sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Precisamos de mais inspectores tributários"


O Ministério Público “não está preparado para investigar crimes económicos”, afirmou hoje o Procurador Geral da República na Comissão Parlamentar de Economia e Finanças sobre o caso BPN, sublinhando a necessidade de mais inspectores tributários.
O PGR explicou que, por exemplo a Operação Furacão tem 25 inspectores tributários, "mas também tenho dois milhões de documentos contabilísticos para investigar", acrescentou, afirmando que “eu próprio pedi ao ministro das Finanças inspectores tributários”.
Isto porque “é evidente este crime (crime económico-financeiro) é o mais difícil de investigar e o Ministério Público não está preparado para o investigar”, alertou o responsável.
“Eu nunca me queixei da falta de meios, porque isso soa-me a um ‘slogan’ antigo. O que digo é que fazemos com os meios que temos. Agora o que é que eu preciso? Precisamos de mais inspectores tributários”, sublinhou Pinto Monteiro.
“E mais, o conceito que temos de crime económico não é igual ao resto do mundo. Ou seja, este tipo de crime é muito complexo e as legislações variam de país para país”, afirmou Pinto Monteiro, acrescentando que estes crimes “são muito difíceis de investigar e minam fundamentos do Estado de direito”.
O responsável falou adiantou ainda que a “morosidade dos processos é muito grande", sublinhando que “ninguém quer colaborar com crimes económicos, nem o que corrompe, nem o corrompido”.
Por isso, é preciso que o MP tenha a humildade de pedir colaboração, mas é preciso notar que não tem capacidade para avaliar sozinho”.
Segundo Pinto Monteiro, estão neste momento a decorrer 4 processos relacionados com o BPN, sendo que dois estão inseridos na Operação Furacão e os restantes devem-se a queixas apresentadas pelo Governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, bem como por Miguel Cadilhe, presidente da Sociedade Lusa de Negócios.

O RENDER DA CRISE

É evidente que ainda ninguém conseguiu diagnosticar o remédio eficaz (e barato, genérico)contra a crise financeira (porque a residual essa continua lá escondida agora com a mais global).
Os Estados que até agora achavam que o mercado tinha resistências próprias para regular, acabaram por voltar aos bons tempos do Estado sinaleiro, regulador, protector.
Sócrates que castigou a classe média com o papão do deficit, que devido a essa obsessão acabou por retardar o crescimento do país, agora marimba-se no deficit e opta por uma política quase oposta: garantias em milhões à banca, abrir cordões à bolsa para mais rotundas, retretes, pistas de alcatrão e tudo o que tocar a construção. Portanto: ninguém percebe nada. A política é feita com a costa à vista e o que for se verá.
A crise está a render para muitas empresas. Usam-na para despedir, emagrecer, cortar nos direitos dos trabalhadores, como se esta crise que dura há dois meses pudesse ser responsável por muita má gestão, leviandade e muito novo-riquismo que as empresas portuguesas gostam de praticar. Não todas, claro. Mas não nos esqueçamos que 80 por cento do patronato é quase analfabeto e que tem nas mãos milhares de postos de trabalho.

Quanto à banca estamos entendidos: os portugueses correram a abrir contas na Caixa Geral de Depósitos (já tinha pensado nisso!!) e a revelação de que os senhores gestores do BCP ganhavam 10 mil euros por dia entre 2002 e 2008, é na verdade uma coisa extraordinária. E não há ali gestão danosa, abuso de poder ? Num banco que se preza de não pagar horas extraordinárias aos trabalhadores, e que tem uma gestão draconiana do pessoal, estas verbas são de ir às lágrimas. Só Sócrates é que não acha que tem havido por cá um evidente fosso entre os mais ricos e os mais pobres. São as santas estatísticas.

