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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BCP vai ter mesmo de pagar cinco milhões de coima à CMVM por prestação de informação falsa.

O BCP vai ter mesmo de pagar cinco milhões de coima à CMVM por prestação de informação falsa.

O BCP vai ter mesmo de pagar cinco milhões de coima à CMVM por prestação de informação falsa, depois de o Tribunal Constitucional não ter dado razão ao recurso do banco, na última instância a que o banco podia recorrer.

No acórdão do Tribunal Constitucional com data de 15 de Fevereiro, a que a agência Lusa teve acesso, lê-se que o tribunal "improcede o recurso" apresentado pelo BCP à multa da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) "confirmando assim a decisão da Relação de Lisboa", que já anteriormente tinha decidido que o BCP tinha de cumprir a decisão do supervisor dos mercados financeiros.

Com esta decisão, depois de o BCP ter perdido tanto no tribunal de primeira instância como no recurso para a Relação, o banco tem mesmo de pagar os cinco milhões de euros exigidos pela CMVM e que revertem para o Sistema de Indemnização dos Investidores.

O BCP tinha sido condenado pela CMVM em 2008 a pagar uma coima de cinco milhões de euros por seis infracções "a título doloso" pela prestação de informação falsa ao mercado entre 2004 e 2007, relacionada com a utilização de 31 sociedades off-shores para comprar acções próprias.
Na sequência dessa multa, o BCP recorreu da decisão.

Em Junho de 2010, o Tribunal de Pequena Instância Criminal deu razão à CMVM, com a juíza a considerar que existe "um elevado grau de culpa" do BCP nas infracções cometidas e que houve uma especial intensidade do dolo num comunicado do banco de 23 de Dezembro de
2007 em que prestava informação ao mercado.

O BCP voltaria a recorrer da decisão da primeira instância, mas em 2011 também o Tribunal da Relação volta a dar razão à CMVM, mantendo a condenação da Primeira Instância Criminal. Agora, foi a vez de o Tribunal Constitucional não dar razão ao recurso do banco.


http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20120085.html




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

BCP chama accionistas para discutir entrada do Estado


BCP vai convocar uma assembleia-geral em Fevereiro. O Banco de Portugal recebe hoje os planos de recapitalização do sector.

O BCP e o BPI vão recorrer à linha de recapitalização do Estado, sabe o Diário Económico, confirmando a possibilidade que já tinham assumido publicamente. Já o BES opta por recorrer aos accionistas para reforçar os rácios de capital e espera-se para breve o anúncio de um aumento de capital, que os analistas estimam que possa oscilar entre 1.000 e 1.500 milhões.

No caso do BCP, o banco já tem previsto convocar uma AG extraordinária para Fevereiro, para levar aos accionistas o recurso à linha de recapitalização dos 12 mil milhões, que implica que o Estado pode vir a tornar-se accionista, em caso de incumprimento, ao fim dos cinco anos. A nova lei prevê que neste período inicial o Estado possa nomear "um membro não executivo para o órgão de administração e ou um membro para o órgão de fiscalização da instituição de crédito".(...)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Lisboa perde 28% no pior ano de sempre do BCP em bolsa

A bolsa nacional encerra o ano com a pior prestação desde 2008, quando a Lehman faliu. O BCP afundou 75%, o pior ano de sempre.

Num ano marcado pela crise das dívidas soberanas na Europa e pelo fantasma de uma nova recessão tanto na zona euro como nos Estados Unidos, as bolsas afundaram e os indicadores de risco da dívida dos países dispararam, sinais dos receios (e, por vezes, do pânico) dos investidores.

Por Lisboa, o PSI 20, principal índice accionista português, não escapou à maré vermelha que cobriu os mercados e desceu 27,6%, a acumular perdas pelo segundo ano seguido, naquele que foi o pior desempenho anual desde 2008, quando caiu mais de 51%.

A bolsa nacional acompanhou as quedas dos mercados europeus. O Stoxx Europe 600, por exemplo, deslizou 12% no ano que está a chegar ao fim, a pior 'performance' dos últimos quatro anos.

BCP afunda 75%

Entre os 20 títulos do PSI 20, os bancos surgem como os mais castigados, reflexo da sua maior exposição ao agravamento da percepção de risco da parte dos investidores em relação ao Estado português nos mercados de dívida.

