
O BCP já assinou com 52 investidores a convenção para integrarem o processo de mediação para a resolução do conflito relacionado com a aquisição de acções nos aumentos de capital de 2000 e 2001, através de empréstimos. Os números são avançados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a entidade que vai mediar o litígio.
O número de queixas incluídas no processo de mediação representam, no entanto, cerca de um quarto do total de reclamações remetidas à CMVM (cerca de 100) e ao BCP (outras tantas). Pelo que o número poderá crescer nos próximos dias.
Ao aderirem ao processo de mediação, os investidores esperam ver perdoados os créditos contraídos para a aquisição das acções nas operações de aumento de capital, receberem indemnizações (a principal pretensão dos pequenos investidores) ou terem condições preferenciais para a compra de acções.
O prazo para os queixosos aderirem à mediação terminou no dia 28 de Julho. Neste momento, o BCP está a analisar se as queixas cumprem os requisitos expressos no processo de mediação proposto à CMVM pela actual administração, encabeçada por Carlos Santos Ferreira.
Apenas serão aceites queixas de investidores que tenha adquirido até 25 mil acções a crédito, que até 2000/2001 tivessem menos de 20% do seu património investido em acções e que, depois disso, tenham ficado com cerca de 25% do património investido em títulos do BCP.
A CMVM espera que o processo de mediação possa estar concluído até ao fim do primeiro trimestre do próximo ano. As reuniões entre o banco e os queixosos começam já em Agosto, na sede do regulador.
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