http://www.mundoportugues.org/category/1/5/economia/

Em Angola todos os caminhos vão dar a Eduardo dos Santos


Manuel Vicente é vice-presidente da Fundação Eduardo dos Santos e presidente da Sonangol. José Leitão foi chefe da Casa Civil da Presidência da República e tem a 'holding' GEMA que é sócia da Central de Cervejas e da Escom na fábrica de cimentos Palanca. Já Isabel dos Santos é filha de Eduardo dos Santos e possui interesses empresariais que vão dos diamantes à banca, passando pelas telecomunicações.
E a lista continua. João de Matos foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas e tem a empresa Genius, com interesses referenciados nas minas, electricidade e Bellas Shopping Center. José Pedro Morais (ex-ministro das Finanças), Kundi Paihama (ministro da Defesa) e Pedro Neto (Estado-maior da Força Aérea) partilham a Finangest, 'holding' com interesses nos transportes, construção e segurança.
Mais ainda. Higino Carneiro (ministro das Obras Públicas) é tido como accionista da Sagripek, com actividade da agricultura e agro-indústria. Desidério Costa, ex-ministro dos Petróleos é sócio da Somoil, a primeira empresa privada a entrar na exploração de petróleo. E Noé Baltazar, ex-presidente da Endiama, tem interesses nos diamantes, alguns dos quais em associação a Isabel dos Santos.
O que liga todas estas figuras? A resposta é óbvia - as ligações ao poder. Todos os grupos foram construídos numa lógica de maior ou menor proximidade a José Eduardo dos Santos, que ocupa a presidência do país desde 1979. Num quadro de guerra civil e de manutenção do MPLA no poder, política e negócios misturaram-se fatalmente. Mas entre as inúmeras ligações referidos de actuais ministros e ex-governantes que aproveitaram os cargos políticos para criarem grupos privados, são nulas as ligações directas a José Eduardo dos Santos. Do Presidente da República sabe-se apenas que confia uma boa parte da gestão do património da família a Isabel dos Santos.
A par desta relação filial, o líder angolano tem outras figuras que fazem parte do seu círculo de confiança. Uma delas é Manuel Vicente, o presidente da poderosa Sonangol e tido como um eventual sucessor de Eduardo dos Santos. Outro é Noé Baltazar, ex-Endiama. E a estes juntam-se históricos do MPLA como Kundi Pahiama e Higino Carneiro.
A partir do Palácido da Cidade Alta, o Presidente da República comporta-se sobretudo como um gestor de sensibilidades, atento a todos os movimentos. E ao que se diz tem sido um dos defensores da aproximação de Angola a Portugal, contrariando parte da nomenclatura do país. E por isso, esta entrada de Isabel dos Santos no BPI é também um sinal político para o interior de Angola.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Filha de Eduardo dos Santos comprou posição do BCP no BPI

O Banco Comercial Português já tinha anunciado que queria vender a participação.
Santoro Holdings é o veículo utilizado para a aquisição.
Isabel dos Santos, filha do Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, tornou-se ontem detentora de uma posição de referência no Banco Português de Investimento.

(BPI), através da compra dos 9,69 por cento do capital que eram detidos pelo Banco Comercial Português. A investidora angolana passa a ser, assim, a terceira maior accionista do banco liderado por Fernando Ulrich.
A participação adquirida ao maior banco privado português põe fim à ligação accionista com o BPI iniciada ainda no tempo de gestão executiva de Jorge Jardim Gonçalves.
O investimento angolano rondou os 164 milhões de euros e foi concretizado através de uma sociedade de direito português, a Santoro Financial Holdings, que comprou ao BCP um pouco mais de 87 milhões de acções a 1,88 euros cada.
Com o negócio, que será reflectido nas contas de 2008 (no final de Setembro, as perdas do BCP com acções do BPI eram de 248,7 milhões de euros), o BCP recebe um prémio de 33 por cento sobre o valor da cotação de ontem do Português de Investimento. O maior accionista do Banco Comercial Português é a petrolífera angolana Sonangol, que possui 10 por cento do seu capital.
Participações cruzadas
Em carta divulgada ontem à noite no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresária angolana revela que controla a Santoro Holdings e que irá agora constituir uma nova empresa, controlada integralmente (de forma directa ou indirecta) pela sociedade, para receber as acções do BPI. E informa que vai submeter a transacção à aprovação do Banco de Portugal.
Isabel dos Santos, recorde-se, é igualmente accionista, por via da mesma Santoro Holdings, do Banco BIC Portugal, presidido por Mira Amaral, onde possui uma participação de 25 por cento da instituição.
A entrada da investidora no Banco Português de Investimento enquadra-se na parceria celebrada entre o Banco de Fomento de Angola e a Unitel, a operadora de telefones angolana, de que Isabel dos Santos é accionista através da Geni - a sociedade que domina cerca de 20 por cento do Banco Espírito Santo Angola. Já este mês, a Unitel adquiriu ao BPI 49 por cento do Banco de Fomento de Angola, tendo o negócio rondado os 370 milhões de euros e gerando uma mais-valia de 125 milhões de euros.
A divulgação da entrada de Isabel dos Santos no grupo presidido por Fernando Ulrich surge dias depois do principal accionista do BPI, a espanhola La Caixa, ter reafirmado publicamente que pretende chegar aos 33,33 por cento do capital, fasquia a partir da qual terá de ser lançada uma Oferta Pública de Aquisição. Nos últimos dias, a La Caixa tem estado a comprar acções e já possui 29,2 por cento do BPI.
Ao entrar em força no Banco Português de Investimento, equiparando a sua presença à detida pela seguradora alemã Allianz, com quase nove por cento do banco presidido por Ulrich, a empresária angolana introduz uma alteração significativa nos equilíbrios accionistas que sustentam a instituição portuguesa. Para além de investidores espanhóis, alemãs e angolanos, Fernando Ulrich conta ainda no seu capital com o grupo brasileiro Itaú/Unibanco (o maior grupo bancário do Hemisfério Sul), que controla a segunda participação, de quase 19 por cento.
Com esta operação, o Banco Comercial Português realizou um encaixe financeiro de 164 milhões de euros


COMENTÁRIO:
Todos sabemos que Angola "é gerida por um bando criminosos"...
São as afirmações do músico e activista irlandês "Bob Geldof", em 06 de Maio de 2008 num colóquio em Lisboa...
Isto prova as boas relações da "Alta finança de Angola com os nossos Bancos (BCP/BPI)"!!!

