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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O nosso sistema político dos últimos anos está refém do poder da banca...

O nosso sistema político dos últimos anos está refém do poder da banca e jamais se livrará.

O século xx português produziu duas grandes anomalias: o salazarismo, que gerou 50 anos de atraso, e o cavaquismo, que só soube produzir duartes limas, tudo o resto são arredores. o problema do cavaquismo, como bem saberão os apreciadores da mitologia, está para jasão e os argonautas, como o primeiro grande cancro de portugal do séc. xx, o socratismo, está para os epígonos. jasão, lançou-se numa epopeia, no fim da qual encontrou o tosão de ouro e medeia; os epígonos, assumidamente mais frágeis, apenas encontraram BCPs, BPPs, BPNs, fundações armandos vara, e os oráculos de vítor constâncio, com muita pedofilia pelo meio, e assim poderemos igualmente resumir a primeira década do presente século. acontece que, em cem anos, muita coisa muda na tipologia de uma nação. pelo meio, tivémos uma guerra de interesses, que, entremeada com outra guerra de interesses, conduziu a uma revolução, demasiado branda para as necessidades de uma sociedade oprimida ao ponto da explosão. como entrou para o senso comum de todos os comentários de rua, o 25 de abril deveria ter sido aprofundado, ao ponto de ter erradicado todas as metástases que nos gangrenavam o tecido europeu, mas não foi. triunfaram os brandos costumes, e a coisa voltou a entrar em derrapagem, desta vez em ritmo acelerado. mário soares, com todo o lastro que lhe conhecemos, foi o derradeiro político do século que compreendeu que não nos restava mais nenhuma opção senão a de enveredar pela recuperação do tempo perdido, e voltar aos tempos de glória, em que Portugal, uma das sete mais ricas nações do mundo, de então, aceitava dissolver-se na paridade de uma condigna comunhão europeia. engano. começou, então, o cavaquismo, uma segunda via de santa comba dão, onde, mergulhados numa chuva de fundos, direcionados para o pontapé de arranque a que o plano marshall, tal como a guerra, nos tinha poupado, vimos, um após outro, serem destruídos os alicerces de qualquer economia: agricultura, pescas, produtos tradicionais, mineração, indústria transformadora, estaleiros navais, entre muitas coisas, foram transformados num país de alguns novos ricos, viciados em cocaína, e de muitos novos pobres, perdidos nas esquinas do "cavalo", da importação das sobras do mundo civilizado e da especulação das mafias do futebol, da construção civil, e dos bancos dirigidos por camorras inenarráveis. o cavaquismo está resumido numa lapidar frase de parede de casa de banho, que retive: "o cavaco deixou vir os pretos, que te roubaram as gajas, as casas e os trabalhos, e tu agora ficas no teu quarto, a bater uma punha". para os racistas, nos quais não me incluo, o resumo seria delicioso, não estivesse tão perto da verdade, para tanto, bastando tornar mais eruditas as palavras redigidas. na verdade, "os pretos" foram mão de obra clandestina e barata, que veio ocupar os postos de trabalho manual, que os portugueses, um dos povos com as mais baixas habilitações da Europa, achavam indignos da sua velha tradição senhorial, de andar a roubar os outros, pelo mundo afora. portanto, é verdade que, na forma de novos escravos, começámos por deixar vir "os pretos" do cavaquismo, que viviam em contentores, e depois de construírem expos e centros culturais de belém, eram postos fora, sem segurança social, salários em atraso, algumas irremediáveis feridas de corpo e alma, e com um discurso sobre a terra de afonso henriques capaz de nos envergonhar, para sempre, nas suas paragens de origem. conhecemos, depois, o ciclo dos eslavos, dos brasileiros, e, por fim dos indo paquistaneses, sempre utilizando a mesma receita dos descartáveis, "os pretos", que iam permitindo que o tecido social e económico se degradasse, enchendo os bolsos dos criminosos da construção civil, da banca e do futebol, misturados com as "gajas", das redes de alterna de brasileiras e eslavas, dos vice reis do norte, cujos nomes são sobejamente conhecidos, e que necessitavam de mandatos de captura idênticos ao de duarte lima. cavaco silva, uma mente retrógrada de um buraco algarvio, destruiu o aparelho produtivo, e criou a dívida, um colossal monstro que apenas esperava a sua ocasião para fazer a aparição, enquanto a sociedade sofria um colossal desvio das regras que regem qualquer