Os títulos do BCP encerram 2011 com um tombo de 75%, o pior desempenho anual para o banco desde que se estreou em bolsa em 1993. A instituição liderada por Carlos Santos Ferreira surge mesmo com a segunda pior prestação entre os 46 bancos que figuram no índice da Bloomberg para o sector europeu, o BEBANKS, que cai 32% este ano.

A Sonae Indústria foi a segunda cotada do PSI 20 que mais desvalorizou em 2011, com uma queda de 67%, seguida de perto pelo BPI e pelo Banif, que acumulam perdas de mais de 60% este ano. São também os piores desempenhos anuais desde 2008.

Segue-se o BES, que perdeu 53% do seu valor em bolsa este ano. E a Brisa fecha o lote de cotadas que recuaram mais de 50% nos últimos 12 meses (-51,24%).

Apenas três títulos do PSI 20 fecham o ano com ganhos. A Jerónimo Martins continua a resistir como um título de refúgio, tendo conquistado ganhos de 12% este ano, e acumulando um avanço de 222% nos últimos três anos, período em que o PSI 20 cai mais de 13%. EDP Renováveis e Cimpor subiram 9% e 5%, respectivamente, em 2011.

sábado, 8 de outubro de 2011

BCP tornou-se numa "triste história"

O BCP, que segue este ano com uma desvalorização em bolsa de 68%, tornou-se numa "triste história", disse hoje o professor Oliveira Marques.

"Aquilo que foi uma magnífica história tornou-se numa triste história", afirmou o professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

"Não vejo luz ao fundo do túnel", referiu Manuel Oliveira Marques, acrescentando que, "estranhamente, ainda não foi incomodado nenhum revisor oficial de contas, nenhum auditor externo nem nenhuma agência de ‘rating'".

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ex-administradores do BCP começam a ser julgados a 24 de Outubro


Os antigos gestores serão julgados por manipulação de mercado e falsificação de documentos.

Jardim Gonçalves, Filipe Pinhal, Christopher de Beck e António Rodrigues, ex-administradores do BCP, serão julgados a 24 de Outubro, avança hoje o Correio da Manhã.

A decisão do Tribunal de Instrução Criminal era conhecida, mas só agora se ficou a saber a data da primeira sessão do julgamento.

A 27 de Julho do ano passado, o juiz de instrução criminal decidiu que Jardim Gonçalves e outros três arguidos deviam ser julgados. A primeira sessão de julgamento, agora marcada, só vai acontecer mais de 1 ano depois.

Os ex-administradores do BCP vão responder por alegada prática de crimes entre 1999 e 2008, entre eles a utilização de contas 'off shore' detidas pelo BCP, "de modo a determinar os valores de mercado e a cotação dos títulos do BCP no mercado de valores".

Os suspeitos são acusados de falsificar a contabilidade do banco, "com vista a ocultar as perdas resultantes para o Banco, no valor aproximado de 600 milhões de euros".

São ainda acusados de receber "prémios avultados, calculados em função de resultados deliberadamente empolados, com um prejuízo para o banco de cerca de 24 milhões de euros".

O caso vai ser julgado pela 8ª Vara Criminal de Lisboa, entre Outubro e Dezembro, já estão marcadas oito sessões.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As acções do BCP eram as que mais pressionavam hoje o PSI 20.


BCP em mínimo histórico num dia de fortes quedas na bolsa

O índice PSI 20 estava agora a perder 1,3% para 7.535,83 pontos, com todas as cotadas negativas. A bolsa portuguesa registava um dos piores desempenhos de hoje na Europa, onde os principais índices continuam a ser castigados pelos receios dos investidores em torno da crise de dívida dos países periféricos da zona euro, como Portugal e Espanha. Isto num dia em que os juros cobrados pelos mercados para absorver dívida portuguesa a 10 anos fixou um novo recorde histórico acima da barreira dos 7%.

Em Lisboa, os títulos financeiros eram os que mais pressionavam a bolsa, em particular o BCP, que cedia 2,1% para 0,56 euros. O banco esteve já a negociar nos 0,555 euros, renovando o mínimo recorde de Abril de 2010.

