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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Entre rumores de falência até à troika. Os dias difíceis de Santos Ferreira

Santos Ferreira não deve terminar o segundo mandato à frente do BCP. Já admitiu, sem o referir, dar lugar a "sangue novo". Eleito em Janeiro de 2008, foi reeleito em Abril do ano passado. Terminaria mandato em 2013. A história dos dias difíceis.
O actual presidente do BCP não teve dias fáceis à frente da instituição financeira. Aliás, logo a entrada foi atribulada. Santos Ferreira demitiu-se da concorrente Caixa Geral de Depósitos para assumir a presidência do Millennium bcp em Janeiro de 2008. Defrontando, na assembleia geral de accionistas, a candidatura de Miguel Cadilhe, Santos Ferreira sairia, nesse 15 de Janeiro de 2008, vencedor sem margem para dúvidas. A lista de Santos Ferreira conseguiu 97,76% dos votos. Cadilhe, derrotado com 2%, não chegou para dividir accionista.

A polémica da eleição não tinha apenas a ver com a entrada de Santos Ferreira, directamente vindo da Caixa Geral de depósitos. Com ele levou mais dois administradores do banco público, Armando Vara e Vítor Fernandes. E por isso se falou da politização de um banco privado. Os três administradores tinham sido escolhidos para a Caixa pelo Governo de Sócrates e agora passavam directamente para a banca privada. Armando Vara e Santos Ferreira são assumidamente socialistas. O Governo era liderado pelo PS.

Armando Vara não chegou ao fim do mandato. Demitiu-se, em Julho de 2010, na sequência do seu envolvimento no processo Face Oculta, onde é arguido. Demitiu-se nessa altura, mas mantinha-se no banco desde 2009, com o aval do presidente do BCP, que, no entanto, não deixou de afirmar que o envolvimento do seu administrador no processo afectou a imagem do banco. Armando Vara suspendeu o mandato na administração em Novembro de 2009, mas só se demitiu em 2010. Entretanto, manteve-se no banco, a receber, mas sem funções específicas.

Passado o caso Vara, Santos Ferreira ainda teve de enfrentar um outro caso: WikiLeaks. Em Dezembro de 2010, a notícia caia ao colo de Santos Ferreira. O presidente do Millennium BCP terá proposto aos Estados Unidos fornecer informações sobre as actividades financeiras do Irão como contrapartida para manter boas relações com Washington e realizar negócios com Teerão. O Millennnium bcp negou.
Mas num momento em que a banca atravessa acabam por ser episódios isolados e quase gotas no oceano que se chama crise de crédito e financeira.
Quando assumiu a presidência, Santos Ferreira apontava como principais desafios recuperar os resultados do BCP e recuperar a sua cotação, mas logo nesse ano leva com a falência da Lehman Brothers. Durante o mandato de Santos Ferreira, a cotação do banco desceu para níveis nunca atingidos. A 11 de Novembro de 2011, o BCP fixou o seu mínimo histórico nos 9,7 cêntimos por acção.
Esperam-se os resultados de 2011 do BCP a 6 de Fevereiro. Podem não ser uma boa surpresa, mas desde que assumiu a liderança do banco o BCP conseguiu levantar 2,5 mil milhões de euros em capital, o que permitiu à instituição mais do que duplicar o nível de solvabilidade. O “core tier 1” passou de 4,3% em 2007 para 9,1% em Outubro. Como explica hoje o Negócios, um pouco mais de metade deste esforço foi conseguido com recurso aos accionistas.
As exigências de capital à banca nunca foram tão severas por imposição da troika, mas também por imposições da associação bancária europeia. O que tem exigido reforço de capital.
Os bancos estão ainda obrigados a diminuir a desalavancagem, diminuindo o peso dos créditos face aos depósitos. O BCP, como a maior parte dos bancos, sofre com a crise, mas a instituição de Santos Ferreira chegou a ter de fazer um comunicado desmentido o cenário de falência que estava a ser avançado em missivas propagadas pela Internet e por SMS. Desmentiu e fez queixa à Procuradoria-Geral da República.
A análise ao primeiro mandato do BCP e o início deste segundo, que vai até 2013, não fica concluída sem as mudanças accionistas. Santos Ferreira entra no meio de uma guerra fratricida entre accionistas. Acalmou por momentos, mas o BCP esteve sempre no radar de possíveis mudanças accionistas. A Sonangol, com 12,5%, poderá reforçar até aos 15%. E poderá estar a negociar com bancos brasileiros e chineses a tomada de posição de uma participação no capital do banco.

