segunda-feira, 6 de outubro de 2008

BOLSA REGISTA MAIOR QUEDA DE SEMPRE, QUASE 10%...

As bolsas mundiais voltaram a viver uma segunda-feira negra, à qual Lisboa não escapou. O índice PSI-20 registou mesmo a maior queda percentual desde a sua criação, em 1993, ao afundar 9,86% para mínimos de Agosto de 2004, abaixo dos 7 mil pontos. Entre as acções mais castigadas, destaque para a descida de 16,44% da EDP e 13,07% da Galp. 15 acções do PSI-20 desceram mais de 6%. 20 cotadas atingiram mínimos do ano.
Os mercados accionistas em todo o mundo sofreram perdas acentuadas, devido ao acentuar da crise financeira, numa altura em que são cada vez maiores os receios de virem a ocorrer mais falências no sistema financeiro, em especial no “velho continente”, depois do Fortis, Dexia e do Hypo Real Estate...

As bolsas mundiais voltaram a viver uma segunda-feira negra, à qual Lisboa não escapou. O índice PSI-20 registou mesmo a maior queda percentual desde a sua criação, em 1993, ao afundar 9,86% para mínimos de Agosto de 2004, abaixo dos 7 mil pontos. Entre as acções mais castigadas, destaque para a descida de 16,44% da EDP e 13,07% da Galp. 15 acções do PSI-20 desceram mais de 6%. 20 cotadas atingiram mínimos do ano...
O PSI-20 fechou o dia nos 6.954,87 pontos, com as 20 cotadas do índice em queda. Esta foi a maior desvalorização percentual diária do índice principal da bolsa de Lisboa desde a sua criação em 1993. Superou mesmo a queda de 9,14% sofrida no “crash” de 1 de Outubro de 1998, na altura da crise asiática.Na Europa, as perdas oscilaram entre os mais de 5% de Madrid e os perto de 10% de Paris e Amesterdão. cAs medidas anunciadas pelos governos europeus, a garantirem os depósitos dos cidadãos e a anunciarem que estão preparados para salvar mais bancos, não serviram para acalmar o nervosismo dos investidores. Além disso, persistem os temores de recessão, na Zona Euro, EUA e mesmo a nível mundial.
Na praça portuguesa nenhuma cotada escapou ao sentimento negativo dos investidores. No Eurolist foram 20 as cotadas a fixarem hoje mínimos de pelo menos 52 semanas.Mais de metade dos títulos do PSI-20 apresentou quedas superiores 7%. 15 caíram mais de 6% e a menor queda entre as acções do índice foi protagonizada pela Portucel, que cedeu 3,54%. A Galp Energia sofreu a segunda perda mais acentuada, com uma desvalorização de 13,07% para 9,445 euros, com a companhia a ser penalizada também pela descida do preço do petróleo, que atingiu o valor mais baixo desde Fevereiro. Em Londres o Brent cai mais de 4% para 86,60 dólares.O sector energético foi dos mais penalizados, com a EDP a ceder 16,44% para 2,256 euros, a Renováveis a cair 12,09% para 4,668 euros e a REN a baixar 5,5% para 2,56 euros.Devido ao tumulto que atravessa, o sector financeiro foi também dos mais penalizados. O Banco Comercial Português caiu 7,26% para 1,048 euros, o Banco Espírito Santo cedeu 9,14% para 8 euros e o Banco BPI baixou 7,76% para 1,96 euros. Também com perdas avultadas acima de 10%, a Jerónimo Martins caiu 12,65% para 4,701 euros, a Brisa baixou 12,08% para 5,803 euros e a Altri perdeu 12,03% para 1,865 euros.
Em caso de pânico, ou cenário em que a maioria dos depositantes corria ao seu Banco na tentativa de levantar as suas poupanças!
Haveria instituição financeira que resistisse? Em caso afirmativo, como iria arranjar essa liquidez? E, no seguimento desta questão: Não deveriam os rácios de liquidez ser aumentados para acautelar situações destas?
Numa situação de pânico em que a maioria dos clientes de uma instituição financeira fosse resgatar os seus depósitos, naturalmente que nenhum banco teria disponível nos seus cofres liquidez suficiente para fazer face a esses pedidos. No entanto, a provável incapacidade dos bancos em responder a um pedido avassalador de levantamentos não significa que essa instituição esteja com graves problemas financeiros. A verdade é que a banca funciona numa lógica em que capta recursos junto de uma parte dos seus clientes, comprometendo-se a pagar juros por esses fundos que, de seguida, utiliza para financiar outros clientes, a quem cobra juros. No entanto, todos os bancos estão obrigados pelo Banco de Portugal a manter níveis mínimos de liquidez, para fazer face aos pedidos de levantamento dos seus clientes e a outras necessidades. Numa situação normal, os mínimos actualmente em vigor têm-se revelado suficientes...

