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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mais uma gigante injecção de 100 mil milhões nos bancos europeus!


BCE anuncia injecção recorde de 100 mil milhões de dólares no sistema financeiro
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje mais uma injecção de liquidez no sistema financeiro, mas desta vez vai colocar à disposição dos bancos um valor recorde de 100 mil milhões de dólares (72,65 mil milhões de euros). O objectivo é o mesmo das operações anteriores, aliviar as tensões nos mercados de crédito, que continuam congelados...

Comentário:

Onde estão tantos milhões, biliões, triliões??? Será que estão escondidos nos "paraísos fiscais"??? Porque será que ninguém quer falar nessa história? Ou são o sítio ideal, onde os mesmos, continuam a roubar??? Alguém que saiba, me pode explicar esta minha grande dúvida, que é: Qual o benefício dos paraísos fiscais no actual contexto da grave crise financeira mundial??? Muito grato pela atenção dispensada. A Bem da Nação, em que a maioria, passa por grandes dificuldades.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Penas a arguidos do BCP divulgadas no Outono...


Caso BCP 2008-07-25 00:05

Penas a arguidos do BCP divulgadas no Outono

Banco de Portugal deverá passar Agosto e Setembro a ouvir testemunhas no caso BCP.

O Banco de Portugal poderá passar a divulgar as sanções decorrentes das investigações a que procede no âmbito da sua actividade de supervisão, mesmo que os alvos desses processos recorram da decisão. Antes, as sanções poderiam não ser conhecidas durante anos se os arguidos fossem arrastando os recursos em tribunal. A alteração consta de um decreto de lei publicado no início da semana que modifica diversos pontos do Regime Geral das Instituições de Crédito.

Esta alteração deverá aplicar-se já na investigação ao BCP, cujas conclusões e primeiras propostas de sanções deverão estar concluídas nos primeiros dias de Agosto com uma extensa e notável lista de arguidos: todos aqueles que ocuparam cargos na administração do banco desde 2002 até Janeiro deste ano. Isto enquanto responsáveis pelos actos do principal arguido no processo – o próprio BCP.

Deste modo, serão visados os conselhos de administração liderados por Jardim Gonçalves, Teixeira Pinto, que substituiu o fundador do BCP na gestão executiva do banco em 2005, e Filipe Pinhal.

Os administradores enfrentarão acusações proporcionais ao grau de responsabilidade sobre os factos. Alguns podem ser inibidos de exercer funções por 10 anos, o prazo máximo previsto na lei, como adiantou Vítor Constâncio, governador do BdP, no parlamento. Até agora, a coima mais pesada do regulador foi uma sanção de 200 mil euros e a inibição por um período de sete anos imposta a Tavares Moreira por irregularidades cometidas no Central – Banco de Investimento (CBI).

Concluída a primeira fase do processo, os arguidos terão oportunidade de contestar as acusações e chamar testemunhas, uma fase que se deverá prolongar até ao Outono. Só nessa fase serão decididas as penas. Dez dias depois, terminado o prazo de recurso, serão divulgadas. Se os arguidos recorrerem, também isso será referido na divulgação.

Duas acusações deverão ser entregues à Procuradoria Geral da República, por envolverem alegada manipulação de mercado e contabilidade falsa, dois crimes públicos.

Há ainda a possibilidade de serem abertos novos processos decorrentes da investigação principal, embora sobre assuntos de menor gravidade.

Outras alterações introduzidas no decreto publicado na segunda-feira (126/2008), são a divulgação das reclamações dos clientes dos bancos e novas regras para a concessão de crédito a membros dos órgãos sociais e seus familiares – que o BCP também praticou – e que passa a ter de ser aprovada pelo conselho de administração no seu todo e comunicada ao BdP.