estado democrático, e são simples, porque são só uma: o princípio da paridade de qualquer cidadão perante a lei. aprendemos que isso tinha desaparecido com leonor beleza, um dos rostos femininos do crime sem castigo, com cadilhes, os tais duartes lima, os cardosos e cunha, os ferreiras do amaral, a quem nunca cortaram "as gorduras", os pintos da costa, os isaltinos, os "majores" e outras tantas aberrações de que já nem me lembro. quando guterres percebeu a coisa e abandonou o país, que mais não era do que um "open space" de fundações, de freeports e de políticos vivendo abertamente na sua pedofilia, já era tarde de mais: inaugurava-se o ciclo carlos cruz, cujas ligações à rede de tráfico mundial de rapazinhos permitiu trazer para portugal o euro 2004, que as pessoas pensaram ser desporto, mas não era, era o "futebol", "futebol à portuguesa", mesclando mafias de mourinhos e figos, construção de estádios inviáveis em desertos inomináveis, e atirando para os bolsos dos de sempre, e mais uns quantos recem chegados, colossais talhadas de dinheiro, que poderiam ter trazido colossais saltos nos índices de desenvolvimento humano da nossa população, mas, mais uma vez, à velha maneira cavaquista, representaram colossais formas inalteráveis de retrocesso, corrupção e compadrio. em 2005, como cúmulo desta acumulação de monstruosidades, a ignorância de alguns portugueses chamou para o palácio de belém um indivíduo que deveria estar no estabelecimento prisional de Lisboa, o mais perigoso dos políticos, porque, ao renegar a sua condição de político, inaugurou uma novel geração de não políticos, a quem eram permitidos todos os atos ilícitos da política, a coberto de uma impunidade, que mesclava a justiça com o crime organizado, e colocava toda a escadaria das sociedades secretas a cavalgar a normal ascensão das hierarquias de mérito da cultura, da academia, da empresa e da sociedade, em geral. não preciso de enunciar os nomes, porque vocês conhecem-nos: claras ferreiras alves, isaltinos, moitas flores, searas, jardins gonçalves, deuses pinheiros, miras amarais, vítores constâncios, ulrichs, varas, bavas, carrapatosos e tantos outros, que desfilam diariamente pelas televisões, e que, ao surgirem, nos leva a todos nós pensarmos, "olha, este já devia estar preso"... acontece que não estava e e não está, e, como se de uma imensa estação de tratamento de lixo se tratasse, Portugal transformou-se subitamente numa gigantesca montanha, onde todos os resíduos se acumularam, sem qualquer remoção. o Cavaquismo só produziu escroques, ladrões e assassinos. quando Dias Loureiro, um facínora, mandou disparar, na ponte, sobre os portugueses, já vinha a caminho o fedor dos epígonos, cada um pior do que o anterior, e via-mos a era dos licenciados a preceito, com o sr. Sócrates a servir de epígrafe a uma gigantesca lista telefónica, e onde o português finalmente percebeu que vivia num estado fora da lei. nunca como com cavaco, e com Sócrates, em 10 mais 6 anos se conseguiu destruir tanto, e em tão pouco tempo. o caso duarte lima, uma derradeira forma de vómito, num momento em que Portugal está em risco de perder a independência, com o rosto a mergulhar numa penumbra de pobreza, ao nível da áfrica subsariana, revelou que tem de vir a justiça de uma superpotência, em ascensão, mostrar que para ser exercida justiça em língua portuguesa, ela já tem de ser imposta de fora das vetustas fronteiras que Afonso III tão cedo fixou. para Portugal, chega de vexame e impunidade, chega de contornar as responsabilidades e de continuar a permitir a impunidade de todos estes rostos de facínoras que nos destruíram e retiraram a dignidade pessoal, histórica e nacional. antes apreciemos a nem sempre agradável, mas inevitável, metamorfose do Magrebe. tudo o que hoje estamos a presenciar merece ser considerado como o episódio final desta miserável telenovela, e chegou o momento dos garantidores da nossa soberania, os militares, assegurarem a última fronteira que nos resta, a do direito de indignação: com 23 anões atrás, o colossal anão Aníbal Cavaco Silva vai agora a caminho do Paraguai. talvez seja um bom dia, e uma boa ocasião para os militares dizerem ao seu comandante supremo que deverá partir, para já não voltar. nós, portugueses e portuguesas, agradeceremos infinitamente.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

BCP cai 4% para novo mínimo histórico nos 0,21 euros


Bolsas europeias agravam perdas da abertura. Em Lisboa é o BCP que lidera as perdas
.