Bolsa Portuguesa, com maior queda desde Setembro de 2004...


A praça portuguesa segue em forte queda, com o PSI20 a perder seis por cento, a maior descida desde Setembro de 2004. Os mercados europeus também negoceiam no «vermelho», com perdas generalizadas.
O efeito «dominó» da crise financeira que começou nos EUA sente-se já na Europa. Os mercados europeus estão hoje a negociar no «vermelho», com perdas generalizadas.
Em Lisboa, o PSI20 afunda seis por cento, a maior queda desde Setembro de 2004.
O BCP, Sonae, EDP, EDE Renováveis, BPI e Galp negoceiam ao nível mais baixo do ano.
A queda maior pertence à Galp, com uma descida de onze por cento para os 90,60 cêntimos.
O BCP afunda 9,5 por cento, valendo, 1,02 euros; o BPI cai sete por cento e o BES recua oito por cento.
A EDP cai mais de sete por cento para os 2,50 euros.
Na Europa, o estrago nas bolsas é semelhante. Frankfurt desce 4,8 por cento, Londres derrapa 5,36 por cento, Paris perde 5,3 por cento e Madrid desliza 4,5 por cento.
Em Moscovo, a negociação foi mesmo suspensa depois de uma das bolsas ter afundado mais de 15 por cento...

Europa treme com risco de falência na Alemanha... Governos temem que o pânico tome conta dos aforradores...


Crise financeira. Governos negoceiam soluções de recurso para a banca...

Durante todo o dia de ontem as autoridades alemãs trabalharam numa solução financeira capaz de evitar a falência do Hypo Real Estate (HRE), o quarto maior banco do país. Desde o início, sabia-se que teria de haver um qualquer plano de resgate antes da abertura dos mercados na segunda-feira, que evitasse uma corrida dos aforradores aos depósitos e um efeito de contágio a todo o sistema bancário. E este chegou por volta das 22 horas portuguesas: o governo e os principais bancos alemães abriram uma linha de crédito de 50 mil milhões de euros (a maioria suportada pelo Estado) para salvar aquela instituição.

Ontem, quando estava em Paris, a chanceler germânica foi surpreendida com a notícia de que o acordo estabelecido entre o Governo Federal alemão, o Bundesbank (banco central), o BCE e um consórcio de bancos comerciais se tinha desmoronado quando estes declararam não estar em condições de angariar os 8,5 mil milhões de euros acordados.

Recorde-se que o HRE começou a registar grandes perdas devido às actividades altamente especulativas em projectos imobiliários públicos da sua filial irlandesa, Depfa Bank Plc unit. O aperto no mercado do crédito impediu-a de aceder aos fundos necessários a curto prazo, precipitando a crise da casa-mãe. Hoje, de acordo com o jornal Die Welt, o HRE precisa de 20 mil milhões de euros a curto prazo, 50 mil milhões até ao fim do ano e, provavelmente, 100 mil milhões até ao fim de 2009.

As comparações da actual crise financeira com a Grande Depressão de 1929 arrepia os alemães. O ministro do Interior Wolfgang Schäuble foi ontem claro ao lembrar como a ruína financeira da República de Weimar guindou Adolf Hitler ao poder em 1933.

Também o governo belga passou o dia de ontem em reuniões sucessivas procurando solidificar a situação dos bancos Fortis e Dexia, também eles ameaçados. O segundo estará mais vulnerável a uma eventual falência do HRE segundo o jornal Le Soir. A televisão flamenga VRT, dizia ontem que a origem dos problemas deste banco estavam nos compromissos contraídos junto do HRE alemão, estimados entre 200 e 350 mil milhões de euros. A administração do banco desmentiu estes valores.