O BCP, aquela impoluta instituição bancária das ocidentais praias socialistas a norte (embora cada vez mais a sul) de Marrocos, vendeu a posição de 9,69 por cento que detinha no capital do BPI à Santoro Financial Holdings, sociedade que pertence à empresária Isabel dos Santos, filha de José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola.

Tirando o facto de trinta e três anos depois, a maioria dos angolanos continuar a passar fome, continuar a ser gerada com fome, a nascer com fome e a morrer pouco depois... com fome, até aplaudo a compra.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Sapatos voam na cara do Presidente Bush!



A sapatada do jornalista iraquiano vai ficar como um ícone para o fim do mandato de Bush. As conferências de imprensa nunca mais vão ser como eram. E não nos admiremos que a segurança de Sócrates não passe a impedir os jornalistas de acompanharem o nosso Primeiro de sapatos calçados. Conferências em S. Bento só descalços. " JORNALISTAS PÉS-DESCALÇOS ENTREVISTAM SÓCRATES!"- escreverá um tablóide de serviço.

O gesto rápido, mas incompetentemente certeiro do jornalista iraquiano, aliado aos bons reflexos caninos de Bush, deveria já ter sido criticado pelo nosso Sindicato dos Jornalistas, pelas comissões da carteira, pelo Louçã e pelo nosso generalista Moita. E o ministro Santos Silva que adora o controle remoto para jornalistas já devia ter tomado providências, e até podia acrescentar que "são os esquerdalhos do calibre, do número de calçado de Alegre, que acabam por atacar à sapatada".

Soares ao avisar no DN de hoje sobre os perigos da revolta popular deveria ter acrescentado:"os pés descalços deste país ameaçam mesmo usar os sapatos para atirarem a Sócrates!"- eu acrescentaria: a violência não leva a lado nenhum. Não é preciso atirar com os sapatos! O simples acto de os descalçar pode funcionar como bomba dissuasora, pior do que o cheiro das chaminés da co-incineração socrática, ou o odor bombástico de qualquer balneário de ginásio da moda no final da aula para tios.

Saldanha Sanches pede demissão de Vítor Constâncio

Saldanha Sanches pede demissão de Vítor Constâncio (Governador do Banco de Portugal)

O fiscalista Saldanha Sanches pediu a demissão do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, por causa dos «escândalos» na banca portuguesa, criticando o banco central como "um representante da banca junto do Estado".



Comentário:
Este Sr. é muito correcto no que afirma...
Temos que responsabilizar e punir os gananciosos e criminosos bancários, pelos prejuízos monstruosos e desgraças, que criaram a milhares de pessoas inocentes...
BCP, BPN, BPP...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Fed reduz juros para um intervalo entre os 0% e 0,25%


A Reserva Federal dos EUA reduziu hoje a sua taxa de juro de referência para uma banda entre os 0% e os 0,25% e disse que vai fazer o que for necessário para acalmar a mais longa recessão dos últimos 25 anos.

“A Reserva Federal vai utilizar todas as ferramentas disponíveis para promover a recuperação do crescimento económico sustentado e preservar a estabilidade dos preços”, afirmou o Comité Federal (FOMC) em comunicado.
“O comité antecipa que as condições económicas fracas tendem a permanecer em níveis excepcionalmente baixos durante algum tempo”, acrescentou a mesma fonte.
Nove reduções dos juros nos últimos 14 anos e o empréstimo de emergência no valor de 1,4 biliões de dólares falharam em inverter o enfraquecimento económico.
O presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, disse este mês que o banco central poderia comprar dívida pública de longo prazo.
“O foco da política do comité daqui para a frente vai ser para apoiar o funcionamento dos mercados financeiros e estimular a economia através de operações de mercado e outras medidas que sustentem as contas da Fed num nível elevado”, disse o FOMC.
O comunicado também diz que a Fed já anunciou que vai comprar “grandes quantidades” de dívida e que está preparada para expandir essas compras “se as condições piorarem”.
O banco central continua a ponderar “os potenciais benefícios de comprar dívida a longo prazo”.
A votação foi unânime e ficou bem acima do corte esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg, que aguardavam uma redução para os 0,5%.

OBS
0,25
por cento, é o valor mínimo histórico da principal taxa de referência dos EUA, depois de ontem a Reserva Federal ter feito um corte de 0,75 pontos percentuais para responder à recessão económica em que se encontra a maior economia mundial. Os juros na Zona Euro encontram-se nos 2,5 por cento.
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"