As acções do BCP tocaram hoje no valor mais baixo de sempre - 0,212 euros -, após uma queda de 4,07%. Isto numa altura em que o PSI 20 deslizava 1,04% para 6.138,92 pontos com apenas duas cotadas em terreno positivo: Banif e Mota-Engil. As principais praças europeias deslizavam mais de 1,5%, agravando assim o registo negativo visto logo na abertura da negociação. A pressão compradora intensificou-se depois de um ‘research' do Golman Sachs onde o banco norte-americano revê em baixa a sua avaliação para vários bancos europeus, incluindo três portugueses.

Em Lisboa, tal como na Europa, a banca é o sector pressionado. Além do BCP, que com a queda de hoje acumula perdas de 60% em 2011, o BES recuava 2,18% e o BPI cedia 1,23% para 0,725, negociando perto do mínimo de 0,719 euros. Em contra-ciclo estava o Banif, que subia 0,24%.

BCP, BES e BPI foram três dos alvos dos ‘downgrades' do Golman Sachs. O ‘target' para o BCP desceu de 0,4 para 0,33 euros. O preço-alvo do BES caiu de 3,1 para 3 euros. No mesmo sentido, a avaliação do BPI emagreceu de 1,15 para 1 euro (...)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BCP obrigado a aumentar capital ou a vender activos


O BCP foi uma das quatro instituições nacionais que apresentou o rácio de capital ‘core tier 1’ mais baixo nos testes de ‘stress’ entre os bancos nacionais.

De acordo com os resultados dos testes de ‘stress' realizados hoje pela autoridade europeia do sector bancário (‘European Banking Association' - EBA), o BCP foi a instituição que apresentou o rácio de capital ‘core tier 1' em 2012 no cenário adverso mais baixo da banca nacional.

"Como resultado do choque assumido, o ‘core tier 1' consolidado estimado do Banco Comercial Português passará para 5,4% sob um cenário adverso em 2012, que compara com um rácio de 5,9% no final de 2010", refere a EBA.

Isto significa que, apesar de o BCP ter passado nos testes de ‘stress' (a linha de chumbo estava nos 5%), o Banco de Portugal (BdP) considera que o banco liderado por Santos Ferreira terá de "desenvolver, em acordo com o Banco de Portugal, as medidas apropriadas para reforçarem os seus balanços no período de 3 meses imediatamente após a presente publicação. Estas acções poderão tomar a forma de aumentos de capital ou alienação de activos", refere o BdP em comunicado.

Todavia, o BCP já deu indicações no sentido de ter entregado junto do BdP um conjunto de medidas neste sentido.

Na mesma condição está o ESFG que, segundo a EBA, apresentou um rácio de capital ‘core tier 1' para 2012 de 5,8%, quando são tidas em conta as condições do cenário adverso. Todavia, o ESFG já terá tomado medidas no sentido de colocar o rácio de capital ‘core tier 1' acima dos 6% até ao final do ano, como é desejo do BdP, e, por esse motivo, não deverá realizar mais qualquer tipo de operação neste sentido.

Refira-se ainda que o BdP revelou que, considerando os resultados de todos os bancos analisados - CGD, BCP, ESFG e Banco BPI -, "no cenário adverso, a

Na sessão de hoje as acções do BCP recuaram 1,55% para 0,318 euros

quinta-feira, 7 de julho de 2011

BANCO COMERCIAL PORTUGUES (MILLENNIUM)




BANCO COMERCIAL PORTUGUES

Data 2011-07-07 | 16:36



0.364
Cotação

-0.82
Variação %

-0.0030
Variação ptos

89.409.212
Volume acções

32.547.962
Volume em EUR





0.376Sessão Máximo
0.353Sessão Mínimo
0.608Ano Máximo
0.362Ano Mínimo
0.651552 semanas Máximo
0.36252 semanas Mínimo

2623Capitalização (milh)
-31.8582Variação Ano
-36.7488Variação 52 semanas

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Risco da dívida portuguesa é o que mais sobe no mundo