Entretanto, na Holanda, o ramo nacional do Fortis foi nacionalizado pelo governo pelo preço de 16,8 mil milhões de euros. O primeiro-ministro belga, por seu turno, informou estar a negociar uma solução com grupos privados, no sentido de apresentar um sinal claro de solução para o Fortis antes da abertura dos mercados na segunda feira.

domingo, 5 de outubro de 2008

Onde pára o dinheiro?


Colapso de bancos nos Estados Unidos e na Europa pôs a nu fragilidades e excessos do sistema financeiro...
Fortis. Uma das maiores instituições financeiras mundiais, em 20.º lugar na lista de maiores bancos elaborada pela revista "Forbes", com implantação sobretudo nos países do Benelux - Bélgica, Holanda e Luxemburgo. No ano passado, teve lucros de quatro mil milhões de euros.
Dexia, outro gigante do sistema financeiro, de origem franco-belga. No ano passado, gerou um resultado líquido atribuível aos accionistas de 2,5 mil milhões de euros. Bradford & Bingley, um banco mais singelo: em 2007, "só" conseguiu 119 milhões de euros de lucro, de acordo com o último relatório de contas.
Além de terem pago dividendos milionários, estes três bancos têm outro factor em comum: na semana passada, foram nacionalizados - total ou parcialmente - para evitar que fossem à falência. Não é que os lucros sejam os únicos indicadores da saúde financeira de uma empresa, longe disso.
Mas a forma como as fragilidades do sistema bancário são expostas de forma tão rápida, obrigando os governos a intervirem para que os bancos tenham capital suficiente para continuar a exercer actividade, dá que pensar. Afinal, onde está o dinheiro? Como é que instituições aparentemente tão sólidas podem, de um ano para o outro, entrar em colapso?
A importação do "subprime" norte-americano e o carácter cíclico das crises são parte da resposta mas foram revelados excessos que poderão servir de lição. As constantes injecções de dinheiro do Banco Central Europeu também não têm sido suficientes para contornar as dificuldades do sistema bancário em conseguir financiamento e ouvem-se vozes contra a orientação seguida nas taxas de juro. Mas o próprio banco central tem um poder limitado, perante problemas de insolvência.

"Turbulência financeira paga em juros"
Como o mau funcionamento do sistema bancário atinge a economia real e faz com que instituições de peso caiam como baralhos de cartas Os criminosos que optam pela especialidade de assaltos a bancos conhecem desde cedo uma dura realidade: os bancos não têm quantidades astronómicas de dinheiro em sua posse. Não era por acaso que "El Solitário" continuava a trabalhar mesmo depois de fazer dezenas de assaltos. As instituições financeiras usam grande parte das verbas que captam para investir ou emprestar a terceiros; apenas uma pequena parte do que recebem fica realmente à sua guarda. Para financiar este modelo de negócio, recorrem permanentemente a empréstimos de outros bancos. Só no espaço europeu, há mais de oito mil instituições bancárias a transaccionar diariamente elevados montantes entre si.

"Com a crise, esta rede foi posta em xeque"
"O pilar do sistema financeiro é a confiança. Quando se gera incerteza sobre o valor real de um título e sobre quem o detém, como aconteceu com os produtos financeiros derivados do "subprime", há um efeito de contágio: toda a carteira de quem detém esses títulos tóxicos passa a estar também sob desconfiança. Estas crises são altamente contagiosas e funcionam como um baralho de cartas", explica Aurora Teixeira, docente na Faculdadede Economia da Universidade do Porto. Com mais risco no sistema, os bancos sobem os juros, as famosas Euribor. Com juros mais altos, a liquidez - a facilidade com que se fazem transacções - é afectada. O dinheiro continua "por aí" mas circula muito mais devagar.