Os desafios ainda são muitos. Santos Ferreira deixa uma instituição relativamente diferente do que era quando chegou. Não vendeu, como chegou a pretender, a operação na Polónia, mas reforçou em África. Também “apanhou” com a crise soberana grega, onde o BCP tem uma operação. Pode-se dizer que Santos Ferreira levou com quase tudo. Mas manteve-se para o segundo mandato. Agora, abre caminho para a sua substituição.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

BCP numa só sessão transacciou 220,2 milhões de acções



Nunca tinham trocado de mãos tantas acções do Banco Comercial Português numa só sessão como no dia de hoje. Foram transaccionadas 220,2 milhões de acções, quatro vezes mais do que a média dos últimos seis meses.

As acções do banco liderado por Carlos Santos Ferreira encerraram a ganhar 3% para os 0,103 euros. No entanto, desceram durante a sessão aos 0,097 euros, um novo mínimo histórico. Pouco depois, também dispararam 9%.

Numa sessão com tanta volatilidade, foram negociadas 220,2 milhões de acções do BCP, uma quantidade nunca antes vista, desde que a cotada está em bolsa, em 1993. Já ontem, tinham sido transaccionados 180 milhões de títulos. A média diária dos últimos seis meses é de 48,7 milhões, o que mostra que a troca de acções tem sido intensa nos últimos dias.

Estes 200 milhões de acções transaccionadas representam, ainda assim, apenas 3% do total de acções do banco dispersas em bolsa: um total de 7,2 mil milhões de títulos.

A liquidez do banco tem sido elevada, numa altura em que o BCP está a negociar nos custos por acção mais baixos desde que se estreou em bolsa, devido à intensificação da crise da dívida na Europa e com os receios de uma exposição demasiada às dívidas dos países periféricos.

O banco avançou hoje, dez sessões depois da última subida. Não fechava no verde desde 27 de Outubro. E nesse período, em apenas uma sessão a liquidez foi inferior à média dos últimos seis meses.

O BCP acumula uma desvalorização de 80,01% desde o início do ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Banca em mínimos arrasta PSI-20 de novo para terreno negativo

Numa altura em que Itália está a negociar a aprovação das medidas de austeridade, em que é anunciado o novo primeiro-ministro grego – o que abre portas ao descongelamento da sexta tranche do primeiro programa de ajuda financeira externa, no valor de 8 mil milhões de euros – e em que a Alemanha garante que não está a debater com França a criação de uma Zona Euro unicamente composta pelos Estados mais fortes… estariam reunidos os ingredientes para as bolsas estarem a negociar em alta. Mas não é o caso.

A elevada volatilidade, a instabilidade no mercado da dívida e os receios de que a Europa não seja capaz de resolver a sua crise sem antes se afundarem mais alguns países são factores que estão a deixar os investidores exasperados.

Neste contexto, o sector financeiro continua a ser dos mais penalizados no Velho Continente, com a banca a perder 1%. E por cá não é excepção. Os quatro bancos cotados no PSI-20 atingiram mínimos históricos.