O preço de subscrever um seguro contra o possível incumprimento de Portugal atingiu hoje um novo máximo histórico, nos 196 pontos. Os CDS sobre Obrigações a cinco anos são os que mais sobem em todo o mundo.
Os investidores estão a dar novos sinais de receio em relação a Portugal, o que é visível tanto na evolução do 'spread' das obrigações portuguesas a 10 anos como na evolução dos 'credit default swaps' (CDS) sobre Obrigações do Tesouro a cinco anos.
Segundo dados da CMA DataVision, os CDS portugueses estão a negociar nos 196,2 pontos, o valor mais elevado de sempre, o que significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida, os investidores têm de pagar um seguro anual de 196,2 mil euros.
Os CDS lusos são mesmo os que mais estão a subir em todo o mundo, isto porque, dizem os analistas, depois da Comissão Europeia ter hoje dado luz verde ao plano do Governo grego para descer o défice orçamental do país, os receios estão a voltar-se para os outros países que apresentam situações mais "delicadas".
Portugal parece ser um dos que se seguem, depois do Comissário Joaquin Almunia ter hoje afirmado que o país partilha com a Grécia alguns problemas como o défice elevado e a falta de competitividade, assim como a elevada necessidade de financiamento.
O comissário afirmou também que "a necessidade de corrigir os desequilíbrios orçamentais vai ter de ser reforçada para Portugal por causa do défice de 2009 e também de 2010, que ficaram ligeiramente acima do esperado".
Outro factor que está a condiconar a evolução dos indicadores de risco da dívida portuguesa é a emissão de bilhetes do tesouro nacionais realizada esta manhã.
Eram para ser colocados no mercado 500 milhões de euros de bilhetes do tesouro com maturidade de Janeiro de 2011, mas o IGCP optou por vender apenas 300 milhões, isto perante um juro 49 pontos percentuais acima da taxa oferecida na última emissão de Janeiro.
"Foi este o motivo. O mercado está agora muito ansioso em relação a Portugal, depois da Grécia, onde o problema também começou no sector da dívida de curto-prazo e depois se estendeu aos prazos mais longos", disse um operador citado pela 'Reuters'.
O 'spread' das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos, que é o prémio que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa em vez das obrigações alemãs, que são a referência para o mercado, também está em alta, a negociar nos 144 pontos, o valor mais elevado desde Abril. Isto mesmo depois da Comissão Europeia ter manifestado hoje o seu apoio total aos planos do Governo grego para cortar o défice do país.
"A volatilidade é muito elevada devido à situação da Grécia. O IGCP normalmente coloca no mercado tudo o que planeia, ou mais, mas desta vez estava a ficar demasiado caro, por isso venderam menos", explicou o analista do BES, Rui Pereira, à Reuters.
Segundo operadores, o juro mais elevado proposto no leilão de hoje ascendeu a 2%, mas a única taxa aceite pelo IGCP foi de 1,379% que, ainda assim, é a mais alta desde Fevereiro do ano passado e 49 pontos percentuais acima do juro de 0,928% pago pelos bilhetes do tesouro vendidos a 20 de Janeiro.
Uma fonte de mercado em Londres afirmou que a venda de bilhetes do tesouro fez subir o 'spread' das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos, ou seja, o juro pago na emissão de dívida no curto prazo parece estar a afectar os prazos mais longos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Desemprego ensombra Wall Street, Citigroup afunda 8%


A subida inesperada dos pedidos iniciais de subsídio de desemprego nos EUA motivou uma abertura negativa nas bolsas norte-americanas.
O índice industrial Dow Jones descia 0,54% e tecnológico Nasdaq desvalorizava 0,64%. No mesmo sentido, o S&P 500 perdia 0,56%.
A pressionar os índices norte-americanos está um relatório do Departamento do Trabalho do país, que revelou que o número de americanos a pedirem subsídios de desemprego aumentou em sete mil para 480 mil pedidos na semana passada. Os analistas sondados pela Bloomberg esperavam uma descida para 465 mil.
Estes dados desfavoráveis trouxeram de novo os receios de que o mercado de trabalho vai demorar algum tempo para recuperar e poderá atrasar a retoma da economia norte-americana.
Os títulos do Citigroup destacavam-se pelas piores razões ao afundarem mais de 8%. O banco vendeu 5,4 mil milhões de acções a 3,15 dólares cada, um preço inferior aos 3,25 dólares que o Governo pagou quando entrou no capital do banco, em plena crise financeira. Fontes citadas pela CNBC avançaram que o Governo recusa-se a alienar a sua posição a um preço inferior ao de aquisição.