"Dificuldades acrescidas para bancos menos prudentes"
Num cenário destes, os bancos menos prudentes na constituição de capital próprio enfrentam dificuldades acrescidas. Em última análise, as instituições que faliram ou foram salvas antes de colapsar, nos últimos tempos, tinham como denominador comum o facto de não terem conseguido reter financiamento e por isso terem entrado numa situação de insolvência. "As pessoas querem fazer poupanças e ganhar juros, outras pessoas querem pedir emprestado para financiar casas e negócios; mas o sistema bancário não consegue fazer o seu trabalho de intermediário", sintetizava esta semana John Cochrane, professor de finanças da Universidade de Chicago, num blogue do "New York Times".
Aqui entram os bancos centrais, que tentam aumentar a liquidez, mas têm margem de manobra reduzida. As taxas de juro dos bancos comerciais estão a reflectir sobretudo o risco do sistema e não as taxas directoras do Banco Central Europeu, pelo que uma descida de juros poderia não reflectir-se totalmente nas taxas de mercado e tornaria a economia mais exposta à inflação. O mesmo acontece com as injecções de liquidez no sistema. Pôr mais notas e moedas em circulação para recapitalizar os bancos acode as necessidades de curto prazo dos bancos mas desvaloriza a moeda, gerando inflação. Políticas monetárias menos rigorosas podem tentar enfrentar dificuldades emitindo constantemente moeda. O Brasil gostou dessa ideia, nos anos oitenta e noventa, e conseguiu o feito de atingir taxas de inflação de três dígitos.
A actuação dos bancos centrais está acima de tudo limitada pela génese dos problemas sentidos nas instituições financeiras. Nuno Valério, catedrático em História da Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão, entende que "há um problema de falta de liquidez mas também de falta de solvabilidade. Para muitos produtos derivados, que estão na base desta crise, a perda de valor foi definitiva" e não há injecção de liquidez do BCE que lhe valha.
O académico sublinha que a especulação nos mercados financeiros, ao longo do tempo, "nunca pode ser benéfica para todos". "É inevitável que alguém acabe por perder", sustenta. Nuno Valério considera que a perda de capital no final do ciclo "tem de acontecer", mas que se "pode evitar que haja repercussões em larga escala, com desemprego e miséria" e é nesse sentido que Europa e Estados Unidos estão a actuar, embora de formas diferentes. Não fazer nada, numa crise sistémica, seria a pior das soluções. Os depositantes ficariam sem o dinheiro, as empresas teriam ainda mais dificuldades em financiar-se, haveria efeitos drásticos no crescimento económico.

"Não há almoços grátis"
Os economistas inventaram uma frase para ilustrar os permanentes fenómenos de compensação nos mercados: "Não há almoços grátis". Um excesso aqui paga-se com um défice ali. Na crise que atravessa o Mundo, o princípio. Há perdas imensas na bolsa e bancos entram em colapso, mas isso acontece depois de anos sucessivos de lucros no sistema financeiro. Além de mostrar as fragilidades do sistema financeiro, o "subprime" veio também evidenciar os efeitos perniciosos que algumas ferramentas financeiras podem ter. Entre elas, a alavancagem, um procedimento em que, através de dinheiro "emprestado", se maximiza a possibilidade de obter lucros mas também a de cair em perdas. Também as "stock options" dos administradores das empresas, que pressionam os gestores a obter resultados financeiros para beneficiarem da subida da cotação das acções.
Na bolsa, deram nomes aos ciclos financeiros. Chamam-lhe "Bull Market", quando o mercado se assemelha a um animal furioso por lucros, e "Bear Market", quando a festa acaba, se fazem contas à vida, e hibernação é o caminho. No final, quem fica com a batata quente é quem paga a conta, tal como aconteceu com os títulos "subprime". Tão importante como saber investir é saber quando desinvestir. Axel Miller, o presidente do Dexia, viu o seu salário aumentado em 9% em 2007, para 1,9 milhões de euros, fora outras regalias. No Fortis, as remunerações da equipa de gestão aumentaram 6%, para 10,9 milhões de euros, nesse ano. No Bradford & Bingley, os administradores foram aumentados 27% num exercício em que os lucros desceram 48%. Onde pára o dinheiro? É perguntar aos gestores dos bancos onde puseram o dinheiro que receberam, um ano antes da insolvência das empresas que geriam...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A terrível crise financeira actual, ja vem sendo detectada há mais de seis anos

A terrível crise financeira actual, já vem sendo detectada há mais de seis anos.
É resultado dos grandes erros, manipulações de mercado e fraudes de certas Instituições financeiras, que contaminaram as economias dos próprios Países. Depois resultou numa "bola de neve" , que acabou por contagiar todo o mundo...Isto tem a haver com a ganância de certos Gestores, com o ignorar dos próprios Governos, Supervisores, Mediadores Financeiros, Jornalistas e até propriamente Comentadores. Infelizmente, conclui-se em termos financeiros; que os governos não aprenderem a lição da grande crise de 1929, que abalou o Mundo...