Já o BES perdia 2,32% para 2,73 euros e o BPI cedia 2,21% para 1,33 euros, num dia em que o índice da Bloomberg para o sector europeu recuava perto de 0,2%. (...)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Bloco exige que Banco de Portugal explique relações entre BCP e Irão


De acordo com o El País, que teve acesso a um telegrama da Wikileaks, o presidente executivo do BCP, Carlos Santos Ferreira, terá proposto ao Governo norte-americano fornecer informações sobre as actividades financeiras realizadas pelo Irão, a troco de a instituição bancária não sofrer sanções nos Estados Unidos por querer negociar com o regime de Teerão.

"Atendendo a que a disponibilidade demonstrada pelo presidente do Millenium/BCP junto do governo dos Estados Unidos violaria grosseiramente o dever de confidencialidade devido pelas instituições bancárias, podendo configurar crime, ao abrigo das disposições legais em vigor, importa um esclarecimento cabal sobre estes documentos", lê-se num comunicado do deputado bloquista Jorge Costa.

Num requerimento que vai entregar na Assembleia da República, Jorge Costa coloca várias perguntas a que exige resposta, entre as quais se o Banco de Portugal (BdP) teve conhecimento do alegado interesse do BCP em negociar com instituições bancárias do Irão e, assim, "quebrar o dever legal de confidencialidade devido aos seus clientes".

"Em caso afirmativo, que resposta deu o Banco de Portugal às pretensões do BCP?", questiona o Bloco de Esquerda, perguntando ainda se a primeira instituição teve conhecimento de iniciativas semelhantes da parte de outro qualquer banco com sede em Portugal.

O jornal espanhol El País divulgou no domingo vários telegramas da diplomacia norte-americana disponibilizados no site da Wikileaks sobre Portugal. Num dos telegramas é mencionada a disponibilidade do presidente do BCP, Santos Ferreira, para canalizar para Washington informações sobre o sistema financeiro do Irão. Seria, escreve o El Pais, uma moeda de troca para não sofrer penalizações nos Estados Unidos por ter negócios com o regime de Ahmadinejad.

Os telegramas dos diplomatas dos EUA mencionam o alegado conhecimento que o primeiro-ministro português tinha da operação, o que José Sócrates negou pouco depois em comunicado.

De acordo com o diário espanhol, há também telegramas em que se afirma que Portugal permitiu aos Estados Unidos utilizar a base das Lajes, nos Açores, para repatriar detidos de Guantanamo.

Os mesmos documentos mencionam ainda opiniões da diplomacia americana sobre os chefes de Estado e de Governo portugueses, assim como sobre os líderes dos partidos da oposição

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Citigroup diz que Portugal está "insolvente"


O Citigroup diz que Portugal deverá recorrer em breve ao fundo de resgate europeu, tal como já fizeram a Grécia e a Irlanda.

"A atenção dos mercado deverá virar-se para a dívida soberana de Portugal, que aos actuais níveis dos juro e das taxas de crescimento é menos dramática mas igualmente insolvente, na nossa perspectiva", afirma Willem Buiter, economista-chefe do Citigroup, numa nota de análise, citada pela Bloomberg.

O especialista do banco americano acrescenta: "Consideramos que é provável que o País precise de recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, em breve".

Os comentários do Citigroup surgem numa altura em que a dívida pública portuguesa continua sob pressão vendedora. É que o preço dos credit-default swaps' (CDS) - que mede o risco de incumprimento de um Estado ou empresa - sobre obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, é o que mais sobe no monitor da Bloomberg que acompanha este indicador de todos os países do mundo. Regista um avanço de 27,6 pontos para 566,4 pontos, o que quer dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa os investidores têm de pagar um 'seguro' anual de 566,4 mil euros.

Já o juro das Obrigações a dez anos do País está hoje a aliviar ligeiramente para os 7,259%, muito próximo do máximo de 7,288% atingido ontem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Risco da banca nacional atinge recorde


Os CDS sobre a divida do BCP BES subiram 260 e 284 pontos, respectivamente.

O risco apercebido pelo mercado sobre os bancos portugueses nunca foi tão alto. Os ‘credit-default swaps' (CDS), instrumentos que protegem o investidor em caso de incumprimento emitente, atingiram ontem um novo máximo histórico. Ou seja, os investidores nunca pagaram tanto para se protegerem da eventualidade da banca nacional não conseguir pagar a dívida emitida.