Em destaque pela negativa está o BCP, que marcou o valor mais baixo desde a sua entrada em bolsa quando se cotou nos 0,10 euros, a perder 9,09%. Neste momento, segue a cair 8,18%, a valer 0,101 euros.(...)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

BCP encerrou em queda de 7,56% para o mínimo histórico

O índice PSI-20 recuou 1,25% para 5.673,27 pontos, com quatro cotadas a subir e 16 a descer. Isto num dia em que as principais praças europeias perderam entre 1,76% (Footsie) e 3,15% (AEX da holanda) e em que é o sector da banca a pressionar mais.

Na sessão de hoje, sete dos 20 títulos que integram o principal índice da bolsa nacional fixaram novos mínimos históricos.

A Portugal Telecom esteve entre as cotadas que mais pressionaram ao depreciar 1,63% para 4,90 euros, enquanto a Sonaecom desceu 0,77% para 1,289 euros. Já a Zon Multimédia declinou 0,70% para 1,992 euros, mas estreou um novo mínimo histórico nos 1,969 euros por acção.

A retalhista Jerónimo Martins declinou 1,96% para 12,74 euros e foi a cotada que mais pressionou na sessão de hoje.

O BCP encerrou em queda de 7,56% para o mínimo histórico de 0,11 euros por acção(...)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Três bancos em mínimos históricos em dia de trambolhão na bolsa


A praça lisboeta segue a cair
mais de 3%, com o BCP, BPI e Banif nos mais baixos níveis de sempre. Portugal
Telecom está em mínimos de três anos.
A Grécia anunciou ontem que vai levar a referendo o novo programa de ajuda
financeira, o que desencadeou fortes receios de que o país entre em
incumprimento, uma vez que o forte descontentamento popular leva a crer que o
segundo resgate poderá ser “chumbado”.Este anúncio deixou os mercados
todos no vermelho, com as bolsas – asiáticas, europeias e futuros dos EUA -,
petróleo e euro a marcarem perdas substanciais.Por cá, não é excepção e
o PSI-20 mergulha 3,38% para 5.671,48 pontos, com apenas uma
cotada em alta.O sector financeiro é o que regista as maiores quedas,
com destaque para os novos mínimos históricos do BCP, BPI e Banif.
O banco liderado por Carlos Santos Ferreira afunda 12,26% para 0,136 euros,
um nível nunca antes visto (...).

Incumprimento bancário e crise penhoram casas a centenas de famílias em Sintra

Ao longo dos anos, João P. viu nos sucessivos créditos a solução para adiar os efeitos da crise. Hoje, protagoniza um dos mais de 800 casos de famílias do concelho de Sintra que viram os seus imóveis penhorados em 2011.
O empresário tinha um salário que rondava os quatro mil euros. Depois do encerramento da empresa que demorou anos a consolidar no mercado, a expropriação da residência onde vivia com a família fechou o capítulo iniciado com o acesso fácil ao crédito. "Era a única solução que tinha. Os clientes não pagavam e eu, para pagar a fornecedores e aos empregados, tive que recorrer ao crédito. Agora perdi tudo. Casa, carros e a qualidade de vida que tinha", disse o empresário à agência Lusa.

De acordo com dados fornecidos à Lusa pela juíza presidente do Tribunal de Comarca da Grande Lisboa Noroeste, Ana de Azeredo Coelho, de Janeiro até Junho deste ano foram feitas 883 diligências públicas de execução e em 2010 o número atingiu as 988 diligências. A responsável estima que 90% destes números corresponda à venda de imóveis.

Segundo um relatório dos juízes do Juízo de Execução da Grande Lisboa Noroeste de Março de 2011, relativamente ao valor dos créditos bancários em cobrança, sem incluir juros, o valor global dos processos a correr neste tribunal ascendia aos dois mil milhões de euros. Este valor engloba um período de 2003 até ao presente ano, estando pendentes 62.747 processos de execução.

Presidentes de juntas de freguesia do concelho de Sintra mostram-se preocupados com o aumento das penhoras de imóveis, adiantando já não terem condições para ajudar todas as pessoas que vão bater às portas das autarquias.

