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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

“Medíocres tomaram conta da situação”


“Medíocres tomaram conta da situação” Henrique Medina Carreira, Fiscalista em reacção à redução das perspectivas de evolução da dívida portuguesa.
Correio da Manhã – Quais são as implicações da Moody’s ter revisto em baixa a perspectiva de evolução da dívida de Portugal de 'estável' para 'negativo'?
Henrique Medina Carreira – É uma má notícia. Isso significa que as coisas estão más e que vão continuar a piorar. Quando baixam as classificações dos países, significa que as taxas de juro vão aumentar, o que não é positivo para um país que não está bem e que não vai estar.
–Que poderia o País fazer para contrariar estas previsões?
– O que o País tem de fazer não está no nosso horizonte, porque nenhum partido apresenta medidas que solucionem os problemas. Perde-se muito tempo a discutir o supérfluo e ninguém apresenta propostas que resolvam problemas na Justiça ou de corrupção. O País como está não avança. Os medíocres tomaram conta da situação.
– A par da dívida portuguesa também as novas emissões de quatro bancos (Caixa, Espírito Santo, BCP e Banif) foram colocadas com perspectivas negativas.
Que significa isto em concreto?
– Significa que os financiamentos se vão tornar mais caros e que podem ser mais raros. Não se empresta dinheiro a quem está com a corda na garganta. Só se empresta dinheiro a quem se sabe que vai pagar e que vai pagar a horas. Se for o Ricardo Salgado a pedir, se calhar emprestamos-lhe logo, mas, se for uma pessoa qualquer, já pensamos duas vezes.
– Mas há algum modo de combater estas previsões negativas para o futuro?
– O combate a estas perspectivas negativas vai depender da evolução da crise internacional e da nossa crise, que é uma crise diferente. A situação no País vai agravar-se ainda mais. A actual geração dos 30 anos e as seguintes vão passar dificuldades.

O País está demasiado endividado.

Vara recebeu 'luvas' na sede do BCP


Investigação: Paulo Penedos recebeu 225 mil € em cheques
Armando Vara e Paulo Penedos receberam dinheiro do sucateiro Manuel Godinho. Para lá do pedido descoberto numa escuta, o dinheiro foi efectivamente entregue e na própria sede do banco onde é vice-presidente. Quem o diz é a PJ de Aveiro que, durante meses, montou vigilâncias a todos os envolvidos na operação ‘Face Oculta’, que, à excepção do empresário detido, começam a ser ouvidos pelo juiz na próxima semana. O ex-ministro e o advogado de Coimbra – filho do actual presidente da REN – receberam de Manuel Godinho contrapartidas monetárias. Os mandados são claros e as vigilâncias e a apreensão de documentação bancária também não deixam dúvidas.

Exemplo no "Jornal de Negócios" de hoje:

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=FIX_COMENTARIOS&id=393731&idCom=9

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Banca: Gestor do BPN dava 30% de juro

Em causa está um buraco financeiro de dez milhões de euros

Gestor do BPN dava 30% de juro
O antigo gerente do balcão das Amoreiras, em Lisboa, terá lesado o Banco Português de Negócios (BPN) em cerca de dez milhões de euros, através de um modelo de financiamento paralelo com um grupo restrito de clientes do banco.

sábado, 1 de agosto de 2009

Falência do BPP põe trabalhadores em xeque


Os empregados garantem que, para além das dificuldades de sustento em que muitos se encontram, cerca de 15 funcionários encontram--se de baixa médica e muitos outros a receber apoio psicológico por não conseguirem lidar com a situação.

Todos falam dos clientes e nós compreendemos. Mas há casais a trabalhar no banco, funcionários com rendas em atraso por causa do impasse no Banco Privado Português. E o Governo rejeita todas as propostas de salvação", refere de forma indignada Miguel Trindade, porta-voz dos mais de 150 colaboradores do BPP que foram ontem recebidos pelos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças.
"Nós confiávamos no banco. Também investimos aqui as nossas poupanças, dos nossos familiares e agora não temos respostas para lhes dar. É uma dupla angústia", salienta Miguel Trindade.
Quando confrontado com as diversas referências do Governo e personalidades do sector bancário sobre a inexistência de risco sistémico se o BPP falir, a reacção é de espanto. "Acho isso uma irresponsabilidade. Se o BPP falir não há uma corrida aos balcões. Mas está a passar-se a mensagem de que os bancos pequenos ou médios podem cair de um momento para o outro. Assim, quem é que mete o dinheiro num banco pequeno?", questiona.
Os trabalhadores estão fartos de esperar por uma solução e garantem que os sucessivos atrasos na apresentação de uma solução só tem uma explicação: "O problema é do calendário eleitoral", alegando que apresentar uma solução antes das eleições poderia custar votos ao PS.