Os CDS sobre a dívida subordinada a cinco anos do BCP atingiram os 1.093 pontos, enquanto os do BES escalaram até aos 1.091 pontos base. Só nas últimas três sessões, os CDS sobre esta dívida subiram 260 e 284 pontos base, respectivamente. Para um contrato que ofereça protecção sobre dez milhões de euros, cada ponto base equivale a 1.000 euros por ano. Ou seja, os investidores estão a pagar mais de um milhão de euros para protegerem dez milhões. Os CDS sobre a dívida sénior dos bancos, mais segura, também atingiram novos recordes.

domingo, 7 de novembro de 2010

"Indústria financeira tornou-se frequentemente criminosa"


'Inside Job' é o segundo documentário realizado por Charles Ferguson, um filme que retrata a crise financeira, os seus protagonistas e consequências. Ferguson, que fez carreira no sector tecnológico como consultor e empreendedor (criou a Vermeer Technologies) é também escritor e um apaixonado pelo cinema. Em entrevista ao Económico, fala do sistema financeiro e do que o seu filme pretende mostrar, que esta era "uma crise completamente evitável".

Qual a sua opinião sobre a indústria financeira antes e depois de ter feito este documentário? Ficou com a ideia que a crise era inevitável?
Não tive grande contacto com o mundo financeiro durante mais de uma década e fiquei profundamente chocado com o que descobri quando comecei a pesquisar sobre a crise. Fui apercebendo-me que tinha mudado, muito profundamente e para pior. Era bastante mais poderoso, muito menos ético, do que tinha sido, e também muito mais perigoso. E acredito que, quanto mais tempo o sector financeiro dos EUA permanecer assim, continuaremos a ter crises. A computorização e globalização financeiras significam que enormes quantidades de dinheiro e de instrumentos financeiros complexos podem ser negociados à velocidade da luz. Se não forem devidamente regulados, esta complexidade e volatilidade permitirão a fraude e também a instabilidade. Portanto, paradoxalmente, um sistema financeiro tecnologicamente avançado tem de ser também altamente regulado para que seja seguro.

Disse várias vezes que a indústria financeira é criminosa. Foi o que quis mostrar?
Sim. Eu quis mostrar, primeiro, que esta indústria se tornou cada vez menos ética e até frequentemente criminosa; segundo, que os executivos financeiros são tratados com bastante mais complacência que as pessoas comuns que cometem crimes idênticos; terceiro, que esta criminalidade efectivamente desempenhou um grande papel como causa da crise económica; e, finalmente, que, levar quem cometeu estes crimes perante a justiça é uma questão importante na política económica, porque ajudaria a dissuadir comportamentos que poderiam levar a futuras crises.

O documentário, e alguns das suas declarações sobre a crise, foram politicamente incorrectas. Recebeu ameaças ou comentários mais desagradáveis?
Não recebi quaisquer ameaças. No entanto, os meus antigos amigos na Administração Obama não voltarão a falar comigo, o que me deixa bastante triste. Na verdade, muitos executivos seniores do sector financeiro disseram-me, em privado, que concordam com o filme. Só gostaria que o dissessem publicamente.

É crítico da forma como a Administração Obama tem lidado com a crise. O que pensa que deveria ter sido feito?
O Presidente Obama devia ter feito quatro coisas: pôr imediatamente fim aos elevados bónus; nomear um procurador verdadeiramente independente para investigar e deduzir acusações criminais onde se justificasse; nomear uma verdadeira equipa reformista para executar a política económica, em vez dos que escolheu, muitos dos quais partilham responsabilidades nas causas desta crise; e, por último, devia ter pressionado para que houvesse efectivamente uma importante reforma legislativa.

Tendo em conta a situação actual acredita que algo vai mesmo mudar para melhor?
Não sei. Sinto grande raiva e frustração entre os americanos, que sabem que aconteceu algo de errado e que não foi feita justiça, mas que talvez não percebam exactamente o que fazer. Espero que o filme ajude o povo americano a perceber que temos de forçar os nossos líderes a agir.

Acredita que conseguiu manter-se imparcial durante o filme, ou as suas opiniões influenciaram? O título pode dar essa ideia?
Tentei muito manter-me imparcial e apartidário durante a realização do filme, e acredito que o consegui. Ninguém pode acusar-me de ter favorecido um partido ou um político. O filme é uma extensa acusação de como o sector financeiro corrompeu a política em ambos os partidos. Como tal achei que "Inside Job" era um título muito adequado: em calão americano significa um roubo cometido por alguém dentro da instituição, que é o que aconteceu neste caso.