Segundo a autarca de Monte Abraão, Fátima Campos, as dificuldades económicas são cada vez mais sentidas na sua freguesia e, se até há meses atrás a junta se envolvia no processo de ajudar as pessoas a encontrar uma solução, agora, dado o aumento de pedidos de ajuda, já não é possível fazer esse trabalho. "Antigamente vinham cá de seis em seis meses pessoas que já não conseguiam pagar as suas casas, entretanto penhoradas pelos bancos. Agora temos pelo menos dois casos por mês", disse.

Segundo o presidente da Junta do Cacém, José Faustino, a penhora de casas nesta freguesia está a atingir números bastante elevados, comparativamente a outros anos. "Tenho sentido muito esse aumento porque os funcionários de execução vêm cá publicar os editais. Este ano tem sido fora do normal", disse, adiantando que os efeitos da crise se fazem sentir ao nível dos atendimentos, uma vez que há um aumento do pedido de respostas ao nível de alimentação e medicamentos.

Filipe Santos, autarca de Rio de Mouro, adiantou que todos os dias recebe editais do tribunal relativos a despejos e penhoras de habitações e de lojas. O autarca lamentou que neste período de crise a Seg. Social apenas disponha de uma técnica para trabalhar nesta freguesia, onde moram cerca de 50 mil pessoas, 30% das quais com baixos rendimentos.

Em Massamá, este ano houve um "grande aumento" de casos de penhoras de imóveis, contou o presidente Pedro Matias. Em 2011 já foram "penhoradas 91 casas", enquanto em 2010 foram 60.

"Temos ainda um dado novo que não tivemos o ano passado. Recebemos editais do tribunal relativos a 17 processos de insolvências de pessoa singular ou colectiva. Estes são os sinais da crise", adiantou.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vítor Bento: "Já chegámos ao fim da linha porque não temos financiamento"

Vítor Bento discorda das palavras de Cavaco Silva de que "há limites para os sacrifícios". "Enquanto sociedade, não há", responde o Conselheiro de Estado do Presidente. Porquê? "Porque chegámos ao fim da linha: quem nos dá financiamento, exige condições".
Vítor Bento, economista, presidente da SIBS e Conselheiro de Estado do Presidente da República garante que a única forma de conseguir financiamento é mesmo fazendo os sacrifícios que são pedidos.

“Enquanto sociedade não há limites para o sacrifício porque se não tivermos disponibilidade de financiamento vamos ter mesmo de ajustar por baixo. É uma inevitabilidade”, declarou hoje aos jornalistas, à margem do 4º Congresso Nacional dos Economistas, em reacção às palavras desta manhã do Presidente da República.

Vítor Bento garantiu que os portugueses precisam de ser esforçados para realizar os ajustamentos o mais rápido possível e realizá-los de forma a ganhar a credibilidade internacional “para que se mantenham abertos os canais de financiamento”.

“Temos de ter presente que chegámos ao fim da linha. Não temos financiamento e o que temos é com base em condições”, afirmou o economista acrescentando que os portugueses “dependem deles [mercados internacionais] e eles é que ditam as condições”.

Quanto ao Orçamento do Estado para 2012, o economista diz que o documento “era inevitável até porque as variáveis não eram muitas”.


Cavaco fala em violação de princípio "básico"

Em declarações também à margem do 4º Congresso Nacional dos Economistas, Cavaco Silva lançou esta manhã duras críticas aos cortes de subsídios anunciados pelo Governo.

“Já o disse anteriormente e repito. É a violação de um princípio básico de equidade fiscal. Era a posição que já tinha quando o anterior governo fez um corte nos vencimentos dos funcionários públicos”, sublinhou o presidente da República.

“É sabido por todos que a redução de vencimentos e pensões a grupos específicos é um imposto porque obedece à definição de imposto”, concluiu, depois de ter assegurado que “mudou o governo mas eu não mudei de opinião”.

Cavaco Silva sinalizou que o seu entendimento é que o corte dos subsídios de Natal e de férias, em exclusivo para a Função Pública e pensionistas, traduz uma violação ao princípio da equidade consagrado na Constituição Portuguesa.