"O FMI dá conta de um forte impacto negativo, devido à crise internacional em Portugal, essencialmente por dois canais: exportações e dificuldades financeiras..."

Veja-se o que se tem passado na Banca Portuguesa, principalmente retratada com o "Caso Negro" do BCP, em que os próprios Supervisores Financeiros tiveram que expulsar os Administradores do Banco, por suas acções durante muitos anos, terem sido catastróficas!...Este caso do Millennium BCP, tem a haver com empréstimos feitos a accionistas, através de offshores, para comprarem acções do próprio banco e outros problemas muito graves no campo da manipulação de mercado e perdões de dívidas de muitos milhões de euros... Mas a ideia que passou para a opinião pública foi a existência de um ‘escândalo’ de grandes proporções. A Administração do banco foi apresentada como uma quadrilha de malfeitores. Devo dizer que os prémios de gestão ganhos pelos administradores do BCP sempre me pareceram exagerados, senão mesmo imorais...E o mais terrível desta situação, é estes Ex. Administradores, ainda andarem à solta com reformas "chorudas" e muitos milhões de indmnizações que receberam, estarem a gozarem com esta terrível crise que ajudaram a perpetuar...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

CMVM saúda reforço da supervisão e agravamento das penas para crimes de mercado no Sector Financeiro


CMVM
O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) saudou hoje a aprovação do reforço da supervisão do sector financeiro e o agravamento das penas para crimes de mercado, que passam a incluir a prisão efectiva.

"O aumento das exigências de informação e transparência no mercado financeiro e o aumento do rigor das sanções e, consequentemente, do seu efeito dissuasor, representam um progresso notório, que corresponde às aspirações da CMVM e que, por isso, saúdo vivamente", disse Carlos Tavares à agência Lusa.
As medidas, anunciadas em Conselho de Ministros, incluem uma proposta de lei, a submeter à Assembleia da República, que eleva as penas por crimes de mercado dos actuais 3 anos (remíveis em coimas) para 5 anos, o que significa pena efectiva de prisão.
O limite de coimas aplicadas passará para 5 milhões de euros e prevê-se o agravamento da coima máxima aplicável, quando o dobro do benefício económico obtido com o crime exceder este limite.
Foi também aprovado um decreto-lei que reforça os deveres d informação e transparência no âmbito da actividade financeira e dos poderes de coordenação do Conselho Nacional de Supervisores.
"É a opção correcta. Retirar as devidas lições não só desta crise financeira mas também da experiência passada, prevenindo o futuro", considera Carlos Tavares, entendendo que se trata essencialmente de "melhorar a regulamentação existente em pontos cruciais, resistindo à tentação da sobre-regulamentação".
O presidente da CMVM recorda que "nos últimos anos foi feita uma reforma regulatória profunda e corajosa, que nos colocou ao nível das melhores políticas regulatórias internacionais".

Governo aprova novas medidas de supervisão do sector financeiro


O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, um conjunto de medidas com o objectivo de reforçar a supervisão do sector financeiro e um agravamento das coimas das infracções e crimes de mercado.
A proposta de lei, que vai ser submetida à Assembleia da República, revê o regime sancionatório em matéria criminal e contra-ordenacional no sector financeiro, actualizando as molduras penais e agravando os montantes das coimas em caso de infracções e crimes de mercado.
No âmbito da proposta de lei, a moldura das penas é elevada dos actuais 3 para 5 anos, ao passo que o limite de coimas aplicadas passará para 5 milhões de euros. Além disso, prevê-se o agravamento da coima máxima aplicável, quando o dobro do benefício económico obtido com o crime exceder este limite.
«Uma das lições que podemos tirar [da actual situação do sistema financeiro] é que o modelo de regulação que opta pela desregulação em excesso pode causar problemas como a crise da 'subprime'», afirmou o ministro das Finanças.
A proposta prevê ainda o agravamento da natureza das contra-ordenações associadas à violação de deveres de informação e de constituição ou contribuição para fundos de garantia obrigatórios, que passam de graves a muito graves, bem como introdução da figura do processo sumaríssimo no sector bancário e no sector segurador, para tornar a intervenção dos supervisores mais rápida e eficaz.
Além disso, a nova lei prevê a extensão do regime da publicidade das decisões condenatórias em processo contra-ordenacional, à área bancária e dos seguros.
A nova lei diz também respeito às remunerações dos gestores, introduzindo-se a obrigatoriedade de submeter à aprovação da Assembleia Geral das empresas uma declaração sobre a remuneração dos administradores, e da divulgação, nos documentos de prestação de contas, da política de remuneração desses membros e do montante anual da remuneração auferida, de forma agregada ou individual.
O Executivo aprovou ainda um decreto-lei que reforça os deveres de informação e transparência no âmbito da actividade financeira, bem como os poderes de supervisão das autoridades de regulação.
As instituições financeiras passarão a estar obrigadas a prestar regularmente às autoridades de supervisão informações sobre o nível de exposição e controlo de riscos, avaliação de activos, nomeadamente os que sejam transaccionados em mercados pouco líquidos e transparentes.