A história e os impactos da crise de 2008

Chuck Prince, CEO do Citigroup até final de 2007, disse um dia: "temos de dançar até a música parar". Na verdade, "a música já tinha parado quando ele disse isso". A observação, feita por George Soros no documentário de Charles Ferguson, mostra como a indústria financeira norte-americana viveu até ao colapso, no último trimestre de 2008. Filmado nos Estados Unidos, Islândia, Inglaterra, França, Singapura e China, "Inside Job" põe a nu as "relações corrosivas que corromperam a política, a regulação e a academia", como refere a sinopse do filme, e a "progressiva desregulação do sistema financeiro desde 1980". Narrado por Matt Damon, o documentário de Ferguson tem um "elenco" de luxo, com 42 personalidades: Dominique Strauss-Kahn (director do FMI), Christine Lagarde (ministra francesa das Finanças), Paul Volcker (antigo presidente da Fed e actual presidente do Economic Recovery Advisory Board), Eliot Spitzer (ex-procurador geral do Estado de Nova Iorque), os economistas Kenneth Rogoff e Nouriel Roubini, assim como académicos, consultores, escritores e conselheiros, e até Kristin Davis, a "Madam" que angariava prostitutas para os banqueiros; muitos outros recusaram participar. Dividido por fases históricas, o filme começa por mostrar como a Islândia passou de um país próspero a nação em falência e do papel da evolução do sector financeiro nesse processo. A indústria, que começou a ruir nos EUA, teve no anúncio de falência da Lehman Brothers o primeiro grande alerta ao mundo. "Estávamos a ver um ‘tsunami' a aproximar-se", diz Lagarde no filme

domingo, 17 de outubro de 2010

CRISE em Portugal - Medina Carreira pede intervenção do FMI


O ex-ministro das Finanças diz que sem a intervenção do FMI "não há condição, nem como o PS, nem com o PSD, nem com os dois juntos".

O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro e o ex-ministro das Finanças Medina Carreira defendem a intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal.

"Sem uma intervenção do FMI não há condição, nem com o PS nem com o PSD, nem com os dois juntos, porque aquilo que vai ser preciso fazer para pôr algum futuro neste país vai ter que ser muito duro, de alguém que não fica cá a viver", afirmou ontem Medina Carreira, no programa ‘Plano Inclinado', da SIC Notícias, numa reacção à apresentação do documento que vai ditar o destino do país no próximo ano.

Também Caiado Guerreiro considerou, no mesmo programa, que "se calhar é melhor não aprovar o Orçamento e vir para cá o FMI, que realmente faz um trabalho muito mais competente".

"É um orçamento verdadeiramente mau, que ataca quem trabalha e as empresas. Não faz sentido nenhum", afirmou o fiscalista.

Com este Orçamento, continuou Caiado Guerreiro, "o que nós estamos a dizer às famílias é que é melhor viverem do subsídio de desemprego e do rendimento social de inserção".

"Já nos tiraram o dinheiro do bolso. Agora já nos tiraram a gravata e o casaco. Eu acho que este Orçamento já quase que nos tira as calças. Por isso, acho que vamos ter que andar de tanga", concluiu.

sábado, 9 de outubro de 2010

Banca portuguesa é a segunda mais dependente do BCE


O valor das cedências de liquidez feitas pelo banco central correspondem a 8,8% do total dos activos do sector financeiro nacional, só superado pelo grego.

São cada vez mais as vozes a alertar que os bancos têm de se tornar menos dependentes das cedências de liquidez do Banco Central Europeu. E, numa altura em que Frankfurt discute a retirada das medidas de emergência, os analistas mostram-se preocupados com a dimensão do recurso da banca nacional ao BCE, a segunda mais dependente do banco central para se financiar.

Segundo as contas do analista do ING, Martin van Vliet, o montante pedido pela banca nacional corresponde a 8,8% do total dos seus activos. É o segundo valor mais elevado da zona euro, precedido apenas pelo sistema bancário grego (17,9%). Já para a Irlanda e para Espanha, o peso das cedências de liquidez nos activos dos bancos situa-se nos 5,7% e 3,5%. A média da zona euro é de 1,8%.