O Presidente da República mostrou também ter dúvidas sobre o princípio da protecção da confiança, igualmente consagrado na Lei Fundamental, ao revelar preocupação quanto à admissibilidade da amplitude da redução de rendimento que estas medidas provocarão, já que, para 2012, o Governo reconduz também o corte médio de 5% nos salários mensais do sector público.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Banco de Portugal alerta para "queda muito acentuada" do consumo

O Banco de Portugal sublinha a forte redução do rendimento disponível das famílias como factor explicativo da "queda muito acentuada" que prevê para o consumo privado.

A grande recessão de consumo em Portugal já começou. Irá agravar-se no final deste ano com o imposto extraordinário e continuará, pelo menos, em 2012. O Banco de Portugal sublinha a forte redução do rendimento disponível das famílias como factor explicativo da "queda muito acentuada" que prevê para o consumo privado.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Goldman Sachs corta avaliação do BCP, BPI e BES

O relatório dos analistas diz ainda que os principais riscos para esta avaliação consiste nos riscos existentes no que diz respeito aos desenvolvimentos macroeconómicos em Portugal, bem como a eventual pressão para que os bancos reforcem os seus capitais de forma mais rápida.

Cenário de "stress" deixaria 22 bancos sobreavaliados

O banco de investimento norte-americano cortou o preço-alvo dos três maiores bancos portugueses para incorporar alterações ao modelo de avaliação.

(...) Na nota de análise divulgada hoje, os analistas do banco estudaram o impacto de um incumprimento da Grécia e da redução do valor de mercado das dívidas de Portugal, Espanha, Irlanda e Itália no capital dos bancos.

Os analistas referem que se forem aplicados os principios que a Autoridade Bancária Europeia aplicou nos testes de "stress" à dívida das economias períféricas, apenas 24 dos 46 bancos que o Goldman Sachs acompanha na Europa continuariam a negociar a um múltiplo inferior a 15 vezes os seus resultados anuais estimados.

A lista de bancos favoritos do Goldman Sachs é integrada pelo Erste Bank, BBVA, HSBC e Lloyds Banking Group e todos beneficiam de recomendações de "comprar".

Hoje o sector da banca está a desvalorizar em Portugal e na Europa. O BES desvaloriza 4,88% para 1,871 euros e o BCP perde 3,80% para 0,177 euros. Já o BPI recua 3,73% para 0,62 euros e o Banif cai 7,54% para 0,368 euros.

sábado, 1 de outubro de 2011

PSI-20 cai 20% no terceiro trimestre com BCP a perder metade do valor


O valor das acções do BCP recuou mais de metade em apenas três meses, liderando os recuos entre as cotadas do da bolsa portuguesa. Todas as empresas perderam terreno entre Julho e Setembro. A menor queda é a da Cimpor, com um deslize de 4,73%.


BCP perde 52% em três meses

Na Europa, a sétima empresa que mais afundou foi o BCP, que liderou também as perdas do PSI-20 no terceiro trimestre.

A entidade administrada por Carlos dos Santos Ferreira (na foto) afundou 52,44%. No final de Junho, as acções estavam acima dos 0,40 euros, tendo fechado hoje nos 0,195 euros.

Foi no final do mês de Julho que o BCP anunciou uma nova estratégia de grupo, quando admitiu que se podia vir a desfazer das unidades gregas e polacas.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

MILLENNIUMBCP em mínimos históricos

(...)
Banca continua a ser penalizada e cai novamente para mínimos

Na banca, o sentimento continua a ser negativo. O BCP cai para 0,174 euros, um novo mínimo histórico, recuando 4,4%. O BPI cede 3,95% para 0,583 euros, depois de ter caído para 0,582, novo custo por acção nunca antes visto. O Banif está a ganhar 0,79% para 0,385 euros. Caiu já para 0,38, novo mínimo histórico.(...)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dívida - BCP paga 70,8 milhões pela utilização da garantia do Estado


O Governo autorizou o Banco Comercial Português a realizar uma emissão de dívida com garantia do Estado, no montante máximo de 1,75 mil milhões de euros.