COLABORAR COM A JUSTIÇA
O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, admitiu ontem que a alteração da medida de coacção a Oliveira e Costa, antigo presidente do BPN, "provavelmente também será um sinal" para quem queira ou possa colaborar com a Justiça. Escusando-se a falar acerca de processos concretos, Pinto Monteiro recordou que a medida de coacção é alterada quando os investigadores o entendem.
Cerca de 25 por cento dos trabalhadores do BPP já abandonaram a instituição.

PLANO ARQUIVADO
O mais recente plano para salvar o BPP, apresentado pelo grupo Orey, foi arquivado pelo Banco de Portugal (BdP).

DEMISSÃO REJEITADA
Insatisfeito com a falta de solução, o presidente do BPP, Fernando Adão da Fonseca, pediu a demissão, mas o BdP rejeitou.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Cinco administradores do BCP acusados - Gestores ganham 291 milhões em prémios


Cinco administradores do BCP acusados
Gestores ganham 291 milhões em prémiosOs administradores do BCP, entre os quais os cinco ex-gestores constituídos arguidos pelo Ministério Público, receberam em prémios, entre 1999 e 2006, um total de 291,9 milhões de euros. Deste valor, 24,3 milhões de euros “foram indevidamente processados nos anos de 2001 a 2004”, diz a Acusação. Pela gravidade dos crimes, propõe-se a aplicação de cauções de 7,5 milhões de euros. A Jardim Gonçalves cabe uma caução de três milhões de euros.
Fique a saber mais na edição desta sexta-feira do jornal 'Correio da Manhã'...

sábado, 18 de abril de 2009

Cavaco alerta para gestores sem ética


Os responsáveis pela crise financeira "continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas."

O alerta foi feito ontem Presidente da República, que aconselhou os governos a não cederem às pressões, para agirem e a ponderarem as decisões, de forma a não desperdiçarem os recursos públicos. Ou pior, "concentrar esses recursos nas mãos de uns poucos, precisamente aqueles que detêm já maior influência junto dos decisores".
Para Cavaco Silva, não há dúvidas: "Na génese da crise financeira e económica que o mundo enfrenta, muito pesaram a violação de normas éticas e a adopção de comportamentos de risco". "Muitos foram os gestores financeiros que, simplesmente, perderam o sentido da decência", sublinhou Cavaco Silva na sessão de abertura do 4º Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores, que decorreu na Universidade Católica, onde estiveram também o Cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
O Chefe de Estado considerou por isso "urgente que os decisores reajustem as prioridades e corrijam as injustiças e os erros que a crise desmascarou". Mais: "Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que, na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais existentes."
Para o Governo, Cavaco Silva deixou recados directos: "Não se trata de governar para os números, nem para as estatísticas. "Não é altura para intervencionismos populistas ou voluntaristas sem sentido. Os recursos do País são escassos e é muito o que há ainda por fazer. É preciso garantir o máximo de transparência na utilização dos dinheiros públicos", avisou o Presidente.
E foi mais longe: "Empresários, gestores e banqueiros submissos em relação a ministros e secretários de Estado ou outros agentes políticos pouco contribuem para o desenvolvimento sustentável do nosso País."

FRASES
"Este é um risco efectivo. Muitos dos agentes que beneficiaram do status quo e que tiveram um papel activo na crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas."
"Esta não é altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos."
"O pior que nos poderia acontecer era a crise acentuar a tendência de as empresas procurarem a protecção do Estado para a realização dos seus negócios."
"É preciso ter coragem de,em vários domínios, começar de novo."
Cavaco Silva

COMENTÁRIOS:
18 Abril 2009 - 14h43 | Ze na vota
Porque não referenda o PR o sistema eleitoral..o tal que permite as sobras na Suiça..

18 Abril 2009 - 14h42 | Yanik
Só lamento que o CM aceite o que um analfabeto, tipo ZÉ da picheleira verberreie. Que nojento!