A crise de dívida soberana fechou os mercados de crédito para a banca nacional, com a desconfiança em torno da dívida pública a estender-se à banca portuguesa. No final de Agosto, as cedências de liquidez do BCE à banca nacional atingiram um recorde: 49,1 mil milhões de euros. No final de 2009, o número ficava-se pelos 16 mil milhões. O crescimento superior a 200% foi o maior na união monetária, à frente da subida de 106% da Grécia e de 62% de Espanha, segundo cálculos do Diário Económico baseados em dados do JP Morgan, que considera a subida como "insustentável".

"As dificuldades de financiamento devem-se sobretudo ao prémio de risco País", explica o director-geral da IG Markets Iberia. Nuno Serafim alerta que a situação é preocupante, já que "neste momento começa a existir um desfasamento entre a duração dos activos e dos passivos nos balanços dos bancos. Ou seja, os activos (crédito) estão a ser financiados exclusivamente com financiamentos de curto prazo junto do BCE independentemente da sua duração. Este fenómeno expõe de forma significativa o balanço dos bancos ao risco de taxa de juro".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Risco de Portugal é o que mais cai no mundo


A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje em forte queda, após anunciado o novo pacote de austeridade.

Os indicadores de risco da dívida de Portugal têm batido sucessivos máximos recorde, com os investidores receosos em relação às contas públicas de Portugal. Contudo, no dia de hoje, os principais indicadores de dívida pública de Portugal dão sinais de alívio.

É que o preço de fazer um seguro contra o eventual incumprimento de Portugal afunda 18,3 pontos para negociar nos 411,67 pontos, o que corresponde à descida mais expressiva em todo o mundo. Quer isto dizer que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida pública portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 411,67 mil euros.

No mesmo sentido, também o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos, que tem renovado máximos sucessivos, está hoje a descer para os 6,4%, depois de ter chegado aos 6,7% esta semana.
Por seu turno, o 'spread' ou prémio que os investidores estão a exigir para comprar OT portuguesas também a 10 anos em vez das 'bunds' alemãs com a mesma maturidade está a recuar 7 pontos para negociar nos 416,1 pontos.

É a reacção dos mercados de dívida ao novo pacote de austeridade anunciado ontem pelo Governo de Sócrates. Entre outras medidas, do lado da despesa, o Governo decidiu cortar os salários da Função Pública em 5%. Do lado da receita, Sócrates anunciou nomeadamente o aumento em dois pontos percentuais da taxa normal de IVA para 23%, uma medida sugerida pela OCDE esta semana.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

BCP e BES levam bolsa para zona de perdas


A praça portuguesa inverteu a tendência positiva da abertura, arrastada pelos títulos do BCP e BES.

O índice que reúne as principais cotadas nacionais, o PSI 20, recua hoje 0,45% para 7.373,35 pontos (ver gráfico), com 10 títulos em queda, depois de uma abertura em alta, enquanto a Europa segue positiva.

Lisboa cede à pressão da banca, depois de este fim-de-semana ter sido conhecido que, segundo o banco central da Alemanha, a banca deste país pode precisar de 50 mil milhões de euros de capital adicional para conseguir cumprir as novas regras para o sector.

O BES perde 0,73% e o BCP desvaloriza mais de 1%, o pior desempenho em Lisboa, num dia em que o Diário Económico noticia que o banco liderado por Carlos Santos Ferreira admite vender a participação na Eureko e a sua posição na parceria com a Fortis, caso seja necessário. Já o BPI segue estável nos 1,59 euros(...)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bancos portugueses entre os mais dependentes do BCE


Os bancos portugueses, gregos, espanhóis e irlandeses são as instituições financeiras mais dependentes do financiamento do Banco Central Europeu (BCE).

A conclusão faz parte de um estudo da consultora holandesa ING, citada pela agência de informação financeira Bloomberg.

Os bancos dos países periféricos do euro continuam a lutar para se financiarem mesmo após os testes de resistência feitos em Julho e que atestaram a saúde de 84 das 91 instituições financeiras europeias, afirma a consultora.

Segundo o economista sénior do ING Martin Van Vliet, que coordenou este estudo, a procura do financiamento do BCE pelos bancos irlandeses provavelmente aumentou em Agosto, dada "a percepção de risco recente" do sector financeiro do país, enquanto o apetite dos bancos espanhóis tem tendência a diminuir nos próximos meses.