A intenção do banco liderado por Carlos Santos Ferreira avançar com esta operação era já conhecida, e pode agora ser concretizada, depois da aprovação ter sido publicada hoje em Diário da República.

“Autorizo a concessão da garantia pessoal do Estado, para cumprimento das obrigações de capital e juros no âmbito do empréstimo obrigacionista a emitir pelo Banco Comercial Português”, refere o despacho assinado pela Secretária de Estado do Tesouro e das Finanças, Maria Luís de Albuquerque.

A governante fixou em 1,348% a taxa que o BCP terá que pagar anualmente pela utilização da garantia. Deste modo, o Estado irá receber 23,6 milhões de euros por ano com esta garantia, num total de 70,8 milhões no acumulado dos três anos.

O despacho adianta que a emissão tem como objectivo “repor e ampliar os níveis de liquidez do Banco e dotá-lo dos meios de financiamento para continuar a assegurar a sua função de concessão de crédito à economia”.

A emissão do BCP terá um prazo de três anos, pagando um cupão equivalente à Euribor 3 meses acrescido do “spread” que será determinado quando a emissão for concretizada.

Até hoje foram já três os bancos portugueses que avançaram com este tipo de emissões, sendo que o “spread” pago foi igual em todas elas: 4,95%.

A Caixa Geral de Depósitos foi a primeira, com a emissão de 1,8 mil milhões de euros. Seguiu-se o BES, com uma emissão de 1,25 mil milhões de euros e o Banif de 200 milhões de euros. Em comissões ao Estado, a CGD pagou uma comissão de 73 milhões de euros.

A unidade de crédito ao consumo do Banif irá colocar dívida nas mesmas condições que a sua casa-mãe, num montante de 25 milhões de euros.

Deste modo, estes três bancos já emitiram 3,25 mil milhões de euros com recurso às garantias do Estado. Quando for concretizada a emissão do BCP, o total subirá para 5 mil milhões de euros.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MILLENNIUM BCP perde 40% desde Janeiro e negoceia abaixo dos 32 cêntimos


A sessão de hoje foi mais um dia negro para a banca portuguesa. Só na última semana, BCP, BES, BPI e Banif perderam, em bolsa, 1,13 mil milhões de euros. O BCP é a cotada mais penalizada e já perde 39,64% desde o início do ano. Hoje renovou um novo mínimo histórico.

Os títulos do banco liderado por Carlos Santos Ferreira perderam hoje um máximo de 9,40% e chegaram a negociar nos 0,318 euros, o valor mais baixo de sempre. Os títulos fecharam a cair 7,12% para os 0,326 euros.

Foi a sétima sessão consecutiva de quedas, período em que o banco perdeu em bolsa 540 milhões de euros.

A última semana foi, particularmente, "dura" para a banca portuguesa devido ao corte de "rating" da Moody’s. Desde que a agência de notação financeira baixou a avaliação da dívida soberana portuguesa que os títulos da banca já perderam 938 milhões de euros.

O BCP é título da banca que cai há mais sessões consecutivas (sete) e o que mais perde desde o início do ano: 39,64%. O banco renovou hoje um novo mínimo histórico ao negociar nos 0,318 euros.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Banca perde mais de 300 milhões em apenas uma sessão


A banca nacional não foi um caso isolado. Todo o sector europeu fechou em forte queda depois do presidente do Banco Central Europeu ter alertado que a estabilidade financeira na União Europeia poderá ser comprometida pela crise de dívida.

Numa opinião com base "pessoal eu diria que 'sim, [o sinal] está vermelho", afirmou Jean-Claude Trichet aos jornalistas, citado pela Bloomberg. As declarações foram proferidas ontem, depois de uma reunião com o Conselho Europeu de Risco Sistémico e são mais um factor de preocupação não só para a banca mas para a generalidade dos mercados bolsistas.