PS aprova relatório da comissão
O PS foi o único partido que votou ontem favoravelmente o relatório final dos trabalhos da comissão de inquérito à supervisão financeira. Elaborado pela deputada socialista Teresa Venda, o documento considera que a comissão “claramente não tem elementos suficientes para determinar se foram cumpridos com rigor os deveres dos supervisores”. Já PSD, CD-PP, PCP e BE votaram contra, considerando que, no período entre 1999 e 2005 e sobretudo no que se refere ao caso BCP, a supervisão da CMVM e do Banco de Portugal falhou. O relatório final será discutido em plenário, previsivelmente, em Setembro.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

BCP foi ontem notificado pela CMVM de uma multa de TRÊS MILHÕES DE EUROS...


“O BCP está numa outra vida”

BCP foi ontem notificado pela CMVM de uma multa de três milhões. Santos Ferreira explica em entrevista ao Diário Económico o que vai fazer. Resultados do semestre serão divulgados dia 22. O banco vai apresentar a lista de activos que pode vender. O presidente do BCP diz que este não é o valor normal do banco e que a cotação em bolsa reflecte a crise internacional.

Há seis meses como presidente do Conselho de Administração do BCP, Carlos Santos Ferreira começou ontem a enterrar um problema antigo. A CMVM impôs uma multa de três milhões de euros – reduzíveis para 500 mil euros – no âmbito do caso que opõe um grupo de pequenos accionistas que se considerou enganado nos processos de aumento de capital realizados em 2000 e 2001. Santos Ferreira diz que o processo de 400 páginas será estudado pelos advogados do banco, mas sublinha que o mais importante não é isso. O fundamental é o sinal de que hoje há “outro BCP” e que não foi precisa a intervenção do regulador para impor este virar de página.

Esta multa é o princípio do fim do ciclo negro do BCP? Este conflito fica encerrado de vez?
Sim, em parte, fica encerrado.

A decisão tomada pela CMVM representa uma censura clara em relação ao comportamento do banco, considerado inadequado e agressivo. Concorda que foi isso que aconteceu em 2001 e 2001?
Na opinião da CMVM, sim foi o que aconteceu.

Mas qual é o comentário que lhe merece a substância da decisão? É uma situação dura para qualquer banco, porque afecta a relação de confiança com os seus accionistas e clientes...
Acabámos de receber a notificação. Antes de eu ter qualquer opinião vai haver muita gente a ler durante muitas horas o processo, que tem mais de 400 páginas. Logo se vê se haverá recurso. Estamos dentro do prazo para decidir. O importante é que estamos numa outra vida, uma vida que não precisou da CMVM para ser seguida. Além de termos proposto a mediação do regulador neste caso com os pequenos accionistas [ver texto ao lado], também decidimos, entre outras coisas, que não deve haver concessão de crédito que tenha como garantia acções do próprio banco. Consagrar isto internamente mostra que há decisões que não foram tomadas nesta última hora... por pressão exterior. São decisões de fundo.

Reflecte uma nova prática do banco, a tal outra vida a que se está a referir?
Reflecte, de facto, uma outra vida no BCP, que não precisou de estar à espera da decisão de hoje da CMVM para tomar atitudes e decisões.

Desde o início do ano, o BCP perdeu seis mil milhões de euros em capitalização bolsista, metade do seu valor. O que pode dizer aos accionistas do banco e ao mercado para os tranquilizar?
Eu já ouvi uma panóplia de respostas e opiniões sobre esta crise, que até já foi considerada a mais grave desde o pós-guerra. Pode ser que seja, não sei. Sei é que o volume de acções negociadas do BCP é sempre elevado, porque não tem um núcleo fechado de accionistas. Isto significa que as oscilações, para cima ou para baixo, são maiores. Para mim, a questão não é se as acções vão subir. A minha obrigação é cuidar dos aspectos essenciais da gestão. E se isso for feito, acredito que o mercado e as acções vão reflectir isso, sendo certo que esta não é a cotação normal do BCP.

Como é que vive no dia-a-dia estas oscilações?
Não quero parecer demasiado depreendido, mas acho que não vale a pena estar a olhar para o ecrã de meia em meia hora para saber se estamos a subir ou a descer. Não é isso que faz a diferença.