Já a procura pelos bancos portugueses e gregos continuará estável e os bancos alemães e franceses estão a recorrer menos ao financiamento do BCE.

"Os bancos terão de enfrentar o teste real quando o Banco Central
Europeu começar a retirar os estímulos", afirmou Martin Van Vliet.

"O BCE adiou a continuação do desmantelamento das medidas não convencionais, mas a pergunta para um milhão de dólares é o que acontece no próximo ano", acrescentou.

A Comissão Executiva do BCE disse a 3 de Setembro, que há o perigo de alguns bancos se tornarem "viciados" no financiamento do Banco Central Europeu, um dia depois de o presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, ter anunciado a manutenção das operações de empréstimos aos bancos "a taxa fixa e volume ilimitado" pelo menos até Janeiro de 2011.

As operações de crédito do banco central são consideradas cruciais para diversos bancos da zona euro que lutam contra a falta de liquidez e dificuldade de financiamento nos mercados internacionais.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Euribor descem em todos os prazos

(...)
Taxas Euribor voltaram hoje a cair em todas as maturidades. O prazo a seis meses está em mínimos de um mês.

A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação, deslizou para 1,141%, o valor mais baixo desde 27 de Julho, enquanto a taxa a 12 meses caiu pela terceira sessão consecutiva e situa-se agora nos 1,417%.

No prazo a três meses, que serve de referência nos empréstimos às empresas, o indexante recuou para 0,889%.

As Euribor seguem habitualmente a taxa de juro de referência do BCE, que está actualmente nos 1%, e influenciam directamente a prestação da casa e os empréstimos concedidos pelos bancos às empresas

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Tribunal confirma condenação ao BCP no caso das 'offshores'

O BCP perdeu hoje o recurso à coima de 5 milhões de euros que lhe havia sido aplicada pela CMVM, no caso das 'offshores'.

A decisão do Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa acaba de ser conhecida, sendo que parte do montante não será paga no imediato.

Na prática, o tribunal deu como provada a generalidade dos factos e confirmou a decisão da CMVM de condenar o banco. No entanto, acabou por decretar o pagamento de 2,5 milhões de euros, ficando o pagamento do restante suspenso por um período de dois anos.


OBS:
QUANDO É QUE IRÁ HAVER JUSTIÇA FINANCEIRA!!!
PORQUÊ QUE A BANCA, ALÉM DE ESTAR TECNICAMENTE FALIDA, O GOVERNO CONTINUA A DAR AVAL A ESTES BANDOS DE CRIMINOSOS.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um euro valerá um dólar já no próximo ano


Analistas antecipam perda de valor continuada da moeda única, que deverá atingir a paridade com o dólar no próximo ano.

Shaun Osborne, chefe da unidade de divisas da TD Scurities, em Toronto, estima que o euro vai cair para 1,13 dólares no terceiro trimestre, devendo continuar a resvalar até ao final do ano até aos 1,08 dólares.

A tendência de queda do euro deve continuar em 2011, ano em que poderá atingir a paridade com a divisa norte-americana, antes de voltar a recuperar, diz Osborne.

Outros nove analistas sondados pela Bloomberg alinham pelo mesmo cenário, antecipando um euro mais fraco nos próximos dois trimestres.

"Não pensamos que a desvalorização do euro face ao dólar chegou ao fim", diz Callum Henderson, analista da Standard Chartered, em Singapura.

Henderson prevê que a moeda única pode chegar aos 1,10 dólares no final deste trimestre.

Também Avery Shenfeld, economista chefe da CIBS, vê o euro a valer 1,18 dólares no terceiro trimestre.

Nos primeiros seis meses do ano, o euro resvalou 15% face ao dólar, devido aos receios de que os défices recordes de países como a Irlanda, Portugal e Grécia obrigassem os governos a cortar nos gastos e reduzir as estimativas de crescimento.

A arrastar o euro esteve também a crise de dívida soberana na Europa. Isto apesar do pacote de 750 mil milhões de euros montado pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar incumprimentos.

"Vai ser um ambiente muito desafiante para estas economias tentarem ganhar competitividade internamente dentro da zona euro", afirma Osborne.

Na sessão de hoje, o euro negoceia nos 1,2582 dólares.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Famílias portuguesas falham pagamentos mas continuam a pedir crédito


O mal mantém-se: o malparado continua a subir e a concessão de crédito está em valores recorde.