Ao mesmo tempo, os juros da dívida portuguesa renovaram máximos históricos nos prazos mais curtos "alimentados" pelo impasse que se vive entre a União Europeia/FMI e a Grécia, face à quinta tranche da ajuda internacional.

A banca tem sido um dos sectores mais penalizados por esta situação. No sector bancário nacional, hoje foi mais um dia de fortes quedas e de novos mínimos.

O BCP renovou o mínimo histórico nos 0,386 euros, tendo fechado a cair 3,70%. Esta queda representa menos 180 milhões de euros de capitalização bolsista.

O banco que mais perdeu foi o BES, que fechou a sessão a valer menos 131 milhões de euros face ao dia de ontem. O banco caiu um máximo de 6,97% e negociou no nível mais baixo desde Janeiro de 1996, 2,414 euros.

O BES fechou a sessão a perder 4,35% para os 2,482 euros.

O BPI encerrou o dia a perder 5% e a cotar nos 95 cêntimos por acção. Já o Banif perdeu 4,03% para os 0,619. Durante a sessão o banco tocou nos 60 cêntimos, o nível mais baixo desde Maio de 2003.

No total, a banca perdeu, só na sessão de hoje, 304,2 milhões de euros de capitalização bolsista. No último mês, ou seja desde 23 de Maio, o sector já perdeu 1,37 mil milhões de euros, uma média de 57,3 milhões de euros por dia.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Relação confirma condenação do BCP a pagar coima recorde


O Tribunal da Relação confirmou hoje a condenação do BCP ao pagamento de uma coima recorde de cinco milhões de euros, com suspensão de liquidação de metade deste valor, por prestação de informação não verdadeira ao mercado, quando Jardim Gonçalves era presidente.

O BCP vai mesmo ter de pagar a coima que lhe foi aplicada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), por prestação de informação não verdadeira ao mercado relacionada com as “offshores” que o banco terá usado para adquirir acções próprias com financiamento do banco, no tempo em que Jorge Jardim Gonçalves era presidente.

Segundo confirmou fonte oficial da CMVM ao Negócios, o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão do Tribunal de Pequena Instância criminal que, em Julho do ano passado, tinha confirmado a aplicação ao BCP de uma coima de cinco milhões de euros. No entanto, para efeitos de pagamento, haverá suspensão de metade da coima, pelo que o banco só terá de despender 2,5 milhões de euros.

Apesar desta decisão, o advogado do BCP continua a defender a posição do banco. “Vou esperar para ser notificado do acórdão e analisá-lo. Bati-me por outro resultado e continuaria a bater-me se fosse hoje. Mas é o Tribunal que decide”, afirmou Rui Patrício ao Negócios.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

BCP conclui venda de 95% do banco na Turquia por 58,9 milhões


O BCP “concluiu, na presente data, o processo de alienação de 95% do capital social do Millennium Bank AS na Turquia à instituição financeira Credit Europe Bank, N.V., entidade detida pelo grupo financeiro Fiba Holding, A.S., pelo preço global ajustado de 58,9 milhões de euros”, revela o banco em comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por Santos Ferreira “manteve uma participação de 5% na sociedade, tendo estabelecido com o comprador um mecanismo de opções de compra e de venda prevendo a possibilidade de alienação do remanescente da sua participação por preço por acção não inferior ao agora recebido”, adianta a mesma fonte.

“Esta transacção gerou uma mais-valia, antes de dedução de impostos, de 1,2 milhões de euros e teve um impacto positivo de 5 pontos base no rácio de capital Tier I do Banco Comercial Português”, acrescenta o comunicado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Portugal sob vigilância apertada das agências de "rating"


A S&P veio a Portugal e seguiu ontem no Parlamento o debate orçamental.
A Fitch avisa para a dívida. O Governo garante que reduzirá o défice público
As agências de "rating" estão a fazer marcação cerrada ao Estado português. Ontem, a margem de manobra do Governo ficou ainda mais limitada: um dia depois de ter visto a República pagar juros recorde para emitir dívida, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, foi prestar esclarecimentos a um Parlamento onde, além dos deputados, compareceu também a Standard & Poor's, que veio até Portugal "tomar o pulso" ao estado da economia e das contas públicas.