Acha que a queda do BCP éprovocada pela quebra do negócio ou mais pela crise internacional?
Ambas as coisas têm peso. Se a crise não existisse, não havia todos estes problemas. É evidente que o BCP sofre riscos resultantes dessa crise. As questões da falta de liquidez, maiores riscos na concessão de crédito, desaceleração da economia, a inflação e o crescimento... tudo isso são riscos do sistema e que também nos tocam.

Os resultados do segundo trimestre das empresas vão ser apresentados para a semana e reflectir as muitas dificuldades macroeconómicas. E o BCP?
Se compararmos com o ano passado é evidente que sim, que se vão sentir diferenças.

E em relação ao primeiro trimestre?
No primeiro trimestre os resultados foram de 15 milhões de euros... o que já incluia a perda potencial no BPI. Alguma coisa ainda ficou para este segundo trimestre, porque o BPI continuou a perder. Veremos.

A pergunta inevitável e previsível: tendo em conta a cotação do BCP, acha que o banco está mais vulnerável a uma OPA?
Eu acho que a resposta também é sempre previsível. Hoje em dia as instituições estão todas demasiado preocupadas consigo próprias para pensarem em qualquer outra coisa. A última aquisição de que me recordo é aquela que está em curso – do Santander com o Leicester – e que é amigável. Não há mais nada.

Na área financeira não tem acontecido mais nada, mas tudo depende do preço...
Vi o BBVA desistir do Dresdner na semana passada. E acho que todas as instituições financeiras do mundo estão demasiado preocupadas consigo próprias para avançarem por outros caminhos.

Portanto, acha que o risco nesta altura é mais reduzido do que noutras alturas de maior euforia?
Isso achamos os dois.

Tem-se falado muito sobre a estratégia internacional do BCP. O que vai de facto acontecer? Já está decidido quais são as apostas ‘core’ e as que são activos para vender?
Recordo-me que apresentámos as contas de 2007 em finais de Fevereiro. Nessa altura, no mês ou nas semanas que antecederam a apresentação, a discussão que se tinha era se vendíamos a operação A ou B ou C. Recorda-se disso?
Sim.
Aquilo que dissemos a 19 de Fevereiro foi que tínhamos deliberado fazer um aumento de capital de 1,3 mil milhões e que o aumento de capital estava tomado firme. Acrescentámos que tínhamos decidido fazê-lo para evitar ter de vender à pressa activos que considerávamos bons. Depois, recordo-me, julgo que em Maio, tivemos a apresentação de resultados do primeiro trimestre. Nessa altura, dissemos duas coisas: que o aumento de capital tinha sido feito, no prazo previsto, e que estava em curso uma avaliação dos vários activos.

Dos activos do banco no exterior?
Sim, das operações no exterior e dos activos financeiros. É natural é que na apresentação de resultados do semestre sejam dadas contas sobre as conclusões a que chegámos nesta matéria.

Portanto, na próxima semana vai ser dito preto no branco o que interessa e o que será vendido?
Nós sempre procurámos dizer as coisas preto no branco. Quando toda a gente especulava qual era a operação, disse que íamos fazer um aumento de capital e fomos os primeiros a fazê-lo.

Está previsto mais algum aumento de capital?

Não está em cima da mesa essa hipótese. Nós fizemos um aumento de capital, em Abril/Maio, de 1,3 mil milhões. E quando o fizemos, o ‘core tier 1’ ficou superior a seis – deve estar acima de cinco –, e o rácio de solvabilidade nos 11, quando dez é desejável pelos ‘raters’. Portanto, esse não é um assunto que esteja em cima da mesa.

Voltemos então à venda de activos...
Achei que, em Fevereiro, tínhamos sido claros ao dizer que não íamos vender à pressa, íamos fazer um aumento de capital. Depois, em Maio, também julguei ter sido claro quando disse: fizemos o aumento de capital, no prazo, e estamos agora a estudar as operações internacionais e os outros activos. Portanto, o normal é que agora o trabalho de análise termine com uma conclusão, que deve ser clara. Caso contrário, não é uma conclusão, mas um interlúdio.

