sábado, 26 de setembro de 2009

Caso BCP - Funcionário denuncia em tribunal: BCP pressionou gerentes para vender acções


Um empresário de Leiria moveu um processo ao BCP. Em tribunal, um dos gerentes confirmou a pressão para convencer clientes a comprar acções

Os funcionários do BCP tiveram ordens directas para pressionar os clientes do banco a comprarem acções para aumentar rapidamente o capital da instituição entre os naos de 2000 e 2001. O banco que a CMVM acusa de "crime de manipulação de mercado" enfrenta a fúria dos clientes que se consideram enganados. Os processos em tribunal aumentam e os pequenos investidores procuram recuperar o dinheiro perdido.

Num destes casos, em Leiria, um funcionário revelou em tribunal a estratégia do banco: convencer os clientes a comprar acções do BCP e disponibilizar os empréstimos necessários para garantir o negócio.

"Instabilidade na família, noites sem dormir e nervos à flor da pele." É assim que Américo Mangas define o rumo da sua vida desde de 2001, data em que gastou cerca de "1,1 milhão de euros na compra de acções do BCP". Este empresário de construção civil, em Leiria, queixa-se de ter sido enganado pelo banco quando, nesse ano, o gerente da sua conta lhe propôs um grande negócio - "por ser um bom cliente" - que o transformaria "num cliente de prestígio", conta ao i.

O cliente garante que a sua empresa foi à falência depois do processo que o BCP lhe moveu por incumprimento do encargo com o empréstimo que contraiu para comprar as acções. "Os bens foram arrestados", recorda, e a falência foi inevitável porque nem os seus "pertences podia vender".

O empresário resolveu então avançar com um processo contra o BCP e pedir uma indemnização por todos os prejuízos que sofreu - e que incluem a falência da empresa e os montantes que não realizou desde essa época.

O caso está nas instâncias cíveis do Tribunal de Leiria e, a 15 de Setembro, em tribunal, a juíza titular do processo deu como provado que o gestor de conta do banco em causa convenceu o empresário a comprar títulos do BCP.

A decisão refere que o gestor de conta garantiu a Américo Mangas que a compra das acções era um "bom negócio e de baixo risco". A prova foi também obtida através dos depoimentos do funcionário que confirmou ao tribunal a estratégia da direcção do BCP e a pressão exercida sobre os seus funcionários para vender acções.

Américo Mangas conta que assinou de cruz. Por confiar no BCP e no gerente. E porque, basicamente, "foi a instituição que se encarregou de obter um empréstimo e de o transformar em títulos do próprio banco".

O empresário lembra que, em 2003, começou "a não ter capacidade de pagar os juros" e logo a seguir foi "confrontado com o arresto dos bens". Contestou o arresto e ainda conseguiu que "alguns bens, poucos, fossem libertados".

No documento que dá como provados alguns dos factos, o tribunal estabelece que na estratégia do BCP, ao propor a compra de acções, havia argumentos e financiamentos disponibilizados pelo banco e direccionados apenas para a aquisição dos títulos.

No processo pode ler-se que as acções do empresário de Leiria desvalorizaram pelo menos 36%, numa compra em que os clientes seguiram os conselhos do gestor de conta.

Numa comunicação interna do BCP - ao que tudo indica da direcção de marketing do banco, datada de Janeiro de 2001 - pode ler-se que a "rede comercial deverá actuar já e com rapidez". Entre outras recomendações consta esta: "A Rede deve persuadir os clientes de forma a que todos os accionistas vão ao aumento de capital". Como "recomendação final", o documento refere que "a rede deverá aproveitar todos os contactos para acções de venda sistematizada de acções do BCP e estimular o 'cross selling', nomeadamente no crédito à habitação e crédito pessoal".

Finalmente, a direcção de Marketing do banco sugere que se use como argumentos, entre outros, que "o título BCP apresenta um historial de sucesso e de valorização superior, no longo prazo, ao próprio mercado."

Contactado pelo i, o Millennium BCP informou que "não comenta situações em concreto" e reitera que iniciou "um processo de mediação, promovido pela CMVM, com vista a resolver eventuais situações anómalas decorrentes da colocação de acções do BCP". O processo deve "estar concluído até ao final do mês de Outubro".

1 comentário:

paletadesonhos disse...

é socialmente importante trazer á verdade os factos que surgiram no Millenniumbcp , e prezar por manter no mercado a transparência na actividade bancária e uma concorrência leal ... a CMVM , além dos tribunais ,tem certamente um papel relevante

AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"