
No final do primeiro semestre deste ano, acabaram por estar na origem da evolução negativa dos resultados do Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, Banco BPI e Santander Totta. Mesmo nestes sintomas somados às consequências da crise financeira, o conjunto, os lucros das quatro instituições totalizaram 909 milhões de euros.
Como é possível mesmo com estes "lucros astronómicos", o Governo e o Presidente da República vergarem-se à banca e ignorarem as famílias sobreendividadas? Como é possível a rapidez com que foi aprovada a lei para que os bancos possam contrair empréstimos com o aval do Estado! Volto a afirmar que é mesmo a banca que governa Portugal! E todos os bancos, mesmo os grandes já pediram o uso da garantia do Estado. Temos o exemplo do Banco Espírito Santo (que dizia há pouco tempo que não precisava) vai usar a garantia do Estado de 20 mil milhões de euros para emitir dívida nos mercados internacionais. Aliás vai ser assim com todos, pois estão praticamente arruínados, devido à grande ganancia criada pelos próprios banqueiros... O líder do Bloco de Esquerda, acusou Cavaco Silva e José Sócrates de se «vergarem» aos bancos na lei dos avales.«Se os bancos precisam, a República verga-se perante os bancos e corre a fazer leis em tempo recorde», ironizou Francisco Louçã, numa sessão sobre a crise financeira internacional, integrada nas jornadas parlamentares do partido. Louçã anotou que Cavaco Silva, que «é um homem sereno e pouco dado a excessos» veio «há dias vangloriar-se por ter-se batido um recorde» com a aprovação da lei dos avales aos bancos de 20 mil milhões de euros.«Se fosse uma questão de segurança social, de combate à pobreza, alguma prioridade social, compreende-se que precisaria de muita maturação. Aqui, havia um valor altíssimo: os bancos precisavam», afirmou aos presentes na Casa da Cultura em Coimbra. Em apenas uma semana, anotou o deputado bloquista, a lei foi aprovada pelo governo, apresentada, discutida e votada na Assembleia da República e o Presidente Cavaco Silva «correu para mesa onde estava a lei» para a promulgar de seguida».
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