Portanto são mesmo recomendações de alienação?
São as nossas recomendações, que temos de fazer no âmbito do nosso modelo de ‘governance’, e que acho muito bem que as façamos ao Conselho Geral e de Supervisão. Perceber-se-á quais são as deliberações dos órgãos sociais do BCP sobre o que vai ser feito nos próximos tempos. Claramente.

As decisões que forem tomadas sê-lo-ão porque estrategicamente o banco considera que não vale a pena tê-las, não por necessidades urgentes?
Se não tivéssemos feito o aumento de capital, provavelmente estávamos a fazê-lo por necessidade de repor os rácios. Neste momento, os rácios existem e o aumento de capital, como dissemos, foi feito para permitir não vender activos à pressa e financiar as operações que quiséssemos

Do ponto de vista internacional, os bancos estão a adoptar políticas de cortes agressivas. Como é que o BCP se está a enfrentar esta travagem brusca?
Temos uma política de custos que não é de agora, para nós é um assunto tão sério que, há dois ou três meses, foi nomeado um dos directores gerais da casa que tem uma só preocupação: os custos.

E quais são as expectativas?
Vi hoje uma empresa que terá nomeado uma comissão para controlar os custos. O BCP tem essa tradição há alguns anos. Acho que não é necessário que seja espampanante. Tenho uma frase horrível que as pessoas não gostam, que é “como planeado, como programado”. Portanto, a minha resposta é: será tudo como programado.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

CMVM aplica multa recorde sobre o MILLENNIUM BCP, muito pesada...


CMVM aplica multa recorde sobre o BCP A CMVM considera que o BCP violou as regras da intermediação financeira na venda agressiva de acções próprias durante os aumentos de capital de 2000 e 2001. A instituição presidida por Carlos Tavares considerou a prática muito grave. A coima deverá ser a mais elevada de sempre.

A CMVM teve mão pesada no processo dos pequenos accionistas do BCP, devendo o banco ser alvo da maior coima alguma vez aplicada em Portugal. A decisão final sobre este processo foi tomada no final de quinta-feira e, no que toca à CMVM, o assunto está encerrado. O supervisor não revela os montantes em causa com esta condenação em processo de contra-ordenação muito grave mas, ao que o Diário Económico apurou, o BCP deverá ser penalizado com a maior coima já aplicada pela CMVM. Até aqui, a maior penalização, de 950 mil euros, data de Junho de 2006 e teve como alvo o Citigroup, no caso da actuação irregular no mercado da dívida pública, em 2004.
No que toca ao BCP, a multa deverá ser maior do que este valor, devido sobretudo ao cúmulo jurídico verificado. Quer isto dizer que, na análise feita, a CMVM terá entendido que o BCP violou vários preceitos legais, nomeadamente as regras do Código dos Valores Mobiliários referentes às práticas de intermediação financeira. A coima máxima aplicável a contra-ordenações muito graves é de 2,5 milhões de euros, mas o cúmulo jurídico pode atirar este valor para o dobro, 5 milhões de euros. De qualquer forma, não é provável que, neste caso, se atinja o máximo legalmente admissível.

O cúmulo jurídico verifica-se devido à violação de várias regras, como a informação completa a prestar aos clientes, a definição do seu perfil e a elucidação dos riscos que acarretava a compra de acções do BCP. Na origem do caso - que estrou agora em processo de mediação (ver caixa) - está a venda agressiva de acções do BCP a pequenos clientes do banco, sem informação quanto aos riscos e sem ter em atenção o nível de conhecimento financeiro dos clientes.

Vinte dias após a notificação, o valor da coima será divulgado publicamente, por se referir a uma contra-ordenação muito grave. Mesmo que, entretanto, o BCP recorra judicialmente da decisão, esta divulgalção não deixa de ser feita, apenas tem de trazer a menção de que existe uma impugnação judicial. Contactada pelo Diário Económico, fonte oficial do BCP não quis comentar o eventual recurso judicial da decisão. Ainda assim, é de esperar que este recurso seja mesmo interposto, quanto mais não seja para salvaguardar os direitos dos actuais accionistas. Ou seja, havendo possibilidade de não pagar, o BCP deverá explorar as vias que lhe estão à disposição. De qualquer forma, a coima não terá impacto sobre as contas do BCP. Isto porque o banco fez, nas contas de 2007, uma provisão de 41 milhões de euros para “contingências”, adoptando uma postura conservadora, contemplando os valores máximos que poderia ter de vir a pagar.