Segundo vários deputados contactados, não há memória de uma visita de uma agência de notação de risco ao hemiciclo durante um debate orçamental.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Indicador de consumo das famílias portuguesas em queda há três meses


O consumo privado, motor da economia no arranque do ano, está a ser penalizado pelas medidas de austeridade. A actividade económica estabilizou.
Os Indicadores de Conjuntura hoje revelados pelo Banco de Portugal mostram que o crescimento do consumo das famílias portuguesas está a abrandar há três meses, mas ainda assim a evolução da actividade económica permanece estável.
O indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial do consumo privado registou um crescimento de 1,7% no mês passado, o que representa uma descida face ao crescimento de 2,2% verificado em Junho.
Julho foi o primeiro em que o IVA aumentou um ponto percentual em Portugal, sendo que a descida deste indicador, que se verifica há três meses, estará relacionada com a introdução e anúncio das medidas de austeridade por parte do Governo para baixar o défice.
Depois de crescer 2,7% em Abril, o indicador que mede o consumo privado aumentou 2,5% em Maio e 2,2% em Junho. O crescimento homólogo de 1,7% em Julho foi mesmo o mais reduzido do ano em termos mensais, apontando para uma segunda metade de 2010 mais fraca do que diz respeito aos gastos das famílias.

Apesar deste abrandamento, o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga tendencial da actividade económica estabilizou em Julho. a taxa de crescimento foi de 1,4%, igual à verificada nos dois meses anteriores. Este indicador apresentou uma tendência crescente desde o início do ano (quando entrou em terreno positivo) e estabilizou desde Maio

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Financiamento do BCE aos bancos portugueses sobe 21,5% em Julho


Os bancos portugueses continuam a aumentar o financiamento junto da autoridade monetária europeia. No espaço de um ano, cresceu cinco vezes. O montante até agora captado representa já um terço do PIB nacional.


O financiamento do Banco Central Europeu ao sistema financeiro português atingiu 48,83 mil milhões de euros no final do mês de Julho, um crescimento de 21,5% face ao verificado um mês antes.

Os dados, revelados hoje pelo portal de estatísticas do Banco de Portugal, mostram que os bancos portugueses continuam a recorrer em larga escala ao BCE para fazer face ao congelamento do mercado interbancário.

O registo de Julho representa um novo máximo histórico, sendo que a tendência do montante do financiamento que a banca portuguesa tem obtido junto do BCE tem sido sempre de crescimento ao longo deste ano.

Em Junho tinha superado pela primeira vez a barreira dos 40 mil milhões de euros, após um aumento mensal de 12,4%.

O aumento mais acentuado verificou-se em Maio, quando o montante de financiamento mais do que duplicou para 35,7 mil milhões de euros (...)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tribunal diz que BCP escondeu "offshores" de forma deliberada


A primeira decisão de um tribunal sobre o caso BCP confirma a acusação das autoridades de supervisão de que o banco usou cerca de duas dezenas de "offshores" para financiar a compra de acções próprias com crédito da própria instituição.

Além disso, o tribunal dá como provado que o banco prestou informação falsa ao mercado de forma deliberada.

A decisão do Tribunal surgiu na sequência da impugnação judicial que o BCP fez da coima de cinco milhões de euros a que tinha sido condenado por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), devido à prestação de informação falsa ao mercado.

A juíza confirmou as seis infracções identificadas pelo supervisor e diz que elas foram cometidas "a título doloso". Ainda assim, decidiu a suspensão de metade da coima, por um período de dois anos.
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"