18 Abril 2009 - 14h35 | Contribuinte
O Srº PR tem razão, existem alguns que só na Tailãndia é que lhe davam o que eles merecem,mas como estão a salvo.LX

18 Abril 2009 - 14h20 | Zé
Será que o Presidente apenas faria um discurso se o país estivesse assim e o Primeiro Ministro fosse Santana Lopes?

18 Abril 2009 - 14h02 | carlos
sr.PR,se existem gestores sem ética,é porque o país näo tem pessoas à altura para gerir o país! (lei óo pa pobre?)certo?

18 Abril 2009 - 13h23 | A S-Lx
É impossível erradicar vícios cultivados desde sempre.

18 Abril 2009 - 12h42 | luis
sr.presidente V.Exa tem um no conselho de estado e nada faz.obrigado pelo apoio ao povo

18 Abril 2009 - 12h06 | observador
Diante de tantos maus exemplos dos governantes, fica dificil um governante falar isso. Ou só eles podem?

18 Abril 2009 - 11h22 | António
patrões e gestores no 24 abril nem piavam quanto mais pedir ajudas.Agora sempre aflitos coitados,ve-se vencimentos deles

18 Abril 2009 - 11h16 | vasconcelos
Muito bem sr.presidente,mas deve começar tb pelo governo.Quem levou o pais a este estado foram os politicos e banqueiros

domingo, 12 de abril de 2009

Fisco defende fim do sigilo bancário


Os trabalhadores dos impostos consideram "fundamental" a derrogação do sigilo bancário para que "exista um eficiente combate à fraude e à evasão fiscal". Marcel Castro , vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) disse ao CM que "ao Fisco não interessa saber como os portugueses gastam o dinheiro, mas sim como ganharam esse dinheiro".
No próximo dia 16 será votado na Assembleia da República a proposta do Bloco de Esquerda (BE) para o fim do sigilo bancário. O projecto dos bloquistas prevê "o levantamento completo do segredo bancário para efeitos da comparação anonimizada entre depósitos bancários e declarações de IRS, com a verificação de todos os desvios expressivos".
Segundo apurou o CM, a maioria socialista poderá viabilizar esta pretensão do Bloco de Esquerda.
Actualmente, o Fisco já pode, administrativamente, derrogar o sigilo bancário de uma forma directa quando o contribuinte for sujeito a uma inspecção. Mas a eficácia deste mecanismo é limitado, uma vez que não se aplica quando os fluxos financeiros são desviados para outras contas que não pertencem ao contribuinte objecto de inspecção.
"Existem vários casos de inspecções, em que se detectam desvios de dinheiro para contas de familiares dos donos das empresas, e aí não se pode aplicar a derrogação do sigilo bancário. É preciso conseguir investigar até ao fim", afirmou ao CM um inspector tributário.

LEI AMEAÇA ASSOCIAÇÕES
A actual direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), liderada por Hélder Ferreira, vai apresentar uma moção de estratégia no próximo congresso, a realizar nos próximos dias 22 e 23, com o objectivo de reestruturar o funcionamento daquela estrutura sindical. "Face às ameaças que a Lei 59/2008 (que define o Contrato em Funções Públicas) colocou às pequenas associações sindicais, é preciso profissionalizar as estruturas representativas dos trabalhadores", afirmou ao CM Marcel Castro, vice-presidente do STI.
O sindicato, que representa cerca de dez mil trabalhadores dos impostos, tem representação em 22 distritos. O objectivo é juntar várias dessas estruturas e obter uma maior representação ao nível regional. "Temos uma estrutura pesada, herdada dos anos 70 que é preciso modernizar", referiu aquele responsável sindical.

sábado, 11 de abril de 2009

Dinheiro no paraíso


Apesar de a crise financeira ter provocado uma elevada erosão nos grandes patrimónios, os portugueses ainda tinham em offshores cerca de 5% da riqueza produzida no País durante um ano. São quase nove mil milhões de euros, o que dava para pagar o novo aeroporto de Lisboa, a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e Barreiro, e ainda sobrariam algumas centenas de milhões de euros.