Minimizar ocorrências
Teixeira dos Santos falou do passado, mas centrou-se sobretudo no futuro da regulação. As entidades de supervisão devem, na opinião de Teixeira dos Santos (à esquerda na foto), “procurar formas de minimizar ocorrências desta natureza, reduzir ao máximo as oportunidades para que isso aconteça”. Para o ministro das Finanças, ouvido sexta-feira na comissão de inquérito enquanto ex-presidente da CMVM, a preocupação “é que os mercados continuem a a confiar no exercício da supervisão”. Há coisas que “não se podem esconder, mais cedo ou mais tarde são descobertas”.


CMVM já nomeou dois mediadores
O supervisor do mercado de capitais já nomeou os dois mediadores que irão tentar resolver o diferendo entre o BCP e os pequenos accionistas que se consideram lesados com a venda de acções do início da década. Um dos mediadores será António Gageiro, que é o director do Gabinete do Investidor e Mediação. Foi designado ainda outro responsável, externo à CMVM e com competências mais técnicas, cujo nome não é conhecido. O BCP não revelou quantos accionistas já pediram para se juntar ao processo de mediação.

Maiores coimas
Há dois anos, o Citigroup foi multado em 950 mil euros, depois de, em 2004, ter feito movimentos que perturbaram gravemente
a negociação de dívida, também no mercado português.

Também em 2006, a EDP recebeu uma coima de 550 mil euros, por violação do dever de segredo aquando da aquisição da Hidrocantábrico.

BCP Investimento e Inapa dividem o terceiro lugar deste “pódio”, com coimas de 300 mil euros, cada. O primeiro devido à negociação de obrigações e unidades de participação de fundos e a segunda por utilização irregular de métodos contabilísticos.

Comentários

Costa Ferreira (g.ferreira.flowers@sapo.pt)
Tivesse este caso acontecido nos Estados Unidos da América e os administradores do Banco julgados culpados neste processo já estariam a sofrer as devidas consequências desde há muito. Certamente que seriam condenados individualmente, não só em termos pessoais no que diz respeito a reembolsar o Banco pelos prejuizos a ele causados como tambem teriam sofrido o cancelamento das suas actuais pensões por decisão em Assembleia Geral dos actuais accionistas.

José Encarnação
Eu sempre disse que o BCP vivia em crimes económicos, principalmente no sistema manipulativo e de más informações ao mercado... BCPCRIME.BLOGSPOT.COM

BCM
Os pequenos accionistas que investiram todas as suas economias em acções do BCP vão poder ver o seu dinheiro de volta?? Quem tem direito ao processo de mediação do BCP? A CMVM vai obrigar o BCP a comprar as acções aos pequenos accionistas ao preço que vendeu? Alguem pode explicar isto melhor pff?! Estou deseperado!

p
quanto mais pagar melhor.

Sem papas na lingua
Multa record..? Mão pesada da cmvm..? Esta gente continua a insultar a inteligência das pessoas..., como se alguém acreditasse que foi feita justiça..., prevaricaram em muitos e muitos milhões, e são punidos com esta coima tão insignificante..., mas que gentinha tão miserável esta...

Pedro (pedrob@portugalmail.pt)
Como pode o mercado ser livre se as empresas são castigadas e os responsáveis pelas irregularidades não são minimamente incomodados e ainda vivem princepescamente à custa das que lesaram. Com accionistas que deixam que isto aconteça (não responsabilização de administradores e manutenção de benefícios), não há empresa (mesmo Banco) que passe mensagem de credibilidade digna. E assim lá se vai a a competitividade (externa).

jm
À nossa moda: a culpa morre solteira...Paga o Banco e consequentemente os accionistas e até os clientes. Os verdadeiros responsáveis ficam com os bolsos cheios a rir-se dos pacóvios...