Novas regras na banca limitam dividendos


Os reguladores mundiais apertaram as regras de supervisão à banca e defendem limites aos bónus e dividendos pagos por bancos debilitados.

"Não é aceitável que bancos em dificuldade tentem usar a distribuição de capital como forma de simular que atravessam uma situação financeira confortável", explica o Comité de Supervisão Financeira de Basileia em comunicado.

Os grandes bancos vão ter por isso de aumentar as provisões ou mesmo realizar aumentos de capital para se protegerem das dificuldades financeiras já a partir de 2012, decidiram hoje os supervisores financeiros mundiais.

As novas regras do Comité vão introduzir limites mais exigentes para os rácios de capital dos bancos, regras mais apertadas para definir o que são considerados activos de qualidade e activos de risco, nomeadamente no que respeita a negociação de títulos financeiros e de derivados.

Segundo o Comité, o rácio de capital core tier 1, indicador que mede a saúde financeira das instituições, terá de excluir acções ou instrumentos financeiros que possam exigir aos bancos a obrigatoriedade de pagamentos a terceiros.

Os reguladores apelam ainda aos Governos nacionais que limitem os bónus e dividendos pagos pelos bancos com em dificuldades, de forma a evitar situações que ponham em risco o sistema financeiro mundial.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sem ajudas do Estado havia 4 milhões de pobres em Portugal


A pobreza em Portugal atinge 18% da população, cerca de dois milhões de pessoas, mas esse número podia ultrapassar os quatro milhões sem as ajudas do Estado, afirma a associação CAIS.


"Se não fossem as chamadas transferências sociais, que são as ajudas do Estado, que vão desde o Rendimento Social de Inserção ao Complemento Solidário para Idosos, desde subsídios para grávidas a subsídios para as famílias, de alimentação ou invalidez, teríamos em Portugal 41% de pobres", afirmou director executivo da associação CAIS Henrique Pinto, citado pela ‘Lusa'.

Henrique Pinto adiantou que em Portugal existem actualmente dois milhões de pobres, cerca de 18% da população nacional.

O responsável da CAIS acredita que actualmente ainda há "falta de vontade política" para resolver o problema da pobreza e defende um papel mais activo dentro de cada ministério.

"Quando se fazem ou preparam orçamentos, cada ministério deve colocar dentro de um orçamento próprio estas bolsas de pobreza, que se podem verificar na economia, na educação, na habitação, na saúde, para além dos investimentos que devem fazer", sugeriu.

No entanto, admite, o maior entrave no combate à pobreza e à exclusão social está na indiferença que a maior parte da população tem para com estes problemas e que Henrique Pinto aponta como "um dos grandes factores causadores" de não se conseguir terminar com os ciclos de pobreza "nos quais estão envolvidas famílias há muitas
gerações".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CORRRUPÇÃO - Duvido, logo corrupto


A crer na fúria legisladora do Parlamento, dentro de dois anos, a corrupção estará erradicada da face do país e, não tardará, as avançadas democracias escandinavas estarão a emular as boas práticas domésticas.
Nada que surpreenda. Perante um problema político sério - e a corrupção é-o - tendemos a optar pela solução preguiçosa: tipificam-se mais crimes, criam-se uns quantos observatórios e daqui a não muito tempo levantar-se-á um clamor colectivo protestando contra a ineficácia das leis entretanto aprovadas. Depois, já se sabe, a história repetir-se-á, com nova fúria legisladora.
O problema do combate à corrupção é que as respostas mais eficazes não só não produzem resultados no imediato como têm escassa visibilidade pública. É isto que cria o contexto para que seja possível explorar politicamente uma alegada inacção dos poderes públicos, que de facto não existe. Não por acaso, o combate à corrupção tornou-se num terreno fértil para a demagogia. Hoje, quem tenha dúvidas sobre a eficácia do caminho que está a ser seguido passa logo por corrupto no activo ou, pelo menos, em potência.
Como sublinhava Guilherme de Oliveira Martins, num artigo no Público, a propósito do tema: "as afirmações demagógicas e imediatistas apenas contribuem para o desenvolvimento da desesperança e do fatalismo (...). Mais importante do que a multiplicação de leis, precisamos de instrumentos eficazes, de medidas e de vontade".
E enquanto os deputados parecem ter descoberto no crime de ‘enriquecimento ilícito' e na inversão do ónus da prova que lhe está, diga-se o se disser, associada a maleita para todos os males, as respostas mais eficazes passam para segundo plano.
Se queremos de facto combater a corrupção, precisamos de intervir nas zonas cinzentas que persistem na formação das decisões na administração e nas empresas públicas. Isso faz-se, a título de exemplo, com mais transparência e informação (por exemplo publicitando de facto as adjudicações e os contratos públicos - veja-se o que acontece nos EUA, em que o destino dos recursos do pacote de estímulos anti-crise está descrito de forma detalhada na net); melhorando a organização do Estado (com um mais adequado sistema de controlo interno, através de códigos de conduta claros, mas, também, como aliás já acontece entre nós, com a responsabilização penal das pessoas colectivas); e com mais poderes de controlo para entidades reguladoras independentes (do Tribunal de Contas aos vários reguladores).
Ainda que com as limitações que são típicas das políticas e dos poderes públicos em Portugal, os passos que têm sido dados nos últimos anos vão neste sentido. O problema é que é muito mais difícil consolidá-los silenciosamente do que cavalgar a fúria mediática, que tem tanto de populista como de ineficaz.
____
Pedro Adão e Silva, Professor universitário