Há duas motivações fundamentais para a aplicação do dinheiro em paraísos fiscais. A mais frequente é o chamado ‘planeamento fiscal’, uma forma legal de pagar menos impostos. Mas também há um importante fluxo de dinheiro ilícito. Nem todos os offshores são iguais mas qualquer pequeno barão da droga sabe quais são os paraísos fiscais que lavam mais branco e de forma segura.A maior parte do dinheiro português em offshores é de fortunas legítimas e de empresas, especialmente bancos e financeiras, os grandes especialistas em ‘planeamento fiscal’. Este fenómeno é global.
Acontece em toda a Europa, nos EUA e noutros países ricos, mas não deixa de ser irónico que os contribuintes que não têm maneira de escapar às obrigações fiscais sejam agora os fiadores de muitas entidades que ganharam milhões por escaparem ao pagamento de impostos graças ao sofisticado ‘planeamento fiscal’.

Enriquecimento Ilícito: Crime

O que é preciso é mudar o paradigma e recentrar a investigação na figura do juiz de instrução criminal.

É do senso comum que o combate à corrupção deve constituir uma das prioridades da agenda política de qualquer governo. E deve ser um combate à escala nacional, um combate que pertence a todos. Por isso irrita-me que algumas pessoas conhecidas, que os media tanto apreciam, se julguem donas deste combate. Vem isto a propósito da tipificação como crime do enriquecimento ilícito.
Considerar crime o enriquecimento ilícito, sem mais, significa que passa a caber ao cidadão a prova da sua inocência. Terá que provar o meio lícito de aquisição da sua casa ou do seu barco, libertando quem acusa, o MP, de investigar e, sobretudo, de provar, como é sua obrigação e sucede em qualquer acção penal, a prática do crime. Assim não vale. Não se pode pôr sobre os ombros do cidadão esse ónus, para branquear as fragilidades da lei, a falta de meios e de vontade política ou a incompetência, na investigação, da Polícia Judiciária ou do MP. O cidadão não pode ser o bode expiatório da falta de resultados no combate a este crime. É certo que a prova não é fácil, mas tem acontecido coisas, no mínimo, estranhas, quando se encontram razões para arquivar processos em relação a alguns "notáveis" e prosseguir quanto a outros, mais fracos.
Não pode ser com o sacrifício, para além do razoável, dos direitos e garantias do cidadão que se combate a corrupção. Até parece que o crime de enriquecimento ilícito vai resolver todas as debilidades e a falta de eficácia neste combate. E se tal acontecer não tardará que só o cidadão, que compra casa em Chelas ou que tem um bote na marina do "Vale da Porca", tem que fazer essa prova, pois as casas e os iates da gente poderosa são sempre comprados por meios lícitos e transparentes de uma qualquer offshore.
O que é preciso é mudar o paradigma e recentrar a investigação na figura do juiz de instrução criminal. Já bastou o que foi feito nos crimes de natureza fiscal, em que o contribuinte não tem direitos, só deveres. Este caminho tem de ser feito com cuidado, sob pena de se porem em causa princípios estruturantes do direito penal, como a presunção de inocência e o ónus da prova. É possível estudar, com acerto, novas formas de partilha do ónus da prova, sem que isso represente uma inversão total desse ónus, obrigando o acusado a demonstrar a sua inocência. Deve tentar compatibilizar-se a ideia de transparência, subjacente ao crime de enriquecimento ilícito, com a exigência de garantias da Constituição.
Os mecanismos de transparência devem ser equilibrados, porque se assim não for, como disse Brecht, agora levam--me a mim, mas já é tarde, como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo.

OBS:
Há políticos e gestores públicos pobres,(principalmente banqueiros)
que ao fim de pouco tempo estão "super milionários"...
Seria muito fácil de os detectar, até um cego os conseguiria decifrar...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ban Ki-Moon adverte para "catástrofe humanitária"


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, preveniu esta quinta-feira que o fracasso na tentativa de travar a crise económica e financeira mundial pode provocar distúrbios sociais, falências de Estados e uma "catástrofe humanitária".
Num artigo publicado hoje no jornal britânico ‘The Guardian', o responsável advertiu que, nos países mais pobres, a situação está a agravar-se a uma velocidade alarmante.
'Receio que o pior venha a acontecer: uma crise política em grande escala resultante de uma instabilidade social crescente, um enfraquecimento dos governos, e populações descontentes que perderam toda a fé nos seus dirigentes e no seu próprio futuro', escreveu Ban Ki-Moon.
Ban Ki-Moon advertiu para o risco de que às crises financeira e económica sucedam, se não forem adoptadas as medidas necessárias, uma 'catástrofe humanitária'.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Receita de IVA cai 4,9 milhões/dia