Segundo dados do Banco de Portugal hoje revelados, o crédito malparado na habitação subiu em Abril pelo quinto mês consecutivo e está agora a um pequeno passo dos dois milhões de euros (1,93 mil milhões).

A tendência de subida do malparado também é visível no crédito ao consumo. Aí o crédito de cobrança duvidosa aumentou para 1,12 mil milhões de euros.

No entanto, o crédito concedido para habitação e consumo não pára de aumentar, estando mesmo em valores recorde, um sinal do crescente endividamento das famílias portuguesas.

Em sentido contrário, os empréstimos concedidos às empresas estão no valor mais baixo desde pelo 2001. A taxa de variação anual ajustada a operações de titularização caiu de 1,8 para 1% em Abril.

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal mostra ainda que os juros dos depósitos a prazo continuam a cair. Em Abril, a remuneração média destes produtos financeiros, com prazo máximo de um ano, desceu para 1,23%.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Visita do FMI a Espanha assusta economia portuguesa


Empresários reconhecem que a crise espanhola é prejudicial.

Por enquanto, Dominique Strauss-Kahn vai fazer apenas uma visita de oportunidade a Espanha. Mas a coincidência desta inesperada e pouco explicada reunião com Zapatero - marcada para amanhã - com os rumores de que a economia espanhola poderá necessitar de recorrer ao fundo de emergência da zona euro preocupa economistas e empresários portugueses. Afinal, o colapso financeiro espanhol provocaria um violento abalo em Portugal do que a crise financeira grega.

"O director do FMI está na Europa esta semana, e aproveitará esta oportunidade para discutir os desenvolvimentos da economia global com Zapatero e para se informar dos desenvolvimentos em Espanha, incluindo as políticas e reformas económicas que o Governo está a levar a cabo", disse o porta-voz do Fundo Monetário Internacional, sublinhando que "Espanha não fez nenhum pedido de ajuda financeira".

Apesar de tanto o FMI, como a Comissão Europeia, já terem desmentido as notícias que davam conta da preparação de um pacote de ajuda financeira, Espanha continua sob os holofotes dos agentes económicos internacionais. Até porque o FMI esteve em Espanha há menos de um mês, no âmbito das suas visitas regulares e anuais ao abrigo do artigo 4º.

Do lado de cá da fronteira, a atenção aos desenvolvimentos também é máxima. "Os abalos reais que a economia espanhola sinta reflectem-se em Portugal", comenta José Reis, professor da Universidade de Coimbra. "Afectam o dinamismo da economia portuguesa, a confiança dos agentes, são factores de turbulência em Portugal", explica o economista, lembrando a forte integração ibérica.

Tal como Espanha, Portugal tem sido penalizado no preço do seu financiamento junto dos mercados internacionais e os dois países têm sido alvo de fortes recomendações por parte da Comissão Europeia. Por exemplo, as duas economias ibéricas foram as únicas cuja recomendação de apresentar mais medidas de austeridade para 2011 veio acompanhada de uma quantificação do que é preciso poupar a mais.

"Obviamente que os problemas em Espanha influenciam de forma negativa a actividade económica portuguesa", garantiu Luís Filipe Pereira, presidente da Efacec, reconhecendo que "é um pouco mais difícil fazer negócio em Espanha hoje do que há dois anos". Mas, por outro lado, "é nestas alturas que aparecem oportunidades importantes de aproveitar", acrescentou, lembrando que ontem a Efacec anunciou a compra de uma empresa espanhola.

"Além da queda das exportações, as empresas espanholas, com o seu mercado deprimido, poderão tornar-se mais agressivas no mercado português", frisa, por seu lado, João Serrenho, presidente das Tintas Cin. No primeiros três meses do ano as exportações para Espanha recuperaram significativamente. Depois de terem caído a um ritmo acima de dois dígitos no ano passado, recuperam agora das perdas (ver gráfico). Mas ainda não há dados sobre o comportamento das vendas em Espanha nos meses mais recentes, já depois de os mercados terem subido o preço de financiamento da economia espanhola e de os rumores da necessidade de ajuda terem vindo a público.

"A crise em Espanha não vem ajudar em nada o nosso país", remata Carlos Barbot, presidente das Tintas Barbot. "Mas antes de nos preocuparmos com os outros era bom que arrumássemos a nossa casa", acrescenta
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"