Comentário:
"Casa roubada, trancas à porta"
AO LONGO DA FAMIGERADA "CAMPANHA ACCIONISTA BCP" EM 2000/2001, QUE O BANCO LEVOU A CABO COM AS ACÇÕES PRÓPRIAS, FOI PROVADO HAVER INDÍCIOS DE VÁRIOS CRIMES... NO EXERCÍCIO DE 2000, O MONTANTE TOTAL DE PRÉMIOS A DISTRIBUIR PELOS FUNCIONÁRIOS FOI DE 22.603.817,40€, EM QUE OS ACCIONISTAS NÃO TIVERAM DIREITO A DIVIDENDOS!!!
AS ENTIDADES SUPERVISORAS E ÓRGÃOS DE MEIOS DE COMUNICAÇÃO DIVULGARAM AO PÚBLICO, MAS O BCP, MESMO COM A ACTUAL ADMINISTRAÇÃO, CUJO PRESIDENTE É O DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, CONTINUA A EXTORQUIR, "ROUBAR" E A SAQUEAR DINHEIROS DAS CONTAS DAS VÍTIMAS (CLIENTES) SILENCIADAS E INDEFESAS, DANDO SEGUIMENTO PARA O BANCO DE PORTUGAL COMO SENDO DÍVIDA DE INCUMPRIMENTO, SUJANDO O "BOM NOME" DO CLIENTE... ENQUANTO OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS BANCÁRIOS CONTINUAM INTOCÁVEIS, SEM SER CHAMADOS À JUSTIÇA.

É A VERDADE DO QUE SE PASSOU E AINDA SE ESTÁ PASSAR NO MAIOR BANCO PRIVADO PORTUGUÊS! "MILHARES DE PESSOAS DESTRUÍDAS, EXTORQUIDAS E "ROUBADAS" DOS SEUS BENS PELO BCP (CAMPANHA ACCIONISTA MILLENNIUM BCP E OUTRAS SITUAÇÕES GRAVES)..."
- "TAMBÉM ALGUMAS NOTÍCIAS FINANCEIRAS ACTUALIZADAS"
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DURING THE INFAMOUS "CAMPAIGN SHAREHOLDERS BCP" In 2000/2001, the Bank has undertaken WITH OWN ACTIONS, HAS PROVEN Indications of HAVER SEVERAL CRIMES ... In 2000, THE TOTAL AMOUNT OF PREMIUMS FOR EMPLOYEES WAS A DISTRIBUTE OF € 22,603,817.40, in which shareholders were not entitled to dividends!!!
AND BODIES supervisors of media available to the public, but the BCP, EVEN WITH THE CURRENT ADMINISTRATION, WHICH IS THE PRESIDENT DR. CARLOS SANTOS FERREIRA, continues to extort, "theft" Drawing MONEY AND VICTIMS OF THE ACCOUNTS (CLIENTS) Silent and Helpless, following FOR BANK OF PORTUGAL AS BEING DEBT OF FAILURE (CRC) of the client. While the primary banking responsibility untouchables CONTINUE WITHOUT BEING CALLED TO JUSTICE.

IS THE TRUTH of what happened and if IS MOVING IN A MORE PRIVATE BANK PORTUGUESE! "Thousands of people destroyed and EXTORQUIADAS THEIR PROPERTY BY BCP (BCP MILLENNIUM CAMPAIGN SHAREHOLDERS AND OTHER serious )..."
- "UPDATES FINANCIAL ALSO NEWS OF THE WORLD"