Em plena crise, as receitas fiscais do Estado estão a afundar, tendo caído 9,4 milhões de euros por dia, um total de 558,4 milhões de euros em Janeiro e Fevereiro últimos face ao período homólogo. Só a quebra no IVA traduziu-se numa perda de 4,9 milhões por dia, o que faz sobressair as dificuldades da economia nacional.
A receita de IVA caiu um total de 289 milhões de euros, de acordo com os dados da Direcção-Geral do Orçamento, o que demonstra que as empresas estão a vender menos do que no início de 2008. Outro indício das dificuldades das empresas foi a quebra de 138,8 milhões de euros no Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC).
Contas feitas, como as despesas do Estado mantêm o ritmo de crescimento, o saldo final está em 907 milhões de euros negativos, o que significa que o défice aumentou mais de 12 vezes face aos dois primeiros meses do ano passado, o que está a deixar o ministro das Finanças preocupado. 'Estamos preocupados, mas não surpreendidos', declarou Teixeira dos Santos, adiantando que já contava com a subida do défice durante este ano.(...)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Caso BPN: Audição na comissão de inquérito - Supervisor admite falha


Debilitado e em esforço para falar devido à paralisação de uma corda vocal, António Marta, antigo vice-governador do Banco de Portugal (BdP), admitiu uma falha no acompanhamento do grupo então liderado por Oliveira e Costa.

'Sabendo o que sei, acho que falhei', disse convicto, acrescentando que 'podia ter pedido uma reunião com o conselho superior' do banco, onde estão representados os accionistas. 'Não me ocorreu.'
Apesar do estado de saúde, António Marta recusou responder por escrito ao Parlamento e fez questão de explicar aos deputados que o BdP acompanhou o BPN desde a criação. Em 1998, uma inspecção detectou 'insuficiências de organização', 'falhas graves na informática' e 'excesso de participação em empresas não financeiras'. Daí ter exigido rácios de solvabilidade, ao banco e ao grupo, acima do legal.
'Dei-me conta que no conselho de administração do banco e do grupo havia pessoas que não tinham conhecimento da situação', pelo que convocou um reunião onde exigiu a presença de administradores, revisores oficiais de contas e da auditoria externa.
António Marta voltou a desmentir Dias Loureiro. 'O que ouvi foram preocupações relativamente ao BdP estar sistematicamente dentro das instalações do BPN'. E mostrou-se disponível para um frente-a-frente com o ex-ministro, ainda que 'não veja valor acrescentado' na acareação.

domingo, 4 de janeiro de 2009

CRIMES E POBREZA


Nesta crise em que vivemos, houve já quem viesse apontar os seus efeitos nocivos como potenciares de criminalidade.
Não serão os ricos a contribuir para as estatísticas criminais mas sim os pobres, porque, segundo essas teorias, quanto mais pobre, mais gatuno!...
"Esquecem-se de que esta crise, provém de atitudes de banqueiros, altos cargos políticos, maus investidores e homens ricos.
"

Não são os pobres os responsáveis da criminalidade e crise económica, mas sim os "ricos gananciosos e criminosos da alta finança..." Em vez de se entrar nesta lógica de cordel, devíamos pensar na razão da pobreza, por que somos pobres e o que fazer para extermina-la... Não é com os milhões de euros dados pelos Estados aos bancos que se termina com a pobreza e miséria.

Também não o será com uma política popular de subsídios. Recordo-me daqueles fornecidos aos pescadores para abate de embarcações, aquando da adesão à CEE. Ficámos sem barcos e sem pescado. E o que aconteceu a esses pescadores? Tornaram-se pobres mas não engrossaram as estatísticas criminais.

Só que a crise das pescas se tornou eterna e alguns dos mais novos, sem saídas profissionais e esperança, engrossaram redes de tráfico de drogas. Daqui pode concluir-se que a crise não nos torna, automaticamente, criminosos mas perdurando no tempo nos pode tornar prestadores de serviços.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Acusados do BCP ganharam 10 mil euros por dia


Administração: Durante cinco anos à frente do Banco Comercial Português.

Acusados do BCP ganharam 10 mil euros por dia.
Os três presidentes e os quatro administradores do BCP acusados pelo Banco de Portugal ganharam 162,3 milhões de euros em remunerações fixas e variáveis, no período compreendido entre 2002 e 2006, o que dá uma média de cerca de dez mil euros por dia.