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BCP corta regalias a Jardim e a antigos administradores


O Conselho de Remunerações do banco, liderado por Joe Berardo, vai mexer nos privilégios dos ex-administradores reformados.

O Conselho de Remunerações e Previdência, presidido por Joe Berardo, está a estudar uma forma de pôr fim a algumas das regalias dos ex-administradores reformados, adquiridas ao abrigo dos anteriores regulamentos de reforma.
Nos próximos dias, aquele órgão social deverá levar ao Conselho Geral e de Supervisão e depois à mesa da Assembleia Geral uma proposta de regulamento que impõe aos anteriores gestores reformados as mesmas regras que foram aprovadas em 2008, e que vigoram para os actuais administradores.
Desta forma, todos os ex-administradores do BCP que passaram à reforma antes das novas regras - como Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto - perderão o direito a algumas regalias de segurança, viagens e outras, que estavam previstas nos regulamentos anterior. Antigamente os administradores que passavam à reforma tinham direito a manter "os direitos adquiridos no exercício da actividade profissional anterior, podendo estes ser titulados por contrato".

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Banca - Bruxelas cria quatro novos reguladores para apertar supervisão na Europa


Regulação europeia terá poder reforçado mas não explica como dividir custos se um banco falir.


Quatro novos conselhos de supervisão financeira - risco sistémico, banca, seguros e mercados de valores - serão criados já em 2010, segundo a proposta que a Comissão Europeia vai hoje apresentar. A iniciativa, no plano político, tem o apoio das capitais, mas a sua concretização, como o método de decisão por maioria simples ou as consequências orçamentais de uma decisão da autoridade europeia, ainda cria algumas resistências, nomeadamente na Alemanha e no Reino Unido.
Este é um dos "trabalhos de casa" encomendados na última cimeira global de Londres que faltava fazer para os europeus aparecerem amanhã de consciência tranquila no G20 de Pittsburg, nos EUA, onde a UE avançará também com um plano para limitar os prémios aos gestores.
Segundo uma versão preliminar da proposta, esta nova arquitectura para a supervisão financeira, por agora, adianta pouco ao acordo obtido entre os ministros das Finanças em Junho. E sobretudo não resolve com clareza a questão da partilha de custos no caso de um banco transnacional quebrar nas mãos dos reguladores, como ocorreu no caso do Fortis, por exemplo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ex-banqueiro do Morgan Stanley condenado a 7 anos de prisão


Um antigo banqueiro do Morgan Stanley foi hoje condenado a sete anos de prisão e multado em dois milhões de euros por aquele que é o maior caso de ‘inside trading’ de Hong Kong.


Com 40 anos, Du Jun não demonstrou qualquer arrependimento no julgamento. "Não consigo pensar em outra razão senão a pura ganância" afirmou, por seu turno, o juiz.

Du Jun foi condenado à pena máxima que o tribunal pode atribuir por informação privilegiada, depois de ter sido confirmado que o antigo director realizou um encaixe de 3 milhões de euros com posições ilegais.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Moody's corta avaliação dos bancos portugueses


A agência internacional Moody's desceu hoje os 'ratings' dos bancos portugueses, entre eles BCP, BPI e Caixa, cuja notação estava em revisão negativa desde Abril.