José Martins (zemartim@hotmail.com)
Como diz o ditado muito aplicado em Portugal, O CRIME COMPENSA. E compensa porquê? Porque quem o pratica, não vai ser minimamente beliscado no seu património pessoal nem tão pouco na sua conduta individual, pelo que todos os administradores deste banco, estão-se nas tintas para mais 2 ou 5 milhões que o banco tenha a vir que pagar. Os accionistas acarretam bem com estas ninharias. Nestes casos, é que se vê como anda a justiça nesta quinta à beira mar plantada. No final desta telenovela, ainda vêm para a ribalta com seu ar de impolutos mas sabe-se lá quanto de peso vai naquelas cabeças. Peso mas de consciência, nada de màs interpretações. Se tivessem um pingo de vergonha, metiam o rabo entre as pernas, e quem ainda lá está só tinha um caminho: a rua. Os outros seriam espremidos até reporem o que agora o banco vai ter que pagar...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Processo dos pequenos accionistas do BCP será decidido amanhã...



A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deverá fechar amanhã o processo relativo à venda de acções do BCP, a pequenos clientes do banco, caso que ficou conhecido como o dos 'lesados do BCP'.



"Amanhã contamos decidir o processo de venda de acções e financiamento das acções aos pequenos accionistas" do banco, afirmou hoje o presidente da CMVM.

Carlos Tavares, que fala na comissão parlamentar de inquérito sobre a supervisão financeira, relativamente ao caso do BCP, acrescentou que, "dentro de dois ou três dias, o processo estará consultável", ou seja, será público. No que toca a este caso, a CMVM estava a analisar a defesa do BCP, devendo decidir pela aplicação de uma coima ao banco.

Carlos Tavares acrescentou ainda que, no que toca ao processo de contra-ordenação por divulgação de informação não verdadeira ao mercado, "não gostaria de chegar ao fim do Verão sem o processo terminado."

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Afinal o BCP anunciou hoje, que a "Campanha Accionista BCP" "está incluída no âmbito do Procedimento de Mediação"...


Banca/Litígios 2008-07-03 11:24
BCP esclarece que procedimentos de Mediação abrangem os aumentos de capital de 2000 e 2001
O Millennium bcp explicou hoje que o seu Procedimento de Mediação, que se destina à resolução de litígios entre o Banco e os seus investidores, também abrande as campanhas de aumento de capital realizadas nos anos de 2000 e 2001.
Segundo um comunicado hoje emitido pelo BCP, tendo em conta as queixas de accionistas que compraram títulos do Banco durante as denominadas "Campanha Accionista BCP", e depois de uma consulta junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a instituição esclarece que "estão incluídas no âmbito do Procedimento de Mediação, em igualdade de circunstâncias, os litígios emergentes da aquisição de acções ou da subscrição dos aumentos de capital em dinheiro, no âmbito das denominadas
'Campanha Accionista BCP', realizadas pelo BCP, nos anos de 2000 e 2001".

Deste modo, a instituição precisa que são aplicáveis todos os critérios elencados na Convenção de Mediação e Regras do Procedimento de Mediação para estas situações.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

CMVM LEVA SUSPEITAS DOS CRIMES DO MILLENNIUM BCP AO DIAP...


CMVM leva suspeitas de crimes no BCP ao DIAP...

Conclui-se que a cotação entre 2000 e 2001 tenha atingido e ultrapassado a cotação de cinco euros... A CMVM entende que cabe ao Ministério Público confirmar que as 17 'off-shores' estiveram ao longo do tempo, desde 1995 a manipular artificialmente a cotação e a introduzir liquidez ao título... 'Semanário Económico'.