COMENTÁRIOS:
O jornal Público divulgou (Mar2008) que desde 2001, o Banco de Portugal sabia da existência de operações suspeitas no BCP. Segundo o jornal português, o Banco de Portugal chegou a trocar correspondência com a administração do banco, culminando em instruções do vice-governador do Banco de Portugal, e apenas em 2004, António Marta solicitou a correcção das irregularidades.

16 Dezembro 2008 - 15h26 |joao lopes
Mais uma vergonha . Isto é o Portugal no seu melhor.

16 Dezembro 2008 - 15h13 |Sandra Isabelino
25 de Abril criou uma coutada para uma nova classe de ricos corruptos e oportunistas, o "bloco central é responsável".

16 Dezembro 2008 - 13h18 Monteiro
Em coparação ao caso MADOFF é uma gota no oceano, mas mesmo assim é muita massa...

16 Dezembro 2008 - 13h10 |Estudante
Infelizmente,esta é mais uma razão para não ficar neste pais..os criminosos saiem impunes,isto não é viver em democracia

16 Dezembro 2008 - 13h06 |Glória Garcia
Álguem que ajude esses probrezinhos e a justiça que faça o que sempre tem feito. É o Portugal que temos...

16 Dezembro 2008 - 12h54 |João G.Oliveira
Estes Srs. estão na berlinda, todos lhes batem, não contem quanto ganha o Dr. Constâncio, aí sim vai ser o fim.

16 Dezembro 2008 - 12h51 |Maria Martins
Que roubalheira!! Atirem estes parasitas para o povo. Nós sabemos o que lhes fazer.

16 Dezembro 2008 - 12h49 |maria
Depois a opinião pública só se lembra de dizer mal dos professores. Triste País este que tem tantos ignorantes, Lx.

Dezembro 2008 - 12h25 |cotovio freire
Crianças e idosos morrem de fome e frio e vejam os Ladrões da OPUS-DEI o que fazem!O POVO PORTUGUÊS GRITA: JUSTIÇAAAAAAA

Dezembro 2008 - 12h24 |Leitora CM - Leiria
Mas será que esta gente vai sentir as consequências de se auto-premiarem pela má gestão que fizeram? Fico espectante!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

CMVM LIVRA GESTORES DO BCP...


Autoridade da Bolsa livra gestores do BCP Os administradores do BCP não foram formalmente acusados de nenhum crime pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários (CMVM) nos três processos já concluídos. A entidade supervisora do mercado de capitais tem optado por dirigir todas as acusações contra a instituição financeira Millennium BCP. »


COMENTÁRIOS:


13 Agosto 2008 - 11h02 | luis Fernandes
Bem para mim não é novidade que isso acontecera! Bem desculpem agora me lembrei que estou em Portugal, aqui os pequenos matam-se a porta dos Bancos para que os que são grandes não morram nem sejam julgados é pena e peço desculpa VIVA ESPANHA nem um se escapava como eu vejo em Espanha os grandes a ser condenados!.. Peço desculpa estou em Portugal.

13 Agosto 2008 - 10h45 | José Santos

E alguma vez se pensou noutra coisa ? Neste País basta ter dinheiro para se ter impunidade !


13 Agosto 2008 - 10h26 | Coitadinhos

Não entendo onde está a novidade,ou será que já se esqueceram em que País é que estão.Depois dizem quem há corrupção e trafico de influencias, ai não que não há.


13 Agosto 2008 - 09h59 | alpa

Mesmo sem vontade de rir, consegui-o hoje!....


13 Agosto 2008 - 08h44 | Carlos
São todos amigos e amanhã nunca se sabe se o Z não vai precisar para ele, para um filho, para um primo de emprego no banco X da parte do amigo Y. Em suma, a culpa ainda acabará por ser minha e dos parvos que não conseguem fugir aos impostos. Almada

13 Agosto 2008 - 03h39 | Talaveira

A CMVM não acusou nem tem competência para acusar seja do que for.Tanto mais q essa competência é exclusiva dos Tribunais.Como é q, Carlos Tavares, um economista que não percebe nada de direito poderia alguma vez praticar actos jurisdicionais?!


13 Agosto 2008 - 02h33 | A.Baptista
Os grandes nunca serão julgados...é assim a (in)justiça em Portugal...
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"