A Moody's desceu a avaliação da 'bank financial strength ratings' (BFSR) de sete bancos portugueses, uma avaliação que só tem em conta os factores específicos das instituições e não o sector nacional. A BFSR mede a capacidade financeira de uma determinada instituição, da dívida de longo prazo e do ‘rating' de depósitos.
A avaliação da Caixa Geral de Depósitos desceu um nível, de C para C-, e continua em revisão negativa, alerta a Moody's, que explica que este corte reflecte os fracos níveis de rentabilidade e as pressões ao nível da capitalização, devido a um cenário mais negativo do que o previsto.
Também a avaliação do BCP desceu um nível, de C+ para D+, igualmente com 'outlook' negativo. Na origem da revisão em baixa para o banco liderado por Carlos Santos Ferreira a Moody's aponta, nomeadamente, a forte deterioração da qualidade dos activos do BCP e as expectativas da agência de que o banco vai ter mais perdas nas actividades da Polónia. Também a "performance relativamente fraca das operações de banca de retalho em Portugal" contribuiu para a descida.
Já a notação do BPI desceu um nível, passando de C para C-, o que reflecte "uma modesta performance nas operações domésticas, com uma quebra de 60% no lucro", o aumento da dependência das operações em Angola para os lucros e a deterioração da qualidade dos activos, entre outros factores, explica a Moody's citada pela Bloomberg.
Espírito Santo Finantial Group, Banif, Santander Totta e Montepio Geral também viram as suas avaliações cortadas pela Moody's. A deterioração do contexto, a quebra dos lucros, o fraco nível de capitalização e a deterioração da qualidade dos activos são os factores apontados pela agência para estas revisões.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Justiça - Maria José Morgado e CMVM reforçam colaboração


Colaboração mais próxima e frequente entre as duas entidades para combater crimes de mercado tem resultado numa maior celeridade no desenvolvimento dos processos de investigação.
É uma verdadeira aliança contra o crime de bolsa. A cooperação institucional entre o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) e a CMVM tem vindo a ser reforçada nos últimos tempos. E os resultados são já notórios, nomeadamente, na celeridade com que se desenvolvem os processos de investigação e se deduzem as acusações.
Isso mesmo é reconhecido pela procuradora-geral adjunta do Ministério Público, Maria José Morgado. "Tem existido da parte da Direcção da CMVM um espírito de cooperação, com o DIAP de Lisboa, excepcional", afirmou em declarações ao Diário Económico.
A articulação do trabalho entre as duas instituições beneficiou de várias melhorias nos últimos tempos. "Regista-se uma alteração dos nossos métodos de trabalho que providencia maior proactividade", refere Maria José Morgado. Uma mudança que é também destacada pela CMVM (...)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Provedor de Justiça acusa Constâncio de falta de colaboração


A actuação do supervisor volta a ser alvo de duras críticas, desta feita por parte do Provedor cessante, Nascimento Rodrigues, que enviou ao Parlamento um relatório onde diz que o Banco de Portugal tem um problema de comunicação.

O Banco de Portugal (BdP) tem sido alvo de fortes críticas por parte dos mais variados quadrantes sócio-económicos do país. Depois do caso BCP, as censuras à actuação de Vítor Constâncio no processos do BPN e do BPP subiram de tom nos últimos cinco meses. Agora, o desempenho de Constâncio será mais uma vez submetido ao escrutínio dos deputados. É que a Assembleia da República já recebeu o relatório anual da Provedoria de Justiça.
No documento, referente a 2008, o provedor cessante, Nascimento Rodrigues, censura a postura do supervisor, chegando mesmo a salientar que a cooperação com a Provedoria de Justiça "ficou bastante aquém do desejado".
Em causa estão as reclamações recebidas na Provedoria, o tratamento aos pedidos de colaboração formulados por Nascimento Rodrigues ao Governador nos mais variados assuntos financeiros para efeitos de instrução de processos, e ainda o tratamento dado pelo supervisor às recomendações do Provedor cessante.

PROVEDORIA
Banca foi alvo de 86 processos em 2008
Números revelam crescimento de 72% face ao ano de 2007.
O número de processos abertos pela Provedoria da Justiça para análise de assuntos financeiros aumentou em 2008. Facto devido, exclusivamente, ao acréscimo do número de queixas recebidas contra a banca. O relatório anual da Provedoria, enviado recentemente para a Assembleia da República, revela que o número de reclamações sobre a actividade bancária ascendeu a 86.
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"