Maria Teixeira Alves, do Semanário Económico

Até ao final da próxima semana, Carlos Tavares entregará as conclusões de suspeita de crime de mercado praticado por pessoas do BCP ao Ministério Público (DIAP). O crime em questão é de manipulação do mercado (artigo 379º) e atinge quem divulgue informação falsa, incompleta, exagerada, tendencioso, ou realize operações fictícias para alterar artificialmente o comportamento do mercado (condições de formação dos preços, liquidez, etc). São também atingidos os titulares do órgão de administração e as pessoas responsáveis pela direcção e fiscalização de áreas de actividade de um intermediário financeiro, que tendo conhecimento destes factos, não lhes ponham imediatamente termo. Se os factos em questão envolverem a carteira de terceiras pessoas, que não sejam constituídas arguídas, estas podem ser chamadas no processo crime, como parte civil. Este crime dá direito a prisão até três anos, ou a multa.

Ora a CMVM entende, e caberá ao Ministério Público confirmar, que as 17 offshores (se calhar as 22, incluindo as de José Goes Ferreira) estiveram ao longo do tempo, desde 1995 a manipular artificialmente a cotação e a introduzir liquidez ao título, o que explica que a cotação entre 2000 e 2001 tenha atingido e ultrapassado a cotação de quatro euros. A CMVM suspeita que a cotação chegou aqui por intervenção de compra de acções próprias, via offshores, não reportadas como tal. Se tivessem sido reportadas o BCP teria de cumprir as regras de compra de acções próprias nas imediações dos aumentos de capital realizados.

O regulador parece concluir que as 17 offshores nunca estiveram no balanço do banco, antes de 2002, altura em que foram entregues aos clientes Bernardino Gomes, Ilídio Monteiro e Frederico Moreira Rato. O BCP argumenta que se tratou de um negócio do banco em que o risco ficava no BCP, mas as mais-valias dos títulos do banco detidos pela sociedades, quando viessem a existir seriam para os clientes, e até lá este pagariam uma comissão ao BCP. A_CMVM parece discordar desta justificação. Segundo disse o deputado do BE, Francisco Louçã, depois de ouvir os dois responsáveis da CMVM, Carlos Tavares e Amadeu Ferreira, as 22 offshores (incluindo cinco de Goes Ferrerira) eram do banco e os donos delas eram apenas testas de ferro do BCP.

Também Francisco Louçã referiu que Filipe Pinhal e António Rodrigues assinaram um mandato de gestão a Filipe Abecassis, director do BCP, para este passar a gerir as 17 offshores (isto em 2002). Ora é possível que estes responsáveis sejam alvo deste processo da CMVM que é como se sabe contra pessoas. Pelo que conseguimos saber a lista de pessoas apontada pela CMVM é suficientemente extensa para não haver um número fácil de apontar de memória. “Estão em causa consequências criminais e os responsáveis são pessoas individuais e não colectivas”, disse Carlos Tavares na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças.


Comentários

turista
Fica tudo numa "boa", a culpa morre solteira, e, atendendo a muitas coisas, inclusivé precrições, etc... nunca vai existir qualquer tipo de punição...

OBSERVADOR
Vá lá..............Será a CMVM um dos reguladores nacionais a merecer o meu respeito? Certamente..... Agora uma pena de "até 3 anos...." por crime/delito desta natureza acho pouquíssimo mas é a Lei. Cumpra-se, caso considerados culpados, seja lá quem for......... Mas e agora? Será outro "Casa Pia"? Ou "Apito dourado"? Anos a fio de "nada"........Espero poder orgulhar-me do poder judicial como me orgulho da CMVM. Falta só poder orgulhar-me também do BdP......

tuguinha
O povo é sereno e não paga dividas....

Victor Correia (victor.baltazar@sapo.pt)
E em que ficamos afinal? Vamos receber o que nos foi roubado? Ou vai ficar tudo como ta, e/ou isto é só fogo de vista? Fico á espera do resultado, mas sentado...

Realista
Pois, pois..., nós já sabemos acerca da eficiência da CMVM, não fosse esta polémica ter passado desta forma para o exterior, e esta instituição mantinha-se no silencio, fazendo de conta que nao sabia de nada..., mas também com o Carlos Tavares..., ja se sabe acerca da sua forma de "fazer politica".

AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"