transacção terá um impacto positivo de 1,2 pontos percentuais nos rácios de adequação dos fundos próprios de base ("tier one" e "core tier one") do BPI.
Assim, o "tier one" do banco, que era de 7,4% a 30 de Setembro, passa para 8,6%, permitindo que a instituição passe a cumprir a disposição do Governo e do Banco de Portugal que, na sequência da crise financeira, exigem que os bancos nacionais passem a ter um rácio mínimo de 8%. Uma meta a cumprir até 30 de Setembro de 2009.
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